Tag Archives: hipocrisia

Criticar nos outros os próprios vícios.

Cheque-Ensino: Uma Boa Notícia
Posted on Agosto 8, 2013 by João Cortez (no blogue O Insurgente)
A confirmar-se esta notícia publicada pelo jornal Público que refere que o governo vai abrir a porta [ele queria dizer a bolsa] ao cheque-ensino que permitirá às famílias escolherem a sua instituição de ensino pública ou privada no ensino básico e secundário, trata-se de uma excelente notícia.

Mentalidade de esquerda
Posted on Agosto 8, 2013 by Ricardo Campelo de Magalhães (no blogue O Insurgente)

mentalidade de esquerda

Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para retirar o argueiro da vista do teu irmão.
Mateus 7: 5

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Prémio Nobel do quê?

Alfred Nobel estabeleceu claramente no seu testamento que anualmente deveria ser entregue um prémio monetário (bem substancial) à pessoa que tiver feito mais ou melhor trabalho para a fraternidade entre as nações, para a abolição ou redução de exércitos permanentes e para conservação e estímulos de congressos de paz.

Em 2009 o prémio foi atribuído ao acabado de eleger presidente Barack Obama.

Sete mortos no primeiro ataque com drone depois das eleições paquistanesas

Em 2012 foi atribuído à União Europeia.

Rebeldes sírios poderão receber armas da União Europeia a partir de Agosto

A causa da paz está, pois, tão bem entregue como a herança de Alfred Nobel.

The Ruins, C. F. VolneyAo ler estas notícias vieram-me difusamente à memória as palavras que Volney atribui à aparição em As Ruínas de Palmira*:

… Ah! it is falsely that you accuse fate and heaven! it is unjustly that you accuse God as the cause of your evils! Say, perverse and hypocritical race! if these places are desolate, if these powerful cities are reduced to solitude, is it God who has caused their ruin? Is it his hand which has overthrown these walls, destroyed these temples, mutilated these columns, or is it the hand of man? Is it the arm of God which has carried the sword into your cities, and fire into your fields, which has slaughtered the people, burned the harvests, rooted up trees, and ravaged the pastures, or is it the hand of man? And when, after the destruction of crops, famine has ensued, is it the vengeance of God which has produced it, or the mad fury of mortals? When, sinking under famine, the people have fed on impure aliments, if pestilence ensues, is it the wrath of God which sends it, or the folly of man? When war, famine and pestilence, have swept away the inhabitants, if the earth remains a desert, is it God who has depopulated it? Is it his rapacity which robs the husbandman, ravages the fruitful fields, and wastes the earth, or is it the rapacity of those who govern? Is it his pride which excites murderous wars, or the pride of kings and their ministers? Is it the venality of his decisions which overthrows the fortunes of families, or the corruption of the organs of the law? Are they his passions which, under a thousand forms, torment individuals and nations, or are they the passions of man? And if, in the anguish of their miseries, they see not the remedies, is it the ignorance of God which is to blame, or their ignorance? …

*Perdoem, mas só tenho o livro em inglês e estou demasiado cansado para traduzir. No entanto, o inglês do texto é tão correcto que a tradução automática do tradutor da Google, embora no usual “brasiloguês”,  é perfeitamente compreensível. Basta copiar daqui e colar lá.

Dois textos de justa indignação sobre duas histórias reais.

Margarida Corrêa de Aguiar acerca do aprofundamento da brutalidade da injustiça fiscal:


O nosso emigrante foi triplamente castigado, teve que emigrar para trabalhar e ganhar o seu sustento e ajudar ao da família, teve que renunciar a uma vida familiar normal e como ainda não bastasse é onerado com um IMI 14 vezes superior ao que pagaria se tivesse optado por ser desempregado em Portugal.
Mas que Estado é este que quer combater regimes fiscais de países terceiros como o Uruguai maltratando os seus nacionaisemigrados. Que taxas confiscatórias são estas que visam uma subtração do património.

Maria João Marques a respeito da farisaica hipocrisia religiosa prevalecente na ICAR:

uma Igreja que se reúne em locais assépticos, que não vai de encontro ao mundo, que não se dá a conhecer, uma comunidade de puros que olha com desconfiança tudo o que é novidade pelo facto de ser novidade (…). Uma Igreja de fariseus, portanto. Uma Igreja que se envergonha – só pode! – de Jesus, que tudo fez para ir de encontro àqueles que mais dEle estavam afastados. E uma Igreja que não percebe que Deus está em toda a parte da Sua Criação, incluindo num centro comercial de arquitectura industrial.

Assad, o Gadaffi sírio.

Por causa de um qualquer plano geoestratégico, gizado não se sabe por quem medroso do poder turco, os “grandes democratas ocidentais” permitem que Bashar Assad se mantenha como presidente da Síria. Tão criminoso é aquele que manda matar como aquele que é conivente.


Bashar Assad é neste momento, depois de tudo o que vem sendo permitido que aconteça, como um dente profundamente cariado no corpo da nação síria. Terá que ser extraído, e quanto mais tarde, mais doloroso e perigoso será.

Da impossibilidade do apostolado hoje.

Bono dos U2 fala da Graça de Deus em Cristo.


Jesus’ only credentials were himself. He never wrote a book, commanded an army, held a political office, or owned property. He mostly traveled within a hundred miles of his village, attracting crowds who were amazed at his provocative words and stunning deeds.

It was primarily Jesus’ unique claims that caused him to be viewed as a threat by both the Roman authorities and the Jewish hierarchy. Although he was an outsider with no credentials or political powerbase, within three years, Jesus changed the world for the next 20 centuries. … (daqui)

Se Jesus viesse hoje como veio há 2 mil anos atrás, com a mesma simplicidade e a mesma mensagem, aquela que se diz a sua Igreja não o reconheceria. E, agora não seriam os judeus mas as altas individualidades dessa mesma igreja que se encarregariam do o conduzir à morte – não uma morte de cruz, que hoje já não se usa, mas uma outra qualquer.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 2 e 3)

Lucrando com a matança dos inocentes.

O comércio da prestação dos cuidados de saúde:

«Hospitais empurram aborto para o privado» – Correio da Manhã
27-05-2011 (A Bola)

A indústria farmacêutica:

Jovem de 16 anos morre após aborto com medicamentos
20 Maio 2011 (DN Portugal)

HipocrisiaComemora-se hoje em Portugal, como em muitos outros países do mundo, o Dia da Criança. De forma muito politicamente correcta, multiplicam-se as iniciativas da parte de instituições dirigidas por gente que defende a liberalização do aborto, muito frequentadas por pais que “educam” os filhos recorrendo a “manuais de instruções”.

A hipocrisia é o que resta aos que não têm virtudes, ideias e sentimentos.

O filho do carpinteiro e os cardeais.

Na madrugada de ontem, dia de Natal, contrariamente ao que é costume havia uma televisão acesa na sala onde me encontrava a passar a consoada. Estava sintonizada no canal que transmitia em directo as celebrações natalícias no Vaticano.

Vaticano - S. PedroSem tomar muita atenção, fui contudo olhando para o sumptuoso interior da catedral de S. Pedro, para as vestes púrpura e alvo-douradas dos cardeais, para a riquíssima ambiência criada para a ocasião.

O filho do carpinteiroSubitamente, atingiu-me como uma pancada a lembrança daquilo que estava ali a ser comemorado: o nascimento de alguém a quem viria a ser dado o nome de Jesus, filho humilde de um pobre carpinteiro e de uma simples mulher chamada Maria, no interior de um estábulo com animais, nos arredores de uma pequena cidade chamada Belém, situada na Judéia – actual Cisjordânia.

O mesmo Jesus que 30 anos depois iria aplicar a Si mesmo as palavras iniciais do capítulo 61 do lívro do profeta Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, …» (cf. Lucas 4, 18-19).

E aqueles que ali estavam visíveis no pequeno ecrã eram, nem mais nem menos, os discípulos dos discípulos desse Jesus que os enviou em serviço aos povos “depois de lhes ter dado as seguintes instruções: (…) Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.” (Mateus 10, 5-10)

Então, a minha mente e a minha alma perturbaram-se com tão evidente hipocrisia.
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If I was not so perfectly sure of this:

Se eu não tivesse a perfeita certeza disto:

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today could have not been a nice day:

hoje podia não ter sido um dia bom:

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Hypocrites

23 Condenação do Farisaísmo (Mc 12,38-40; Lc 11,39-52; 20,45-47) – 1*Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: 2*«Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. 3Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. 4*Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. 5*Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. 6Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. 7Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados ‘mestres’ pelos homens. 8*Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos.

Evangelho de S. Mateus

A desvergonha personificada:

– Uma tragicomédia em acto único.

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Máscaras gregas teatrais

Entra em cena o grande líder e diz de modo melífluo:

“Os portugueses sabem que o PS e a maioria PS nunca abusou do poder que tinha”1

O povo responde em coro:

“Vimos vir uns dez ou 12. Disseram que os queijos tinham de ser presos, que os levavam para os destruir. Enervei-me de tal maneira que os desfiz eu, no chão. Desfiz 26 no valor de 150 a 200 euros. …”2

Ouve-se, vinda de fora de cena, a voz de um mecenas:

“as competências atribuídas de autoridade e órgão de polícia criminal à ASAE foram de pura iniciativa governamental, não mencionando a autorização legislativa parlamentar, quando a atribuição do seu estatuto e poderes é uma reserva da competência da Assembleia da República, que não foi respeitada”3

Volta a falar o grande líder, agora de forma insidiosa:

“Isso é um abuso, é não respeitar a democracia. A nossa legitimidade está intocável”1

Ouve-se uma voz singular saída do coro-povo:

“… Que venha o senhor ministro fazer queijos um mês e me dê o salário dele. Levaram-me 13 queijos, quero ver agora quem paga as minhas contas”2

De novo o grande líder, sibilinamente:

“Distingue-me do PSD, fundamentalmente, um ponto: as funções sociais do Estado”

“Estou muito satisfeito comigo (…) Mas não quero ser juiz em causa própria, vamos deixar esse julgamento para os portugueses”1

Vamos, pois!

(o) PS: virá a descobrir que este grande líder e o improvável grupo de sequazes que o acompanha são uma nódoa que levará anos a sair; vai ser pior, muito pior, do que a nódoa provocada pelo cherne escapista.

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1José Sócrates quer “coligação com o país”, 2009-06-17, Jornal de Notícias.

2Acção da ASAE em Mirandela deixa comerciantes de queijo indignados, 2009-06-05, Diário de Trás-os-Montes.

3Empresário avança com acção contra a ASAE, 2008-11-16, Jornal de Notícias.

Mais hipocrisia não, por favor!

hipocrisia [definição na Diciopédia, Porto Editora]

substantivo feminino

– fingimento de boas qualidades para ocultar os defeitos;

– fingimento; falsidade.

(do grego hypokrisía, «dissimulação»)

Hipocrisia política

“… “Fazem dos trabalhadores, especialmente os mais jovens, uma bola de trapos, que passam de contratado a prazo, recibos verdes, contratado a prazo, recibos verdes” – diz a bloquista Mariana Aiveca.

O partido quer soluções para uma situação que considera escandalosa e que o Governo não resolve nem na sua própria casa.

“Só a administração central, tem 117 mil pessoas a recibo verde” – acrescenta Mariana Aiveca. …” (Rádio Renascença, Informação, Bloco interpela governo sobre precaridade, ML/Paulo Magalhães e Ana Carrilho, 10-04-2008 0:13)

Primeiro-ministro fala de «injustiças gritantes e abusos declarados»

Há situações envolvendo recibos verdes que «são injustiças gritantes e abusos declarados», disse, referindo-se ainda à mesma matéria, lembrando que, por isso mesmo, o Governo quer «punir os falsos recibos verdes». …” (Agência Financeira, Sócrates: «Exagero de recibos verdes tem que acabar», Marta Dhanis, 2008/04/22 19:43)

 

Outras definições complementares:

desvergonha substantivo feminino

– falta de vergonha; descaramento; impudência; atrevimento; petulância; desfaçatez.

demagogia substantivo feminino

– submissão excessiva da actuação política ao agrado das massas populares; processos servis de captar o favor popular; abuso da democracia.

Leitura complementar:

No blogue MARCA DOR

Tuesday, April 26, 2005, posted by MARCA DOR @ 2:37 AM