Monthly Archives: January 2009

Money: Uma homenagem singela…

… mas muito sentida, ao novo “menino de oiro” português ou, talvez melhor, “menino das luvitas de oiro”: José Socrates Pinto de Sousa.

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Caso Freeport
Autoridades inglesas consideram Sócrates suspeito e querem ver contas bancárias do primeiro-ministro
28.01.2009 – 19h22 Sérgio B. Gomes, São José Almeida, Romana Borja-Santos
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Os portugueses estão seguros que, perante tão grave acusação, o primeiro-ministro, que afinal «é um homem sério», vai imediatamente autorizar o acesso às suas contas bancárias, sem esperar que a tal possa vir a ser obrigado por ordem judicial.
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Isto não é grave… é gravíssimo!

“… Segundo fonte do Ministério Público (MP) ligada à área cível, “o poder político está a ter acesso ao teor das declarações dos arguidos em processos crime, sem autorização da CNPD”. …” (InVerbis, Base de dados da justiça à margem da lei, 19-Set-2008)

Costa da justiça

“… O novo sistema informático Citius permite o acesso em tempo real do poder político a todos os processos judiciais, mesmo os que estão sob segredo de justiça, permitindo mesmo introduzir alterações nos despachos de um juiz ou nas acusações de um advogado. …
Os juízes assinalam ainda que qualquer pessoa desta direcção-geral ou do ministério tem o chamado acesso de escrita, ou seja, o poder de alterar uma decisão de um juiz ou uma acusação elaborada por um procurador, sendo para isso apenas preciso aceder ao sistema com uma password de administrador. …”
(TSF, Juízes dizem que poder político tem acesso a processos mesmo em segredo de justiça, 29-Jan-2009)

 

Create in me a clean heart, oh God – Põe em mim um coração limpo, meu Deus.

Isto te peço humildemente Senhor – This I humbly ask You Lord.

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A falência da Quimonda: do Plano Tecnológico Nacional e de Sócrates

após perdidos mais 1800 postos de trabalho qualificados e €170 milhões de dinheiros públicos.

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1º andamento – A demagogia impante:

Falando em Vila do Conde durante a cerimónia de anúncio de um novo projecto da empresa alemã Qimonda na área das células fotovoltaicas, o primeiro-ministro apontou este caso como mais um exemplo de como «as multinacionais estão satisfeitas com a economia e com a capacidade dos portugueses». … (Portugal Diário, Sócrates: Portugal vendeu mais tecnologia, 05-05-2008)

No final da sua intervenção, o primeiro-ministro elogiou o trabalho “bem feito” da Qimonda, salientando o “bom exemplo” da empresa que valoriza o mérito e a iniciativa. … (Maia Digital-Portal Empresarial, José Sócrates assinou protocolo com a Qimonda na ordem dos 70 milhões de euros, 2007-03-21)

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2º andamento – a dura verdade que a desmente:

A Qimonda é uma multinacional de semi-condutores eléctricos situada em Vila do Conde (distrito do Porto) que emprega mais de 1700 trabalhadores, com uma média de idade de 26 anos. Nesta empresa, considerada “modelo” pelo governo do PS/Sócrates, 80% dos trabalhadores tem vínculos laborais precários e são sujeitos a um horário de trabalho desumano de 12 horas. … (Qimonda – modelo de precariedade e exploração, 11-Out-2008, página da Organização Regional Porto do PCP)

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte (STIEN) teme o encerramento da Qimonda em Vila do Conde e o despedimento dos 2.000 trabalhadores. Se a empresa fechar as portas “é um golpe muito profundo”, respondeu ao Negócios o coordenador do STIEN, Daniel Sampaio. … (Jornal de Negócios, “É um golpe muito profundo” fechar a Qimonda em Portugal, 23 Janeiro 2009, Isabel Costa)

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3º andamento – e a inacção de quem só sabe produzir demagogia:

O Ministério da Economia não se pronuncia sobre a notícia de que a Qimonda entrou, já hoje, com um processo de insolvência no Tribunal de Munique. … (Rádio Renascença, Governo não comenta falência, 23-01-2009)

O ministro da Economia espera que seja encontrada uma solução para a Qimonda Portugal, após ter sido conhecido que a casa-mãe, na Alemanha, declarou falência. … (Portugal Diário, Ministro espera solução para Qimonda Portugal, 23-01-2009)

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E o povo português, o que espera?

Será que é desta que os portugueses vão acordar? De ressaca, certamente, mas acordar? Finalmente, abrir os olhos e olhar a realidade, a dura mas verdadeira realidade? Acordarão agora os portugueses, que têm vivido no universo Matrix cor-de-rosa, embalados pelos discursos falsos e demagógicos do primeiro-ministro descaradamente propalados por alguns produtores de papel impresso escrito por um exército de Smiths?

Matrix Smiths

O governo terá ou não perdido 170 milhões de euros de dinheiro público?

A empresa é apontada como um exemplo de sucesso e de apostar em produtos de ponta com forte potencial de exportação e apenas em Maio do ano passado tinha obtido novos fundos públicos para apoiar a produção de células solares. … (Público, Qimonda Portugal é líder das exportações nacionais, 10.07.2007, Natália Faria)

Recorde-se que, nesse mesmo mês, o primeiro-ministro, José Sócrates, deslocou-se à empresa para assinar um contrato de investimento com o Estado no valor de 70 milhões de euros. … (Público, Qimonda, maior exportador nacional, abre processo de falência, 23.01.2009, Eduardo Melo)

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Os 70 milhões, esses não há dúvidas que estão perdidos. E os 100 milhões?

O contributo nacional, através da Caixa Geral de Depósitos, foi de €100 milhões, o que equivale a 14% do valor investido pela empresa no país em 10 anos. “É um crédito, a pagar pela empresa à CGD, não um subsídio”, refere o porta-voz da Qimonda, Ralph Heinrich. … (Expresso, Empresas: Qimonda volta a ter esperança, 29 de Dez de 2008, Margarida Cardoso e Carlos Martins)

A Agência Financeira contactou a CGD para saber se o empréstimo tinha chegado a ser feito, mas fonte oficial recusou-se a comentar. Já fonte próxima da unidade portuguesa da Qimonda, afirmou à Agência Financeira que as negociações ainda estavam a decorrer e que o empréstimo não chegou a ser efectivado. … (Portugal Diário, Qimonda na falência após falhanço do financimento, 23-01-2009, Paula Martins)

Existe uma clara contradição entre a primeira notícia (que usa o passado: “O contributo foi…de €100 milhões…”) e a segunda notícia (“as negociações ainda estavam a decorrer…”). Em ambos os casos as declarações têm origem na empresa e, estranhamente, a CGD “recusou-se a comentar”. Porquê? A costumeira falta de transparência cria uma dúvida razoável.

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Que consequências para a(s) Economia(s) envolvidas podem deduzir-se imediatamente a partir destes factos?

1. A economia nacional vai ser duramente afectada. Perder o maior exportador nacional neste momento difícil é um desastre, como compreenderá qualquer pessoa dotada de um cérebro a funcionar;

A Qimonda terminou o ano de 2007 como a maior exportadora nacional, com um volume de negócios de 1,4 mil milhões de euros, representativo de 5% das exportações portuguesas. … (Económico, Qimonda representa 5% das exportações nacionais, 23/01/09, Pedro Duarte)

2. A economia alemã, o pilar da economia comunitária da zona euro, começa a mostrar sinais óbvios de dificuldades e isso não indicia nada de bom. Nada mesmo…

A Qimonda tem vindo a enfrentar uma queda acentuada nas suas encomendas, em particular na Ásia, o seu principal mercado, que levou a uma quebra dos preços dos produtos em 51% durante o ano passado. Em consequência, no exercício fiscal de 2007/2008, a companhia registou um prejuízo de quase três mil milhões de euros. … (Económico, Qimonda representa 5% das exportações nacionais, 23/01/09, Pedro Duarte)

 

Mais demagogias:

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/493701

Mais informação sobre a Qimonda e a falência:

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=350744

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/ce4e4d4e68ecb9793f53c2.html

http://www.reuters.com/article/companyNewsAndPR/idUSLM67106820090122

O escândalo Freeport – actualização.

Terão o DCIAP e a PJ aguardado a saída do país do primeiro-ministro para executar as buscas hoje noticiadas?

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Abrunhosa: Concerto no Freeport
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Mais buscas em ateliê de arquitectura
15:43 Quinta-feira, 22 de Jan de 2009
(no Expresso)
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E que dizer da (literalmente) incrível rapidez com que foram esclarecidos à PJ “todos os movimentos financeiros” relacionados com o Freeport. Todos?
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Alvo
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As novas informações entretanto publicadas na imprensa foram recolhidas no blogue Do Portugal Profundo, cujo autor tem vindo a actualizar toda a informação relativa a este caso no postal intitulado O começo do fim.
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EUA, sem comentários.

Bush Obama cartoon

O escândalo Freeport,

o Watergate à portuguesa?

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Caso Watergate (1974):

Nenhum livro que aborde conspirações, encobrimentos e crimes de Estado estaria completo sem a presença de Richard Nixon, Tricky Dick (Dick, o Mentiroso), como era conhecido pelos seus concidadãos. … Hoje em dia, o escândalo Watergate converteu-se no exemplo típico que vem à memória de todos quando se trata de falar dos jogos sujos políticos, de corrupção, extorsão, escutas ilegais, conspiração, obstrução da justiça, destruição de provas, fraude fiscal, uso ilegal dos serviços secretos e das forças de segurança, financiamento ilegal de partidos e apropriação indevida de fundos públicos, todos eles, assuntos dos quais temos alguma experiência. (DN, Grandes conspirações da História 4, O escândalo Watergate, 2-Agosto-2006)

Caso Freeport, desenvolvimentos recentes (2008/09):

ZPE Alcochete

 

Outubro 2008

Selon une source proche du Foreign Office et du cabinet du premier ministre Gordon Brown, les autorités britanniques ont récemment abordé avec Lisbonne la suite à donner aux “affaires” Madeleine McCann et Freeport de Alcochete. …
Les deux affaires sont embarrassantes et Lisbonne et Londres veulent avant tout éviter que les détails puissent tomber dans le domaine public: …
(Dossiers Freeport et Maddie dans l’agenda des autorités portugaises et britanniques, SOS Madeleine McCann, 21-10-2008)

Tradução: Segundo uma fonte próxima do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do gabinete do primeiro-ministro Gordon Brown, as autoridades britânicas abordaram recentemente com Lisboa o seguimento a dar aos “casos” Madeleine McCann e Freeport de Alcochete … Os dois casos são embaraçantes e Lisboa e Londres querem evitar que os pormenores possam cair no conhecimento público: …

Novembro 2008

Informação relevante para a investigação do processo Freeport terá sido obtida em Inglaterra por escutas administrativas, ou seja, feitas eventualmente sem autorização de um juiz e pelos serviços secretos britânicos. Esta será uma das questões a abordar na reunião que amanhã se realiza em Haia, na sede da União Europeia de Cooperação Judiciária (Eurojust), entre delegações de polícias e magistrados portugueses e ingleses. …
O objectivo agora é trocar formalmente as informações recolhidas, de forma a perceber se houve ou não o pagamento de luvas milionárias – estimadas em quatro milhões – pelo licenciamento de construção do empreendimento Freeport, em Alcochete, decidida no último Conselho de Ministros do governo de António Guterres e quando José Sócrates era o titular da pasta do Ambiente. …
(CM, Caso Freeport com escutas polémicas, Eduardo Dâmaso/Tânia Laranjo, 16-11-2008)
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Information relevant for the Freeport case had been obtained in the United Kingdom via ‘administrative tapping’ (interception of phone calls, e-mails, faxes and SMS messages among other things) carried out by British Secret Services without the authorisation of a Portuguese or British judge, claims the Lisbon daily Correio da Manhã.
The truth or falseness of the allegation was one of the key questions on the table at Tuesday’s hearing between Portuguese police and magistrates and their British counterparts. …
(Algarve Resident, Freeport investigated, 20-11-2008)

Tradução: Informações relevantes para o caso Freeport foram obtidas no Reino Unido através de “escutas administrativas” (intersecção de chamadas telefónicas, correio electrónico, faxes e mensagens SMS, entre outros) realizadas pelos Serviços Secretos britânicos sem a autorização de um juiz português ou britânico, refere o jornal Correio da Manhã. A verdade ou falsidade das alegações nunca chegou a ser questionada durante a reunião de terça-feira entre os polícias e magistrados portugueses e os seus colegas britânicos. …

Janeiro 2009

Um ministro socialista do Governo de António Guterres é visado pelas autoridades judiciais do Reino Unido na investigação criminal em curso neste país sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete – apurou o SOL junto de uma fonte conhecedora do processo … (Sol, Ingleses apontam o dedo a ministro português, Felícia Cabrita, 10-01-2009)

O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, esclareceu este sábado que não existem, até ao momento, indícios do envolvimento de qualquer ministro português, nem do actual ou anteriores governos, em eventuais crimes de corrupção no âmbito do ‘Caso Freeport’. …
A procuradora-geral-adjunto que lidera a investigação, Cândida Almeida, já tinha negado ontem ao ‘Correio da Manhã’ a existência de um ministro arguido. “Oficialmente, não temos qualquer conhecimento”, disse Cândida Almeida ao nosso jornal.
A nota emitida hoje pela Procuradoria-Geral da República refere ainda que, “rumores, suspeições e boatos não são indícios relevantes, nem o Ministério Público pode credibilizá-los”. …
(CM, Freeport: PGR nega envolvimento de ministros, 10-01-2009)

A PGR diz que emitiu esta nota por temer as eventuais «repercussões sociais» provocadas pelas «suspeições» que a manchete do SOL levanta. …
O comunicado da PGR vem ainda desmentir que as autoridades inglesas tenham enviado, recentemente, uma carta rogatória para o Ministério Público, mas o SOL reafirma que, não só esta foi enviada, como foi antecedida por uma pré-rogatória. As autoridades inglesas esperam ainda resposta à sua missiva. …
(Sol, SOL reage ao comunicado da PGR, Felícia Cabrita, 10-01-2009)

A investigação em curso no Reino Unido ao ‘caso Freeport’ inclui, desde 2007, um DVD com a gravação de uma conversa entre um administrador daquela empresa e um empresário inglês, Charles Smith, em que este assume que foram pagas ‘luvas’ a políticos portugueses para viabilizar a construção do outlet de Alcochete. Na conversa, Smith implica de forma explícita um ex-ministro do Governo de António Guterres – que, conforme o SOL revelou na passada edição, encabeça uma lista de 15 suspeitos visados na investigação inglesa. … (Sol, Vídeo prova pagamento de ‘luvas’ a ministro português no Caso Freeport, Felícia Cabrita, 16-01-2009)

Nota: Todos os sublinhados são do transcritor.

Nos Estados Unidos bastaram 2 anos após a denúncia do escândalo Watergate para apurar os factos (1972-1974) e obrigar a demissão do presidente corrupto. Em Portugal já lá vão 4 anos (2004-2008) e a investigação ainda vai nos preliminares. Aliás, se não fosse a investigação inglesa nem aí estaria, certamente, e o caso já teria sido convenientemente arquivado. Assim, haverá por aí um certo ministro (cujo nome parece ser um segredo de polichinelo) que terá muita dificuldade em adormecer. Esta é a Palavra que se lhe aplica:

2 Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. 3 Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. (Lucas 12)

E esta é a descrição da eficácia dessa Palavra:

12 Na verdade, a palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração. 13 Não há nenhuma criatura oculta diante dele, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas. (Hebreus 4)

Fontes de informação principais:

– Em inglês;

http://joana-morais.blogspot.com/2008/10/freeport-records-and-maddie-on-agenda.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-case-with-polemical-wiretaps.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-is-about-to-burst.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-investigated.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-records-and-maddie-on-agenda.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/minister-is-suspect.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/freeport-attorney-general-denies.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/freeport-case-sol-reacts-to-ags.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/interview-with-pinto-monteiro-in.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/video-proves-payment-of-bribes-to.html

http://www.algarveresident.com/story.asp?XID=22545

– Em português;

http://apdeites2.cedilha.net/?p=1282

http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/01/freeport-e-o-medo.html

http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/01/freeport-o-segundo-nome-que-no-deve-ser.html

http://www.forumnacional.net/showthread.php?p=304222#post304222

http://diario.iol.pt/sociedade/freeport-dciap-investigacao-justica-mp/987206-4071.html

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=111671

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355642&idCanal=95

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=7283BBC5-D924-4CCB-B95E-742BC54D9A2D&channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=367187

http://diario.iol.pt/sociedade/sol-quiosques/1030917-4071.html

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=43345F48-E31B-4A78-BC32-E1C00EB2B9C5&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Dívida externa: Portugal à beira da falência!

Não, a culpa não é da crise: é mesmo do actual governo ps liderado pelo quase-engenheiro.

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Para melhor visualizar o descalabro construíram-se alguns gráficos.

Dívida externa Portugal 2003-08

 


Dívida Externa Portuguesa
Como se sabe a Dívida Externa total é o somatório dos empréstimos contraídos no exterior pelo próprio Estado, por outras instituições públicas e privadas e pelos financiamentos do sector da banca.
No final do primeiro semestre de 2008 a dívida externa total portuguesa atingia o valor máximo de sempre, 344 mil milhões de euros (aproximadamente o dobro do PIB nacional), ou seja 200% do PIB*. Para mais facilmente se perceber este montante absurdo, basta pensar que, mantendo os mesmos níveis de produção, todos os portugueses teriam em teoria que trabalhar dois anos sem ganhar vencimento para poderem pagar a dívida externa do país. …
(Algarve Reporter, E agora, Portugal?, Crónica do Serrone, 05/Janeiro/2009)

 

Dívida externa Portugal 2003-08

 

No gráfico em baixo faz-se uma simples projecção gráfica do aumento da dívida externa total, caso o ritmo de crescimento se mantivesse constante.

 

Dívida externa Portugal 2004-09

 

A dívida externa total de Portugal rondaria assim, em 2009, os 400000 milhões de euros num cenário de contenção(?) de despesas.

Mas, infelizmente, ela será muito maior, pois este governo de liderança pouco iluminada vai avançar pela via do furioso aumento do gasto público, com a construção da Rede de Alta Velocidade/TGV (custo estimado em 7500 milhões de euros) e do NAL-Novo aeroporto de Lisboa (custo estimado em 3300 milhões de euros).

Uma fuga para a frente em direcção ao abismo do sobre-endividamento, um verdadeiro suicídio económico que os portugueses pagarão muito caro e por muito tempo.

Com três (3) actos eleitorais à porta é claríssima a opção do primeiro-ministro: iniciar quanto antes a farta distribuição devida pelo favor político, precavendo o precalço eleitoral que cada vez parece mais certo em período de grave recessão económica.

É claro que ele tem a mentirosa desculpa preparada:

Sócrates já iniciou o discurso de desculpabilização do governo. Segundo ele, este estava a fazer um bom trabalho com resultados surpreendentes que se tinham já traduzido na recuperação da economia e no crescimento económico. Mas agora uma crise externa imprevisível, de que não tem culpa, veio estragar o bom trabalho que estava a fazer. É este o novo discurso de desculpabilização do governo, que interessa analisar e confrontar com dados mesmo do FMI, Eurostat e Banco de Portugal sobre a evolução do nosso País nos últimos anos. … (O discurso da desculpabilização do governo, a cambalhota de Sócrates na AR e as consequências da ruinosa gestão capitalista, por Eugénio Rosa, na Resistir.info, em 12/Outubro/2008)

Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise. No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em 4 anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. … (Quatro anos de governo Sócrates – Agravamento da situação económica é anterior à crise internacional, por Eugénio Rosa, n’ O Diário.info, em 29/11/08)

 

Post scriptum (15-01-2009 às 23:50): Vale a pena ler este postal no Insurgente, que apanha de forma flagrante a profunda demagogia  do (infelizmente, ainda) primeiro-ministro deste país.

 

A única derrota certa é aquela que se espera.

Uma resposta ao comentário do meu amigo David, do Pleitos…, no postal Prece de Ano Novo.

God Gives Hope

… mas não é que vai ser (rosa-falsidade). E não é que o Senhor não vai ajudar nem só um pouquinho.É que piedade, creio piamente que a terá, por todos os seres-humanos. Só que há uns que fazem por merecer, outros não. O nossos crêem que lhes basta voltar a estender a mão à piedade divina e receber a benção.
Abraço
David Oliveira

Caro David,
O vencedor começa sempre por ser aquele que acredita realmente que pode vencer.
Este é o princípio da fé:

37Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças àquele que nos amou. 38Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, 39nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso. (Romanos 8 )

O apóstolo Paulo define assim a fé:

1Ora a fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem. (Hebreus 11)

Repare que Paulo não escreve “a Fé em Deus” ou a “a fé cristã”, mas refere apenas “a fé”.
A grande inimiga da fé é a dúvida e a dúvida é alimentada pelas aparências.
Basta, pois, olhar (sem se deixar iludir pelas aparências dos fatinhos armani e dos sapatecos prada) para ver que a mentira já está a destruir o grande mentiroso:

7Não vos enganeis: de Deus não se zomba. Pois o que um homem semear, também o há-de colher: 8quem semear na própria carne, da carne colherá a corrupção; quem semear no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. 9E não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. (Gálatas 6)

Aborto: genocídio da nação, suicídio económico.

… O envelhecimento da população tem consequências directas quer a nível social quer a nível económico, uma vez que os níveis correspondentes às idades mais produtivas economicamente começam a ser insuficientes para manter as populações dependentes. …
(Estrutura Etária da População Portuguesa 1991-2001, Estudos sobre os Concelhos/Regiões, 10 Março 2004, Marktest)

 

Piramide etaria 1960-98

 

Piramide etaria 1996-06

 

Menos jovens e uma taxa de natalidade a rondar 1 por cento. Menos 20 mil pessoas com idade de ingressar no mercado de trabalho. E este é só o cenário mais optimista. …
(Portugal: pirâmide etária cada vez mais envelhecida, Diário Digital/LUSA, 13/2/2007, Performance)

Pela primeira nesta década, o número de óbitos excedeu o dos nascimentos em 2007, tendo morrido 103.512 pessoas e nascido 102.492, segundos os dados estatísticos do INE hoje divulgados. …
(Portugal está mais velho, Luísa Meireles, 11 de Set de 2008, Expresso)

Ao definir (a) sua política demográfica o governo tem duas opções: estimular ou dificultar novos nascimentos. Medidas como complementação salarial para auxílio aos pais que têm mais filhos ou aumento de impostos para os jovens de uma certa idade que ainda não tenham filhos, podem ser chamadas natalistas, pois estimulam o aumento da taxa de natalidade. Por outro lado, quando o governo sobretaxa o imposto para pais que têm mais filhos ou desenvolve políticas directas de controle da natalidade como  a liberação do aborto ou distribuição de anticoncepcionais, ele está optando por uma política anti-natalista. (Demografia, na Wikipedia)

O governo português actual tem, claramente, uma política anti-natalidade. O governo português actual deveria defender o futuro da Nação portuguesa e faz exactamente o oposto: hipoteca o futuro do Povo que o elegeu e, promovendo o seu desaparecimento, conduzirá à extinção da sua Cultura e da sua Singularidade.

Sem fazer qualquer recurso a qualquer argumento sociológico, numa mera e crua apreciação biológica e ecológica, o governo português actual conduz a nação portuguesa para a sua própria extinção.

Está mais que na hora deste Povo acordar e castigar aqueles que o atraiçoam. Está mais que na hora de contrariar esta politica de extinção e desrespeito pela Vida, começando já por assinar e divulgar esta petição:

 

Pela Vida

 

Apelo a todos os que visitam este blogue para que participem nesta causa, assinando e divulgando de todas as formas possíveis esta petição. São necessárias (apenas) 4000 assinaturas.

Nota: A petição contra o novo acordo ortográfico tem, neste momento (e ainda bem!), 98074 assinaturas.

“Apesar de tudo isto, a propaganda de que vivemos num mundo horrível tem tido sucesso. Abram os olhos e vejam como é belo o mundo, e como temos sorte, nós, os que estamos vivos!” (Popper, Karl, Unended Quest – an Intellectual Autobiography, Routledge editors, 2006).