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O corolário de um governo de malfeitores.

Com polícias destes, quem precisa de bandidos?

O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, e dos sem ética…
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.
Martin Luther King.

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Uma das melhores descrições do ser professor que já encontrei.

Semear… Os professores são heróis anónimos, fazem um trabalho clandestino. Eles semeiam onde ninguém vê, nos bastidores da mente. Aqueles que colhem os frutos dessas sementes raramente se lembram da sua origem, do labor dos que a plantaram. Ser um mestre é exercer um dos mais dignos papéis intelectuais da sociedade, embora seja um dos menos reconhecidos. Os alunos que não conseguem avaliar a importância dos seus mestres na construção da inteligência nunca conseguirão ser mestres na sinuosa arte de viver.
A história de Cristo evidencia que os mestres são insubstituíveis numa educação profunda, numa educação que promove o desenvolvimento da inteligência multifocal, aberta e ampla, e não unifocal, fechada e restrita. …
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CURY, Augusto J., Análise da inteligência de Cristo : o Mestre dos Mestres, Ed. Academia de Inteligência, S. Paulo, 1999.

Uma lição de humanidade.

Nesta terra em que vivo e onde os homens se parecem cada vez mais com as bestas um animal deu-me um curso de humanidade.

Aproxima-se de uma amiga

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Abraça uma amiga

o meu amigo cão
(sequência completa das imagens, aditado em 19-03 pelas 13 horas)
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Consola uma amiga

Novas oportunidades Grandes oportunismos.

Ter olho compensa
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Nota: Indecentemente roubado Oportunamente reproduzido daqui.

A lição da Islândia.

Ao Teixeira dos aumentos de impostos e ao Zézito dos optimismos mentirosos.


The moral of the story seems to be that if you’re going to have a crisis, it’s better to have a really, really bad one. Otherwise, you’ll end up taking the advice of people who assure you that even more suffering will cure what ails you.

The Icelandic Post-crisis Miracle
Paul Krugman, June 30, 2010,
on The Conscience of a Liberal blog.

tradução rápida:
A moral da história parece ser que se há que passar por uma crise, o melhor é que ela seja mesmo muito má. De outro modo, acabará por tomar-se o conselho daqueles que garantem que ainda mais sofrimento curará a aflição.
Erupção do vulcão islândês 2010

Um rascunho para o sr. Silva.

Livro - Direito Português da CorrupçãoPor todas as razões tornadas públicas aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, entre muitíssimas outras.

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Portugueses,
(…)
Tomei a decisão que vos anuncio em coerência com as minhas posições de sempre e tendo em conta a avaliação que faço do interesse nacional. É uma avaliação que, de acordo com a Constituição, é da exclusiva competência do Presidente da República, que a efectua em consciência e livremente, assumindo a responsabilidade dela apenas perante os portugueses.
(…)
Decidi nesse sentido porque a maioria parlamentar me garantiu poder gerar um novo governo estável, consistente e credível, que cumprisse o programa apresentado para a legislatura e fosse capaz de merecer a confiança do País e de mobilizar os portugueses para vencer os desafios inadiáveis que enfrentamos.
(…)
Acresce que, no discurso que fiz no momento em que empossei o Governo, reafirmei o que havia dito, sublinhando: “A conjuntura nacional, bem como o delicado contexto internacional, impõem ao Governo uma particular lucidez nas políticas e um rigor na gestão governativa, tal como aconselham a realizar obra consistente e estruturante na solução dos problemas.”
Nesse mesmo discurso, preveni: “O Presidente da República tem que dedicar uma atenção extrema à transparência, equidade e imparcialidade no exercício do poder e à prevenção dos abusos”.
Entretanto, desde a posse do (…) Governo Constitucional, e depois de lhe ter assegurado todas as condições necessárias para o desempenho da sua missão, o País assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive.
Refiro-me a sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições, em geral. Dispenso-me de os mencionar um a um, pois são do conhecimento do País.
A sucessão negativa desses acontecimentos impôs uma avaliação de conjunto, e não apenas de cada acontecimento isoladamente. Foi essa sucessão que criou uma grave crise de credibilidade do Governo, que surgira como um Governo sucedâneo do anterior, e relativamente ao qual, por conseguinte, as exigências de credibilidade se mostravam especialmente relevantes, e, como tal, tinham sido aceites pelo Primeiro Ministro. Aliás, por diversas vezes e por formas diferentes, dei sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar.
A persistência e mesmo o agravamento desta situação inviabilizou as indispensáveis garantias de recuperação da normalidade e tornou claro que a instabilidade ameaçava continuar, com sério dano para as instituições e para o País, que não pode perder mais tempo nem adiar reformas.
Criou-se uma instabilidade substancial que acentuou a crise na relação de confiança entre o Estado e a sociedade, com efeitos negativos na posição portuguesa face aos grandes desafios da Europa, no combate pelo crescimento e pela competitividade da economia, na solidez e prestígio das instituições democráticas.
A insustentável situação a que se chegou – e que certos comportamentos e reacções dos últimos dias só têm contribuído para confirmar – mostra que as tendências de crise e instabilidade se revelaram mais fortes que o Governo e a maioria parlamentar, que se tornaram incapazes de as conter e inverter. Neste quadro, que revelou um padrão de comportamento sem qualquer sinal de mudança ou possibilidade de regeneração, entendi que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência.
(…)

Portugueses,
É em situações como a que vivemos ultimamente que as características do nosso regime ganham relevo e consequência. Que fique claro: o Presidente da República não prescinde nem compromete nunca, nem moral e politicamente o poderia fazer, o exercício dos poderes que a Constituição lhe atribui.
(…)
Em democracia, não há situações sem saída, por mais difíceis que sejam.
(…)
Vem aí, espero, um tempo de debate, de confronto de ideias, de elevação e exigência democráticas.

Afinal, para o bem de todos nós.

Notas: O texto fictício acima é uma transcrição parcial da comunicação ao país em 10 de Dezembro de 2004 pelo (então) presidente da república Jorge Sampaio.
Os sublinhados são todos do transcritor.
A ideia de recorrer a este discurso é do Impertinente.
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A crise económica e social tem origem na crise de valores.

Já havia sido dito aqui, num outro contexto: vem agora a evidência demonstrá-lo.

 

Perito em Ética

A crise serve de justificação para muita coisa. Quem o diz são os empresários. Um estudo da consultora Ernst&Young, levado a cabo junto de dois mil executivos europeus, revela que boa parte destes profissionais considera aceitável cometer actos ilegais nesta fase recessiva. …
(Empresários: subornar e mentir é aceitável em tempo de crise, em 20-05-2009 no Portugal Diário)

 

Para um quarto dos gestores ouvidos pela consultora Ernst & Young seria aceitável subornar clientes para superar a actual recessão.
O estudo, que ouviu dois mil gestores de 22 grandes empresas europeias, mostra que cerca de metade destes Executivos considera aceitável ter um ou mais comportamentos pouco éticos em tempos de crise. …

(25% dos gestores subornaria clientes para sobreviver à crise, Rita Paz em 20/05/09 no Económico)

 

Poderá ser-se levado a pensar que as pessoas terão deixado de distinguir entre o que está certo e o que está errado. Para se perceber que esse pensamento é completamente falso, basta atentar nalguns comentários destas notícias:

 

(no Económico)

pois é…, | 20/05/09 15:37
não é por acaso que se dão as crises financeiras! Até se pode inferir que mesmo em tempos de não crise estas práticas se passaram…daí a crise ter aparecido!

 

ADiasAlves, Porto | 20/05/09 15:50
O problema que esteve na origem do descalabro actual da economia, a amoralidade que justificou o “vale tudo” e a ganância dos CEOs (e outros), continua lá, bem vivo!
Exigem-se maiores poderes para a regulação, para os accionistas e para o BoD com actuação decidida perante problemas éticos, doutro modo a confiança vai-se…
Só que sem confiança não há bolsa nem mercados que resistam… voltaremos ao descalabro que os contribuintes estão agora a pagar (e vão continuar).

 

(no Portugal Diário)

SERVEM-SE DE TUDO….| 2009-05-20 / 22:11 | Por: emanuel santos
para meter o dinheiro ao bolso! Aprenderam bem a lição, têm um grande professor no governo. Não admira com tanto desemprego a baixarem salários aos seus empregados, encostando-os á parede! Neste momento esta gente sem escrúpulos servem-se de todos os truques para “zelarem” pela vidinha. O governo que continue a dar “ajudas” a estes srs. e a tirar da boca aos mais necessitados!!!!!!

 

O “LIXO”| 2009-05-20 / 16:05 | Por: Nuno Rapaz
Este “lixo”, como o outro – o normal, vai demorar tempo a limpar. A notícia só peca por dar a entender que os empresários só pensam nas acções descritas em tempo de crise… Puro engano. E, provavelmente, são essas práticas causadoras de uma crise que ultrapassa, em muito, uma mera crise financeira.

 

Afinal, as pessoas não só sabem muito bem distinguir o certo do errado, como têm uma consciência agudíssima de que a falta de valores éticos está na origem da crise económica.

E parecem saber, também, que o exemplo vem de cima:

 

A Comissão Europeia (CE) considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público, todos os programas governamentais ligados ao Plano Tecnológico da Educação. Está em causa a distribuição gratuita ou a preços reduzidos de mais de um milhão de computadores a alunos e professores – incluindo os 500 mil ‘Magalhães’ que o Executivo de José Sócrates prometeu distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo. …
(Comissão Europeia considera Magalhães ilegal, por Luís Rosa, em 22 Maio 09 no Sol)

 

Q.E.D. ou, como dizem os juristas ingleses, I rest my case.

 

15Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros. (Gálatas 5)

Humble King – (meu) Rei Humilde.

I want to be like you Jesus, To have this heart in me.

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O vigésimo quinto dia de Abril.

Homenagem aos portugueses que quiseram conquistar a liberdade.

Há 34 anos atrás, um punhado de portugueses ousou sonhar a liberdade até ao ponto de arriscar tudo para a conquistar.

Depois… bem, depois vieram os oportunistas, os das organizações e negociaram o que não conquistaram, em nome de um povo que não os escolheu. Enfim, o costume, como os professores tão bem ficaram a saber recentemente.

Sou grato, profundamente grato àqueles que nada tomando para si me permitiram viver em liberdade durante cerca de 30 anos, entre 1975 e 2005. Todos os portugueses deveriam ser gratos. Portugal em 1974 era um país atrasado, isolado, gritante de pobreza e analfabetismo nas classes mais humildes – a maioria da população.

Muitos são os que já nasceram depois desse momento histórico. Outros eram demasiado pequenos para perceberem o que se passou. Muitos outros esqueceram o tempo antes e alguns nunca admitirão que era mau.

Eu não esqueci, não esquecerei até à morte, assim Deus me ajude. Por isso aqui expresso a minha gratidão e deixo a minha homenagem: Bem-hajam capitães.

Bem-hajam também aqueles que tiveram a coragem de, no dia 25 de Novembro, uma vez mais, conquistar o direito de Portugal ser livre de qualquer espécie de ditadura. Porque de esquerda ou de direita, frontais ou dissimuladas, azuis ou cor-de-rosa, todas elas suprimem a liberdade à nação.

Obrigado Senhor, por teres permitido a Liberdade a esta terra, a este povo que a ansiava, durante todo este tempo.

Infelizmente, outros tempos chegam, outras gerações. Gente que não dá valor à liberdade, porque ela nunca lhes faltou e lhes parece coisa certa. Gente que troca a liberdade pelo dinheiro, o ser pelo ter. Gente para quem o bem-estar e a segurança é viver num condomínio fechado com piscina e “spa”. Gente para quem qualidade de vida é ter um carro de luxo, roupas e sapatos de marca, telemóveis com internet e televisão, mesmo que para ter tudo isso deixem de ter tempo para apreciar a existência, a sua e a dos seus. Gente arrogante cujo Deus é o dinheiro, que pensa que a vida e a morte lhes pertencem. Que tolos! Só quando ela (a liberdade) lhes faltar, quando vier a angustia da opressão da “gaiola dourada”, lhe saberão o verdadeiro valor: mas então será tarde, porque já a perderam.

Voar
A liberdade é um estado difícil, semelhante ao voo de uma ave. Requer, primeiro, o esforço da subida, o atingir a elevação necessária. Em seguida, para se manter necessita de resistência e equilíbrio. Não traz em si qualquer recompensa material. Limita-se a dar uma visão ampla sobre a vida e o mundo. É apenas(?) uma forma de estar, um êxtase, uma leveza de ser. É a contínua busca da perfeição, do inatingível, de Deus. É o esplendoroso e cansativo caminho dos Fernãos Capelos Gaivotas que vêm a este mundo, quais anjos de dádiva e inspiração espiritual.

Até à liberdade última, plena e eterna, aquela que Cristo veio trazer a toda a humanidade.

“Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” (2ª Corintios 3, 17)

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.” (Gálatas 5, 1)

“Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros.” (Gálatas 5, 13 a 15)

“Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera – não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre – esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática.” (Tiago 1, 25)