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Lembram-se da ‘bolha imobiliária’ que ‘nunca existiu’ em Portugal?

'Bolha' imobiliária em PortugalBem, é só para avisar que está quase, quase, a rebentar.

Investimento no imobiliário português cai 40% em 2012
13/02/13, OJE

Bancos têm 20 mil casas novas para venda
01 Abril 2013, Jornal de Negócios Online

Os bancos têm milhões e milhões de euros presos a imobiliário que não cessa de desvalorizar. O que resulta disto?

Estado pode ter de voltar a injectar dinheiro na banca, diz Moody’s
11/04/13, OJE/Lusa

Mas, o Estado já não tem capacidade para mais resgates. O que irá acontecer, então, provavelmente?

Chipre representa novo modelo de resgate dos bancos, diz o presidente do Eurogrupo
25/03/2013, PÚBLICO

Ulrich: “O que aconteceu aos bancos no Chipre pode acontecer em Portugal”
Fernando Ulrich, Natacha Cardoso, 16/04/2013, Dinheiro Vivo

Depois não digam que não foram avisados.

Nota: Há até quem venha avisando, fundamentadamente, de há mais tempo a esta parte.

O síndrome de Nicósia.

O rapto de Europa na moeda grega de 2 eurosTal como no aconteceu com as vítimas de Estocolmo, os países CGPEI (Chipre, Grécia, Portugal, Espanha e Itália) estão sequestrados pela aliança de três poderes que os gere de facto, designada por “troika” (FMI – Fundo Monetário Internacional, BCE – Banco Central Europeu e CE – Comissão Europeia), e não cessam, ainda assim, de tentar agradar-lhe e identificar-se com esses poderes.

Após o que os referidos poderes forçaram que acontecesse em Chipre, há uma série de questões que os portugueses deveriam colocar-se.

1. Estará Portugal falido?
Bom, essa parece ser a opinião generalizada, dado que quanto a isso estarão de acordo os extremos do espectro político português.

Pelas minhas contas estamos falidos

A explicação da dívida e de porque não a vamos pagar

2. Mas, opiniões políticas à parte, haverá dados económicos que confirmem essa falência nacional?
Pois parece que sim. Vejam no artigo cujo linque está colocado a seguir.
(Não tenho tempo para traduzir, mas isso não importa porque o mais importante mesmo é olhar os gráficos e ver a linha, sempre descendente, que corresponde a Portugal)

A Graphical Walk-Through Of An ‘Un-Fixed’ Europe

3. Estarão as suas poupanças seguras nos bancos portugueses?
Bem, em vez de eu lhe estar a dizer, porque não avalia por si mesmo com base na breve recolha noticiosa (das muitas possíveis) cujos linques ponho aí em baixo?

Banco Popular perde 2.461 milhões em 2012

Lucro do BBVA diminui 44,2% devido a provisões para o imobiliário

Lucro do CaixaBank cai 78,2% com dotações e provisões

Depois não digam que não foram avisados.

A man needs a maid.

Os meus amigos (de ambos os sexos) compreenderão. The thing is very simple to explain: my name is not Neil, I’m not that Young anymore and I can’t do all things I should do because… too many things to do and just one of me. Not fair!

Europa (Globus)

Greek party leaders seek deal as bankruptcy looms
Nicholas Paphitis/AP, Tuesday 07 February 2012 (The Independent)

Spy chief nominated as Romania’s new premier
By Alison Mutler, Associated Press – 2012-02-06 (Yahoo News)

Conservatives take second powerful post in Finland
By Matti Huuhtanen, Associated Press – Feb 7 2012 (Google News)

E esta, hein? – como diria o saudoso Fernando Pessa.

Para quem não entende o “francium”:


Os jornalistas ouviram quando Nicholas Sarkozy chamou mentiroso ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e escreveram-no. Primeiro o “Le Monde”, sem reproduzir as palavras exactas, o “Arrete sur Images”, depois: “Não posso mais vê-lo. É um mentiroso”, disse Sarkozy.
E Obama respondeu: “Pode estar cansado dele, mas eu tenho de lidar com ele todos os dias”.

(Obama e Sarkozy apanhados a dizer mal do primeiro-ministro de Israel, 2011-11-09, JN)

Com a paz internacional entregue a estes dois, será caso para nos preocuparmos?

Ambientalismo (so)cretino: sem fazer contas, sem prever consequências.

Lixo electrónicoA meta oficial do Governo é ter 750 mil carros eléctricos a circular em Portugal até 2020. …
(Decreto-lei para a mobilidade eléctrica publicado em Abril, Água & Ambiente, 1 de Abril, 2010)

Tomando este número (750 mil) como base e juntando um quanto de informação complementar, é possível fazer alguns cálculos estimativos da quantidade de lixo tóxico que virá a ser gerado por estes carros, propagandeados como “não poluentes”.

As baterias que equipam os veículos eléctricos mais recentes são de iões de lítio:

1. O tempo de vida útil destas baterias pode calcular-se facilmente a partir do número de ciclos carga/descarga que permitem, que é entre 300 e 1000. Admita-se que a produção destas baterias virá a ser de grande qualidade e que a maior parte delas (80%) terá uma vida útil de 800 ciclos carga/descarga (80%). Num veículo com utilização diária, isto significa que, em média, as baterias terão que ser substituídas a cada 2 anos e 2 meses.

2. O volume de uma das mais pequenas destas baterias – ou melhor, conjuntos de módulos de células de baterias (pack, em inglês) -, a do Mitsubishi i MiEV, é de, aproximadamente, 75 decímetros cúbicos, que correspondem a uma caixa com as seguintes dimensões em centímetros: 80x80x12.

3. O peso de um destes conjuntos, ou packs, é de 150 quilogramas.

4. Cálculos feitos, as 750 mil baterias que o governo quer que existam em 2020 correspondem a um volume de mais de 56 mil metros cúbicos, pesando 112 mil toneladas, de lixo altamente tóxico, a cada 2 anos. Isto é, 28 mil metros cúbicos/56 mil toneladas por ano.
Não é preciso ser engenheiro (daqueles a sério), para perceber a enormidade da agressão ambiental que isto representa.

Leitura complementar: Porque não adiro à moda dos carros eléctricos.

Coisas perigosas que se dizem por aí.

Liberdade do pensamento

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“Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade”

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Os discursos de índole totalitária são semelhantes?

Uma tese apoiada em citações.

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Ditadura implícita

“Nós queremos uma maioria parlamentar que permita ao PS governar sozinho.”2

“Orgulhosamente sós!”1

“Uma maioria parlamentar é uma maioria absoluta, que eu saiba, a não ser que haja outra maioria parlamentar que permita governar sozinho.”2

“As discussões têm revelado o equívoco, mas não esclarecido o problema; já nem mesmo se sabe o que há-de entender-se por democracia.”1

” Pedimos a renovação da maioria, não porque seja um fim em si mesmo, mas porque a maioria é condição para que o Governo tenha a força e estabilidade necessárias para conduzir a recuperação da economia.”2

“Decididamente, decisivamente, pela Nação, por nós e … até por eles”.1

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Concluindo:

“Em política, o que parece é.”1

1Salazar dixit, na Wikiquote.

2Sócrates dixit, no jornal i .

E enquanto o povo se entretem com os carrinhos eléctricos….

… o PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição.

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(em) Estado Novo

“A Lei de Segurança Interna foi hoje aprovada em votação final no Parlamento apenas com os votos do PS, mas dois deputados socialistas – Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal – juntaram-se à oposição no voto contra. Na votação na generalidade, a 8 de Maio, a bancada do PSD e Manuel Alegre tinham optado pela abstenção. …” (Público, PS aprova sozinho Lei de Segurança Interna com voto contra de Alegre e oposição, 11.07.2008 – 14h55 Lusa)

“Os juízes consideram que as competências “excessivas” atribuídas ao futuro secretário-geral do Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que será nomeado pelo Governo, constituem o “início de um caminho muito perigoso para um adequado funcionamento do Estado de Direito”. …” (Juris, Lei de Segurança Interna e Investigação Criminal-Juízes lançam alerta, CP 08/11/2007 – 08:16)

O PS só se esqueceu de uma coisa: é que – se Deus quiser – vai perder o poder nas próximas eleições. E assim, está fornecer uma poderosa arma contra si mesmo aos seus adversários.

Tiro no pé

Seriam, de facto, muito perigosos se aprendessem alguma coisa.

Não ao Tratado de Lisboa – Europa Libera (4)

A avidez por mais poder das instituições da União Europeia.

 

Para que não restem dúvidas sobre os perigos para a democracia da aprovação deste Tratado de Lisboa e a avidez por mais poder das instituições da União Europeia e respectivos funcionários, transcrevo aqui as afirmações finais de mais um iluminado satélite dessas mesmas instituições, o sapientíssimo Carlos Gaspar (investigador), no programa Clube de Imprensa (RTP2) de ontem , dia 25-08-2008, que pode ser revisto aqui:

(http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23329)

 

Csrlos Gaspar - IPRI “É preciso mudar de vida na Europa. É preciso acabar… devia haver um édito do Conselho europeu que proibia comunicados, resoluções, declarações e futuros tratados, e passar à acção política. A acção política exige vontade, exige dirigentes responsáveis e exige poder, poder. Nós temos que valorizar as dimensões de poder na União Europeia, temos de potenciar a responsabilidade das principais potências europeias e temos de a projectar nas principais instituições europeias. Nós não podemos continuar a achar que está tudo na mesma e que, com certeza com uns geradores eléctricos ou umas células foto-voltáicas as coisas não são assim tão más. As coisas são mesmo complicadas, é preciso ter coragem política e é preciso ter poder. Não! Energia nuclear e vontade política.”