Monthly Archives: March 2012

Fisco não se deixa enganar por cegos com declarações médicas anteriores a 2009.*

Esta abantesma, com o aval destoutra inenarrável criatura, criou este monstro. É claro que o mal existe, meu caro Pedro, tomando formas que não têm nada que ver com as que descreve. O dito monstro é o fautor da destruição da Economia portuguesa. Digo-o sem a mais leve sombra de dúvida. Reparem que digo Economia e não Finanças. Muita gente as confunde mas são bem distintas. Não falo da “crise financeira”, que é global. Falo da crise económica portuguesa, da destruição do tecido produtivo nacional por uma coerção fiscal desenfreada, um abuso de autoridade inaceitável do Estado sobre os cidadãos e as empresas.

Os estudos oficiais apontam para uma Economia “não declarativa” na ordem dos 20 a 25%, mas esta percentagem já terá atingido certamente valores na ordem dos 30 a 35%. Qualquer economista, mesmo daqueles de fala lenta,  vos dirá que assim não há gestão económica pública possível. Para dar uma imagem do que provoca a pressão fiscal em Portugal nos últimos anos, digo-vos que é como um jogo de futebol cujo árbitro vai castigando com expulsão sucessivamente todos os jogadores à medida que vai marcando faltas e mais faltas, na maior parte dos casos inexistentes. Nesta imagem, as equipas já estariam a jogar apenas com 4 ou, no máximo 5, jogadores de cada lado.

Se não prenderem o monstro, se continuar a perseguição fiscal sobre os cidadãos, se não deixarem as pessoas voltar à Economia declarativa, a espiral económica decrescente acentuar-se-á. Continuando a usar a imagem futebolística anterior, se não mudarem o árbitro o campeonato não terá mais jogos porque todos os jogadores estarão castigados – e não havendo jogos não há receitas. Ou melhor, o que acontece não é a suspensão do campeonato, porque isso seria impossível, mas é permitido aos jogadores continuarem a jogar à custa de coimas pesadas para eles (indivíduos) e para os seus clubes (empresas), que se tornam assim escravos da entidade que tem poder executivo e judiciário para estabelecer as penalizações pecuniárias (o fisco).

A Economia de um país não é o resultado da actividade de meia dúzia de grandes empresas operando com o beneplácito do Estado. A Economia (saudável) de um país é fruto da iniciativa, do trabalho, do esforço e da actividade livre de todos e de cada um dos cidadãos, tanto os que têm actividades monetarizáveis, como aqueles que não as tendo suportam os que as têm. Acho espantoso que eminentes economistas em Portugal pareçam não saber estes factos elementares.

*Notícia da Antena 1.

Nota: Já agora, não é preciso ter o dom da profecia para poder afirmar que a abantesma referida no início deste texto vai fazer ao SNS o mesmo que fez anteriormente à Economia nacional. Se o deixarem.

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Laudes – Isaiah 1:18.

Oh! Lavem-se! Limpem-se! Que eu não vos veja mais a praticar toda essa maldade. Acabem com a vossa má conduta.
Aprendam a prática do bem; aprendam a ser justos, a ajudar os oprimidos, os órfãos e as viúvas.

Isaías/Isaiah 1:16-18 (OL/NIV)

À consideração dos que acham que não vale a pena lutar por direitos laborais.


Durante oito horas por dia, Sagira faz “bidis” – cigarros castanhos finos que são tão importantes para a vida dos indianos como o chá e os pães espalmados.
Ela tem 11 anos de idade.
Sagira é uma das muitas centenas de milhar de crianças labutando nos cantos esconsos da India rural. …

Sob a lei indiana isto é legal.

… 75 rupias (1 dólar e meio) por cada 1000 “bidis” enrolados,…

Tradução rápida de breves excertos deste artigo de imprensa. Pode ver mais imagens documentais desta notícia clicando na foto em baixo.

Vejam bem: do dia da poesia ao dia da greve geral.

Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer,
e não há quem lhe queira valer.

Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão,
desbravando os caminhos do pão.

E se houver
uma praça de gente madura,
ninguém vem levantá-lo do chão,
ninguém vem levantá-lo do chão.

Mentir em Portugal pode ter prémio ou castigo: depende do mentiroso.

Acho muitíssimo bem que os mentirosos tenham direito a um período de férias pagas num estabelecimento do Estado.

Na verdade, seria incomportável para o erário público que todos os mentirosos fossem de férias para Paris.

Temo, contudo, que o legislador não tenha tomado em consideração o potencial desta medida – se alguma vez a sua aplicação vier a ser  generalizada – para rapidamente exceder a capacidade de alojamento nos referidos estabelecimentos.

Grace like rain.

Mas Tu tens compaixão de todos, pois tudo podes e desvias os olhos dos pecados dos homens, a fim de os levar à conversão.
Sabedoria 11, 23

Porventura me hei-de comprazer com a morte do pecador – oráculo do Senhor Deus – e não com o facto de ele se converter e viver?
Ezequiel 18, 23

Insensato! O que semeias não volta à vida, se primeiro não morrer. E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas um simples grão, por exemplo, de trigo ou de qualquer outra espécie. É Deus que lhe dá o corpo, como lhe apraz; dá a cada uma das sementes o corpo que lhe corresponde.
1 Coríntios 15, 36-38

Meu querido, meu velho, meu amigo.

Meu pai, para ti.

Itália a caminho do desastre económico.

Ao contrário do que aconteceu com a Grécia, cujo descalabro financeiro foi sendo anunciado quase diariamente, a muito maior e mais grave crise em Itália quase passa despercebida nos meios de comunicação social – e não só em Portugal. (Pergunto-me porquê?)


Mas, se se procurar com atenção, as (más) notícias lá vão aparecendo, embora com a informação muito pouco desenvolvida. Vejam-se em baixo 4 pequenas notícias que, por si só, deveriam fazer soar todos os alarmes na cabeça de qualquer jornalista de Economia (para não falar já da chusma de “comentadores especializados” que por aí pairam):

Desemprego em Itália bate recorde em janeiro

Itália de novo em recessão com PIB a contrair 0,7%

Dívida de Itália bate novo recorde

Itália gasta metade da poupança orçamental. Em quê?

As notícias acima, embora significativas não referem, no entanto, a verdadeira causa do desastre económico italiano próximo. Ao contrário desta:

Luxury on the cheap

Nota: Se após ler a última notícia não perceber imediatamente porquê e se o termo corporate raider não lhe diz absolutamente nada, experimente ver o filme Pretty Woman tomando mais atenção às actividades de Richard Gere do que às de Julia Roberts. 😉

Rain and Tears.

An oldie (1968?) but a goodie just to celebrate the rain. 🙂

Lembrando Akira Yoshizawa e outros artistas da nobre arte do Origami.

Aproveitando a homenagem que o Google faz no 101.º aniversário do nascimento daquele que é considerado o pai do Origami, Akira Yoshizawa, faço aqui menção também à artista das “artes do papel” e minha grande amiga Ana Folhas, ao seu belo blogue e , em particular, a este artigo em que ela mostra 2 das mais de 50 mil criações do mestre.

Oxalá a minha amiga Ana não tenha que viver também 20 anos na miséria, como aconteceu a Yoshizawa, antes de ver o seu trabalho reconhecido.