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Os cortes nas pensões na República Espertuguesa.

Abreviadamente*:

Forças de segurança são excepção aos cortes nas pensões
Por Ana Suspiro, publicado em 6 Ago 2013 (jornal i)

Juízes e diplomatas escapam a cortes nas pensões
por L.M.C., 07-08-2013 (Diário de Notícias)

Cortes nas reformas deixam políticos de fora
Por Margarida Bon de Sousa, publicado em 8 Ago 2013 (jornal i)

*porque há que trabalhar muito para haver dinheiro suficiente para os sevandijas do erário público.

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Voando sobre ninhos de cucos.

Do riso às lágrimas, Voando Sobre Um Ninho de Cucos concretiza um estudo assaz pertinente sobre as ténues fronteiras entre a saúde e a doença mental.

Mais tarde, viremos a descobrir que muitos dos hóspedes da clínica são voluntários. Ou pelo menos, começaram como voluntários. … Contudo, é fácil entrar. O difícil é sair. Há sempre uma forma de subverter a realicuco em ninhodade e considerar alguém louco. … Quem não é doido, passa por doido, mas acaba inevitavelmente doido e sem autonomia, digno de descrédito. …

Confiante nas medidas que tem vindo a aplicar, o primeiro-ministro aproveitou para dizer que o processo de recuperação da economia tem vindo a apresentar alguns resultados positivos. Passos Coelho acredita que Portugal está mais perto de sair da situação de emergência.

«Nós estamos a chegar aos resultados que pretendíamos para poder retomar a nossa autonomia em termos de financiamento, quer para o Tesouro, quer, de forma induzida, para a economia privada». …

A semana do merceeiro e dos trolhas.

Durante toda a semana só se ouviu falar em toda a comunicação social de um tal Jerónimo, a quem toda a gente afinal chama Alexandre, e de uns tais pedreiros (supostamente livres, mas não se sabe de quê) que todos designam pela tradução francesa da palavra – maçons.(1)

Face a tais equívocos, a equipa unitária do Jardim no Deserto decidiu emprender uma missão populista de esclarecimento das massas nacionais sobre a verdadeira identidade dos aludidos personagens, desmistificando os mistos e desenleando as lêndeas.

1. O Geronimo (à portuguesa Jerónimo) foi um chefe índio famoso por ter-se recusado a aceitar ser roubado na sua própria terra natal.

2. Os últimos pedreiros livres do mundo foram os Flintstones (à portuguesa Pedregulhos),  mas eles são apenas figuras de ficção e nunca existiram na realidade.

(1) – Estão de parabéns os spin doctors ao serviço do steps rabbit.

Nota: Este postal serve para mostrar ao meu amigo Jorge que, tal como eu lhe disse, este blogue deveria ter sido incluído na categoria Humor do Concurso Blogs do Ano 2011, lançado pelo Aventar, e não na categoria Diários de Bordo em que ele teve a ambilidade de o inscrever. 😆

Itália: novo governo sem políticos.

Roma (AP) — O primeiro-ministro Mário Monti formou na quarta-feira [hoje] um novo governo italiano sem um um único político, a partir das fileiras dos banqueiros, diplomatas e executivos financeiros para criar uma equipa que conduza a Itália para longe do desastre financeiro.

(tradução expedita de um excerto desta notícia da Associated Press, hoje)

A Bélgica, sem governo há 520 dias agora (aprox. 1 ano e meio), tem a sua Economia a crescer mais do que a alemã.

Na actual conjuntura europeia os políticos servem para quê?

Capitão Campanha: um jogo muito elucidativo.

Para todos aqueles que desconhecem as motivações que suscitam as corridas ao poder nas democracias ditas representativas, aqui fica um linque para um “Demgame” (democratic game) jogável dentro do navegador (browser). Basta clicar sobre a imagem em baixo.

Demgame Captain Campaign

Como verá se jogar duas ou mais vezes, o candidato pode defender uma ideia ou a sua contrária e obter popularidade em ambos os casos. Basta que se rodeie das pessoas certas, produza a melhor mensagem publicitária (slogan) e use da mais eficaz demagogia nos debates públicos.

Depois de ter percebido como funcionam estes “oportunistas da democracia” e quais são as suas reais intenções, vai continuar a ir na conversa deles ou vai começar a exigir tomar nas suas mãos as decisões sobre o governo deste seu País?

Villains & Thieves: cantemos com os irlandeses.

Parece que, afinal, os portugueses têm mais coisas em comum com os irlandeses do que aquilo que lhes querem fazer crer.

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encontrado aqui

As portagens nas SCUT e o art.º 21.º da Constituição da República Portuguesa [1]

As SCUTs…e o amanhã ?
Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
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Quando o Governo de Salazar construiu a ponte da Arrábida também quis portagens. Naquele tempo, apesar da ditadura, as pessoas insurgiram-se e a vontade do Terreiro do Paço não foi adiante.
Hoje, a ditadura não é política – o novo despotismo exibe roupagens técnicas e o linguajar da inevitabilidade das suas deliberações. Mas é igualmente centralista e arrogante.
O dever de cidadania exige que se lute contra as decisões injustas. Quando os cidadãos se opõem como deve ser os Governos são obrigados a ceder.
Se nós o quisermos, as portagens não existirão.

Direito de Resistir*
Publicado por CAA em 15 Junho, 2010
no blogue Blasfémias.

*cf. publicado no JN, ontem.

[1]Direito de resistência – Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

Prestação de contas.

Chegados aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui, há uma pergunta que não pode deixar de fazer-se:

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Aqueles que puseram Portugal naquela que é seguramente a pior situação económica das últimas duas décadas não vão ser  obrigados a prestar contas por isso?

PEC 2010: Sócrates e Teixeira

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A História repete-se?

Ou os políticos cometem sempre os mesmos erros?

(actualizado às 19:30)

 

Há já algum tempo que andava com a sensação difusa de já visto (dejá vu) quanto à conjuntura política e económica actual, até que finalmente encontrei este texto.

 

“Capítulo 1

SOS Europa

Ilha terceira, arquipélago dos Açores, 13 de Dezembro de 1971.

Aí decorre um encontro inesperado entre Georges Pompidou e Richard Nixon. O Presidente de República francesa, depois de ter consultado os seus parceiros europeus, procura, com o seu homólogo americano, uma solução para a crise monetária internacional. Desta entrevista sairão os acordos assinados a 18 de Dezembro no Smithsonian Institute de Washington: a hemorragia persistente do dólar, …, será sancionada por uma desvalorização da divisa americana e por uma revalorização da maior parte das moedas europeias em relação ao ouro.

(A Europa) Depois de ter reencontrado o seu poder comercial, graças ao lançamento do Mercado Comum, parecia reconquistar uma supremacia tecnológica.

O declínio americano nos planos económico, monetário, tecnológico, militar – com o arrastamento do problema do Vietname – parecia confirmar-se. … Erro trágico, formidável miopia dos europeus, que não sentiram que as realizações da primeira e segunda revoluções industriais e que o futuro se jogava no infinitamente pequeno, …, com as pulgas electrónicas. …”

(in As Metamorfoses da Europa de Michel Richonnier, publicações D. Quixote, Lisboa 1986)

 

A situação actual é idêntica. É claro que os nomes das componentes são diferentes: Nixon substitui-se por Bush (com grande desvantagem para o povo americano, segundo alguns, se quiser dar-se ao trabalho de ler), Pompidou dá lugar a Merkel, os encontros bilaterais dão lugar a animados encontros a oito (G8), passa a dizer-se Iraque (acrescido de Afeganistão) em vez de Vietname, Mercado Comum chama-se agora União Europeia, a primeira e segunda revoluções industriais deram lugar à terceira. E o futuro? Onde se joga hoje o futuro? Ainda não adivinharam?

 

GOVERNO DOS EUA RECONHECE O PICO PETROLÍFERO

Numa série de posters agora publicados, o Departamento da Energia (DOE) dos EUA reconhece finalmente a realidade do Pico Petrolífero. (…)

O poster referente ao pico – Peak Oil-The Turning Point – menciona as datas previstas por diversos peritos, sem que o DOE endosse qualquer delas.” [procure aqui]

cartaz do pico petrolífero

 

 

 

Para além da era do petróleo

por Michael T. Klare [*]

Em Maio último, num movimento pouco noticiado e que passou quase desapercebido, o Departamento da Energia [dos EUA] efectuou uma viragem fundamental que quase significa uma mudança de época nos EUA e até na história mundial: aproxima-mo-nos do fim da Era do Petróleo e entrámos na Era da Insuficiência. O departamento deixou de falar em “petróleo” nas suas projecções das disponibilidades futuras e passou a falar em “líquidos”. A produção global de “líquidos”, indicou o departamento, ascenderá dos 84 milhões de barris de equivalentes do petróleo (mbep) por dia em 2005 para uns projectados 117,7 mbep em 2030 — o que mal chega para satisfazer a procura mundial prevista de 117,6 mbep. Para além de sugerir até que grau as companhias petrolíferas cessaram de ser meras fornecedoras de petróleo e passaram a ser fornecedoras de uma grande variedade de produtos líquidos – incluindo combustíveis sintéticos derivados do gás natural, milho, carvão e outras substâncias – esta mudança dá uma pista para algo mais fundamental: entrámos numa nova era de competição energética intensificada e de dependência crescente da utilização da força para proteger fontes de petróleo.” [ler mais]

 

Gráfico Descobertas de Petróleo

 

 

 

 

BP, CONOCO E AIE TAMBÉM RECONHECEM O PICO

Após o presidente da Total, na semana passada, mais dois presidentes de grandes empresas petrolíferas – BP e CONOCO – vieram agora a público para emitir firmes advertências de que o Pico Petrolífero está a acontecer neste momento.” [procure aqui]

 

Entretanto, o que faz a Europa? O autismo e a arrogância dos europeus continua igual (senão pior) ao que era em 1971. Os americanos voltam a desvalorizar a sua moeda, exactamente o oposto do que fazem os europeus, e preparam-se para a mudança, dolorosa mas inevitável. A verdadeira estultícia não resulta da falta de conhecimentos, mas da incapacidade de aprender com a experiência.

 

E cá pelo jardim à beira mar plantado? O que fazem os decisores – para além de aumentarem os impostos para comprarem carros de luxo e arranjar mais verbas para passear, claro – e os divulgadores oficiais da informação do reino?

 

PETRÓLEO: OS MÁXIMOS HISTÓRICOS E OS MEDIA

Dia 1 de Novembro o preço do petróleo tornou a atingir novos máximos históricos.

A cotação do WTI ultrapassou os US$96 por barril e a do Brent os US$91/barril.

No entanto, os media portugueses que se proclamam ‘de referência’ evitam cuidadosamente as expressões “Pico Petrolífero”, ou “Peak Oil” ou “Pico de Hubbert”.

A desinformação por omissão continua.

A ignorância da realidade do Pico não permite aos operadores económicos e à sociedade em geral adoptarem medidas que minimizem o grande choque que vem aí.

Portugal está a perder um tempo precioso ao não aproveitar está fase – ainda suave – a fim de preparar-se para o mundo Pós-Pico Petrolífero.

Já deveria estar constituída algo como uma Comissão Executiva Nacional do Pico Petrolífero para avançar com acções no campo do planeamento energético e dos transportes.” [procure aqui]

 

O treino de avestruz, à portuguesa ps-socretina: se ignorarmos os perigos, então eles não existem. Além disso, a gente agora tem um poço de petróleo brasileiro. Quer dizer, não é bem a gente que tem: é mais a Galp. E também não é um poço: são só 10% de um poço que ainda não se sabe como pode ser explorado. Mas o Sousa está muito confiante e satisfeito; logo, o povo também está. De certezinha!

 

Galp descobre um terço do PIB no mar do Brasil

ANA TOMÁS RIBEIRO

A descoberta de petróleo no poço Tupi Sul, ao largo da bacia de Santos, no Brasil, permitirá à Galp, com a sua posição de 10% naquele campo, garantir um terço do consumo português nos próximos 15 a 18 anos, afirmou ao DN o presidente executivo da Galp. Ferreira de Oliveira parte de uma estimativa cautelosa de que as reservas não ultrapassarão os seis mil milhões de barris, o que daria à petrolífera nacional 600 milhões de barris…” [ler mais]

 

É porreiro, pá! E daí, talvez não…

 

… A produção no Brasil só deverá arrancar, na melhor das hipóteses, em 2011, segundo estimativas da Petrobras. Estimativas que outros especialistas do sector contactados pelo DN consideram muito optimista. Até lá, o poço agora descoberto irá exigir investimentos elevados, que serão partilhados entre a petrolífera portuguesa e a sua parceira brasileira, que detém 65% do consórcio. Sobre o montante destes investimentos, Ferreira de Oliveira prefere não falar, para já.” [ler tudo]

 

PETROLEO E GOZAÇÃO

Novembro 12th, 2007 by roriz

Além disso, nenhum país do mundo conseguiu extrair petróleo a sete mil metros de profundidade e existem dúvidas se os custos para extração são economicamente viáveis. Na coluna Panorama econômico também publicada ontem no Correio da Bahia, é reproduzido o comentário de Caio Carvalhal, analista da Combridge Energy Research Associates: “a pergunta que tem que ser feita não é se dá para chegar lá, mas se dá para chegar lá comercialmente”.” [ler tudo]

 

Finalmente, é preciso admitir que Portugal – ao contrário da maioria dos outros países da Europa – tem uma similitude patente com os EUA: o nível intelectual do Sousa é idêntico ao do Bush. Contudo, os portugueses têm uma tremenda desvantagem relativamente aos americanos. O Bush não faz e não diz o que lhe apetece, mas apenas o que os seus conselheiros o mandam (e mesmo assim, é o que se sabe!); o Sousa manda os seus correlegionários dizerem tudo o que lhe vem à cabeça – e, o mais espantoso é que eles dizem!

 

Muitos são os avisos para a mudança do paradigma político e económico. Poucos são, infelizmente, os que ouvem. A bafienta “modernidade” jacobina já não precisa de matar os profetas, porque já “matou” Deus – isto é, obrigou muitos a acreditar que Ele não existe. Os portugueses vão ter oportunidade de meditar sobre estas palavras nas próximas décadas de sacrifício, a tentar recuperar do enorme retrocesso a que se deixaram conduzir. Digo-o com certeza e com tristeza.

 

VOCÊS SÃO INIMIGOS DO POVO

8. São vocês os inimigos do meu povo: a quem está sem o manto, exigem a veste; a quem vive tranquilo, tratam como se estivesse em guerra; 9. vocês expulsam da felicidade dos seus lares as mulheres do meu povo e tiram aos seus filhos a liberdade que Eu lhes tinha dado para sempre. 10. Vamos! Andem! Porque este não é mais um lugar de repouso. Por um nada, vocês exigem uma hipoteca insuportável. 11. …” (Miqueias 2)