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A quaresma de Jesus Cristo e o despertar político global.

Ou, de como Jesus é o paradigma de todos aqueles que lutam pela libertação dos povos da (chamada) ordem estabelecida.

Deve ter sido mais ou menos por altura do início deste período que hoje designamos por quaresma[1] que o Sinédrio condenou Jesus à morte, transformando-o num foragido na sua própria terra.[2]

(Mas, já antes disso ele era perseguido por quase todos os poderes políticos e religiosos do seu tempo[3]. E, mesmo isso não o impediria de entrar triunfantemente em Jerusalém pouco tempo depois, no Dia de Ramos.)

Perante isto, Jesus afasta-se (uma vez mais) de Jerusalém com os discípulos e procura refúgio em Efraim, a Norte, junto ao deserto.[4] E, quando volta a Jerusalém para celebrar a sua última Páscoa tem o cuidado de não pernoitar aí mas nos arredores, em Betânia[5] ou no Monte das Oliveiras.[6]

O mais significativo, contudo, é que durante todo este período de tempo Jesus, o conjecturado fora-da-lei, apareça todos os dias em público e as alegadas autoridades tenham esperado a calada da noite para o prenderem (como fazem sempre as polícias políticas):

Então Jesus falou para aquela gente: Serei por acaso algum bandido perigoso, que vos fosse preciso armarem-se com espadas e paus para me levarem preso? Todos os dias estava convosco a ensinar no templo e não me prenderam. (Mateus 26: 55-56)


[1] A Páscoa dos judeus estava próxima, e muitos daquela província entraram em Jerusalém antes da data para poderem proceder primeiro à cerimónia da purificação. (João 11: 55)

[2] Os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o supremo conselho para discutir o caso. Que vamos fazer?, perguntavam-se uns aos outros. … Um deles, Caifás, que naquele ano era supremo sacerdote, disse: Vocês não percebem nada. Deixem este homem morrer pelo povo. Porque é que se há-de perder toda a nação? … A partir daí, começaram a planear a morte de Jesus. (João 11: 47, 49-50, 53)

[3] Então os dirigentes judaicos tornaram a pegar em pedras para o apedrejar. Jesus perguntou: Por ordem de Deus fiz muitas obras boas. Por qual dessas obras querem agora matar-me? … Uma vez mais procuravam prendê-lo. Ele, porém, afastou-se e deixou-os. Atravessou o rio Jordão até ao local onde João andara primeiro a baptizar, e muitos o seguiam. (João 10: 31-32, 39-40)

[4] Jesus já não andava manifestamente em público. Saindo de Jerusalém, dirigiu-se para a proximidade do deserto, para a localidade de Efraim, onde ficou com os discípulos. (João 11: 54)

[5] Entrou, pois, em Jerusalém e dirigiu-se para o templo. Reparou atentamente em tudo à sua volta e foi-se embora, pois a hora já ia adiantada naquela tarde, retirando-se para Betânia com os dozes discípulos. (Marcos 11, 11)

[6] Todos os dias Jesus ia ao templo ensinar, e as multidões começavam a juntar-se logo pela manhã para ouvir. E ao fim do dia voltava ao Monte das Oliveiras para aí passar a noite. (Lucas 21: 37)

Guernica.

74 anos depois, as intenções e as práticas dos homens permanecem exactamente as mesmas, apenas o local dos massacres se deslocou geograficamente umas centenas de quilómetros para Sudeste – Líbia, Síria, Líbano, …
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Guernica - por Picasso.
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“No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo.”
Pablo Picasso, sobre Guernica

Dica para gente sem ideias que escreva em jornais.

Wikileaks logo - keep us strong and governments open.Alguém consegue ver a ligação entre o que se está a passar no Norte de África e a exposição à opinião pública dos telegramas diplomáticos norte-americanos pela Wikileaks?

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Haverá alguém por essas redacções com um pouco de ambição e um quanto baste de cultura, capaz de sacudir o torpor da preguiça anquilosante que invadiu o jornalismo em Portugal? Depois queixam-se que os jornais estão a desaparecer! Na verdade, o que está a desaparecer neste país, de modo acelerado, é a inteligência, sendo o seu vazio depois convenientemente preenchido pelo politicamente correcto “socratóide”.

Fazer jornalismo verdadeiro é tentar ver sempre um bocadinho mais além do que aquilo que vos põem à frente dos olhos.

A responsabilidade dos governantes.

Jesus Cristo - tesouro de sabedoria

(Sabedoria 6:1-8)

Ouvi, pois, ó reis, e entendei; aprendei, ó vós que governais em toda a terra!
Prestai ouvidos, vós que reinais sobre as multidões e vos gloriais do número dos vossos povos!
Porque do Senhor recebestes o poder, e a soberania vem do Altíssimo, que julgará as vossas obras e examinará os vossos pensamentos.
Pois, sendo ministros do reino, não governastes com rectidão nem respeitastes a Lei, nem seguistes a vontade de Deus.
De modo terrível e inesperado, Ele vos aparecerá, pois um julgamento rigoroso será feito aos grandes.
O pequeno, com efeito, encontrará misericórdia, mas os poderosos serão examinados com rigor.
O Senhor de todos não temerá ninguém nem se intimidará com a grandeza, pois Ele criou o pequeno e o grande e de todos cuida igualmente.
Mas, para os poderosos, o julgamento será severo.

Mais uma promessa do PSócrates.

O socialista José Sócrates re-coloniza Angola 35 anos depois do socialista Mário Soares a descolonizar.

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Primeiro, é o partido socialista português a anunciar, sem muito pompa nem circunstância, que uma das suas bandeiras políticas para as eleições legislativas de Outubro é a proposta de criação efectiva do estatuto de cidadão lusófono. Dito por outras palavras, está a ser proposta a livre circulação de cidadãos provenientes dos e entre os países de língua oficial portuguesa (um acordo que já existe, curiosamente, entre Portugal e Brasil). Dizem as más línguas que isto acontece só agora por causa das filas de portugueses à porta da Embaixada de Angola em Lisboa a concorrer por um visto de entrada na nova meca africana, imagem que é preciso a todo custo evitar, afinal a ordem estabelecida não pode ser quebrada assim do pé para a mão.

Declaração Cafeana
Café fêtu por JB em 7/28/2009
no Café Margoso

Sendo largamente sabido que estes “ps-ociolistas” nunca dão ponto sem nó, o grupo (unitário) de cérebros do Jardim no Deserto reuniu-se em reflexão e descobriu a verdadeira razão desta súbita “boa vontade” dos governantes portugueses para com os países lusófonos:

O crescente número de portugueses em Angola, em 2008, tem paralelo com boom das remessas desses imigrantes para Portugal, que triplicaram nos últimos quatro anos, chegando a 70,9 milhões de euros, indicam dados do Banco de Portugal. …
(Com boom, remessas de lusos em Angola triplica em 4 anos, 01 Apr 2009, AngoNotícias)

“…a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome…”, “…a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam…”
(BARRETO, António, Angola é Nossa, Artigo publicado no jornal português Público em 13/04/2008)

 

Capa, livro: Holocausto Angolano

clique na imagem para ler todo o artigo de A. Barreto
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Nota de actualização: Um novo subtítulo foi acrescentado a este postal às 20:40.