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Fisco não se deixa enganar por cegos com declarações médicas anteriores a 2009.*

Esta abantesma, com o aval destoutra inenarrável criatura, criou este monstro. É claro que o mal existe, meu caro Pedro, tomando formas que não têm nada que ver com as que descreve. O dito monstro é o fautor da destruição da Economia portuguesa. Digo-o sem a mais leve sombra de dúvida. Reparem que digo Economia e não Finanças. Muita gente as confunde mas são bem distintas. Não falo da “crise financeira”, que é global. Falo da crise económica portuguesa, da destruição do tecido produtivo nacional por uma coerção fiscal desenfreada, um abuso de autoridade inaceitável do Estado sobre os cidadãos e as empresas.

Os estudos oficiais apontam para uma Economia “não declarativa” na ordem dos 20 a 25%, mas esta percentagem já terá atingido certamente valores na ordem dos 30 a 35%. Qualquer economista, mesmo daqueles de fala lenta,  vos dirá que assim não há gestão económica pública possível. Para dar uma imagem do que provoca a pressão fiscal em Portugal nos últimos anos, digo-vos que é como um jogo de futebol cujo árbitro vai castigando com expulsão sucessivamente todos os jogadores à medida que vai marcando faltas e mais faltas, na maior parte dos casos inexistentes. Nesta imagem, as equipas já estariam a jogar apenas com 4 ou, no máximo 5, jogadores de cada lado.

Se não prenderem o monstro, se continuar a perseguição fiscal sobre os cidadãos, se não deixarem as pessoas voltar à Economia declarativa, a espiral económica decrescente acentuar-se-á. Continuando a usar a imagem futebolística anterior, se não mudarem o árbitro o campeonato não terá mais jogos porque todos os jogadores estarão castigados – e não havendo jogos não há receitas. Ou melhor, o que acontece não é a suspensão do campeonato, porque isso seria impossível, mas é permitido aos jogadores continuarem a jogar à custa de coimas pesadas para eles (indivíduos) e para os seus clubes (empresas), que se tornam assim escravos da entidade que tem poder executivo e judiciário para estabelecer as penalizações pecuniárias (o fisco).

A Economia de um país não é o resultado da actividade de meia dúzia de grandes empresas operando com o beneplácito do Estado. A Economia (saudável) de um país é fruto da iniciativa, do trabalho, do esforço e da actividade livre de todos e de cada um dos cidadãos, tanto os que têm actividades monetarizáveis, como aqueles que não as tendo suportam os que as têm. Acho espantoso que eminentes economistas em Portugal pareçam não saber estes factos elementares.

*Notícia da Antena 1.

Nota: Já agora, não é preciso ter o dom da profecia para poder afirmar que a abantesma referida no início deste texto vai fazer ao SNS o mesmo que fez anteriormente à Economia nacional. Se o deixarem.

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Iryna Khalip

Divulgar uma verdadeira heroína em Dia da Mulher.

Clique na foto para ir à sua origem (o blogue de Ak Bara)

Breves incidentes no percurso da servidão fiscal ao Estado policial.

Imagine o meu caro concidadão que vai por aí muito sossegado a tratar da sua vidinha, no seu esforço de sobrevivência diária, quando, de repente, lhe aparece um homem-de-mão de um bando muito poderoso a tentar aliviá-lo daquilo que é seu. Como é natural, você se puder defende-se. Com unhas e dentes, não é verdade?

Imagine agora que lhe dizem que não pode fazê-lo, que não pode defender o que é seu e tem que deixar que o homem de mão (que nalguns casos pode ser uma mulher de mão) proceda no sentido de lhe subtrair a sua propriedade porque… o bando tem um código que diz que é assim – e mais nada.

Mas, se o cidadão decide reagir no seu pressuposto direito natural de legítima defesa, no seu constitucionalmente conferido direito de resistência, no seu civil direito de propriedade, não obstante todos estes direitos que lhe assistem, torna-se um criminoso e a solução preconizada pelo representante dos homens (e mulheres) de mão passa por “dotá-los de «verdadeiros» poderes de autoridade“, isto é, em linguagem para toda a gente entender, armá-los.*

Imagine mais, meu caro concidadão, que vive num país onde uma pessoa acusada de ter cometido um crime pode ser executada antes de ser condenada e pode ser condenada sem ser feita prova da sua culpa. Um país onde, por ter sido invertido o ónus da prova, qualquer acusado passa a ser presumível culpado em vez de presumível inocente. Seria horrível, não acha? Olhe que não precisa sequer de esforçar muito a sua imaginação, pois esse país é já o seu em matéria de direito fiscal. Mas, não tenha medo: lembre-se da velha máxima, agora tão repetida, que “quem não deve, não teme”. E, como bom português, console-se com a ideia que “isto afinal não é só por cá“.

Tenho para mim que se todos os políticos tivessem estudado Física até, pelo menos, à 3.ª Lei de Newton muitos problemas se evitariam…

*Como a ASAE. Como a Autoridade da Concorrência. Poderes que em breve deverão ser estendidos, diz-se, aos “fiscais” de estacionamento, aos porteiros de todos os serviços públicos e a outros homens e mulheres de mão do Sacro Estado Protector.

Assad, o Gadaffi sírio.

Por causa de um qualquer plano geoestratégico, gizado não se sabe por quem medroso do poder turco, os “grandes democratas ocidentais” permitem que Bashar Assad se mantenha como presidente da Síria. Tão criminoso é aquele que manda matar como aquele que é conivente.


Bashar Assad é neste momento, depois de tudo o que vem sendo permitido que aconteça, como um dente profundamente cariado no corpo da nação síria. Terá que ser extraído, e quanto mais tarde, mais doloroso e perigoso será.

(mais) Uma boa ideia para a Economia portuguesa.

O calhau pediu, o fisco pariu.

Há uma série de problemas por resolver no sistema económico-financeiro:

– O Banco de Portugal prevê já uma contracção da Economia de 3,1% este ano.

– O número oficial da taxa de desemprego já se situa nos 13,6%, não obstante todos os truques do governo para o contrariar.

– Os bancos estão descapitalizados e uma boa parte dos portugueses já só tem lá conta porque a tal são obrigados para pagamentos ou recebimentos.

Então, a Administração Fiscal responde com esta ideia de pasmar:

O Fisco vai controlar todos os pagamentos realizados nos terminais de pagamento automático, através de cartões de crédito e débito, independentemente do valor, (…)
O objectivo desta portaria é o combate à fraude e evasão fiscal através do cruzamento de dados.
(Finanças vigiam compras com cartão, 02 Fevereiro 2012, Jornal de Negócios)

O Jardim no Deserto não poderia deixar de se associar a este novo desígnio nacional das boas ideias e, por isso, deixa aqui em baixo uma série clássica delas que culmina com a aprendizagem da dança ao modo grego.

Itália: novo governo sem políticos.

Roma (AP) — O primeiro-ministro Mário Monti formou na quarta-feira [hoje] um novo governo italiano sem um um único político, a partir das fileiras dos banqueiros, diplomatas e executivos financeiros para criar uma equipa que conduza a Itália para longe do desastre financeiro.

(tradução expedita de um excerto desta notícia da Associated Press, hoje)

A Bélgica, sem governo há 520 dias agora (aprox. 1 ano e meio), tem a sua Economia a crescer mais do que a alemã.

Na actual conjuntura europeia os políticos servem para quê?

a apoteose da mediocridade colectiva em todos os seus aspectos

ou o perigo das novas ditaduras mascaradas de democracia.

Five-Fat-Pink-PigsFive-Fat-Pink-Pigs

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Leia mais aqui: A Cassandra Americana.

Os povos, tal como as pessoas, podem aprender de duas maneiras:

1ª. Através dos próprios erros;

2ª. Através dos erros dos outros.

Qual delas tem sido a escolha predominante dos portugueses?
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Vox Populi

A voz do povo, a voz ao povo:

25.04.2009 – 11h37 – RT, Lisboa

À porta das escolas, não há polícias. Nas ruas não se vê nenhum. A criminalidade campeia. Mas quando há manifestações, sobretudo se forem a favor do 25 de Abril, logo verão que há polícias e muitos. Onde estava a polícia quando houve o esfaqueamentro na escola do Cacém, esta semana? Nem vivalma dela. Mas para punir 3 (bons) alunos de Penacova por Desobediência Civil no âmbito de um protesto contra o Estatuto do Aluno a GNR apareceu para mostrar que existe. Que é capaz de deter 3 quem sabe se futuros “perigosos comunistas ou aparentados” e há que pô-los na ordem já. Quando são pequeninos! Isto é vergonhoso e está a passar das marcas e o 25 de Abril não merecia isto. Hoje faz anos o 25 de Abril e mais do que nunca Portugal precisa de Abril, de virar de novo a página do país. Este regrediu demasiado em direcção ao 24 de Abril e isto está a tornar-se intolerável: miséria, criminalidade, individualismo cunhas, medo, tudo para o rico e nada para o pobre, corrupção, etc.., etc…. Chega!

 

25.04.2009 – 11h25 – Resistindo à ditadura maçónica, Poor Tugal

Olhá Ditadura!!!… Na Noruega ou na Dinamarca, os deputados vão de bicicleta para o trabalho, os ministros andam de táxi. Por cá, têm que ser escoltados pela GNR!

 

25.04.2009 – 11h24 – Paulo Santos, Fundão

Hehehe! Estes senhores do poder actual estão com medo de que o povo faça agora um novo 25 de Abril e tomam precauções para não deixar! Hehehe! É muito engraçado isto! Mas o povo gostaria de fazer agora um novo 25 de Abril para correr com essa corja toda, a do poder actual, daqui para fora! Corja essa, a actual, que o povo já percebeu que é muito pior do que a que foi corrida em 1974!

 

25.04.2009 – 11h20 – joaquim horácio serra leitao, coimbra

ou será que isto é mais um passo na escalada para uma ditadura que se aproxima a passos largos? e já agora com que base legal é que não se pode ser anarquista em portugal? Recordo que também era em nome da lei e da ordem que a psp e gnr actuavam antes do 25 de Abril, atribuindo as lutas a “agitadores profissionais a soldo de moscovo” como agora já não há moscovo, a polícia aperta a vigilância a grupos radicais pois. e assim o pessoal começa a ficar em casa, com medo da repressão e dos distúrbios, com os quais não concordo, mas devo recordar que muitas vezes são causados por proibições infundadas além de estarem por detrás provocadores interessados em lançar a confusão e levar as pessoas a gritar por ordem. foi também isso que levou ao fascismo já que aconteceu o mesmo na república.estas notícias vêm mesmo a calhar para fazer com que muitas pessoas tenham receio de se manifestarem. Tantos anos a comemorar-se o 25 de abril e só de há pouco é que se começa a falar em aumento de vigilância, distúrbios etc.não é ingénuo e não é para defender as liberdades conquistadas em 25 de Abril que têm vindo a ser subrepticiamente retiradas. e os radicais de direita não precisam de ser vigiados?

 

25.04.2009 – 11h15 – Atento, Lisboa

Eles, lá sabem o porquê !! Se dessem ao POVO, o que a maioiria dos que viveram o 25 de Abril esperavam, eles agora não andavam tão preocupados com os distúrbios , pois HOJE DEVERIA SER UM DIA FESTA e não um dia de violência, mas o POVO foi enganado e continua a ser, infelizmente.(ou cada POVO tem o GOVERNO que merece!!), talvez!!

 

Estes são alguns dos comentários (públicos) à seguinte notícia (do Público):

Polícia reforça vigilância por receio de distúrbios nas comemorações do 25 de Abril

25.04.2009 – 10h32 PÚBLICO

vigilancia 25 abril 2009