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Turquia: as inquietantes imagens de uma revolução.

Istambul, praça Taksim, 11Jun2013, foto Kilic/France PressPolícias anti-motim entraram na praça Taksim no centro de Istambul esta terça-feira [11-Junho-2013] disparando granadas de gás lacrimogénio e canhões de água.

Esta é uma de dez imagens publicadas pelo NYT ontem, 12 de Junho de 2013. (Aviso: No momento em que escrevo o jornal tem as fotos acessíveis ao público em geral e para as ver basta ter os “cookies” abertos no navegador; mais tarde, no entanto, poderá ter que registar-se no sítio do jornal.)

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De como a estupidez institucionalizada destrói a liberdade conquistada.

Um exemplo singelo. Uma história verdadeira. Abril, 39 anos depois…

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Teoria Geral da Estupidez Humana - capaEm viagem, quatro e meia da tarde. Um telefonema, um pedido para adiar uma obrigação cerca de duas horas. Povoação mais próxima, a Golegã. Lanchar, revisitar a linda Matriz de portais manuelinos… sobrava o tempo necessário para visitar a Casa-Estúdio Carlos Relvas. Cinco minutos a pé desde a praça central. Entrada no jardim da Casa-Estúdio às cinco e vinte da tarde. “As actividades do dia já terminaram” – diz a funcionária na recepção. “O horário diz que está aberto até às seis” – respondo. Com pouca vontade (para não dizer de má vontade) a cicerone lá nos conduz ao interior. Entrada pelo piso baixo, salas de trabalho, biblioteca e sala de espera para os convidados do fotógrafo. Subida ao piso superior, um enorme estúdio fotográfico de paredes e tectos em vidro suportados por estrutura de ferro, cheio de luz natural. Alinhadas, algumas máquinas fotográficas construídas pelo próprio artista. “ O meu amigo Henrique Sousa(1)  vai ficar maravilhado quando lhe mostrar estas «meninas»” – pensei enquanto sacava da minha modesta Fuji digital. “É proibido tirar fotografias” – ouço a funcionária dizer ao meu lado. “COMO!” – respondi, pensando não ter entendido bem. “É proibido tirar fotografias” – repetiu a criatura.

É a liberdade que distingue um grego de um bárbaro. (2)
Jean Sirinelli

(1) Coleccionador de máquinas fotográficas e entusiasta fotógrafo amador.
(2) Experimentem aplicar esta frase aos acontecimentos presentes dentro da chamada Zona Euro e perceberão que não se trata de uma mera questão conjuntural, mas antes de um profundo (e inultrapassável) choque cultural.

Sobre a liberdade de expressão dextra e canhota.

Quando leio artigos como este sinto a falta de um Kim ou de um Castro para garantir a liberdade de expressão aos portugueses.

Once to every man and nation,

comes the moment to decide…
(Para cada homem ou nação chega o momento em que deve escolher…)


Though the cause of evil prosper, yet the truth alone is strong;
Though her portion be the scaffold, and upon the throne be wrong;
Yet that scaffold sways the future, and behind the dim unknown,
Standeth God within the shadow, keeping watch above His own.
(complete lyrics and info about the hymn)

Iryna Khalip

Divulgar uma verdadeira heroína em Dia da Mulher.

Clique na foto para ir à sua origem (o blogue de Ak Bara)

O preço de dizer a verdade?

Esta reportagem do jornalista Pedro Rosa Mendes terá resultado no seu despedimento, segundo se diz nalguns blogues.

A ser verdade, é gravíssimo. Mas, infelizmente, não será nada de admirar. Pois, como sabemos, desde há muito que os governantes  em Portugal não têm pejo em usar qualquer meio para se protegerem de uma verdade que os incomoda.

Actualização (às 19 horas):

É mesmo como se dizia, está confirmado. O jornalista Pedro Rosa Mendes foi mesmo “dispensado”, segundo ele mesmo,“… porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola” .

Pedro Rosa Mendes, como repórter de guerra, relatou todas as sensações por si vividas por terras africanas, nomeadamente em Angola e Moçambique. Numa viagem de costa a contra-costa, de mais de 10 000 quilómetros, o autor viu e assistiu a realidades novas e diferentes, ouviu histórias e conviveu com gentes em lugares de acesso praticamente proibido por causa de uma guerra sem tréguas, mesmo correndo o risco de “desaparecer sem deixar rasto”. Chocado com a realidade que lhe vai entrando pelos olhos dentro, Pedro Rosa Mendes diz sobre Angola (onde foi pela primeira vez em 1995) que o “surpreendeu o grau de destruição que é total e sobretudo o grau de destruição pessoal de cada indivíduo, do homem enquanto ser humano”.

Qual é o verdadeiro Património imaterial de um povo?

A memória da reconquista da sua independência, há 3 séculos atrás?

Restaurar a Restauração da Independência
01 Dezembro 2011 (Maior TV)

A história dos feriados: do mais antigo ao mais recente
27 Novembro 2011, (Lusa/DN Portugal)

Ou um tipo de cançoneta popularizada em ambientes de tasca e alterne há menos de 1 século, a que chamaram Fado?

Fado: Câmara de Lisboa congratula-se pelo reconhecimento da UNESCO
30 de Novembro de 2011 (Diário Digital)

Quanto mais fazem tudo por dinheiro, mais pobre fica o país: este é um paradoxo que vendilhões sem escrúpulos jamais entenderão.

Quanto às consequências práticas da aprovação, Rui Vieira Nery sublinha a “curiosidade acrescida”. “É natural que haja ainda mais convites a artistas para actuarem no estrangeiro, bem como mais gente a vir a Portugal para frequentar casas de fados e para comprar discos.” (cf. aqui)

Qual será o legado patrimonial que a História virá a atribuir a esta geração de gananciosos, famintos de dinheiro e de protagonismo?

Ameno dori me

em dia de finados.

Lyrics (with possible translation)

Os Livres são

como chuva miudinha ou brisa fresca em dias de demasiado calor

Sabe bem ler este poema ouvindo (a) música junto ao embondeiro.

A liberdade de imprensa segundo a gente do ‘querido líder’.

… O caso remonta a 18 de Fevereiro, quando Sofia Branco recusou escrever ou editar uma notícia sobre a reacção do primeiro-ministro (PM) às declarações do presidente do grupo Jerónimo Martins. Um assessor de José Sócrates contactou uma jornalista da agência, atribuindo ao PM a declaração “não basta ser rico para ser bem educado”, uma frase que Sócrates diria no dia seguinte a vários jornalistas. Sofia Branco foi demitida por quebra de confiança, alega a direcção de Informação. (CM, 13-04-2011)
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Demissão polémica na Lusa - notícia CM 13-04-2011
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Um “norte-coreano” atentado à liberdade de imprensa. Os portugueses têm que se ver livres desta gentalha o mais depressa possível. E depois, já sem a protecção do poder, levá-los à justiça.