Monthly Archives: April 2008

MayDay, MayDay, é preciso limpar Portugal:

da hipocrisia, do oportunismo, da mentira, da exploração e de todas as porcarias afins.

É inegável que existe liberdade de expressão em Portugal. Pelo menos alguns dizem tudo o que lhes vem à cabeça.

Portugal é mesmo uma terra de oportunidades. Pelo menos alguns fazem tudo o que querem e sobra-lhes tempo para mais.

Em ambos os casos, basta que se faça parte da oligarquia política que detém o poder…

“Vitalino Canas, vice-presidente da bancada parlamentar socialista, afirmou esta quinta-feira que «caricaturistas irresponsáveis e fundamentalistas violentos estão bem uns para os outros».” (TSF Online, Caricaturistas e radicais «bem uns para os outros», 22:01/09 de Fevereiro 06)

“O porta-voz do PS defendeu hoje que as alterações à Lei Geral Tributária que possibilitam o levantamento do sigilo bancário aos contribuintes que reclamem de decisões do fisco conciliam os direitos dos cidadãos e o interesse público.” (Diário Digital, PS diz que alterações à Lei Geral Tributária são equilibradas, 30-07-2007 18:41:00)

“Vitalino Canas diz que a ministra (da Educação) tem feito bom trabalho, tendo “mostrado muita determinação, muita coragem e espírito de serviço público de defesa da escola púbica”, considera.” (RR Renascença, Informação, Vitalino Canas defende ministra, 28-02-2008 11:59)

“O porta-voz socialista Vitalino Canas disse ontem que “todos os objectivos” a que o Governo e o partido se propuseram foram alcançados, recusando no balanço de três anos de governação, “perder tempo” com o que se fez mal.” (TV Net, “Todos os objectivos do PS foram alcançados”, 2008-03-12 11:46 GMT)

É necessário mudar este ominoso presente para que haja um futuro melhor. É preciso fazê-lo pacificamente da única maneira possível para o povo (os pobres, os sem poder): ir para a rua exigir a mudança numa mega-manifestação, a maior manifestação que os instalados alguma vez terão visto.

É indispensável a participação de todos. Todos ao May Day no dia 1 de Maio. Informem-se agora mesmo.

Tomem a iniciativa sobre a Vossa própria vida, não deixem que Vos determinem um futuro sem Futuro. Venham fazer História, porque é assim que os humildes podem fazê-la e foi assim que sempre a fizeram.

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What the Lord has done in me.

(O que o Senhor permitiu em mim.)

Diga o fraco: eu sou forte.
Diga o pobre: eu sou rico.
Diga o cego: eu posso ver.
O Senhor fez isso em mim.

.
Ossana, Ossana,
ao Cordeiro sacrificado.
Ossana, Ossana,
Jesus morreu e ressuscitou.

.
Este rio eu cruzarei,
O meu pecado será limpo.
Águas piedosas virão dos céus,
do Seu grande amor por mim.

.
Sairei dos meus abismos,
para os seus braços divinos.
Cantarei a salvação,
Jesus Cristo me libertou.

Diz que é o ministro do trabalho…

e da Solidariedade Social!

“… No entanto, o responsável (o dito ministro) defende o direito do Estado a contratar a recibos verdes, desde que seja legal e por opção das duas partes. …” (TSF-Online, Legislação Laboral – Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08)

Revoltante, não é? Chegou a hora de mudar Portugal, mudando aqueles que o governam mal.

Ao povo (aos pobres, aos sem poder) só resta uma maneira de forçar a mudança: ir para a rua exigi-la numa enorme manifestação. Se todos participarem é possível juntar 500 mil.

É preciso participar no dia 1 de Maio na parada de precários May Day. Não fiquem em casa, tomem o Vosso destino nas Vossas próprias mãos. Informem-se agora.

Maio é o mês das mudanças sociais profundas e das lutas (vitoriosas) da juventude… pelo menos desde 1968 ;).

Oh Freedom (Oh, Liberdade)…

Oh freedom over me (oh liberdade sobre mim);

and before I’ll be a slave (e antes me tornar um escravo)

I’ll be buried in my grave (serei levado à minha sepultura)

and go home, to my Lord and be free. (e irei para casa, para Deus, e serei livre)

O vigésimo quinto dia de Abril.

Homenagem aos portugueses que quiseram conquistar a liberdade.

Há 34 anos atrás, um punhado de portugueses ousou sonhar a liberdade até ao ponto de arriscar tudo para a conquistar.

Depois… bem, depois vieram os oportunistas, os das organizações e negociaram o que não conquistaram, em nome de um povo que não os escolheu. Enfim, o costume, como os professores tão bem ficaram a saber recentemente.

Sou grato, profundamente grato àqueles que nada tomando para si me permitiram viver em liberdade durante cerca de 30 anos, entre 1975 e 2005. Todos os portugueses deveriam ser gratos. Portugal em 1974 era um país atrasado, isolado, gritante de pobreza e analfabetismo nas classes mais humildes – a maioria da população.

Muitos são os que já nasceram depois desse momento histórico. Outros eram demasiado pequenos para perceberem o que se passou. Muitos outros esqueceram o tempo antes e alguns nunca admitirão que era mau.

Eu não esqueci, não esquecerei até à morte, assim Deus me ajude. Por isso aqui expresso a minha gratidão e deixo a minha homenagem: Bem-hajam capitães.

Bem-hajam também aqueles que tiveram a coragem de, no dia 25 de Novembro, uma vez mais, conquistar o direito de Portugal ser livre de qualquer espécie de ditadura. Porque de esquerda ou de direita, frontais ou dissimuladas, azuis ou cor-de-rosa, todas elas suprimem a liberdade à nação.

Obrigado Senhor, por teres permitido a Liberdade a esta terra, a este povo que a ansiava, durante todo este tempo.

Infelizmente, outros tempos chegam, outras gerações. Gente que não dá valor à liberdade, porque ela nunca lhes faltou e lhes parece coisa certa. Gente que troca a liberdade pelo dinheiro, o ser pelo ter. Gente para quem o bem-estar e a segurança é viver num condomínio fechado com piscina e “spa”. Gente para quem qualidade de vida é ter um carro de luxo, roupas e sapatos de marca, telemóveis com internet e televisão, mesmo que para ter tudo isso deixem de ter tempo para apreciar a existência, a sua e a dos seus. Gente arrogante cujo Deus é o dinheiro, que pensa que a vida e a morte lhes pertencem. Que tolos! Só quando ela (a liberdade) lhes faltar, quando vier a angustia da opressão da “gaiola dourada”, lhe saberão o verdadeiro valor: mas então será tarde, porque já a perderam.

Voar
A liberdade é um estado difícil, semelhante ao voo de uma ave. Requer, primeiro, o esforço da subida, o atingir a elevação necessária. Em seguida, para se manter necessita de resistência e equilíbrio. Não traz em si qualquer recompensa material. Limita-se a dar uma visão ampla sobre a vida e o mundo. É apenas(?) uma forma de estar, um êxtase, uma leveza de ser. É a contínua busca da perfeição, do inatingível, de Deus. É o esplendoroso e cansativo caminho dos Fernãos Capelos Gaivotas que vêm a este mundo, quais anjos de dádiva e inspiração espiritual.

Até à liberdade última, plena e eterna, aquela que Cristo veio trazer a toda a humanidade.

“Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” (2ª Corintios 3, 17)

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.” (Gálatas 5, 1)

“Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros.” (Gálatas 5, 13 a 15)

“Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera – não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre – esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática.” (Tiago 1, 25)

Mais hipocrisia não, por favor!

hipocrisia [definição na Diciopédia, Porto Editora]

substantivo feminino

– fingimento de boas qualidades para ocultar os defeitos;

– fingimento; falsidade.

(do grego hypokrisía, «dissimulação»)

Hipocrisia política

“… “Fazem dos trabalhadores, especialmente os mais jovens, uma bola de trapos, que passam de contratado a prazo, recibos verdes, contratado a prazo, recibos verdes” – diz a bloquista Mariana Aiveca.

O partido quer soluções para uma situação que considera escandalosa e que o Governo não resolve nem na sua própria casa.

“Só a administração central, tem 117 mil pessoas a recibo verde” – acrescenta Mariana Aiveca. …” (Rádio Renascença, Informação, Bloco interpela governo sobre precaridade, ML/Paulo Magalhães e Ana Carrilho, 10-04-2008 0:13)

Primeiro-ministro fala de «injustiças gritantes e abusos declarados»

Há situações envolvendo recibos verdes que «são injustiças gritantes e abusos declarados», disse, referindo-se ainda à mesma matéria, lembrando que, por isso mesmo, o Governo quer «punir os falsos recibos verdes». …” (Agência Financeira, Sócrates: «Exagero de recibos verdes tem que acabar», Marta Dhanis, 2008/04/22 19:43)

 

Outras definições complementares:

desvergonha substantivo feminino

– falta de vergonha; descaramento; impudência; atrevimento; petulância; desfaçatez.

demagogia substantivo feminino

– submissão excessiva da actuação política ao agrado das massas populares; processos servis de captar o favor popular; abuso da democracia.

Leitura complementar:

No blogue MARCA DOR

Tuesday, April 26, 2005, posted by MARCA DOR @ 2:37 AM

 

O PSD visto de cima!

(metáfora e apólogo)

Víboras

Esconde-me agora sob as Tuas asas,

protege-me com a Tua mão poderosa…

Retribuindo ao Rui Santiago a bela música que partilhou com os visitantes no seu inspiracional blogue Derrotar Montanhas.

Parábola do rico insensato.

(Lucas 12)

16Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita.

17E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: ‘Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?’

18Depois continuou: ‘Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.

19Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.’

O rico insensato

20Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?’

21Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»

Enquanto os pobres empobrecem…

o governo legisla para proteger os ricos.

Ricos

Faço minhas as palavras de Nuno Teles no blogue Ladrões de Bicicletas (cujo linque vou juntar à minha lista em seguida):

Se não consegues derrotá-los, junta-te a eles

Deve ser este o lema deste Governo no que diz respeito aos paraísos fiscais. O Jornal de Negócios dá conta da intenção do Governo em legalizar «trusts» – fundos que gerem os recursos de outrém como património autónomo. Ao confiar o meu património a um «trust», deixo de ter os direitos e obrigações legais sobre ele. Ou seja, o meu património deixa de contar para efeitos fiscais. O Governo, ao mesmo tempo que dá uma ajuda ao nosso «pobrezinho» sistema bancário, legaliza assim uma forma de evasão que claramente beneficia os mais ricos, únicos com acesso a esta forma de investimento.

Proponho um slogan para o governo anunciar esta medida legislativa: Nunca nenhum partido de direita conseguiu fazer tanto pelo capital.