Monthly Archives: February 2015

Gracious Tempest (Your love is like a storm).

Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.
João 14:23

Jesus replied, “Anyone who loves me will obey my teaching. My Father will love them, and we will come to them and make our home with them.
John 14:23

Versão vídeo com legendas em português: http://youtu.be/gLklQDyJ9Uc

The passage that the singer reads: Psalm 116:5-9

A passagem que a cantora lê: Salmo 116:5-9

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The three sources of evil.

As três origens do mal. (Pode ler este texto em português mais abaixo)

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Religion is the cause of all evil. – that is what atheists use to claim. (And they do it now more and louder because of the killing inside the Charlie Hedbo’s news office in Paris.)
It is not true, and that is actually very easy to show. Hitler, or Stalin followed no religion, just to mention two of the most cruel mass killers of all times.

The love of money is the root of all evil. – that is what Christians use to say, quoting 1 Timothy 6:10.
Greed is, indeed, a broader concept, and it is cross-cutting in society. It does explain much of the evil perpetrated in the world today. But not all. Greed, as any Christian knows, is only one of the seven causes of physical and spiritual death. The other six being: pride, envy, gluttony, lust, anger and sloth. And it is not even the one that seems to have caused all the others, which is pride, the sin that originated the fall of Lucifer, the angel of light.
The love of money does not explain, for example, most revenge acts, or any other passion induced evil actions. And you will agree that it is certainly not the love of money that causes a man to tie explosives to his body and makes himself explode and kill those who happen to be near him.

Stupidity is the source of all evil. – that’s what most scholars will say, translating a famous sentence of Cicero. And they are so convinced of this truth that some of them actually wrote thesis and books to prove it.
In his book A Short Introduction to the History of Stupidity (that some consider to be the first in English on the subject), Walter B. Pitkin writes in 1932 the following: “Stupidity can easily be proved the supreme Social Evil.”; in her book Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil, Hannah Arendt introduces the expression and concept of “the banality of evil”, meaning that she considered that Eichmann’s anti-Semitism, and responsibility for his actions, were secondary to his stupidity (The extraordinary thing about this conclusion is that Arendt was a Jewish refugee from Nazi Germany.); finally, in his essay The Basic Laws of Human Stupidity, Carlo Cipolla enunciates (in the fifth law) that “a stupid person is the most dangerous kind of person” because this person “causes losses to another person or to a group of persons while himself deriving no gain and even possibly incurring losses.” (in the third law).
No matter how “scientific” this may appear, it is not true. Unfortunately, very intelligent evil people exist and they usually cause enormous harm to others because they are normally very powerful. This is one of those things everyone has heard talk about but few had a real encounter with one of these persons, because they hide behind others. (An expression was actually created in the 17th century to name this kind of very powerful people that operates behind the scene: éminence grise, the French for grey eminence.) I know for sure that they exist, and their evilness is great, and here I’m going to share with you of my own personal experience.

I was in my twenties and I had just concluded with excellency my master’s thesis after a professional probation period of four and a half years. Still, I could not get a job. And I complained a lot. One of my social relationships at that time offered to get me an appointment with this very rich and powerful person that she happened to know. I accepted. (And here starts the creepy part.) The night before the meeting I had this most strange dream (I should call it a nightmare). I was seating before an old man at a huge desk inside an office in a basement. The man spoke and said very clearly that he would give me what I wanted but in return I had to give him my soul. (For those of you that are not really impressed yet, let me tell you that at the time I considered myself an agnostic, I had never attend any church and I did not know the Bible.)
The next day I went to the appointment. …

Would you like to know the end of this personal story? Much more important, would you like to know the single episode of Jesus’ life, in just a few verses on the Bible, which shows clearly the three causes of all evil? Invite me to speak at your meeting (group, community, congregation, conference, symposium, …). To find my email address just click on my profile (top right) under the title “O Itinerante Jardineiro”.

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As três origens do mal.

A religião é a causa de todo o mal. – isto é o que os ateus costumam dizer. (E agora dizem-no mais e mais alto por causa da matança na redacção do jornal Charlie em Paris.)
Não é verdade, e isso até é muito fácil de provar. Hitler ou Estaline não tinham religião alguma, para mencionar apenas dois dos mais cruéis assassinos de massas de todos os tempos.

O amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal. – isto é o que os cristãos costumam dizer, citando 1 Timóteo 6:10.
A ganância é, na verdade, um conceito mais amplo e que atravessa toda a sociedade. Explica muito do mal perpetrado hoje no mundo, mas não todo. A ganância, como qualquer cristão sabe, é somente um das sete causas de morte física e espiritual. Os outros seis são: a arrogância, a inveja, a gula, a luxúria, a ira e o desmazelo. E, a ganância não é sequer aquela que parece ter causado todas as outras, a arrogância, o pecado que originou a queda de Lúcifer, o anjo da luz.
O amor ao dinheiro não explica, por exemplo, a maioria dos actos de vingança, ou quaisquer outras más acções induzidas pela paixão. E, concordarão que não será certamente o amor ao dinheiro que faz com que um homem ate explosivos ao seu corpo e se faça explodir matando todos os que estiverem perto dele.

A estupidez é a fonte de todo o mal. – Isto é o que a maioria dos académicos dirá, traduzindo uma famosa frase de Cícero. E eles estão tão convencidos que isto é verdade que alguns escreveram mesmo teses e livros para o provar.
No seu livro Uma Breve Introdução à História da Estupidez Humana (que alguns consideram ser o primeiro em inglês sobre o tema), Walter B. Pitkin escreve o seguinte em 1932: “Pode provar-se facilmente que a estupidez é o supremo mal social”; no seu livro Eichmann em Jerusalém: Um Relato Sobre a Banalidade do Mal, Hannah Arendt introduz a expressão e o conceito de “banalidade do mal”, significando que ela considerou que o anti-semitismo de Eichmann, e a responsabilidade pelos seus actos, eram resultado da sua estupidez. (O mais extraordinário nesta conclusão é que Arendt era uma judia fugida da Alemanha nazi.); por último, no seu ensaio As Leis Fundamentais da Estupidez Humana, Carlo Cipolla enuncia (na quinta lei) que “a pessoa estúpida é o tipo dpessoa mais perigosa [que existe]”, porque esta pessoa “causa prejuízos a outra pessoa ou grupo de pessoas sem obter qualquer ganho disso, ou causando mesmo prejuízo a si mesma.” (na terceira lei).
Não importa o quão “científico” isto possa parecer, não é verdade. Infelizmente, existem pessoas más muito inteligentes e elas causam enormes danos aos outros porque são geralmente muito poderosas. Isto é uma daquelas coisas que toda a gente ouviu falar mas poucos se encontraram alguma vez com uma destas pessoas, porque elas se escondem por detrás de outras. (Na verdade, foi criado no século 17 um nome para designar este tipo de gente muito poderosa que opera na sombra: éminence grise, traduzido para português como eminência parda.) Eu tenho a certeza que estas pessoas existem, e que a sua maldade é enorme, por causa de uma experiência pessoal que vou partilhar aqui convosco.

Estava nos meus vintes e tinha concluído com excelência a minha tese de mestrado após um período de estágio profissional de quatro anos e meio. Mesmo assim, não conseguia encontrar um emprego. E queixava-me muito disso. Uma das minhas relações sociais da altura ofereceu-se para me arranjar uma entrevista com uma determinada pessoa muito rica e poderosa que ela conhecia. Eu aceitei. (E aqui começa a parte arrepiante.) Na noite anterior ao dia da entrevista tive um sonho estranhíssimo (devia chamar-lhe pesadelo). Eu estava sentado em frente de um velho numa secretária enorme, num escritório situado numa cave. O homem falou e disse com toda a clareza que me daria o que eu queria mas, em troca, eu teria que lhe dar a minha alma. (Para que não estão ainda muito impressionados com isto, saibam que naquele tempo eu era agnóstico, nunca tinha frequentado igreja nenhuma e não conhecia a Bíblia.)
No dia seguinte lá fui à entrevista. …

Gostariam de saber o final desta história pessoal? Muito mais importante, gostariam de saber qual é o episódio da vida de Jesus, em apenas alguns versículos bíblicos, que mostra claramente quais são as três causas de todo o mal? Convidem-me para o apresentar na vossa reunião (grupo, comunidade, congregação, conferência, simpósio, …). Para encontrar o meu endereço de email basta clicar no meu perfil (em cima, à direita), sob o título “O Itinerante Jardineiro”.

Notes/Notas: The text above is copyrighted. This text was not yet revised./ O texto acima está sob direito de autor. Este texto ainda não foi revisto.

I began…

I began traveling at the speed of thought
my body weary my consciousness fraught,
with the realization that we are more
than stardust at our very core.

I began thinking at the speed of thought
as my memory searched for which I sought,
the whole is greater than the sum of its’ parts
it was there I chose to make a start.

My thoughts moving faster than the speed of sound
mere atoms and particles could not be found.
The matter of mind though visible in light
was not what I sought, not now, not quite.

I began thinking at the speed of light
beyond the boundaries of mere sight,
searching for what is at the core
I looked inside the open door.

I began pondering thought itself
not material in nature, I thought to myself.
If matter were all and everything we are,
an evolution to consciousness from a mere star?

I began to see with a spiritual sight
materiality at last, having lost the fight.
Bringing to mind that we are certainly more
than stardust at our very core!

Gene Simia*

At the Speed of God

*Who is Gene Simia? I haven’t the faintest idea, I never met him and I probably never will. All I know is that he is an American from Ohio whose “interests include: Study of history, science, mathematics, music and the humanities (…) writing poetry, small stories(for children), pianist, singer and percussionist.”

A ditadura ortográfica em Portugal.

O Ministério da Educação ordenou que sejam penalizados nos exames a realizar em 2015 os alunos que não usem a nova escrita acordizada, arbitrariamente e ilegalmente imposta à administração pública portuguesa pelo governo.
Esta é mais uma das muitas ordens prepotentes do governo nesta matéria.

Veja-se, por exemplo, o caso dos alunos que irão realizar exames de 12.º ano em 2015. A “nova ortografia” (como lhe chama o M.E.) foi imposta no ano lectivo de 2011-12. Os alunos referidos estariam então, na sua maioria, no 9.º ano de escolaridade. No ano em que foi imposta não existiam manuais novos para este nível, pelo que estes alunos só terão tido contacto com a escrita acordística no ano lectivo seguinte, 2012-13, e apenas em alguns (muito poucos) manuais. Isto significa que estes alunos passaram 10 anos de uma escolaridade obrigatória de 12 a escrever em português correcto (pré-acordístico). É impossível que estes alunos consigam usar a “nova ortografia” na escrita. E, se estiverem preocupados em fazê-lo, isso irá prejudicá-los na expressão dos conteúdos no tempo limitado de uma prova de exame.

ditadura ortograficaA imagem de base do cartaz foi apanhada aqui.

Nota: Não foi possível encontrar uma única notícia sobre este assunto, pois os meios de comunicação social em Portugal não são independentes e seguem, na sua maioria, as ordens do poder político e económico.

Castigat ridendo mores.*

A propósito da vitória do Syriza nas eleições gregas, democráticas, livres e justas, do passado domingo, 25 de Janeiro de 2014, e das declarações pouco democráticas que muitos governantes europeus, incluindo o primeiro ministro português, têm vindo a produzir sobre o assunto. / Thinking about the victory of the Syriza party in the democratic, free and fair Greek elections of the past Sunday, January 25, 2014, and the undemocratic statements that many European rulers, including the Portuguese prime-minister, have been producing on the subject.

Greek masks - Tragedy and ComedyExcerto do monólogo de Praxágora da peça “A Assembleia de Mulheres” de Aristófanes

PRAXÁGORA: [disfarçada de homem.] O meu país é-me tão querido a mim como vos é a vós, e eu gemo, e estou pesaroso com o que nele está a acontecer. Provavelmente nem um em dez dos que governam é honesto e todos os outros são maus. Se nomearem chefes novos eles farão ainda pior. É difícil corrigir o vosso humor rabugento; vocês temem aqueles que vos amam e atiram-se aos pés daqueles que vos atraiçoam. Houve um tempo em que não tínhamos assembleias, e então todos julgámos Agyrrio um homem desonesto; agora os termos estão estabelecidos, aquele que ganha dinheiro acha que tudo está como deve ser, e aquele que não ganha, declara que todos os que vendem os seus votos merecem morrer. Quando estivemos a discutir a aliança parecia que tudo iria acabar para Atenas se ela caísse. Logo que se fez, ficamos vexados e zangados e o orador que tinha causado a sua adopção foi obrigado a fugir para sua segurança. Vocês votam para vós mesmos salários tirados dos dinheiros públicos e só se preocupam com os vossos interesses pessoais; por isso o Estado coxeia…

Excerpt of the monologue of Praxagora from the play “The Ecclesiazusae” by Aristophanes.

PRAXAGORA: [Disguised as a man.] My country is as dear to me as it is to you, and I groan, I am grieved at all that is happening in it. Scarcely one in ten of those who rule it is honest, and all the others are bad. If you appoint fresh chiefs, they will do still worse. It is hard to correct your peevish humour; you fear those who love you and throw yourselves at the feet of those who betray you. There was a time when we had no assemblies, and then we all thought Agyrrhius a dishonest man; now they are established, he who gets money thinks everything is as it should be, and he who does not, declares all who sell their votes to be worthy of death. When we were discussing the alliance, it seemed as though it were all over with Athens if it fell through. No sooner was it made than we were vexed and angry, and the orator who had caused its adoption was compelled to seek safety in flight. You vote yourselves salaries out of the public funds and care only for your own personal interests; hence the state limps along…

 *Significado no Dicionário de Latim. / Meaning on Latin Phrases & Quotes.

Text source: / Tradução expedita a partir de: A monologue from the play “The Ecclesiazusae” by Aristophanes