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Once to every man and nation,

comes the moment to decide…
(Para cada homem ou nação chega o momento em que deve escolher…)


Though the cause of evil prosper, yet the truth alone is strong;
Though her portion be the scaffold, and upon the throne be wrong;
Yet that scaffold sways the future, and behind the dim unknown,
Standeth God within the shadow, keeping watch above His own.
(complete lyrics and info about the hymn)

Para quem ainda não tinha percebido, a perda de soberania é isto.

Os burocratas do suseranococcígeo império germano-franco ordenam aos seus vassalos do feudo da lusitânea que:

1.º Retirem privilégios salariais aos servos daquela gleba:

Bruxelas não descarta corte permanente de subsídios de férias e Natal
03 Abril 2012, Lusa/Jornal de Negócios

Comissão Europeia aponta mira aos trabalhadores mais protegidos
Luís Reis Pires, 03/04/12, Diário Económico

2º. Cobrem mais pelo uso dos moínhos luxuosos a esses mesmos servos perdulários:

Bruxelas diz que Portugal precisa de fazer mais para resolver défice tarifário
03 Abril 2012, Miguel  Prado, Jornal de Negócios

Até que a realidade deixe de teimar em contrariar as previsões dos referidos burocratas do suserano coccígeo-império germano-franco:

Bruxelas: Aumento do desemprego em Portugal é ‘surpreendente’
3 de Abril, 2012, Lusa, Jornal Sol

A harmonização fiscal ou o rapinanço concertado na UE?

Parlamento europeu
Estrasburgo, 8 de Fevereiro de 2010
Godfrey Bloom MEP (Membro do Parlamento Europeu)
UKIP (Partido da Independência do Reino Unido)/ Grupo EFD (Europa da Liberdade e Democracia)
Debate: Cooperação administrativa em matéria de impostos

Comissarios, Presidente,
A tributação é um conceito que não mudou muito nos últimos 3 mil anos: os ricos e poderosos roubando dinheiro da gente simples para tornarem as suas vidas mais confortáveis. Se tiver havido uma mudança nos tempos modernos é que a tributação é para o benefício dos tributados, que de alguma maneira estaremos a ser tributados “pro bono”… De modo a perpetrar este mito inventamos medos periódicos para submeter as pessoas pelo medo. O último destes medos é, com certeza, o de que se não lançarmos (o termo usado pelo MEP é “cough up”, que significa literalmente “expectorar”) os impostos ambientais morreremos todos de calor. Uma reminiscência das religiões medievais, não é verdade, que jogaram o mesmo jogo: paguem ou arderão no inferno. A harmonização fiscal é um conceito arranjado pela classe política moderna que visa assegurar que nenhum governo rouba demasiado pouco do seu próprio povo. Uma espécie de conluio de ladrões, se quiserem. Posso sugerir que, se realmente desejam uma harmonização fiscal, a Comissão e a burocracia paguem os mesmos impostos que o eleitorado? Que suportem o mesmo fardo tributário que impõem a todos os outros, antes que o eleitorado invada este edifício e nos pendurem das vigas – como têm todo o direito de fazer.

(minha tradução rápida)

O próximo porquinho a cair é…

Apesar do wishful thinking dos analistas e quejandos, a próxima Economia do sul europeu a colapsar não será Portugal, mas a Itália. E, o impacto será enorme.

Tal como já havia sido apontado aqui mas, como de costume, ninguém acredita.

Nota: A Economia portuguesa continuará a definhar lentamente ao longo de 2012, com os portugueses a deixarem-se esmifrar pelo fisco cada vez mais até que… ?

Novo Tratado Europeu sem Referendo? Não! Nein! Non! No!

Em face do perigo de excesso de velocidade em direcção ao domínio alemão da União Europeia, sob o beneplácito de uma França idioticamente útil, veiculado nas notícias seguintes,

PSD: alteração pontual dos tratados deve ser “rapidíssima”

Rompuy: maior integração europeia pode ser rápida

é forçoso concordar – nunca pensei vir a dizê-lo alguma vez – com o stop referendário por que clama Pacheco Pereira.

MAIS DO QUE NUNCA CONVÉM COMEÇAR A PREPARAR UM REFERENDO SOBRE O NOVO TRATADO EUROPEU

Mas (re)clamar com títulos em maiúsculas não chega, ó Pacheco. É indispensável fazer alguma coisa, encetar alguma acção, avançar com alguma iniciativa. O que pensa o Pacheco fazer, para além do ruído habitual?

Nota: Estes (como também a Suécia e a Dinamarca) é que toparam os alemães logo desde o princípio e não perderam, nem fazem intenções de perder, a sua soberania económica – ou outra qualquer. (Eles não se esquecem que a 1.ª estrofe do hino alemão – embora na forma oficial actual só cantem a 3.ª estrofe – começa com a afirmação Deutschland, Deutschland über alles, Über alles in der Welt.)

Um conto de Natal grego.

Há lugares no mundo que parecem ter especial capacidade para atrair pessoas e acontecimentos excepcionais.

Era uma vez uma cidadezinha de província chamada Bereia (ou Beroia) situada na Macedónia, no Norte da Grécia, cerca de 70 Km a Oeste da grande urbe portuária de Tessalónica. Nada a distinguiria provavelmente de outras pequenas cidades da região não fosse o caso de vir mencionada no Novo Testamento.
A história, conforme está descrita, conta-se em poucas palavras. Numa das suas viagens apostólicas, Paulo e Silas instalaram-se por algum tempo na grande cidade de Tessalónica para pregar o Evangelho, chegando a atrair à conversão “um grande número de crentes gregos e mulheres de elevada categoria social”. Isto provocou inveja nos judeus de Tessalónica que conjuraram uma agitação na cidade por forma a poderem prender os apóstolos. Mas os seus anfitriões conduzira-nos às escondidas para a cidade de Bereia onde os judeus “tinham sentimentos mais nobres do que os de Tessalónica e acolheram a palavra com maior interesse”.

Bereia chama-se agora Veria (ou Veroia) e continua a ser uma cidadezinha de província com apenas cerca de 50 mil habitantes. Mas a singularidade da sua gente volta a ser notícia. A história é novamente de registo breve mas tem um profundo impacto social.

Aproximadamente dois anos de cortes salariais, despedimentos e aumentos de impostos têm esmagado os padrões de vida numa Grécia estropiada pela dívida e o país enfrenta um desemprego recorde e um quarto ano de recessão em 2012. Ao nível pessoal, isto significa que muitos em Veria não podem pagar pelos serviços básicos como a electricidade, que acaba por ser-lhes cortada.
É aí que o grupo activista “Cidadãos de Veria” entra em cena. O grupo volta a ligar ilegalmente a electriciade às famílias carentes, desafiando directamente o fornecedor dominante no país, a Empresa Pública de Electricidade [a EDP lá do sítio].
“Ao cortar a electricidade, (a empresa) castiga crianças pequenas, pessoas idosas e, em geral, todos aqueles que não podem viver sem ela”, diz o activista Nikos Aslanoglou. “Decidimos que tinhamos que voltar a ligar a electricidade a estas pessoas. Nós não estamos escondidos, toda a gente sabe quem nós somos”. (traduzido daqui)

Posfácio: Hey Mama Life, do álbum From Mighty Oaks de Ray Thomas.


Take the pride from a man
You’re left without a meaning,
Take the wings from a bird, how can it fly?
Give him hope, give him trust and
a little understanding,
Give him back his pride, you’ll be satisfied.

Todos os Impérios sempre tiveram uma ‘moeda única’.

Há 1800 anos atrás (211 a.C.) uma outra República criava uma outra moeda única que viria a ser, alguns anos mais tarde, “a principal moeda em circulação no Império” que essa República havia entretanto dominado.

Ontem, dia 9 de Novembro de 2011, a sr.ª Kasner – que usa indevidamente o apelido Merkel – deixou claro que se vê a si mesma como a líder de um Novo Império do Ocidente (Ein Neues Westreich, der vierte Deutsche Reich) – se alguma dúvida existisse ainda:

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou hoje que as fronteiras entre a política doméstica e europeia já perderam a definição na zona euro, (…)
“Doméstico é tudo o que está dentro da zona da moeda única. A Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo”, (…)
(“Moeda única acabou com políticas domésticas”, por Lusa, 09/11/2011, DN Economia)

Isto, somente vinte e dois anos após poder passar-se, enfim, livremente por esta porta:

E este, ali em baixo, é o mapa do Império nas suas fronteiras actuais. Mas, ao contrário de todos os Impérios anteriores, a República imperialista que domina não combateu uma única batalha e não perdeu um único soldado na conquista: de modo incrível, todos os dominados se entregaram de livre vontade… à força do seu poderio económico.

Estamos no ano 50 2011 antes depois de Cristo. Toda a Gália Europa está ocupada pelos romanos germanos… Toda? Não! Uma aldeia confederação habitada por irredutíveis gauleses helvécios resiste ainda e sempre ao invasor. (adaptação do texto introdutório em todos os livros de BD da série Astérix o Gaulês)

E depois ainda dizem que os saloios são os suíços. Pois, pois…

Leitura complementar: Iniciativa Europeia de Cidadania: O instrumento para democratizar a União Europeia autoritária.

Previsões do tempo (de crise) para o Sul da União.

E alguns esclarecimentos breves sobre cartas meteorológicas.
(clique nas imagens para ver)

A tempestade tende agora a afastar-se da Grécia e a intensificar-se sobre a Itália.

Itália: Desemprego dispara para os 8,3%
31 de outubro de 2011, Expresso (Economia)

Brevemente estará, forte, sobre a Espanha.

Geopotencial

Desemprego em Espanha atinge 4,36 milhões
3 de novembro de 2011, Expresso (Economia)

E, em seguida, virá a posicionar-se sobre Portugal. Inevitavelmente.

Desemprego jovem atinge os 27,1% da população
Portugal entre os piores
01 Novembro 2011, Correio da Manhã

A grega democracia, a imperialista UE e a ‘grant’ implosão…

1. Sequência noticiosa:

Grécia vai ter referendo sobre acordo de perdão da dívida
31 de Outubro, 2011, Lusa/SOL

Europa e Banco Mundial preocupados com referendo
1 de Novembro, 2011, SOL com AP

Grécia demite chefias militares
1 de Novembro, 2011, SOL

Grécia: Merkel, Sarkozy, UE e FMI reunidos na quarta-feira
1 de Novembro, 2011, Lusa / SOL

(A propósito, uma singela questão já aqui posta antes.)

2. Vídeo de implosão:

Curar a bebedeira com mais bebida?

Enquanto o PIB mundial é de 70 biliões de dólares, o mercado de títulos é de 95.000 biliões (mais de 1.000 vezes superior), as bolsas “valem” 50.000 biliões (cerca de 1.000 vezes mais) e seus derivados “valem” 466 mil biliões (6.500 vezes mais). Uma situação insustentável. O que está por trás destes números de títulos, valores mobiliários e derivativos é um capital especulativo que é milhares de vezes maior do que a economia real. Perante esta massa de capital a taxa de lucro tende para zero de forma imparável, pois os lucros saem – no fim de contas – da economia real. O sistema capitalista vai entrar em colapso. A cada 2,4 horas move-se pelo mundo uma quantidade de dinheiro equivalente ao PIB total de um ano!

A estrutura do Banco Central Europeu facilita a especulação. Na verdade, o BCE pode emprestar a bancos privados a uma taxa de juros de 1% mas não pode fazê-lo para os Estados, que têm de recorrer às entidades privadas através da dívida pública com juros muito mais altos. Desta forma, os bancos privados podem colectar os empréstimos do BCE a taxas de juro baixas e comprar dívida pública a juros muito mais altos.
(leia o artigo completo, em espanhol)

O que fazem, então, os donos do BCE? Preparam-se para aumentar o negócio FEEF para 1 bilião de euros.

E, quem vai pagar este novo “investimento” dos senhores da UE? Vá lá, esta vocês sabem responder agora…