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O presente recusado.

Uma parábola do tempo actual.

Um dia, um pai amantíssimo chamou um dos seus servos, que tinha adoptado como filho, e disse-lhe:
– Sei que frequentas a casa de uma família que também me conhece. Brevemente te darei um presente para lhes levares em meu nome.
O servo, curioso, perguntou: Que presente será esse, senhor?
O pai respondeu-lhe: – Um pouco da minha água-de-vida* que dá alento, alegra o coração e restaura o corpo. Mas diz à família que visitas somente que lhes levarás um presente, sem dizeres o que é.
Quando o servo voltou a visitar aquela família disse-lhes tal como o pai e senhor lhe havia recomendado. Mas, na sua ingenuidade, acabou por lhes dizer também que preparassem os cálices, o que, obviamente, desvendou completamente o pretenso segredo sobre o presente.
O pai veio a saber do seu deslize mas não lhe disse nada porque sabia que o seu servo e filho não tinha feito por mal.
Passado um tempo, o servo disse ao senhor e pai que iria visitar de novo aquela família e gostaria de levar o presente do pai. O pai já sabia muito bem o que iria acontecer mas deu-lhe o presente para ele levar.
O servo foi e quando chegou à casa deles veio o mordomo ter com ele e disse-lhe:
– Não posso permitir-lhe que dê aquele presente à família a quem sirvo porque alguns dos seus membros mais antigos vieram falar comigo e me disseram que se ofenderiam, porque são radicalmente contra toda a espécie de bebidas espirituosas.
O servo não cabia em si de espanto mas, porque estava em casa alheia e por respeito para com o mordomo, e para com alguns membros da família de quem gostava muito, acatou a ordem.
Quando voltou a falar com o pai e ia contar-lhe o sucedido ele disse-lhe que já sabia. Então o servo perguntou ao pai:
– O que devo fazer, senhor? Sei que deves estar zangado comigo, por não ter feito bem o que me mandaste, e aborrecido com aquela família por ter recusado o teu presente. Se for da tua vontade, não voltarei aquela casa.
O pai demorou a responder-lhe e finalmente disse-lhe:
– Vai. Mas, da próxima vez que os visitares não entres, fica à porta e espera que o mordomo venha falar contigo.
O servo não ficou muito feliz mas fez como o senhor e pai lhe havia ordenado. O mordomo não veio logo falar com ele, fê-lo esperar, mas pela porta entretanto aberta o servo podia ouvir as suas palavras exortando a família a receber o presente que lhes havia sido enviado e tentando fazê-los compreender a grave falta que seria recusar um tal presente vindo de quem vinha.
Quando o mordomo veio finalmente à porta, o servo cumprimentou-o e foi-se embora sorrindo, porque sabia que o pai iria ficar contente quando lhe contasse o que tinha ouvido.

Epílogo: (publicado em 24-01-2011 pelas 20:30) Não obstante reconhecer o erro da família que serve e saber da parte de quem vem aquele que o visita , o mordomo, temeroso de perder o seu emprego, enviou uma mensagem ao servo proibindo-o de falar do presente de seu pai na presença daquela família, caso voltasse a visitá-la. O servo ficou muito triste e, não querendo incomodar o seu senhor novamente com aquele assunto que por certo o magoaria profundamente, pediu conselho ao filho legítimo de seu pai adoptivo sobre o que deveria fazer. O seu irmão e senhor disse-lhe que respondesse ao mau anfitrião, o mordomo, com as seguintes palavras:

Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés.
Mateus 10: 12-14

*Tradução literal do termo francês eau-de-vie, do latim aqua vitae, que designa as bebidas espirituosas em geral.

Ressuscita-me.

Dedicatória: A música seguinte é especialmente dedicada aos meus irmãos em Cristo Jesus espiritualmente mortos pela sua própria religiosidade.

Sim, o coração deste povo tornou-se endurecido. Taparam os ouvidos  e fecharam os olhos,  não fossem ver com os olhos,  e ouvir com os ouvidos, entender com o coração, converterem-se, e Eu curá-los!
Actos 28: 27

mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno.
Mateus 3: 29

Como se conduz um povo mansamente ao castigo.

Papa visita Portugal 2010
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Observo, com um misto de curiosidade e perplexidade, os governantes deste país, conluiados com a oposição, a imporem ao portugueses o maior estupro fiscal da sua História recente, sem que estes tenham qualquer reacção.
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Afinal, Crítias, o iluminado líder dos trinta tiranos durante o sanguinário regime estabelecido em Atenas após a guerra do Peloponeso, tinha razão:
“… Então veio, julgo eu, aquele homem sagaz e ardiloso que fabricou os mitos e a piedade… Ele conhecia [bem] os caminhos das almas e dos corações desencorajados… E a desordem transformou-se em ordem e respeito pela lei. …”
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E, a seguir, os(as) mesmos(as) que votaram nisto,
Sócrates candidato 2009
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vão, todos(as) contentes, votar também nisto.
Cavaco
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Com Papas e bolos se enganam os tolos.
(provérbio popular português)