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Graça Moura (d)espoleta discussão sobre o (des)Acordo Ortográfico.

O novo presidente do Centro Cultural de Belém, apoiado pelo seu Conselho de Administração, conseguiu através de uma simples circular interna dando instruções aos serviços para não usarem o Acordo Ortográfico (AO), instantaneamente, aquilo que um movimento de cidadania com centenas de pessoas não havia conseguido em 3 anos de esforço: lançar a discussão pública alargada sobre a aberração linguística, legislativa e cultural a que chamaram Novo Acordo Ortográfico. Mais uma prova de que Portugal é uma falsa democracia e os portugueses sabem-no muito bem.

Os primeiros frutos desta discussão pública são já muito elucidativos. Em termos políticos, toda a bem-pensante (e bem-falante) pseudoesquerda portuguesa – que vem apelando à desobediência civil (e mesmo à insurgência violenta) desde que o presente governo tomou as primeiras medidas de restrição económica – saíu em defesa do cumprimento da resolução da Assembleia da República que impôs a aplicação do AO, acusando Graça Moura de crimideia num extraordinário exercício de duplipensar.

Por favor, dêem o vosso apoio a esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos que pretende suspender a entrada em vigor do AO90 “para que sejam elaborados estudos complementares que atestem a sua viabilidade económica, o seu impacto social e a sua adequação ao contexto histórico, nacional e patrimonial em que se insere.” (artigo 1.º)

E, não são apenas alguns ‘doidos’ portugueses que lutam pela suspensão legal desta Aberração Ortográfica: os brasileiros também o fazem, usando instrumentos de democracia que não existem em Portugal.

Bom conselho (do Chico).

15 de Outubro | Manifestação global | a Democracia sai à rua!

15 de Outubro: Manifestação global

O péssimo ‘campeonato’ da política em Portugal.

Eleições 2009: A “federação” do “centrão” só gera corrupção.

 

Urna de voto

Imagine que existiam apenas 5 equipas no campeonato nacional da 1ª divisão de futebol: Porto, Sporting, Benfica, Nacional e Braga. O número de encontros diferentes possíveis seria de apenas 10 e o número de total de jogos de apenas 20.

Todos concordam, certamente, que seria um campeonato muito fraquinho.

Mas isso é exactamente o que acontece no “campeonato da 1ª divisão” na política em Portugal, aquele que se joga no Parlamento. São apenas 5 os “clubes”, a saber: PS, PSD, PCP, BE e CDS.

É preciso aumentar o número de “clubes” neste “campeonato” e as razões são fáceis de encontrar:

  1. Aumentar “o número de jogos”, isto é, levar a debate um maior número de assuntos da sociedade civil;

  2. Melhorar a “competitividade do campeonato”, quer dizer, tornar os debates mais diversificados e participados;

  3. Aumentar a “qualidade dos jogos”, ou seja, tornar cada debate mais intenso e renhido;

  4. Ampliar o “esforço de participação dos jogadores”, isto é, fazer com que os senhores deputados – muitos dos quais, actualmente, a única coisa que fazem é picar o ponto, levantar o rabo da cadeira nas votações e receber o ordenado – sejam mesmo obrigados a fazer qualquer coisinha para justificar minimamente o chorudo ordenado que recebem;

  5. Elevar o “número de adeptos do jogo” democrático, o que significa, fazer com que mais cidadãos se sintam representados nos seus interesses;

  6. Levar “mais gente aos estádios”, quer dizer, aumentar o número de observadores interessados no debate democrático das grandes questões da sociedade;

  7. Levar “mais gente à modalidade”, ou seja, fazer crescer o número de participantes no jogo da democracia, criando mais e melhores executantes – com todas as vantagens daí resultantes.

Nem todos têm que, ou querem, ser sócios do Futebol Clube do Porto, do Sporting Clube de Portugal ou do Sport Lisboa e Benfica. E, ainda bem, porque senão não existiriam o Leixões, a Académica, o Vitória de Guimarães, o Marítimo, o Paços de Ferreira, e todos os outros clubes.

Enquanto não estiver instaurado em Portugal um sistema político de real e verdadeira representatividade democrática, a única forma de os cidadãos terem os seus interesses minimamente representados e defendidos, nesta democracia dita representativa e não nominal à portuguesa, é usarem os seus votos para fazer eleger o maior número possível de deputados de pequenos partidos, cujo programa se situe o mais próximo possível da sua conveniência – com a garantia acrescida que estes deputados vão mesmo trabalhar e, mais importante ainda, criar as ondas de choque que obrigarão os outros a trabalhar também.

São vários os pequenos partidos a que os eleitores podem dar o seu voto. Vale a pena procurar saber o que defendem, o que se propõem fazer se tiverem deputados eleitos.

Por exemplo ( e isto são apenas exemplos e não são de modo algum recomendações), um cidadão (ou cidadã) que considere o mérito pessoal como valor social mais importante, deve votar MMS – Movimento Mérito e Sociedade. Ou, uma cidadã (ou cidadão) que acredite ser o colectivismo do operariado como a acção política mais necessária, deve votar POUS – Partido Operário de Unidade Socialista.

Fica aqui uma lista (por ordem alfabética) de alguns desses pequenos partidos, sempre que possível com indicação do endereço da respectivo sítio na internet. Vale a pena dar um olhada nos seus programas e nas suas intenções.

 

 

 

Os eleitores podem (e devem) mudar este “mau campeonato” com o seu voto.

O verdadeiro poder está nas mãos dos cidadãos eleitores.

Vamos por os políticos a trabalhar e a servir.

Chega de senhores e de cobradores.

 

Para evitar gastos com coisas destas em tempo de crise:

Pedido de desculpas