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A ditadura ortográfica em Portugal.

O Ministério da Educação ordenou que sejam penalizados nos exames a realizar em 2015 os alunos que não usem a nova escrita acordizada, arbitrariamente e ilegalmente imposta à administração pública portuguesa pelo governo.
Esta é mais uma das muitas ordens prepotentes do governo nesta matéria.

Veja-se, por exemplo, o caso dos alunos que irão realizar exames de 12.º ano em 2015. A “nova ortografia” (como lhe chama o M.E.) foi imposta no ano lectivo de 2011-12. Os alunos referidos estariam então, na sua maioria, no 9.º ano de escolaridade. No ano em que foi imposta não existiam manuais novos para este nível, pelo que estes alunos só terão tido contacto com a escrita acordística no ano lectivo seguinte, 2012-13, e apenas em alguns (muito poucos) manuais. Isto significa que estes alunos passaram 10 anos de uma escolaridade obrigatória de 12 a escrever em português correcto (pré-acordístico). É impossível que estes alunos consigam usar a “nova ortografia” na escrita. E, se estiverem preocupados em fazê-lo, isso irá prejudicá-los na expressão dos conteúdos no tempo limitado de uma prova de exame.

ditadura ortograficaA imagem de base do cartaz foi apanhada aqui.

Nota: Não foi possível encontrar uma única notícia sobre este assunto, pois os meios de comunicação social em Portugal não são independentes e seguem, na sua maioria, as ordens do poder político e económico.

Carta de uma mãe contra a imposição ilegal do Acordo Ortográfico à sua filha na escola.

Carta ao ministro da Educação contra o ensino imposto do AO nas escolas.

Nota: Cf. esta notícia, visto aqui, ficheiro pdf, clique no linque acima para abrir ou descarregar.

Providencial Estado que impede os portugueses de darem nomes incorrectos aos filhos.

Hoje, logo de manhã, dei com esta notícia e pensei: Ainda bem que o Registo Civil português tem uma lista dos nomes permitidos e não permitidos para os portugueses darem aos seus filhos. Doutro modo, um ignorante qualquer podia querer chamar ao seu filho Abedenego (proibido) em vez de Abdénago (permitido). Ou Adércio (proibido) em vez de Adério (permitido). Estes exemplos foram ambos tirados da primeira de… oitenta páginas cheias de idênticas nescidades.
Estupidez institucionalmente correcta.
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No entanto, há quem afirme com autoridade que esta Lei portuguesa sobre os nomes contraria a convenção internacional. Enfim, como de costume nada que impeça o omnipotente Estado português de continuar a proibir aos ignaros cidadãos as más escolhas na sua vida privada e familiar.

O Estado enquanto patrão: mau, arrogante e prepotente.

Amas da Segurança Social ameaçadas de despedimento pela própria Segurança Social
Publicada por FERVE em 20 Agosto 2010

Porque progridem os maus?
Senhor, Tu és demasiado justo para eu me queixar de ti. Mas, desejaria debater contigo sobre a justiça: Porque alcançam os maus tanto sucesso, e os pérfidos vivem tranquilos na sua malvadez?

Jeremias 12:1

Ai de mim! Os meus pés estavam quase a resvalar,
por um triz não escorreguei,
ao sentir inveja dos ímpios,
ao ver a prosperidade dos maus.


Salmo 73

Entrevista a Sócrates.

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Sem título - Vladimir Kazanevsky
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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) critica as alegadas referências desprimorosas e ofensivas que terão sido feitas por membros do Governo ao jornalista Mário Crespo.
Em Nota hoje divulgada, e que a seguir se transcreve na íntegra, o SJ considera que, a confirmar-se o teor de uma conversa entre o primeiro-ministro, dois ministros e um executivo de um operador de televisão, difundida no sítio do Instituto Sá Carneiro na Internet, envolvendo o jornalista Mário Crespo, estamos perante uma situação “profundamente condenável”, susceptível de “alimentar a suspeita de que o Governo persegue os jornalistas” e que “impõe uma retractação pública”.

(SJ solidário com Mário Crespo, 2010/FEV/01, Sindicato dos Jornalistas)
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