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Dextra sinistra.

Sem tempo para esmiuçar em texto este novo plano de aumentos de impostos do novel ministro dos impostos português – o que só espero poder fazer logo ao final do dia -, deixo aqui mais uma pequenina imagem de síntese que expressa bem (pelo que tenho ouvido) o sentimento geral dos portugueses quanto ao assunto:

Nota: Imagem recebida por e-mail datado de 4-02-2011 sem qualquer referência de autoria.

Opinião sobre o governo PSD – síntese.

Passados 70 dias apenas após a sua tomada de posse, a opinião geral sobre este novo governo é, sinteticamente, a seguinte:

clique na imagem para ver maior

Caramba! Deve ser um novo recorde…

Villains & Thieves: cantemos com os irlandeses.

Parece que, afinal, os portugueses têm mais coisas em comum com os irlandeses do que aquilo que lhes querem fazer crer.

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encontrado aqui

A criminosa negligência dos falsos humanitários governantes mundiais no Haiti.

No início deste ano de 2010, mais precisamente no dia 12 de Janeiro, ocorreu um violento terramoto no Haiti que causou aproximadamente 250 mil mortos e 1,3 milhões de desalojados.

Aproveitando o grande espectáculo da comunicação social que então foi montado, dezenas de presidentes, primeiros-ministros e quejandos vieram prometer mundos e fundos de ajuda. Os oportunistas do costume, brilharam sob as câmaras das televisões e em entrevistas de primeira página nos grandes jornais.

Nove meses volvidos, em meados de Outubro passado, é declarada uma epidemia de cólera. Em meados de Novembro, um relatório oficial do Ministério da Saúde haitiano reporta que mais de 72 mil pessoas contaminadas tinham já sido atendidas em hospitais pelo país. O número de mortos em consequência da doença era ontem (27 de Novembro), também segundo dados oficiais, 1648 e a OMS prevê que o número de pessoas infectadas possa atingir as 400 mil em pouco tempo devido à rápida propagação da doença, das quais poderão resultar cerca de 9 mil mortos se a taxa de mortalidade se mantiver a mesma.

Pacientes com cólera recebem tratamento em hospital no vilarejo de Limbe, no Haiti (24/11/2010)

Pergunta: Porque está isto a acontecer?

O que se sabe sobre a situação actual desta gente cujo sofrimento nunca mais pára*?

1.
Dez meses depois do terremoto que matou milhares de pessoas no Haiti (…) grande parte da população continua morando nos cerca de 900 acampamentos espalhados pela região de Porto Príncipe. No que já foi uma praça pública na localidade de Delmas, região metropolitana da capital, cerca de 50 mil pessoas vivem em tendas ou em barracos de latão, lona, pano e até plástico.
No Acampamento Jean Marie Vincent, o esgoto corre por valões a céu aberto, os banheiros são coletivos e os banhos são tomados em pequenos compartimentos, com piso de madeira e paredes de lona, sem qualquer ligação com redes coletoras de esgoto. Além disso, o lixo fica espalhado pelo chão e a água potável, distribuída por organizações não governamentais e organismos internacionais, nem sempre é suficiente para todo mundo. …

2.
A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu apenas US$ 19,4 milhões dos US$ 164 milhões pedidos para o Haiti, que vem sendo devastado por uma epidemia de cólera.
Ao lamentar a lentidão da reação dos países doadores, a porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs, disse que a quantia está longe de ser significativa para a compra de remédios e alimentos para a população haitiana…

Resposta: Porque os governantes dos países que, pressurosos, prometeram mundos e fundos de ajuda não cumpriram as promessas – são mentirosos, e com as suas mentiras tornam-se criminosos que acrescentam milhares de mortos aos provocados pelas catástrofes naturais.

*A passagem pelo Haiti do furacão Tomas nos dias 4 e 5 de Novembro viria a causar mais 21 mortos, 36 feridos, 6000 desalojados e a destruição de mais 800 casas, bem como de muitas plantações agrícolas.

Mais promessas do 1º ministro…

Conselho de Estado confrontado com demissão iminente de Sócrates
(por Ana Sá Lopes, Publicado em 03 de Fevereiro de 2010, no i)

Mais uma promessa do PSócrates.

O socialista José Sócrates re-coloniza Angola 35 anos depois do socialista Mário Soares a descolonizar.

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Primeiro, é o partido socialista português a anunciar, sem muito pompa nem circunstância, que uma das suas bandeiras políticas para as eleições legislativas de Outubro é a proposta de criação efectiva do estatuto de cidadão lusófono. Dito por outras palavras, está a ser proposta a livre circulação de cidadãos provenientes dos e entre os países de língua oficial portuguesa (um acordo que já existe, curiosamente, entre Portugal e Brasil). Dizem as más línguas que isto acontece só agora por causa das filas de portugueses à porta da Embaixada de Angola em Lisboa a concorrer por um visto de entrada na nova meca africana, imagem que é preciso a todo custo evitar, afinal a ordem estabelecida não pode ser quebrada assim do pé para a mão.

Declaração Cafeana
Café fêtu por JB em 7/28/2009
no Café Margoso

Sendo largamente sabido que estes “ps-ociolistas” nunca dão ponto sem nó, o grupo (unitário) de cérebros do Jardim no Deserto reuniu-se em reflexão e descobriu a verdadeira razão desta súbita “boa vontade” dos governantes portugueses para com os países lusófonos:

O crescente número de portugueses em Angola, em 2008, tem paralelo com boom das remessas desses imigrantes para Portugal, que triplicaram nos últimos quatro anos, chegando a 70,9 milhões de euros, indicam dados do Banco de Portugal. …
(Com boom, remessas de lusos em Angola triplica em 4 anos, 01 Apr 2009, AngoNotícias)

“…a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome…”, “…a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam…”
(BARRETO, António, Angola é Nossa, Artigo publicado no jornal português Público em 13/04/2008)

 

Capa, livro: Holocausto Angolano

clique na imagem para ler todo o artigo de A. Barreto
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Nota de actualização: Um novo subtítulo foi acrescentado a este postal às 20:40.

Está oficialmente aberta a caça ao voto!

Independente_capa 18_02_2005

“O primeiro-ministro acaba de anunciar, numa conferência de imprensa com o ministro das Finanças na Presidência do Conselho de Ministros, uma descida de impostos. O imposto escolhido foi o IVA, cuja taxa normal desce de 21% para 20%. …” (Agência Financeira, Governo baixa IVA para 20%, Paula Gonçalves Martins, 2008/03/26 15:38)

Podem usar-se as armas definidas na lei: discursos aproveitando qualquer ajuntamento com mais de duas pessoas (seja lá para o for), entrevistas sobre a vida e os hábitos pessoais dos candidatos, comentários aos jornalistas nos corredores da Assembleia da República (ou quaisquer outros, tem é que ser em corredores!), faladuras durante deslocações aos bairros degradados, lares de terceira idade e outros locais com muitos coitadinhos, etc..
As munições permitidas são, para além das usuais promessas mentirosas com qualquer calibre, outras como golpes baixos, facadas pelas costas, insinuações venenosas e todas as já habituais.

Atenção às excepções:
1. É estritamente proibido usar munições do tipo apupo, vaias e similares, mas apenas quando dirigidos ao candidato José Sousa (vulgo Sócrates), actual primeiro-ministro. Em todos os restantes casos podem ser usadas.
2. É também absolutamente proibido o uso da munição do tipo mentira óbvia de grande calibre, excepto ao candidato já referido em 1.

“… O primeiro-ministro José Sócrates afirmou esta sexta-feira em Bruxelas que é «leviano e irresponsável» falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano, avança a «Lusa». …” (Agência Financeira, Quem fala em baixar impostos é «leviano e irresponsável», Editorial/LF, 2008/03/14 13:58)

Nota pós-texto: Apenas uma pequena curiosidade adicional.
(Diário de Notícias, Freeport aguarda falência ou apenas dias melhores, Eva Cabral e Isaltina Padrão, 09.02.07)