Monthly Archives: April 2012

Jesus Calling

(Jesus chamando)

“Cristo, porém, depois de oferecer pelos pecados um único sacrifício, sentou-se para sempre à direita de Deus, esperando, por último, que os seus inimigos sejam postos como estrado dos seus pés.
De facto, com uma só oferta, Ele tornou perfeitos para sempre os que são santificados.”
Hebreus 10, 12-14

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Censura pura e dura em Itália.

A Itália vem atravessando problemas económicos e de financiamento público bastante mais graves do que a Espanha. Contudo, ao contrário da abundância de notícias sobre o aprofundamento da crise espanhola, encontrar informação sobre o agravamento da situação económico-financeira italiana é presentemente muito difícil. Porquê? Boa parte da explicação pode ser encontrada nesta nota noticiosa de que faço a seguinte transcrição parcial, traduzida o mais exactamente possível (na medida das minhas capacidades de tradução do italiano):

Falando hoje no Festival de Jornalismo de Peruggia 2012, a ministra da Justiça Paola Severino fez declarações sobre a questão da informação referindo três pontos fundamentais: controle sobre blogues e facebook; filtragem de escutas; punição de jornalistas, editores e empresas em casos de (considerados como) publicidade camuflada. A ministra anunciou que estão em estudo novas regras para (a actividade d)os blogues. Eis as declarações da ministra Severino publicadas pelo jornal Corriere: «Os blogues podem causar mais danos que os jornais» disse a Severino, fazendo referência a legislação europeia que visa impedir que os fornecedores do desrviço de internet possam mudar-se para países onde a malha legal é mais larga. «Os cidadãos têm o direito de falar uns com os outros, mas devem seguir as regras», disse a ministra criando um grande alvoroço no mundo digital (…). « Escrever num blogue não autoriza a escrever qualquer coisa, sobretudo no que respeita aos direitos dos outros. Os blogues têm capacidade para difundir o pensamento mas isso não deve tornar-se uma liberdade de escolha», repetiu a Severino que apontou prever para muito breve uma regulamentação. (…) E conclui com um aviso: «Saibam que aquilo que fazem aos outros pode ser-vos feito a vós. Comecem a regulamentar-vos a vós mesmos». Um aviso que soa mais como uma ameaça. …

Como é fácil depreender destas afirmações ( e das que se lhes seguem), a comunicação social italiana já está fortemente condicionada (com ameaça de mais restrições punitivas) e estão em curso acções legislativas inibidoras da liberdade de expressão na blogosfera e nas redes sociais. Orwell só se terá enganado na data da sua distopia. Imaginem a brevidade com que serão importadas estas medidas para Portugal, uma vez aprovadas na Itália e noutros países da UE…

Lições de autodefesa para fotojornalistas (e outros) nas manifestações políticas em Portugal.

Tendo em consideração os antecedentes e as ameaças da polícia relativamente às próximas manifestações.

Constituição da República Portuguesa
Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública

A Associação 25 de Abril recusa participar nas comemorações oficiais do 25 de Abril.


Porque consideramos que:
O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.
O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.  
– Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.
Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.
– Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.
O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.

Em conformidade, a A25A anuncia que:
Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;
– Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;

Leia oManifesto da A25A completo aqui (ficheio pdf).

Pausa.

Informo os meus amigos e visitantes habituais que fiquei proibido de olhar para qualquer ecrã até estar completamente curado da uma pequena mas persistente inflamação ocular. Até breve (espero eu). Fiquem na paz e na esperança que acompanha a fé n’Aquele que levanta, protege e restaura.

Dois textos de justa indignação sobre duas histórias reais.

Margarida Corrêa de Aguiar acerca do aprofundamento da brutalidade da injustiça fiscal:


O nosso emigrante foi triplamente castigado, teve que emigrar para trabalhar e ganhar o seu sustento e ajudar ao da família, teve que renunciar a uma vida familiar normal e como ainda não bastasse é onerado com um IMI 14 vezes superior ao que pagaria se tivesse optado por ser desempregado em Portugal.
Mas que Estado é este que quer combater regimes fiscais de países terceiros como o Uruguai maltratando os seus nacionaisemigrados. Que taxas confiscatórias são estas que visam uma subtração do património.

Maria João Marques a respeito da farisaica hipocrisia religiosa prevalecente na ICAR:

uma Igreja que se reúne em locais assépticos, que não vai de encontro ao mundo, que não se dá a conhecer, uma comunidade de puros que olha com desconfiança tudo o que é novidade pelo facto de ser novidade (…). Uma Igreja de fariseus, portanto. Uma Igreja que se envergonha – só pode! – de Jesus, que tudo fez para ir de encontro àqueles que mais dEle estavam afastados. E uma Igreja que não percebe que Deus está em toda a parte da Sua Criação, incluindo num centro comercial de arquitectura industrial.

Conduzir os desempregados a desesperados ou o Estado enquanto pessoa de mal.

Na sanha institucional para iludir os números do desemprego em Portugal os funcionários dos Centros de (des)Emprego e (de)Formação Profissional continuam a aconselhar(!), insistentemente, os beneficiários do subsídio de desemprego a receberem o respectivo montante por inteiro, como financiamento(?) de um qualquer negócio(?) que as vítimas, digo, os desempregados pensem poder criar.

Isto tem um duplo “efeito positivo” nos números das estatísticas oficiais, apregoáveis pelos organismos do Estado e pelo governo: diminui o número de desempregados inscritos e aumenta o número de pedidos de constituição de empresas(!) em nome individual.

Mas, num momento em que muitos dos negócios já instalados vêm as suas listas de clientes a diminuir e não conseguem manter-se em actividade, o que acontece realmente é que mais de metade destes empresários(?) instantâneos e impreparados não conseguem singrar.

Isto tem um duplo efeito negativo na vida destas pessoas, com repercussões violentas em todo o seu grupo familiar: voltam a ficar em situação de desemprego mas agora sem direito a receber qualquer subsídio e, muito pior, quase sempre com dívidas pesadas resultantes da falência das suas actividades.*

Fomentar o desespero é cruel,  desumano e perigosamente estúpido.

Nota: Manter as actuais chefias, escolhidas pelo anterior governo, na Segurança Social, na Administração Fiscal e no Ministério Público é uma opção suicidária por parte deste governo – como a seu tempo se irá constatar.

*Os exemplos são inúmeros, nem é preciso procurar; só no limitado âmbito dos meus conhecimentos são já uma dezena de casos.

Psalm 95

Salmo 95

a vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia.
1ªPedro 2, 10

 

Um exemplo de possessão.

Muita gente não cristã põe em causa – ou sente-se incomodada com – as menções bíblicas a estados de possessão de pessoas por espíritos imundos ou demónios. Dentre essa gente, muitos leram – ou viram filmes como – o Exorcista e acreditam, erradamente, que qualquer estado de possessão deve assemelhar-se aos aí descritos/mostrados. É extremamente difícil fazer entender a quem assim pensa e acredita que a maior parte das possessões não atingem, felizmente, nem se aproximam sequer de, tais paroxismos.

Mas, basta um exemplo para tornar claro a muitos que uma pessoa pode estar possuída sem ter nenhuma daquelas manifestações exageradas – até ao momento em que…

«Estraguei a minha vida e tirei-lhe a vida por 40 euros»
tvi 24, 12- 4- 2012

Nota: Reparem no relativismo do arrependimento do indivíduo descrito na notícia – não está inconsolável por ter tirado a vida ao seu semelhante mas por tê-lo feito por tão baixo preço e à vista de todos.

Justice not found – Portucale.

Todos os arguidos do processo Portucale absolvidos
12 Abril 2012 | 11:27
Jornal de Negócios  com Lusa