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O presidente da República recomenda o livro de Vital Moreira

e Gomes Canotilho, Os poderes do Presidente da República (Coimbra Editora, 1991) às personalidades* – a quem chama “comentadores estivais” – que  solicitam a sua intervenção na pouca-vergonha crise institucional e funcional das magistraturas do Ministério Público.

O completo esclarecimento dos “comentadores estivais” e da demais populaça que tem os olhos postos na excelsa figura de v. ex.ª O idiota, de Dostoievski - capaobrigam a perguntar ainda: A obra que recomenda deve ser usada como livro de texto ou de consulta? Como manual ou sebenta?

Já agora permita-me, daqui deste humilde jardim e com todo o respeito que v.- ex.ª merece, sugerir-lhe como leitura estival a magistral obra de Dostoievsky, O Idiota.
(para poupar tempo a v. ex.ª, sempre tão ocupado a ir e a vir, basta clicar aqui para descarregar o livro em ficheiro pdf)

*Paulo Rangel, João Cravinho, Ana Gomes, José Miguel Júdice e Fernando Nobre.

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Coisas de outros tempos: agora, já não é nada assim…

O presidente do Conselho concentra nas suas mãos a maior fatia de poder. É quase a encarnação do regime. …E, enquanto o pai tirano de tudo cura, vive o povo brandamente neste pátio das cantigas. …

a vida quotidiana das classes baixas está pouco acima do nível de subsistência e no topo da pirâmide social, os lobies agrícola, industrial, do comércio e da banca partilham influências com as elites políticas…

O regime está consolidado e mostra serviço. … o ministro das obras públicas é incansável… mais realizações virão… mais obras virão ainda: bairros sociais, avenidas novas, um aeroporto internacional. …

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Agora, felizmente, vivemos num regime socialista muito avançado.
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Como se conduz um povo mansamente ao castigo.

Papa visita Portugal 2010
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Observo, com um misto de curiosidade e perplexidade, os governantes deste país, conluiados com a oposição, a imporem ao portugueses o maior estupro fiscal da sua História recente, sem que estes tenham qualquer reacção.
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Afinal, Crítias, o iluminado líder dos trinta tiranos durante o sanguinário regime estabelecido em Atenas após a guerra do Peloponeso, tinha razão:
“… Então veio, julgo eu, aquele homem sagaz e ardiloso que fabricou os mitos e a piedade… Ele conhecia [bem] os caminhos das almas e dos corações desencorajados… E a desordem transformou-se em ordem e respeito pela lei. …”
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E, a seguir, os(as) mesmos(as) que votaram nisto,
Sócrates candidato 2009
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vão, todos(as) contentes, votar também nisto.
Cavaco
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Com Papas e bolos se enganam os tolos.
(provérbio popular português)

É curioso: parece que não gostam do Barroso.

E logo um “gajo” tão “porreiro… pá”!

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Entre os muitos comentários possíveis a estas notícias (rimas popularuchas usando o nome durão e isso), este foi o eleito:
O cherne não está fresco
O quê? O meu cherne não está fresco?
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Quando é que os altos responsáveis começam a ser responsabilizados?

Em Portugal, os únicos que nunca respondem por actos danosos de gestão pública são exactamente os responsáveis pela gestão pública.

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Milionários

“A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, supervisor bolsista, acaba de entregar no Ministério Público uma queixa-crime contra o Banco Comercial Português (BCP). Em causa estão ainda os ex-gestores do BCP, liderados por Jorge Jardim Gonçalves, acusados de entre 2000 e 2002 terem actuado, através de veículos off-shores, com a finalidade de manipular o mercado, lesando os investidores, nomeadamente, os pequenos accionistas. …” (Público, CMVM entrega queixa-crime contra o BCP na Procuradoria, Cristina Ferreira, 27.06.2008 – 13h20)

Que perguntas deveria a notícia fazer e não faz?

1. A CMVM entrega em 2008 uma queixa-crime contra os actos praticados pelo BCP entre 2000 e 2002, isto é, 8 anos após o início da sua ocorrência: Será que a CMVM e o Banco de Portugal cumpriram as suas funções de supervisão?

2. Quem era o responsável máximo pelo correcto funcionamento da CMVM, isto é, o seu presidente entre 2000 e 2002? E quem era o governador do Banco de Portugal à mesma data?

A resposta à 1ª pergunta é óbvia: Não!

A resposta à 2ª pergunta é: Fernando Teixeira dos Santos, o actual ministro dos impostos, perdão das finanças português, e Vitor Ribeiro Constâncio, o (ainda) governador do Banco de Portugal.

Teixeira Santos

Vitor Constancio

Conclusão (indefectível): Ou os actos praticados pelo BCP eram completamente desconhecidos de Fernando Teixeira dos Santos e de Vítor Constâncio, e devem ser-lhes movidos processos disciplinares por incompetência funcional no desempenho dos seus altos cargos, ou – nem quero pensar que tal possa ser verdade – esses actos eram-lhes conhecidos e eles devem ser acusados do crime de corrupção.

Nota à parte: Este Fernando Teixeira dos Santos ainda vai substituir o Vitor Ribeiro Constâncio como Governador do Banco de Portugal.