Category Archives: ARTE E CULTURA

I began…

I began traveling at the speed of thought
my body weary my consciousness fraught,
with the realization that we are more
than stardust at our very core.

I began thinking at the speed of thought
as my memory searched for which I sought,
the whole is greater than the sum of its’ parts
it was there I chose to make a start.

My thoughts moving faster than the speed of sound
mere atoms and particles could not be found.
The matter of mind though visible in light
was not what I sought, not now, not quite.

I began thinking at the speed of light
beyond the boundaries of mere sight,
searching for what is at the core
I looked inside the open door.

I began pondering thought itself
not material in nature, I thought to myself.
If matter were all and everything we are,
an evolution to consciousness from a mere star?

I began to see with a spiritual sight
materiality at last, having lost the fight.
Bringing to mind that we are certainly more
than stardust at our very core!

Gene Simia*

At the Speed of God

*Who is Gene Simia? I haven’t the faintest idea, I never met him and I probably never will. All I know is that he is an American from Ohio whose “interests include: Study of history, science, mathematics, music and the humanities (…) writing poetry, small stories(for children), pianist, singer and percussionist.”

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Traduções impedidas de livros proibidos. / Precluded translations of banned books.

Poucas pessoas saberão que livros como Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll), O Diário de Anne Frank, As vinhas da Ira (John Steibeck) ou Bichos (Colectânea de contos, Miguel Torga) estiveram proibidos num qualquer país durante algum (mais ou menos) tempo.
Para comemorar a Semana dos Livros Proibidos* publico aqui o pequeno poema To the Garden the World, do livro Leaves of Grass de Walt Whitman (um livro que também esteve proibido) e a minha tradução dele para um trabalho que foi cancelado (mais um) por falta de verba.

Few people will know that books like Alice’s Adventures in Wonderland (Lewis Carroll), The Diary of Anne Frank, The Grapes of Wrath (John Steinbeck) or Farrusco the blackbird: and other stories from the Portuguese (Miguel Torga) were once banned in some country for some (more or less) time.
To commemorate the Banned Books Week I publish here the small poem To the Garden the World from the book Leaves of Grass by Walt Whitman (a book that was once also banned), and my translation of it to Portuguese as part of a commission that has been canceled (one more) because of withdrawal on funding.

To the Garden the World

To the garden the world anew ascending,
Potent mates, daughters, sons, preluding,
The love, the life of their bodies, meaning and being,
Curious here behold my resurrection after slumber,
The revolving cycles in their wide sweep having brought me again,
Amorous, mature, all beautiful to me, all wondrous,
My limbs and the quivering fire that ever plays through them, for
reasons, most wondrous,
Existing I peer and penetrate still,
Content with the present, content with the past,
By my side or back of me Eve following,
Or in front, and I following her just the same.

Ao Jardim o Mundo

Ao jardim o mundo novamente ascendendo,
Potentes companheiros, filhas, filhos, antecipando,
O amor, a vida dos seus corpos, significado e ser,
Curioso, eis aqui a minha ressurreição após o sono,
Os ciclos girando na sua ampla varredura trazendo-me de novo,
Amoroso, maduro, tudo belo para mim, tudo maravilhoso,
Os meus membros e o fogo trémulo que sempre se mostra neles, as razões, espantosas,
Existindo eu prescruto e penetro ainda,
Satisfeito com o presente, satisfeito com o passado,
Ao meu lado ou atrás de mim segue Eva,
Ou à frente e eu seguindo-a, tanto faz.

*A expressão inglesa banned books tem sido traduzida para português como livros censurados, o que na minha modesta opinião é um erro pois em nenhum dicionário (antigo ou moderno) foi encontrada a palavra “censurar” com o significado (mesmo que informal ou figurado) da palavra ban. Muitos livros (e filmes) foram, e são ainda hoje, censurados e mesmo assim publicados, ainda que estropiados.

O mundo parece ficar mais cheio de cobardes…

sempre que morre um homem de coragem.

Tomorrow’s song.

Para a minha amiga compositora e pianista M.ª João M. por pensar que ela não conhece ainda este compositor e pianista islandês.

De como o nascimento do filho do carpinteiro

mudou a contagem do tempo no mundo.

Afinal, Ele não é só o princípio e o fim mas, também, tudo o que está pelo meio.

Calendário 2013

BOM ANO NOVO

Recordar Veneza (para não pensar em Portugal).

As notícias que fui lendo ontem diziam que as incompetentes decisões dos caros gestores da banca pública portuguesa da década passada causaram um prejuízo monumental; que os governantes actuais continuam a “fomentar a emigração” dos melhores recursos deste país, por que a única coisa que sabem fazer para “combater a crise” é aumentar estupidamente os impostos; que as forças de segurança nacionais decidiram participar em todas as acções de protesto convocadas pelas centrais sindicais, seja a CGTP seja a UGT

A bem da minha sanidade mental prefiro partilhar convosco un ricordo de Venezia.

Lembrando Akira Yoshizawa e outros artistas da nobre arte do Origami.

Aproveitando a homenagem que o Google faz no 101.º aniversário do nascimento daquele que é considerado o pai do Origami, Akira Yoshizawa, faço aqui menção também à artista das “artes do papel” e minha grande amiga Ana Folhas, ao seu belo blogue e , em particular, a este artigo em que ela mostra 2 das mais de 50 mil criações do mestre.

Oxalá a minha amiga Ana não tenha que viver também 20 anos na miséria, como aconteceu a Yoshizawa, antes de ver o seu trabalho reconhecido.

Iryna Khalip

Divulgar uma verdadeira heroína em Dia da Mulher.

Clique na foto para ir à sua origem (o blogue de Ak Bara)

A República: uma síntese actual.

Le réalisme social de Daumier.
Daumier, La république, 1848

A seguir: The uprising.

Caminhada.(3)

Faz hoje 4 anos e 10 dias que este blogue foi criado na plataforma da IOL (e seria posteriormente apagado sem aviso) e faz exactamente 4 anos que foi mudado para aquela que, pensei  (no meu desconhecimento ainda da impermanência deste mundo virtual), iria ser a sua casa definitiva – o alojamento espanhol NIREBLOG.

O 1.º e 2.º aniversários, em 2008 e 2009, foram assinalados na data de publicação do 1.º artigo, 20 de Agosto, porque ainda existia o primitivo blogue na IOL para o qual podia lincar. O ano passado acabei por não recordar a data por diversas razões.

Este ano decidi comemorar esta memória com a re-publicação (a partir de rascunho: – sim, eu guardo rascunhos de quase tudo) de um dos primeiros artigos, entretanto desaparecido, o excerto (da tradução para português) do poema de T. S. Eliot(1) que está na origem do nome escolhido para este blogue.

Se a palavra perdida se perdeu, se a palavra usada se gastou
Se a palavra inaudita e inexpressa
Inexpressa e inaudita permanece, então
Inexpressa a palavra ainda perdura, o inaudito Verbo,
O Verbo sem palavra, o Verbo
Nas entranhas do mundo e ao mundo oferto;
E a luz nas trevas fulgurou
E contra o Verbo o mundo inquieto ainda arremete
Rodopiando em torno do silente Verbo.


                          Ó meu povo, que te fiz eu.


Onde encontrar a palavra, onde a palavra
Ressoará? Não aqui, onde o silêncio foi-lhe escasso
Não sobre o mar ou sobre as ilhas,
Ou sobre o continente, não no deserto ou na húmida planície.
Para aqueles que nas trevas caminham noite e dia
Tempo justo e justo espaço aqui não existem
Nenhum sítio abençoado para os que a face evitam
Nenhum tempo de júbilo para os que caminham
A renegar a voz em meio aos uivos do alarido


Rezará a irmã velada por aqueles

Que nas trevas caminham, que escolhem e depois te desafiam,
Dilacerados entre estação e estação, entre tempo e tempo, entre
Hora e hora, palavra e palavra, poder e poder, por aqueles
Que esperam na escuridão? Rezará a irmã velada
Pelas crianças no portão
Por aqueles que se querem imóveis e orar não podem:
Orai por aqueles que escolhem e desafiam


                       Ó meu povo, que te fiz eu.


Rezará a irmã velada, entre os esguios
Teixos, por aqueles que a ofendem
E sem poder arrepender-se ao pânico se rendem
E o mundo afrontam e entre as rochas negam?
No derradeiro deserto entre as últimas rochas azuis
O deserto no jardim o jardim no deserto
Da secura, cuspindo a murcha semente da maçã.


                     Ó meu povo

(1) Collected Poems 1909-1962, poem Ash-Wednesday-1930, part V. If the lost word is lost, if the spent word is spent, H. B. & W Inc. Editors, New York, 1963 (pode ler e descarregar o original em inglês aqui), na excelente tradução de Ivan Junqueira (aqui).