Monthly Archives: May 2009

El Shaddai – Deus Todo Poderoso.

“Funny thing about making music for a long time is you see so many fads come and go: popularity, trends… I’m glad I get to sing you a song about something who doesn’t change.”
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“O engraçado quando se faz música durante muito tempo é que podem ver-se tantas modas passageiras vir e ir: popularidade, tendências… Fico contente de poder cantar-vos uma canção sobre algo que não muda.

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Names of God:

– El Shaddai (“God Almighty”)
– El Elyon (“Most High God”)
– Elohim (…) Hebrew grammar allows for this form to mean “He is the Power (singular) over powers (plural)”
– Jews also call God Adonai, Hebrew for “Lord”

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É curioso: parece que não gostam do Barroso.

E logo um “gajo” tão “porreiro… pá”!

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Entre os muitos comentários possíveis a estas notícias (rimas popularuchas usando o nome durão e isso), este foi o eleito:
O cherne não está fresco
O quê? O meu cherne não está fresco?
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A crise económica e social tem origem na crise de valores.

Já havia sido dito aqui, num outro contexto: vem agora a evidência demonstrá-lo.

 

Perito em Ética

A crise serve de justificação para muita coisa. Quem o diz são os empresários. Um estudo da consultora Ernst&Young, levado a cabo junto de dois mil executivos europeus, revela que boa parte destes profissionais considera aceitável cometer actos ilegais nesta fase recessiva. …
(Empresários: subornar e mentir é aceitável em tempo de crise, em 20-05-2009 no Portugal Diário)

 

Para um quarto dos gestores ouvidos pela consultora Ernst & Young seria aceitável subornar clientes para superar a actual recessão.
O estudo, que ouviu dois mil gestores de 22 grandes empresas europeias, mostra que cerca de metade destes Executivos considera aceitável ter um ou mais comportamentos pouco éticos em tempos de crise. …

(25% dos gestores subornaria clientes para sobreviver à crise, Rita Paz em 20/05/09 no Económico)

 

Poderá ser-se levado a pensar que as pessoas terão deixado de distinguir entre o que está certo e o que está errado. Para se perceber que esse pensamento é completamente falso, basta atentar nalguns comentários destas notícias:

 

(no Económico)

pois é…, | 20/05/09 15:37
não é por acaso que se dão as crises financeiras! Até se pode inferir que mesmo em tempos de não crise estas práticas se passaram…daí a crise ter aparecido!

 

ADiasAlves, Porto | 20/05/09 15:50
O problema que esteve na origem do descalabro actual da economia, a amoralidade que justificou o “vale tudo” e a ganância dos CEOs (e outros), continua lá, bem vivo!
Exigem-se maiores poderes para a regulação, para os accionistas e para o BoD com actuação decidida perante problemas éticos, doutro modo a confiança vai-se…
Só que sem confiança não há bolsa nem mercados que resistam… voltaremos ao descalabro que os contribuintes estão agora a pagar (e vão continuar).

 

(no Portugal Diário)

SERVEM-SE DE TUDO….| 2009-05-20 / 22:11 | Por: emanuel santos
para meter o dinheiro ao bolso! Aprenderam bem a lição, têm um grande professor no governo. Não admira com tanto desemprego a baixarem salários aos seus empregados, encostando-os á parede! Neste momento esta gente sem escrúpulos servem-se de todos os truques para “zelarem” pela vidinha. O governo que continue a dar “ajudas” a estes srs. e a tirar da boca aos mais necessitados!!!!!!

 

O “LIXO”| 2009-05-20 / 16:05 | Por: Nuno Rapaz
Este “lixo”, como o outro – o normal, vai demorar tempo a limpar. A notícia só peca por dar a entender que os empresários só pensam nas acções descritas em tempo de crise… Puro engano. E, provavelmente, são essas práticas causadoras de uma crise que ultrapassa, em muito, uma mera crise financeira.

 

Afinal, as pessoas não só sabem muito bem distinguir o certo do errado, como têm uma consciência agudíssima de que a falta de valores éticos está na origem da crise económica.

E parecem saber, também, que o exemplo vem de cima:

 

A Comissão Europeia (CE) considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público, todos os programas governamentais ligados ao Plano Tecnológico da Educação. Está em causa a distribuição gratuita ou a preços reduzidos de mais de um milhão de computadores a alunos e professores – incluindo os 500 mil ‘Magalhães’ que o Executivo de José Sócrates prometeu distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo. …
(Comissão Europeia considera Magalhães ilegal, por Luís Rosa, em 22 Maio 09 no Sol)

 

Q.E.D. ou, como dizem os juristas ingleses, I rest my case.

 

15Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros. (Gálatas 5)

Let me tell their story…

Deixem-me contar a história deles…

 

Encontrado aqui, na casa da amiga Sanpadjud.

Thy Word – A Tua Palavra

is a lamp unto my feet, and a light unto my path – é uma lanterna para os meus passos e uma luz no meu caminho.

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Uma reacção às palavras da jovem carmelita Joana, aqui (continuado daqui) no Toques de Deus:
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rezar é estar com Quem sabemos que nos Ama
Rezar não é uma multiplicação de palavras ditas da boca para fora que o coração não acompanha
É estar com… É deixar que Ele nos invada… É deixar que Ele seja Deus e se revele, dentro de nós e nos outros
É acolher o Seu Amor… é deixar que tome conta do nosso interiorA grande questão da nossa vida não é se peco ou não peco
Mas sim: que tipo de relação estabeleço com Deus… isto é que é importante
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a apoteose da mediocridade colectiva em todos os seus aspectos

ou o perigo das novas ditaduras mascaradas de democracia.

Five-Fat-Pink-PigsFive-Fat-Pink-Pigs

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Leia mais aqui: A Cassandra Americana.

Os povos, tal como as pessoas, podem aprender de duas maneiras:

1ª. Através dos próprios erros;

2ª. Através dos erros dos outros.

Qual delas tem sido a escolha predominante dos portugueses?
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Um acto da mais elementar justiça,

que o Zézito e “sus muchachos” conseguem transformar em “favor” eleitoralista*:

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No Conselho de Ministros de hoje, o Governo procedeu à alteração que dispensa os contribuintes que não tenham contabilidade organizada para efeitos de IRS do envio, por meios electrónicos, da declaração, anexos e mapas actualmente exigidos na lei.
A medida visa “eliminar obrigações sucessórias que se vieram a revelar desproporcionadas em termos de custo/benefício e sem contrapartida relevante para a administração tributária”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.
(Governo muda Código do IVA para recibos verdes, 07.05.2009, por João Manuel Rocha, no Público)

 

Cenário de puzzler

 

*e ainda “ganhar umas massas”:

 

Contudo, uma vez mais e como já vem sendo hábito desta facção que governa o país, nunca nada é aquilo que parece:

No entanto, no dia 14 de Abril de 2009, foram novamente aplicadas coimas às/aos trabalhadoras/es a recibo verde, de 154,50€ por cada ano em falta, pelo facto de não terem entregue alguns anexos da IES-DA, multas estas que não foram ainda revogadas!
Perante este cenário de multas sucessivas, e atendendo ao facto de que as coimas aplicadas a 14 de Abril de 2009 não foram ainda revogadas, o FERVE considera ser da mais elementar justiça que o Governo proceda à anulação destas multas, tal como já havíamos solicitado.
(CONSEGUIMOS! – Governo anula obrigatoriedade de entrega da Declaração Anual do IVA! em 07 Maio 2009, no blogue do FERVE)

Mas o Zézito está iludido. É muito tarde para piruetas. Os portugueses podem ser brandos, mas não são estúpidos. Todos aqueles que sofreram as governativas e estatais prepotências, injustiças, perseguições (e já são tantos, caramba!) não se esquecerão de quem lhas fez no dia em que forem às urnas.

Our father – Pai nosso.

Hear our cry,
Oh Lord, we need Your mercy
and we need Your grace today.
Hear us as we pray.
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Ouve o nosso grito,
Senhor, precisamos da Tua misericórdia
e precisamos da Tua graça hoje.
Ouve-nos enquanto oramos.
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Obrigado Pai, por me ouvires quando preciso de Ti.
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Novo crescimento da bolha especulativa e

a falácia da recuperação económica.

 

Nas últimas duas semanas têm sido bastante comuns notícias como estas – escolhidas ao acaso nas Newsletters com que o OJE me enche a caixa de correio electrónico e até já não muito frescas –, cujos linques se indicam a seguir:

 

Bolsas à prova da Gripe
03/05/09

PSI 20 abre em alta acima dos 2%
07/05/09

Bolsa de Tóquio fecha em máximos de seis meses
07/05/09

Nova Iorque encerra a brilhar impulsionada pela banca
07/05/09

A muitos poderão estas parecer boas notícias para a Economia, mas não o são, porque – também escolhidas ao acaso e na mesma fonte – lá estão demasiadas notícias deste outro teor:

 

Platex propõe 200 em regime lay off
06/05/09

Sonae Indústria com 40 milhões de prejuízos devido a quebra nas vendas
07/05/09

Tribunal de Gaia declara Jotex insolvente
12/05/09

GM afunda em Bolsa para níveis de 1933
12/05/09

DuPont elimina mais 2.000 postos de trabalho
08/05/09

O lucro financeiro sem suporte na produção é meramente especulativo. O financiamento por parte dos governos de todo o mundo aos grandes grupos financeiros está a favorecer o tipo de negócios que conduziram a esta crise, e a agravar a situação ao fazer crescer novamente a bolha especulativa.

A crise actual tem origem num prolongado período de especulação financeira, que teve origem a seguir à primeira crise económica dos anos 90 e que atingiu o seu máximo na saída da crise do final da mesma década – a chamada “dot-com bubble”. Isto é bem perceptível, por exemplo, na comparação de preços e ganhos do índice dos mercados de acções designado MSCI World constante do gráfico seguinte – apesar de ele não ser construído para mostrar isso:

 

msci world prices-earnings

A quem interessa usar as expectativas criadas por estes lucros especulativos? A resposta a esta pergunta está inteiramente dada e demonstrada no quadro seguinte:

 

Bolha especulativa
Clique na imagem para ver maior

 

A Economia e a Finança estão hoje indissociavelmente ligadas, mas não são a mesma coisa. Impedir artificialmente que instituições financeiras completamente inviáveis, à luz dos princípios da Economia de livre mercado, claudiquem por incapacidade própria, não só não garante de forma alguma a desejada recuperação económica, como pode ainda agravar a situação de crise.

 

Como dizem, aliás, num assomo de honestidade, os autores deste estudo (pág. 14) encomendado pelo Citi Bank, destinado a tentar provar, pelo contrário, que os sinais dos mercados bolsistas indiciam uma recuperação da Economia:

 

The biggest risk to our outlook is a worse and more extended downturn for the global economy and corporate earnings than we currently forecast. Valuations discount recession, but not depression and deflation.

 

A verdadeira vocação de Portugal e…

a grande provisão legislativa socialista na preparação desse grandioso futuro.

 

O amigo Jorge do Fliscorno publicava, em 8 de Junho de 2007, um postal intitulado O aeroporto da Europa contendo a imagem que se reproduz aqui a seguir.

 

Portugal aeroporto da Europa

 

Acredito que foi sem intenção que o fez, desconhecedor ainda das fórmulas peterianas de pensamento deste socretino governo. É que, não são ainda passados 2 anos sobre a data daquele postal e já o dito governo aprovou o quadro legal para aproveitar a inacreditável ideia do Jorge.

DL n.º 73/2009, de 31 de Março
REGIME JURÍDICO DA RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL(versão actualizada)
(…)
Artigo 22.º
Utilização de áreas da RAN para outros fins
(…)
l) Obras de construção, requalificação ou beneficiação de infra-estruturas públicas rodoviárias, ferroviárias, aeroportuárias, de logística, de saneamento, de transporte e distribuição de energia eléctrica, de abastecimento de gás e de telecomunicações, bem como outras construções ou empreendimentos públicos ou de serviço público;

Só que os tipos do Google Country Vocation Search, distraídos ou incultos, nunca leram a conclusão da pessoana Mensagem:

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

 

Como toda a gente sabe, o nevoeiro é um factor muito limitante e mesmo impeditivo da utilização de um aeroporto. Assim, esta machadada na Reserva Agrícola Nacional para pouco servirá, porque actualmente a legislação PIN já permite aos amigos requerentes fazerem tudo o que querem, onde querem. Ou, haverá outros desígnios neste nevoeiro que é hoje Portugal?

O artigo 22, ali em cima,  fala em saneamento. Quiçá, a verdadeira vocação de Portugal seja a de cloaca da Europa?