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‘Se capitães de Abril exigem falar o problema é deles…’ Todos ao Carmo!

Os deputados afirmam pela voz da sua presidente que “Se capitães de Abril exigem falar «o problema é deles»“. Isto é assim como que uma dentada na mão que lhes deu de comer.
O primeiro-ministro vem dizer que “não quer “independentes” como deputados na Assembleia da República“. O regime recusa, portanto, reformar-se.
E o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social declara que muitos desempregados ” perderam RSI porque podiam trabalhar e não quiseram“. Assim, segundo esta criatura, os desempregados são uns masoquistas que preferem passar fome a trabalhar.

Estas são apenas algumas excelentes razões para que todos, mas mesmo todos, os portugueses que se sentem insatisfeitos, mal-tratados, espoliados e violentados por este governo e por esta legislatura subam ao Carmo hoje, 24 de Abril de 2014.
Porque desta vez não vai aparecer um cavaleiro galante montado num Chaimite para subir por eles.

E, não deve ser por acaso que o lugar se chama Carmo. Este nome é uma evocação de um lugar situado na Terra Santa, chamado Monte Carmelo: “trata-se do local onde se deu o duelo espiritual entre o profeta Elias e os profetas de Baal“.

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Do what you want to do. / Faz aquilo que desejas.

“Dr. John Kitchin quit a medical career to pursue his passion: skating along the boardwalk of San Diego’s Pacific Beach.” Why? Because a 93 years old man told him: Do what you want to do.
I do not use (or like) to share personal experiences in public. However, this time I will open an exception. This was more or less the same thing my best friend told me before she died, too young and full of wish to live. And, the same way it happened to John Kitchin, this sentence ended up changing my life – although (apparently) in a less radical way.

“O neurologista John Kitchin desiste da carreira como médico para seguir a sua paixão: patinar no passeio ao longo da praia Pacific Beach em S. Diego.” Por que razão? Porque um homem de 93 anos de idade lhe disse: Faz aquilo que desejas.
Não costumo (nem gosto) de partilhar experiências pessoais em público. Mas, neste caso, irei abrir uma excepção. Foi mais ou menos esta a frase que me disse a minha melhor amiga antes de morrer, demasiado jovem e cheia de vontade de viver. E, tal como aconteceu a John Kitchin, esta frase acabou por mudar a minha vida – embora de uma forma (aparentemente) menos radical.

Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, deve tornar-se “louco” para que se torne sábio.
1 Coríntios 3:18 (NVI-PT)

Do not deceive yourselves. If any of you think you are wise by the standards of this age, you should become “fools” so that you may become wise.
1 Corinthians 3:18 (NIV)

A quaresma de Jesus Cristo e o despertar político global.

Ou, de como Jesus é o paradigma de todos aqueles que lutam pela libertação dos povos da (chamada) ordem estabelecida.

Deve ter sido mais ou menos por altura do início deste período que hoje designamos por quaresma[1] que o Sinédrio condenou Jesus à morte, transformando-o num foragido na sua própria terra.[2]

(Mas, já antes disso ele era perseguido por quase todos os poderes políticos e religiosos do seu tempo[3]. E, mesmo isso não o impediria de entrar triunfantemente em Jerusalém pouco tempo depois, no Dia de Ramos.)

Perante isto, Jesus afasta-se (uma vez mais) de Jerusalém com os discípulos e procura refúgio em Efraim, a Norte, junto ao deserto.[4] E, quando volta a Jerusalém para celebrar a sua última Páscoa tem o cuidado de não pernoitar aí mas nos arredores, em Betânia[5] ou no Monte das Oliveiras.[6]

O mais significativo, contudo, é que durante todo este período de tempo Jesus, o conjecturado fora-da-lei, apareça todos os dias em público e as alegadas autoridades tenham esperado a calada da noite para o prenderem (como fazem sempre as polícias políticas):

Então Jesus falou para aquela gente: Serei por acaso algum bandido perigoso, que vos fosse preciso armarem-se com espadas e paus para me levarem preso? Todos os dias estava convosco a ensinar no templo e não me prenderam. (Mateus 26: 55-56)


[1] A Páscoa dos judeus estava próxima, e muitos daquela província entraram em Jerusalém antes da data para poderem proceder primeiro à cerimónia da purificação. (João 11: 55)

[2] Os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o supremo conselho para discutir o caso. Que vamos fazer?, perguntavam-se uns aos outros. … Um deles, Caifás, que naquele ano era supremo sacerdote, disse: Vocês não percebem nada. Deixem este homem morrer pelo povo. Porque é que se há-de perder toda a nação? … A partir daí, começaram a planear a morte de Jesus. (João 11: 47, 49-50, 53)

[3] Então os dirigentes judaicos tornaram a pegar em pedras para o apedrejar. Jesus perguntou: Por ordem de Deus fiz muitas obras boas. Por qual dessas obras querem agora matar-me? … Uma vez mais procuravam prendê-lo. Ele, porém, afastou-se e deixou-os. Atravessou o rio Jordão até ao local onde João andara primeiro a baptizar, e muitos o seguiam. (João 10: 31-32, 39-40)

[4] Jesus já não andava manifestamente em público. Saindo de Jerusalém, dirigiu-se para a proximidade do deserto, para a localidade de Efraim, onde ficou com os discípulos. (João 11: 54)

[5] Entrou, pois, em Jerusalém e dirigiu-se para o templo. Reparou atentamente em tudo à sua volta e foi-se embora, pois a hora já ia adiantada naquela tarde, retirando-se para Betânia com os dozes discípulos. (Marcos 11, 11)

[6] Todos os dias Jesus ia ao templo ensinar, e as multidões começavam a juntar-se logo pela manhã para ouvir. E ao fim do dia voltava ao Monte das Oliveiras para aí passar a noite. (Lucas 21: 37)

Instruments of Peace.

Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido.
1Coríntios 13:12

For now we see only a reflection as in a mirror; then we shall see face to face. Now I know in part; then I shall know fully, even as I am fully known.
1Corinthians 13:12 (NIV)

Ser cristão.

É não se apoderar de nada, mas pedir com gentileza até mesmo a oportunidade de dar algo; ou nem sequer pedir mas apenas manifestar esperança que isso seja possível.

É não ser alguém importante e, ainda assim, ver-se atacado por muitos por causa do seu modo de viver livre, à imagem do seu modelo existencial; ou não possuir quase nada e, apesar disso, ser invejado por tantos que possuem muitas coisas.

É não cessar de se espantar, como já Bérulle se espantava, “face a um mundo poderoso, organizado, triunfante, um punhado de pobres homens sem instrução nem poder; o império eterno foi estabelecido por pobres pescadores calados como peixes, de entre os quais saíram, sem manha nem prudência, sem exército e sem violência.”

É ler com a mesma isenção de preconceitos o polémico Hans Küng e o canónico Timothy Radcliffe.

É acreditar no único revolucionário que há 2 mil anos continua a mudar o mundo e as pessoas que nele vivem: Jesus Cristo.

Break every chain.

… There’s an army rising up …

… Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra;
Filipenses 2, 9-10

Where the Spirit of the Lord is

Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam. Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Actos 2: 1-4

esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos.
Efésios 4: 3-6

There Is A Day

(and that day has begun)

… o seu rosto era como o Sol resplandecente com toda a sua força.
Ao vê-lo, caí como morto, a seus pés. Mas Ele colocou a mão direita sobre mim, dizendo: «Não tenhas medo!
Eu sou o Primeiro e o Último; aquele que vive.
Estive morto; mas, como vês, estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da Morte e do Abismo!
Apocalipse 1:16-18 [Revelation 1:16-18]

Um exemplo de possessão.

Muita gente não cristã põe em causa – ou sente-se incomodada com – as menções bíblicas a estados de possessão de pessoas por espíritos imundos ou demónios. Dentre essa gente, muitos leram – ou viram filmes como – o Exorcista e acreditam, erradamente, que qualquer estado de possessão deve assemelhar-se aos aí descritos/mostrados. É extremamente difícil fazer entender a quem assim pensa e acredita que a maior parte das possessões não atingem, felizmente, nem se aproximam sequer de, tais paroxismos.

Mas, basta um exemplo para tornar claro a muitos que uma pessoa pode estar possuída sem ter nenhuma daquelas manifestações exageradas – até ao momento em que…

«Estraguei a minha vida e tirei-lhe a vida por 40 euros»
tvi 24, 12- 4- 2012

Nota: Reparem no relativismo do arrependimento do indivíduo descrito na notícia – não está inconsolável por ter tirado a vida ao seu semelhante mas por tê-lo feito por tão baixo preço e à vista de todos.

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Este é o milésimo post neste blogue desde 30 de Agosto de 2007*, estava-se então no auge da opressão do governo do José de má memória para tantos cujas vidas destruiu. Quase destruía o país também. O seu legado é isto que vivem agora os portugueses – e se verão obrigados a viver ainda por muito tempo.

Ében-Ézer (1 Samuel 7, 12). Até onde? Show me the place…

*Na verdade, havia pelo menos mais uma meia dúzia de artigos no 1.º blogue com este título, iniciado no alojamento da IOL cerca de 2 semanas antes mas que entretanto o alojador apagou.