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(des)Emprego em Portugal: os números desmentem a demagogia das percentagens.

Um banhinho (frio) de realidade numérica para tirar os “amigos da laranja” do estado de semicatatónica verborreia sobre a “queda” da taxa de desemprego no terceiro trimestre deste ano.

Número de empregados em Portugal (2008-2013)*:

Anos                      Total (milhões)
2008                    5,198
2009                    5,054
2010                    4,978
2011                     4,837
2012                    4,635
2013                    4,553**

Afinal, o que não pára de cair é o número total de empregados.
Ao contrário do número de pensionistas, que não pára de aumentar.

Número de pensionistas em Portugal (2008-2012)***:

Anos                      Total (milhões)
2008                    3,368
2009                    3,423
2010                    3,473
2011                     3,535
2012                     3,585

Não há nada como uma boa série numérica para desmontar uma mistificaçãozinha estatística.

* População empregada: total e a tempo completo e parcial (Pordata)
** Taxa de desemprego cai pela primeira vez em cinco anos (Público)
*** Pensionistas: total, da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (Pordata)

Presente de Cesar 1Presente de Cesar 2

Traidores de si mesmos e da sua cultura.

Muito pior do que as piruetas contradições e esquivas do malogrado secretário de Estado da Cultura

«O facto de [o Acordo Ortográfico] ser irreversível não quer dizer que não seja corrigível»
– Francisco José Viegas, “Correio da Manhã”, 30/10/2011

«O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu hoje que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico»
– Agência Lusa, 24/4/2012

só mesmo a (pouco) elegante cambalhota lealdade  do grande defensor dos interesses do governo de Sócrates cidadão português para com o respectivo antecessor.

«Antes de ser provedor falou no novo Acordo Ortográfico como um “abastardamento da língua portuguesa”. Já foi adoptado pela provedoria. Custa- -lhe escrever com as novas regras?

Aqui na provedoria, o meu antecessor adoptou-o e eu considerei que seria, no mínimo, pouco elegante alterar esta posição. Tanto mais que a provedoria, mesmo sendo um órgão de Estado independente, tem uma ligação muito forte à Assembleia da República. Assim, escrevemos da mesma maneira.

Mas como faz no dia-a-dia?

Continuo a escrever fora do acordo ortográfico e as senhoras secretárias mudam os textos para a formulação actual.»
– José de Faria Costa, entrevista ao Jornal i, 2/12/2013

Frases de René de Chateaubriand no Citador

Mentir em Portugal pode ter prémio ou castigo: depende do mentiroso.

Acho muitíssimo bem que os mentirosos tenham direito a um período de férias pagas num estabelecimento do Estado.

Na verdade, seria incomportável para o erário público que todos os mentirosos fossem de férias para Paris.

Temo, contudo, que o legislador não tenha tomado em consideração o potencial desta medida – se alguma vez a sua aplicação vier a ser  generalizada – para rapidamente exceder a capacidade de alojamento nos referidos estabelecimentos.

Disse solvabilidade, sr. Silva?

“A banca portuguesa tem um elevado grau solvabilidade, pode ter alguns problemas de liquidez, mas é uma banca segura no que diz respeito à solvabilidade”, afirmou o chefe de Estado…
(Cavaco diz que banca é segura e espera que não lhe sejam criadas dificuldades, 26 Novembro 2011, Lusa/Negócios)

Querem que explique? Então, é assim.

O Ti Canelas precisa de 5 mil euros para manter o negócio da “venda” – pagar despesas correntes e refazer as existências (stocks) – mas só tem 500. O Ti Canelas tem um problema de liquidez, isto é, em linguagem para toda a gente entender, está teso, sem chêta, liso. Mas, dos 500 euros que tem, 400 são dele e só 100 são emprestados. Como a solvabilidade é tanto maior quanto for o valor da razão entre o capital próprio e o capital alheio, pode afirmar-se que o Ti Canelas tem uma excelente solvabilidade (80%). Concluindo à Silva, a “venda” do Ti Canelas é segura… no que respeita à solvabilidade, claro.

Nota: Clique na imagem para aceder a outras doutas afirmações do sr, Silva.

Dextra sinistra.

Sem tempo para esmiuçar em texto este novo plano de aumentos de impostos do novel ministro dos impostos português – o que só espero poder fazer logo ao final do dia -, deixo aqui mais uma pequenina imagem de síntese que expressa bem (pelo que tenho ouvido) o sentimento geral dos portugueses quanto ao assunto:

Nota: Imagem recebida por e-mail datado de 4-02-2011 sem qualquer referência de autoria.

Opinião sobre o governo PSD – síntese.

Passados 70 dias apenas após a sua tomada de posse, a opinião geral sobre este novo governo é, sinteticamente, a seguinte:

clique na imagem para ver maior

Caramba! Deve ser um novo recorde…

Um final absolutamente surpreendente

em qualquer parte do mundo, menos em Portugal. Ou seja, não dá em nada no fim.
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Como não haveria de ser o fado a canção nacional?