Monthly Archives: August 2009

Bancos problemáticos*

*A propósito do post de Ricardo Arroja com este título, no Portugal Contemporâneo.

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O texto de RA termina com esta pergunta:

E em Portugal, como será que andam os nossos bancos?

Talvez se encontre alguma resposta nesta notícia da Exame Expresso:

Angola tentou comprar 49% do Banif
Acções foram compradas, mas o Estado angolano diz que nunca lhe foram entregues. E o dinheiro está em parte incerta.
Pedro Lima
20:20 Quarta-feira, 26 de Ago de 2009

logotipo banifBanif? Não é aquele do Roque e do Berardo? E, também tem qualquer coisa que tem que ver com tempestade… Não. Ciclone? Também não. Furacão? Sim, sim, é isso:

“Operação Furacão” apanha Joe Berardo e Horácio Roque
29.05.2008 – 08h42 António Arnaldo Mesquita, José Manuel Rocha
(no Público)

Já agora, há um outro banco a operar em Portugal (embora faça parte de um grupo espanhol) que comparo** ao Banif. Trata-se do logotipo banco popularBanco Popular Portugal S.A. –  na verdade, é a nova designação do Banco Nacional de Crédito Imobiliário -, que decidi transformar num case study durante este último ano e sobre o qual escreverei aqui mais, muito brevemente.

**Muito sucintamente, não colocaria as minhas poupanças em nenhum deles.

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From the inside out – Everlasting.

Um vídeo lindíssimo ilustrando uma bela música devocional dos Hillsong United.
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De dentro para fora – Eterno.
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Mil vezes já (Te) falhei
Mas a tua a Tua misericórdia mantém-se,
E mesmo que volte a tropeçar
Ainda continuarei preso na Tua graça.

Eterna, a Tua luz brilhará quando tudo o mais se apagar;
Interminável, a Tua glória vai além de toda a fama,
E o anseio do meu coração é trazer-Te louvor
De dentro para fora, Senhor, a minha alma grita…
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Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)

(continuação daqui)

 

Serviço Nacional de Saúde

E a resposta certa é… maus cuidados de saúde.

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)

(continuação daqui)

Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há pouco tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

VelhiceJá perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem eu não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

Mas os velhos não querem instalar-se no interior – dirão.

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)

(continuação daqui)

Balança
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Antes de apresentar a solução terei, porém, que falar novamente de Pareto.
No caso presente, uma solução só o será de facto se a sua aplicação obedecer ao postulado do Óptimo (ou Eficiência) de Pareto:

Given a set of alternative allocations of, say, goods or income for a set of individuals, a change from one allocation to another that can make at least one individual better off without making any other individual worse off is called a Pareto improvement. An allocation is defined as Pareto efficient or Pareto optimal when no further Pareto improvements can be made.
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Como já dissemos antes, a Economia precisa de território para se instalar e funcionar. Isto não deveria requerer nenhuma demonstração especial, dado ser a Economia feita por e para as comunidades humanas, e estas necessitarem de espaço para se instalar e para explorar. Contudo, (e ainda a propósito de Pareto e da sua Distribuição) há quem julgue ter descoberto uma Nova Economia na Cauda Longa das curvas da Oferta e da Procura que não precisa de existir no espaço físico, mas apenas no espaço virtual. Estes teóricos, eles próprios com a cabeça já no virtual, deveriam sujeitar-se a (apenas) uma semana experimental em que tentariam sobreviver somente com música, vídeos e… refeições virtuais.
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Podemos agora voltar à nossa própria questão.
Espaço sem actividade económica é coisa que não falta agora em Portugal – muito graças a… a… inqualificáveis “políticas de desenvolvimento agrícola” subsidiadas pela CEE, agora chamada UE.
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E gente? Temos gente?

(continua)

Nota: Descubra a resposta no próximo post.

Este texto foi publicado também aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)

Densidade populacional em Portugal(continuação daqui)

É simples.

Basta levar os portugueses a ter vontade de ocupar o seu próprio território, emigrar cá dentro, inverter o processo de desertificação populacional do país: Portugal tem agora aproximadamente 80 por cento da sua população em apenas 20 por cento do seu espaço territorial.

(Aplica-se aqui, directamente, o conhecido Princípio de Pareto ou regra dos 80-20.)

Mas, isso é impossível! – dirão alguns dos meus (poucos) leitores.

(Se aquilo que me move fosse um socialista desejo de poder, seria este o momento de parar este texto e declarar: – Caros concidadãos, tenho a solução para este grave problema da sociedade portuguesa, bastando que me elejam com maioria absoluta para que eu possa pô-la em prática.)

Não é. E, eu (como sou parvo) vou postar aqui a solução. A seguir…

(continua)

Nota: Clique na imagem para ver maior.

Este texto foi publicado também aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)

Dilema.Mais cedo ou mais tarde (e, quanto .mais tarde pior) algum governo – .quiçá, poderia até ser já o .próximo? – irá perceber a lição que .a História está fartinha de nos dar: .que o crescimento económico de .um país tão pequeno como .Portugal só pode fazer-se à custa .da ocupação de território mais .amplo.

.Mas, cuidado! A diáspora deixou de .ser solução, mesmo aquela que tem .sido tão incentivada pelo actual .governo socialista (espero que brevemente, apenas de má memória) para Angola.

Porquê Angola? É tão simples como isto: porque a nova emigração para a Europa – e quem diz Europa, poderia dizer Austrália, Nova Zelândia, ou qualquer outro país onde as condições existenciais sejam mais favoráveis que por cá  – já não envia para Portugal o seu aforro.

E, porque já não é solução a diáspora? Porque o país se colocou numa situação de dilema fatal: exporta os seus melhores e mais jovens efectivos populacionais para obter capital, mas precisa desesperadamente desses efectivos para construir o seu próprio futuro.

O que fazer, pois, perante este dilema?

(continua)

Nota: Até porque ainda nem sequer falei de Pareto, como terão reparado.

Este texto foi publicado também aqui.

Grandes vitórias do governo socialista…

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Cartaz desemprego máximo
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A propósito deste post de Rui A. no Portugal Contemporâneo.
Este postal foi publicado primeiro aqui.

Jésus, sois mon centre (sê o centro em mim).

Jésus, sois le centre, sois ma lumière,
Sois ma source, Jésus.
Jésus, sois le centre, sois mon espoir,
Sois mon chant, Jésus.
Sois le feu dans mon cœur,
Sois le vent dans mes voiles,
Sois la raison de ma vie,
Jésus, Jésus.

Jésus, sois ma vision, sois mon chemin,
Sois mon guide, Jésus.
Jésus, sois le centre, sois ma lumière,
Sois ma source, Jésus.
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A falsa solução da crise financeira na Europa,

ou a velha (e nunca aprendida) lição de que os problemas não se resolvem pela aparência, mas apenas agindo na essência.

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Regulators close 2 banks in Florida, 1 in Oregon, marking 72 US bank failures this year
Associated Press
Last update: August 7, 2009 – 10:46 PM

U.S. regulators close three banks
Fri Aug 14, 2009 10:08pm EDT

US regulators close Colonial
By Julie MacIntosh, Henny Sender and Saskia Scholtes in New York
Published: August 15 2009 00:52 | Last updated: August 15 2009 00:52

Aug 14, 2009 6:47 pm US/Eastern
Regulators Close Dwelling House Savings & Loan

Mas não nos fiquemos por alguns artigos mais recentes e vejamos a lista completa das falências de bancos e outras instituições financeiras nos EUA, aqui.

O que terá a dizer sobre isto o simplório simplex que escreveu esta simplexidade*.
E, havido este singelo momento de devaneio, passemos ao essencial.

A pergunta lógica a fazer em seguida é: Porque acontece isto nos Estados Unidos da América e não na Europa?

Exploremos algumas das razões que podem dar respostas plausíveis:
Algumas dessas razões podem encontrar-se neste artigo da BBC News publicado em 5 de Outubro do ano passado, German bank at risk of collapse:

The leaders also issued a joint call for a G8 summit “as soon as possible” to review the rules governing financial markets.
They decided instead to seek a relaxation of the EU rules governing the amount of money individual states can borrow.

UK Prime Minister Gordon Brown, meanwhile, called on European leaders to send the message that “no sound, solvent bank should be allowed to fail through lack of liquidity”.

Traduzindo e topicalizando:
1. Ignorar as regras da UE que determinam o montante máximo de empréstimos que cada país pode contrair;
2. Alterar as regras dos mercados financeiros;
3. Injectar liquidez em qualquer banco considerado solvente (mas não verificado, como se viu no caso do BPN).

Contudo, só isto não poderia explicar a quase absoluta ausência de falências bancárias nos países da UE. Como mantém a Europa esta liquidez, que aparentemente excede a produção de moeda pelo BCE?
A resposta a estas perguntas poderá estar subjacente a esta notícia que se reporta ao conhecido caso do departamento de justiça dos EUA contra o banco suíço UBS:

Putting figures on the secret banking industry is as precise a business as the old game of pinning the tail on the donkey, but experts reckon that Switzerland is home to about a third of the world’s $11 trillion or so in clandestine wealth.
What this week’s announcement adds up to is a small but significant crack in the giant black box that is Swiss banking.

Como se pode ler em cima, as autoridades norte americanas calculam em 11 triliões de dólares – pela escala numérica europeia, 11 biliões de dólares – os montantes depositados em contas reservadas de bancos europeus para fugir aos impostos nos EUA. Desses, calculam que apenas 1/3 esteja em contas suíças, o que significa que muito deste dinheiro estará em contas de outros países, que não forçosamente paraísos fiscais, como por exemplo o Liechtenstein, o Luxemburgo e a Bélgica (para só mencionar os suspeitos do costume).

Mas… que problema pode estar por detrás desta constatação?

UBS clients can report their accounts to the IRS until Sept. 23. Those voluntary disclosures helped widen the IRS net.
“As more Americans voluntarily come into compliance and face their financial obligations, more leads are being developed and new investigations are initiated,’’ acting US Attorney Jeffrey Sloman said.

É muito simples. À medida que o dinheiro for ficando visível, o interesse dos seus proprietários em mantê-lo na Europa desaparece. A maior parte destas contas europeias, que estavam em bancos ainda não acusados pela administração norte americana, já terão por esta altura zarpado para outros lugares e continentes, ou estarão em vias disso.
Ora, o resultado imediato desta acção será um decréscimo muito rápido e acentuado da liquidez nos países da Europa, agravado pelo facto de, em muitos casos, os bancos estarem a esconder este sangramento para não se colocarem à mercê das questões judiciais que daí resultariam.

E, a crise financeira voltará a agravar-se. Ou pensam que é por acaso que, ao contrário dos socretinos por aí andam (ainda), o senhor Trichet recomenda prudência (mesmo pressionado por Bernanke ao contrário) e a senhora Merkel faz estas declarações. Ora ora…

 

Nota: Este texto foi também publicado aqui.

*O mau neologismo simplex – tão ao gosto destes maviosos e loquazes nerd-socialistas – expressa muito bem a qualidade do que vai nas suas elementares cabecinhas.