Monthly Archives: January 2010

A paz, segundo Obama,

o laureado com o prémio Nobel da paz de 2009.

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Paz Armada - Diamantis Sotiropoulos

Washington, 29 Jan (Lusa) – A administração de Barack Obama anunciou hoje planos para aprovar mais de seis mil milhões de dólares em venda de armas a Taiwan, uma opção que poderá agravar as já tensas relações entre os Estados Unidos e a China.
(EUA: Venda de armas a Taiwan pode agravar relações com China, Visão)

WASHINGTON — The Obama administration is accelerating the deployment of new defenses against possible Iranian missile attacks in the Persian Gulf, placing special ships off the Iranian coast and antimissile systems in at least four Arab countries, according to administration and military officials.
(U.S. Speeding Up Missile Defenses in Persian Gulf, David E. Sanguer and Eric Schmitt, January 30, 2010, New York Times)

Reporting from Paris – Secretary of State Hillary Rodham Clinton warned China on Friday that it faced international pressure and increasing isolation unless it joined other world powers in sanctioning Iran to try to halt Tehran’s nuclear ambitions. …
(Clinton warns China to stay the course on Iran nuclear sanctions, Paul Richter, January 30, 2010, Los Angeles Times)

Nota: As duas notícias em Inglês foram encontradas aqui, no blogue Portugal Contemporâneo.

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Ajuda internacional no Haiti:

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Sem título - Miung Lae
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Correm, têm sete ou oito anos, acompanham o ritmo do camião das Nações Unidas: “Água!, água!”, gritam num espanhol que nos soa a português. São os primeiros a tentar, mas não são os únicos.

Aqui vale a lei do mais forte. …

(Guerra humanitária no Haiti, 2010-01-28, João Guerreiro, JN)
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Querem que traduza?

Deutsche Bundesbank… Axel Weber, le patron de la Bundesbank : “Il est impossible de justifier auprès des électeurs qu’on aide un autre pays afin que ce dernier puisse s’épargner les douloureux efforts d’adaptation qu’on a soi-même endurés.” …
(La revanche des eurosceptiques, Le Monde, 29.01.10)
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Há estrunfes, e banqueiros, que fazem qualquer coisa para parecerem diferentes:

alguns chegam mesmo a vestir umas calças vermelhas.

 

O estrunfe das calças vermelhas

 

Sobre a questão do Orçamento do Estado que prevê uma tributação de 50% sobre os prémios dos gestores financeiros, «tenho pena que tenhamos sido postos todos no mesmo saco. Os bancos portugueses tiveram um comportamento espectacular nesta crise», disse o banqueiro durante a apresentação de resultados.
(BES: «Tenho pena que estejamos todos no mesmo saco», TVI24, Lara Ferin, 27-01-2010)

O presidente do BES considerou hoje que a tributação sobre bónus e rendimentos variáveis de gestores pode levar a que “gente muito valiosa” abandone Portugal para trabalhar noutro país.
(Impostos podem levar “gente muito valiosa” a sair do país, Económico, 28/01/10 15:20)

A corrida ao repatriamento de capitais

para a pujante economia portuguesa no ano da graça de 2010.

 

Corrida para o Ganges

Os contribuintes que tiverem poupanças ilegalmente colocadas no exterior vão ter oportunidade de repatriar o dinheiro, mediante o pagamento de uma taxa de imposto especial, apurou o Negócios.
(Perdão fiscal para capitais repatriados, Elisabete  Miranda, 26 Janeiro 2010, Jornal de Negócios)

OE, mentiras e vídeo.

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Podem ver aqui a letra original em japonês e aqui a tradução automática para português:

 

As milhares de histórias que eu abarrotei dentro de meu bolso.
O que devo contar hoje; Estou sob o céu noturno.


Por favor, acredite neste eu que está na sua frente, que canta estes contos de fada para você.

Repugnante!

A previsão correcta deste blogue para o défice externo

total (acumulado), ou dívida externa bruta, no final de 2009 em Portugal.

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Em Janeiro de 2009, a espantosa equipa de um elemento que faz tudo neste magnífico blogue publicou este artigo, com a previsão de que no final de 2009 o défice externo total (acumulado) português, ou dívida externa bruta (GED – Gross External Debt), seria na ordem dos 400 mil milhões de euros. (veja o 3º gráfico – que se repete aqui como imagem – e o texto que se lhe segue)

Dívida externa Portugal 2004-09

Não foram encontrados os dados respeitantes do 4º  trimestre de 2009, mas no final do 3º trimestre o montante apontado pelo Banco de Portugal para a GED era superior a 367 mil milhões de euros.

Se aqui – com pouca informação disponível, pouco tempo e sem assessores – se chegou rapidamente a este número previsional, que nome se deve dar à repetida negação que o ministro das Finanças fazia do conhecimento destes valores?

A caminho de uma nova crise financeira?

Neste postal aqui publicado em 24-10-2008, a fenomenal equipa unitária que autoria este blogue faz um (muito visual) diagnóstico da saúde e da (má) terapêutica dos mercados bolsistas à data, e deixa no final a pergunta: O que vai acontecer a seguir?

Passados três meses uma determinada resposta começa a apresentar um elevado grau de plausibilidade. Ei-la:Peter Schiff


In his efforts to prevent the next financial crisis, the President is focused on the symptoms rather than the disease. Therefore, his attempt to prevent future financial crises is doomed to failure, as the misguided policies that led to the last crisis are preserved while even more damaging policies are added. Current Fed policy is more reckless than before; continued subsidies to the mortgage market and the bailouts for banks are creating even bigger moral hazards; and, as a result, the economy is even more leveraged and more vulnerable to rising interest rates than ever.
The only way to prevent another financial crisis would be to reverse the fiscal and monetary policies that lead to the last crisis, and which now threaten to bring on an ever larger one.

(Peter Schiff: Obama’s bank plan is ‘doomed to failure’, January 21, 2010, Investment News) 

Pensem o que quiserem, mas o autor do artigo parcialmente transcrito acima tem fama de ser uma autoridade nas suas previsões, mesmo quando (ou especialmente quando) elas são muito inconvenientes.

Depois da saída da Tele2 em Junho de 2007

também a Vodafone dá cada vez mais sinais de pouco interesse pelo mercado português das telecomunicações.

 

Vodafone - vôo publicitário

Preparar-se-á a multinacional germano-britânica para vender as suas operações em Portugal?

Nota: Agora, se fazem favor, não vão por para aí a espalhar este rumor pois, como toda a gente sabe, o segredo é a alma do negócio. Ok?

 

A ‘coisa nossa’ e a democracia orçamental em Portugal.

Cosa nostraOs capi das duas famílias, a primeira e a terceira, reúnem-se agora diariamente para decidir a partilha das colectas futuras  sob seu controle. Ninguém sabe o que verdadeiramente discutem os capi e os seus estados-maiores e nenhuma informação transpira para o exterior. A segunda família, com o poder disperso por muitos piccoli capi e não tendo um verdadeiro capo di tutti i capi preferiu não participar nestas reuniões, esperando que se mantenham os privilégios e as demarcações territoriais anteriores.

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O texto acima é uma das muitas formas possíveis de caracterizar estas estranhas negociações à porta fechada entre o líder dos nacionais socialistas e o seu homólogo dos nacionais centristas, para a aprovação desse fantástico exercício de futurologia a que os burocratas deram o nome de Orçamento de Estado, e deste em particular que, como toda a gente sabe, irá salvar a nação das garras da pobreza, do desemprego e do opróbio da bancarrota. Ou não…

O que é que isto tem que ver com democracia? Nada.
A propósito, recomendo a leitura do texto de José Adelino Maltez intitulado “Porque hoje é o dia do senhor e não haverá a urgente revolta dos escravos”, publicado aqui e aqui também.