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A imagem do governo português ao 2.º dia de Julho de 2013.

Castelo de cartasVítor Gaspar sai e queixa-se de falta de coesão do Governo
Pedro Crisóstomo, 01/07/2013 (PÚBLICO)

Portas demite-se do Governo descontente com solução para as Finanças
Sofia Rodrigues, São José Almeida e Leonete Botelho, 02/07/2013 (PÚBLICO)

Actualização (3 Jul. 2013 – 00:15)

Morais Sarmento também sai do Governo
01 Julho 2013, por Sara Antunes (Negócios)

Mota Soares e Assunção Cristas vão demitir-se amanhã
2 de Julho de 2013 (Diário Digital)

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Where the domain of finance is

The Economist:
European economy guide – Polarised prospects, May 10th 2012
The euro crisis – The Greek run, May 19th 2012
Europe’s biggest fear – A run they cannot stop, May 25th 2012

Previsões do tempo (de crise) para o Sul da União.

E alguns esclarecimentos breves sobre cartas meteorológicas.
(clique nas imagens para ver)

A tempestade tende agora a afastar-se da Grécia e a intensificar-se sobre a Itália.

Itália: Desemprego dispara para os 8,3%
31 de outubro de 2011, Expresso (Economia)

Brevemente estará, forte, sobre a Espanha.

Geopotencial

Desemprego em Espanha atinge 4,36 milhões
3 de novembro de 2011, Expresso (Economia)

E, em seguida, virá a posicionar-se sobre Portugal. Inevitavelmente.

Desemprego jovem atinge os 27,1% da população
Portugal entre os piores
01 Novembro 2011, Correio da Manhã

A realidade sobre a crise da dívida em Portugal, Espanha e na União Europeia.

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In Portugal, non-financial companies (NFCs) have debt that is 16 times their pre-interest profit. An interest rate of little over 6 per cent would wipe that profit out. In Spain the numbers are 12 times and 8 per cent, respectively. So its entire NFC sectors are junk – a designation that kicks in at a ratio of about 10 times. …

I present some basic statistics to highlight the problem in Europe. In short, there exists a deleterious positive feedback loop between overly leveraged banks and their sovereigns in key markets. …

… So because of totally contrived institutions — these dumb pseudo countries that don’t have their own currencies — and a silly belief in numbers, we’re getting this situation where the poor most pony up to bail out the rich.
Outrage.

Nota: Desculpem, mas não tenho tempo para traduzir.

A crise do imobiliário está agora definitivamente instalada em Portugal.

Subprime sequel - Consequências do subprimeHá três anos atrás aconteceu nos EUA, e as consequências estão muito bem descritas no texto que transcrevo a seguir (mas não traduzo por falta de tempo):

… “You see all these expensive-looking houses ?  They are in fact poorly built, cookie-cutter houses, way over-priced, bought with money out of nowhere (…) by people living in a dream, from paycheck to paycheck, in a false paradise of high credit, materialism and excessive spending. If they lose their jobs, as many are doing, they will be lucky to get half their money back on their houses.
… But the lost jobs will not come back, so there is no real basis for a return to prosperity. (…) There is a kind of Government aid which can do more harm than good to the people it is supposed to help, by trapping them in their dependence on it…
… “The economy is hanging on a thread, yet most people think everything will be fine in a year’s time. They think it is lovely if the Government just prints or digitalizes more and more money. Five per cent of the people, or less, understand just how grave the situation is, and less than one per cent see religion as playing any part in their country’s downfall. People look only for band-aids, not for deep or real solutions. …

(Rampant Unreality, posted August 29, 2010 on Thought and Action blog)

Pois bem! As instituições financeiras portuguesas (e outras na Europa, como se mostrará numa das peças noticiosas que irão ser apontadas a seguir), apenas conseguiram adiar – ou iludir por algum tempo? – a crise no imobiliário.
Agora, não é apenas uma crise de créditos não cobráveis, mas uma completa estagnação do sector motivada pelo arrefecimento (quase congelamento) da Economia e uma concentração insustentável de património não negociável, a não ser com perdas. Não esquecer que são os bancos e o Estado os proprietários da maior parte do imobiliário neste país. É que, em em matéria de problemas financeiros (dívidas, investimentos em depreciação, etc), adiar é sempre sinónimo de agravar – e não é preciso ser nenhum génio da Economia para saber isto.
Crise agravada também, e muito, pelo saque do Estado sobre o imobiliário feito através da péssima legislação produzida entretanto pelos governos socialistas: o aumento brutal da carga fiscal (IMI), a criação de mais custos e taxas (a seu favor, claro) no arrendamentos urbanos (NRAU), a concorrência desleal da Administração Fiscal no mercado do imobiliário (leilões e mais leilões de imóveis hipotecados), etc. – questões que foram sendo referidas aqui, neste blogue, ao longo dos últimos 3 anos, por diversas ocasiões.

Crise: casas já não se vendem como vendiam
Filipa Serejo, TVI, 2010-08-27 (Agência Financeira)

Portugal tem à venda mais de 381 mil imóveis
Elisabete Felismino, 28/08/10, Diário Económico

Países nórdicos deverão enfrentar crise no sector imobiliário
19 Agosto 2010, Diogo Cavaleiro, Jornal de Negócios

Só os tolos, conduzidos pelos optimistas incompetentes, ainda acham que dentro de pouco tempo a crise está debelada.
Cegos conduzidos por outros cegos.

Em tempo de crise os portugueses investem…

em grandes automóveis:

.Wallis - beach porche crash

As vendas de carros em Portugal aceleram em 2010 e Porsche prevê “ano recorde”
19/07/2010, Vera Monteiro/Agências, News 352
A venda de automóveis de luxo em Portugal acelerou no primeiro semestre, com a Porsche e a Jaguar a registarem um crescimento acima dos 50 por cento, face ao período homólogo, segundo os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). (…)

A informação pode imediatamente confirmar-se aqui:

SERVIÇO PÚBLICO: O comércio externo está surdo aos delírios prospectivos de José Sócrates
publicado Quarta-feira, Agosto 11, 2010 por O Impertinente
(…)com base nos dados disponíveis referentes ao período de Março a Maio, o aumento do défice ter-se-à ficado a dever essencialmente ao aumento das importações de automóveis (+381 milhões) e combustíveis para refinar (+626 milhões). Em contrapartida, a importação de máquinas e outros bens de capital reduziu-se em 105 milhões (…)

Reafirmando aquilo que já aqui foi dito antes: este é sem qualquer dúvida O Caminho da Depressão.

A lição da Islândia.

Ao Teixeira dos aumentos de impostos e ao Zézito dos optimismos mentirosos.


The moral of the story seems to be that if you’re going to have a crisis, it’s better to have a really, really bad one. Otherwise, you’ll end up taking the advice of people who assure you that even more suffering will cure what ails you.

The Icelandic Post-crisis Miracle
Paul Krugman, June 30, 2010,
on The Conscience of a Liberal blog.

tradução rápida:
A moral da história parece ser que se há que passar por uma crise, o melhor é que ela seja mesmo muito má. De outro modo, acabará por tomar-se o conselho daqueles que garantem que ainda mais sofrimento curará a aflição.
Erupção do vulcão islândês 2010

A incapacidade da UE para resolver a crise da dívida soberana

e as suas possíveis consequências.

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Uma das razões porque não temos ainda uma crise cambial total (ainda) é – ou parece ser – simplesmente a indecisão dos operadores sobre o que pode realmente motivar o pânico.
O que se sabe com certeza é que o euro afundou hoje novamente, atingindo um novo mínimo de quatro anos, … a projectada destruição das economias orientadas pela dívida não parece ser muito positiva. Em vez disso, ao que parece, os investidores estão a ruminar sobre as perspectivas da zona euro e da estrutura da moeda única, perguntando-se o que raio fazer disso tudo. …

EU bailout summit

… Existe agora uma “muito boa oportunidade” para um “íngreme” declínio do euro… os políticos chave parecem muito à vontade acerca desta possibilidade…
É claro que a postura relaxada se baseia no pressuposto do euro atingir a paridade com o dólar, mas não existe uma lei imutável que diga que, uma vez atingida essa paridade, o euro parará por aí. Então e o que fazer se continuar a cair?

(excertos traduzidos de) A partial explanation
Posted by Richard, June 07, 2010
on EUReferendum blog

Temos todos de mudar de vida,

avisam os banqueiros.

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Para o presidente executivo do Banco BPI, (…) “Os bancos estão a fazer um subsídio gigantesco às famílias” (…)
Carlos Santos Ferreira, presidente do Millennium bcp, (…) “Alguma coisa não está bem na vida de todos nós, algo é necessário alterar” (…)
Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos alertou para a necessidade de os portugueses “mudarem radicalmente de vida. O nosso nível de vida vai baixar. O momento é sério” (…)
O presidente do BES considerou (…) que o Banco Central Europeu demorou muito tempo a actuar, deixando “os especuladores à solta” (…)

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Sacrifício

Mais uma verdade inconveniente ou

Marc Fabermais um inconveniente a dizer a verdade (toda a verdade e nada além da verdade).

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“…they’ll just print money and print more money,” (…)
“What I object to the current government intervention in so-called ‘solving the crisis’, (is that) they haven’t solved anything. They’ve just postponed it.”

(Governments Will ‘Bankrupt Us’: Marc Faber, 22 Apr 2010, CNBC.com)

E quem é este Marc Faber – perguntais vós -, que diz tais inconveniências ao estilo de Medina Carreira? É com certeza “um prestigiado economista” com “um vasto currículo”, de acordo com a nova linguagem politicamente correcta.

notícia apanhada aqui