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Criar revolta nos polícias neste momento?

Uma ideia interessante. Mas, há que admitir, muito pouco inteligente.

Os cortes detectados ontem nos recibos dos vencimentos a pagar este mês estão a revoltar os polícias. “Em média cada um vai receber menos 200 euros, num salário de mil. Ultrapassaram-se os limites. O Governo quer destruir as polícias e, por isso, há um clima de revolta.

“Outra manifestação igual à de 21 de Novembro é possível. Não queremos incitar a nada, mas já não é possível reprimir a revolta. …”
(Polícias em “revolta” contra cortes admitem nova manifestação e “fazer de tudo” contra o Governo, Pedro Sales Dias, 10/01/2014, PÙBLICO)

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Os cortes nas pensões na República Espertuguesa.

Abreviadamente*:

Forças de segurança são excepção aos cortes nas pensões
Por Ana Suspiro, publicado em 6 Ago 2013 (jornal i)

Juízes e diplomatas escapam a cortes nas pensões
por L.M.C., 07-08-2013 (Diário de Notícias)

Cortes nas reformas deixam políticos de fora
Por Margarida Bon de Sousa, publicado em 8 Ago 2013 (jornal i)

*porque há que trabalhar muito para haver dinheiro suficiente para os sevandijas do erário público.

Quando a guarda pretoriana fala…

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… o duunvirato não pode sentir-se seguro.
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Nota: O vídeo é apenas um de entre vários reunidos pelo Paulo Guinote  sob o título O Estado Poupadinho. Ide ver, que vale bem a pena.
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Curiosidades da História: Dos 111 Imperadores Romanos, 80 morreram  de morte violenta. 73 assassinados:  21 pelos soldados e 52 por outros indivíduos. Apenas 31 tiveram morte natural.

O   lmpério tornou-se um bem leiloado entre as legiões. 0 general que mais prometesse em donativos era proclamado pelas tropas. Mas, se outro acenava com maior soldo, era o eleito e assassinava-se o anterior. …
A corrupção era geral. Os desmandos de sucessivos governantes davam notório mau exemplo: matavam as seus antecessores, divorciavam-se constantemente, desfaziam-se dos próprios familiares através de crimes hediondos, sempre impunes, desfalcavam o erário público em extravagâncias, em completo desinteresse pela governação. (aqui)

E enquanto o povo se entretem com os carrinhos eléctricos….

… o PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição.

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(em) Estado Novo

“A Lei de Segurança Interna foi hoje aprovada em votação final no Parlamento apenas com os votos do PS, mas dois deputados socialistas – Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal – juntaram-se à oposição no voto contra. Na votação na generalidade, a 8 de Maio, a bancada do PSD e Manuel Alegre tinham optado pela abstenção. …” (Público, PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição, 11.07.2008 – 14h55 Lusa)

“Os juízes consideram que as competências “excessivas” atribuídas ao futuro secretário-geral do Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que será nomeado pelo Governo, constituem o “início de um caminho muito perigoso para um adequado funcionamento do Estado de Direito”. …” (Juris, Lei de Segurança Interna e Investigação Criminal-Juízes lançam alerta, CP 08/11/2007 – 08:16)

O PS só se esqueceu de uma coisa: é que – se Deus quiser – vai perder o poder nas próximas eleições. E assim, está fornecer uma poderosa arma contra si mesmo aos seus adversários.

Tiro no pé

Seriam, de facto, muito perigosos se aprendessem alguma coisa.

Quando é que um financiador do PS e cônsul honorário do governo PS, afinal não é do PS?

Como nasce e morre no mesmo dia uma (má) notícia sobre o partido do Governo.

 

No dia 15 de Setembro de 2007, pelas 9 horas e 19 minutos, o serviço Última Hora – Publico.pt noticiava, pela mão de Nuno Amaral, num artigo com o título Polícia do Brasil solicita ajuda à PJ para investigar ligações do PS à “máfia dos bingos”:

“…

O coordenador do gabinete de comunicação da Polícia Federal (PF), Bruno Ramos, disse ao PÚBLICO que, no âmbito desta acção, foi solicitada “uma cooperação judicial e policial directa” a Portugal para averiguar o “eventual envolvimento de portugueses e alguns elementos ligados ao Partido Socialista” com o caso. …

Dois dos 25 implicados nesta megaoperação são empresários portugueses. Um deles, Licínio Soares Bastos – que chegou a ser nomeado cônsul honorário pelo Governo de José Sócrates -, foi o principal financiador da campanha do PS no Brasil, em 2005, e era proprietário da sede do PS no Rio de Janeiro.

Contactado pelo PÚBLICO, Vitalino Canas, o porta-voz do PS, referiu desconhecer esta investigação. “Se existe, sobre ela vigora o segredo de justiça. A confirmar-se, o PS aguarda serenamente o resultado desse processo”, afirmou. A PJ remeteu para mais tarde esclarecimentos sobre este caso. …”.

Monkey News

No mesmo dia, pelas 15 horas, o noticioso Portugal Diário actualizava o resumo desta mesma notícia, escrevendo:

“…

No entanto, já neste sábado à tarde, o mesmo Vitalino Canas desmentiu à RTP a existência de qualquer investigação: «Quero desmentir total e energicamente que haja qualquer investigação por parte de qualquer polícia sobre o partido socialista. O PS não tem qualquer ligação a qualquer máfia». …”.

 

Ainda no mesmo dia, pelas 16 horas e 36 minutos, o já referido serviço noticioso Última Hora – Público.pt publicava um texto sobre o mesmo assunto, agora referenciado como sendo da agência Lusa e completamente alterado relativamente ao original matinal, sob o título Operação furacão: Vitalino Canas nega que PS esteja a ser investigado. Escreve-se agora o seguinte:

“…

Vitalino Canas acusou o PÚBLICO de “travar um combate político” contra os socialistas, considerando que a notícia se “insere numa linha editorial hostil que o PÚBLICO tem desenvolvido nos últimos tempos”.

“O PÚBLICO está aparentemente a entrar em combate político contra o PS e nós agimos desmentindo sempre que temos que desmentir”, sustentou.

O processo em causa – sublinhou – apenas “diz respeito a pessoas individuais”. “A justiça tem de averiguar e eventualmente condená-los”, acrescentou. …”.

 

Coitadinho do PS, hostilizado pelo jornal Público, que afinal se limita a transcrever na notícia as declarações do coordenador do gabinete de comunicação da Policia Federal (PF) do Brasil, Bruno Santos. E o PS lá tem que desmentir (que maçada…) as afirmações transcritas com verdade no jornal. Um titânico “combate político” entre o fraco partido do governo e o poderosíssimo diário! David contra Golias! O que vale é que esta liberdade de escrever, com verdade, o que outros dizem, está a acabar, com a aprovação do novo estatuto dos jornalistas… pelos verdadeiros membros do PS – e só por eles, mesmo.

Os outros, o “cônsul honorário pelo governo português -, o principal financiador da campanha do PS no Brasil e proprietário da sede do PS no Rio Janeiro”, não são do PS: são “pessoas individuais” que “a justiça tem de averiguar e eventualmente condená-los”.

E assim, num só dia, o PS liquidou uma verdade inconveniente.

 

“… 14. Por isso, o direito se retirou e a justiça se manteve longe, porque a verdade tropeçou na praça e a sinceridade não tem acesso; 15. com isso a verdade desapareceu e quem se desvia do mal acaba por ser roubado. Deus viu isso tudo e pareceu-lhe mau, pois já não existe o direito. …” (Isaías 59)