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O Pedro Coelho não passa, afinal, de um ladrão.

Peter rabbit watches the gardener workingEm defesa do hortelão, que se farta de trabalhar para produzir as hortaliças e os legumes… (1)

Quando Beatrix Potter escreveu em 1893 a famosa história de Pedro Coelho não lhe raiaria a fímbria do pensamento que estava simultaneamente a criar uma horrível distopia, a qual viria a tornar-se realidade muitos anos depois num outro jardim “à beira-mar plantado“.

Peter rabbit flopsy bunniesA história é simples e resume-se num ápice. Pedro Coelho (seguramente com a ajuda de um grupo de amigalhaços… do alheio) entra no jardim, aproveitando a distracção do hortelão que se encontrava ocupado a expulsar um bando de ratos que estavam a destruir-lhe tudo, para se empanturrar (e empanturrar os amigalhaços pois, como toda a gente sabe, não há empanturramentos de borla) à custa do que vai roubando.

E, o Pedro Coelho continua a gamar na horta, confiante no final clássico da história, aquele em que ele consegue fugir para se refugiar na casa da mama, digo, mamã. Mas, o Pedro Coelho que se cuide, pois os finais das histórias tendem a ser instáveis, em especial quando há muita gente a querer que sejam alterados. Pode muito bem vir a acontecer ao Pedro Coelho a mesmíssima coisa que a autora do conto refere ter acontecido ao paizinho dele.

(1) e do motorista que os transporta até ao mercado, e do pequeno comerciante que os vende, e do mecânico que repara a camioneta do motorista, e do professor que ensina os filhos deles, e dos aposentados que se fartaram de trabalhar para criar todos estes filhos da pátria, e… em geral, de todos os que trabalharam e trabalham para poderem comer sem roubar.

Change the World / Mudar o Mundo. (1)

(…) Senhor, respondeu Simão, fartámo-nos de trabalhar toda a noite sem conseguirmos apanhar nada. Mas, já que assim o dizes, vamos tentar de novo. (…)
Lucas 5: 1-11

A ‘socretização’ do passos.

Ou, “se a realidade não se ajusta aos meus desejos, tanto pior para a realidade”.

Passos Coelho afirma que Portugal saiu da zona de perigo
30/10/12, OJE/Lusa

Nota: Como (quase) sempre nos artigos aqui do Jardim, a foto leva-o a um sítio que tem uma mensagem complementar. 🙂