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Um exemplo de possessão.

Muita gente não cristã põe em causa – ou sente-se incomodada com – as menções bíblicas a estados de possessão de pessoas por espíritos imundos ou demónios. Dentre essa gente, muitos leram – ou viram filmes como – o Exorcista e acreditam, erradamente, que qualquer estado de possessão deve assemelhar-se aos aí descritos/mostrados. É extremamente difícil fazer entender a quem assim pensa e acredita que a maior parte das possessões não atingem, felizmente, nem se aproximam sequer de, tais paroxismos.

Mas, basta um exemplo para tornar claro a muitos que uma pessoa pode estar possuída sem ter nenhuma daquelas manifestações exageradas – até ao momento em que…

«Estraguei a minha vida e tirei-lhe a vida por 40 euros»
tvi 24, 12- 4- 2012

Nota: Reparem no relativismo do arrependimento do indivíduo descrito na notícia – não está inconsolável por ter tirado a vida ao seu semelhante mas por tê-lo feito por tão baixo preço e à vista de todos.

Ameno dori me

em dia de finados.

Lyrics (with possible translation)

Our father – Pai nosso.

Hear our cry,
Oh Lord, we need Your mercy
and we need Your grace today.
Hear us as we pray.
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Ouve o nosso grito,
Senhor, precisamos da Tua misericórdia
e precisamos da Tua graça hoje.
Ouve-nos enquanto oramos.
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Obrigado Pai, por me ouvires quando preciso de Ti.
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Padre António Vieira em dia de Santo António.

SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES

[…] Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe! Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, ou poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui devorant plebem meam. […]
(Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes, IV (proferido em 1654 em S. Luís do Maranhão – Brasil)

Leia mais deste extraordinário e actualíssimo texto, neste belo postal do blogue A Imagem da Paisagem.