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O maldito está de volta a Portugal.

Infelizmente para todos os que não têm parte com ele. Não terá sido sequer por acaso que escolheu a quinta-feira santa ou de endoenças, que simbolicamente configura o indulto do criminoso (Barrabás) e a condenação do inocente (Jesus), dando início ao negro período que a todos parecia ser o da vitória do mal (Satanás). Parecia, mas não foi, pois o mal jamais poderá vencer e Deus o provou mais uma vez com a ressurreição de Jesus, o seu filho muito amado, ao terceiro dia. Nisto radica a esperança indomável dos cristãos, porque Deus fez-lhes assim perceber que a morte do corpo não é o fim. O fim absoluto do Homem – tal como o dos anjos – é a separação do seu espírito do Espírito de Deus, e é isto mesmo que Jesus diz na seguinte passagem: Declaro solenemente que qualquer pecado dos homens pode ser perdoado, incluindo a blasfémia. Mas a ofensa contra o Espírito Santo, essa não pode nunca ser perdoada. É um pecado que fica para sempre. (Marcos 3: 28-29)

E, já agora, noutro registo, deixem-me acrescentar: – Um povo que permite ao canal público de televisão, pago com o seu dinheiro de taxas e impostos, contratar o tratante que quase levou o país à ruína, que o deixou hipotecado por longo tempo, que destruíu o futuro da(s) próxima(s) gerações, é um povo de pamonhas.

Sobre a liberdade de expressão dextra e canhota.

Quando leio artigos como este sinto a falta de um Kim ou de um Castro para garantir a liberdade de expressão aos portugueses.

Trabalhar para ser pobre.

Na passada quarta-feira (13/1/2010), muito contrariamente aos meus hábitos, liguei a televisão às 9 horas da noite especialmente para visionar o programa da RTP 1 de nome Linha da Frente, que tinha anunciada uma reportagem intitulada “Empregado Precisa-se” feita por um tal de Jorge Almeida. (o vídeo não tem linque próprio, só a página do programa)

A falsa reportagem é conduzida de modo a apresentar o desempregado português como um preguiçoso espertalhão que não quer trabalhar e prefere receber o subsídio de desemprego sem fazer nada. São ouvidos, somente, alguns presumíveis beneméritos empregadores e alguns empregados (deles, suponho) que fazem as mais graves acusações sem haver qualquer tipo de contraditório, pois não é entrevistado nenhum, NENHUM, desempregado – o que é no mínimo espantoso numa reportagem sobre o desemprego.

Tudo indicia que se trata de um favorzinho do tal Jorge Almeida ao governo, uma ajudinha para justificar mais cortes nos benefícios sociais de quem se vê na terrível situação de desempregado.

Mas, ainda assim, vamos supor que no meio de tão mal-intencionada peça existe uma ponta de verdade e que alguns desempregados relutam mesmo em trabalhar. A pergunta a fazer por um jornalista isento e honesto seria: Porquê?

A resposta está, provavelmente, no estudo da Eurofound – Europeian Foundation (Fundação europeia para a melhoria das condições de vida e de trabalho) intitulado Working poor in Europe (Trabalhadores pobres na Europa): (documento em pdf, aprox. 360 Kb, descarregue a partir desta página)

(desculpem, mas não tenho tempo para traduzir – sendo, no entanto, o inglês relativamente simples, a tradução automática pelo Google Translate é bastante compreensível)

(Summary) According to official statistics, the risk of being working poor is higher in the southern EU countries – Greece, Italy, Portugal and Spain – as well as in some NMS including Poland and the Baltic countries. … Being employed part time or for less than a year almost doubles the in-work poverty risk; having a temporary employment contract raises this risk nearly threefold. …
With the exception of six countries – Bulgaria, Cyprus, Germany, Ireland, Norway and the UK – the issue of the working poor is not seen as a government policy priority in most EU Member States. …
In most Member States, the social partners, particularly the trade unions, do not explicitly discuss the issue of the working poor but rather poverty and its social implications in general. In terms of pay, the trade unions focus primarily on the level of minimum wages and collective bargaining. … Research is scarce on the effectiveness of minimum wages as a means to reduce the number of working poor. … Trade unions made concessions such as wage freezes in a number of countries. Employer organisations for their part propose measures to enhance employability and increase the number of temporary and part-time jobs, or tax measures to improve the income situation of low-paid workers.
… there is a general feeling that the working poor have been hit particularly hard by the current recession. Firstly, the increase in unemployment has affected low-skilled, temporary workers the most – which would however reduce the number of working poor. Secondly, due to this rise in unemployment, the male breadwinner model will be difficult to maintain, thereby increasing the number of working poor.
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Nota: Como já terão reparado o blogue não carrega imagens. Não se trata de um problema deste blogue, mas do próprio fornecedor do serviço, a Nireblog, o qual não deu até ao momento qualquer explicação sobre esta situação (nem respondeu ao e-mail que entretanto já enviei).

Nota 2 (às 19:15): O problema com as imagens parece estar resolvido, mas a Nireblog ainda não deu quaisquer explicações sobre o sucedido.