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O Pedro Coelho não passa, afinal, de um ladrão.

Peter rabbit watches the gardener workingEm defesa do hortelão, que se farta de trabalhar para produzir as hortaliças e os legumes… (1)

Quando Beatrix Potter escreveu em 1893 a famosa história de Pedro Coelho não lhe raiaria a fímbria do pensamento que estava simultaneamente a criar uma horrível distopia, a qual viria a tornar-se realidade muitos anos depois num outro jardim “à beira-mar plantado“.

Peter rabbit flopsy bunniesA história é simples e resume-se num ápice. Pedro Coelho (seguramente com a ajuda de um grupo de amigalhaços… do alheio) entra no jardim, aproveitando a distracção do hortelão que se encontrava ocupado a expulsar um bando de ratos que estavam a destruir-lhe tudo, para se empanturrar (e empanturrar os amigalhaços pois, como toda a gente sabe, não há empanturramentos de borla) à custa do que vai roubando.

E, o Pedro Coelho continua a gamar na horta, confiante no final clássico da história, aquele em que ele consegue fugir para se refugiar na casa da mama, digo, mamã. Mas, o Pedro Coelho que se cuide, pois os finais das histórias tendem a ser instáveis, em especial quando há muita gente a querer que sejam alterados. Pode muito bem vir a acontecer ao Pedro Coelho a mesmíssima coisa que a autora do conto refere ter acontecido ao paizinho dele.

(1) e do motorista que os transporta até ao mercado, e do pequeno comerciante que os vende, e do mecânico que repara a camioneta do motorista, e do professor que ensina os filhos deles, e dos aposentados que se fartaram de trabalhar para criar todos estes filhos da pátria, e… em geral, de todos os que trabalharam e trabalham para poderem comer sem roubar.

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Recordar Veneza (para não pensar em Portugal).

As notícias que fui lendo ontem diziam que as incompetentes decisões dos caros gestores da banca pública portuguesa da década passada causaram um prejuízo monumental; que os governantes actuais continuam a “fomentar a emigração” dos melhores recursos deste país, por que a única coisa que sabem fazer para “combater a crise” é aumentar estupidamente os impostos; que as forças de segurança nacionais decidiram participar em todas as acções de protesto convocadas pelas centrais sindicais, seja a CGTP seja a UGT

A bem da minha sanidade mental prefiro partilhar convosco un ricordo de Venezia.

A harmonização fiscal ou o rapinanço concertado na UE?

Parlamento europeu
Estrasburgo, 8 de Fevereiro de 2010
Godfrey Bloom MEP (Membro do Parlamento Europeu)
UKIP (Partido da Independência do Reino Unido)/ Grupo EFD (Europa da Liberdade e Democracia)
Debate: Cooperação administrativa em matéria de impostos

Comissarios, Presidente,
A tributação é um conceito que não mudou muito nos últimos 3 mil anos: os ricos e poderosos roubando dinheiro da gente simples para tornarem as suas vidas mais confortáveis. Se tiver havido uma mudança nos tempos modernos é que a tributação é para o benefício dos tributados, que de alguma maneira estaremos a ser tributados “pro bono”… De modo a perpetrar este mito inventamos medos periódicos para submeter as pessoas pelo medo. O último destes medos é, com certeza, o de que se não lançarmos (o termo usado pelo MEP é “cough up”, que significa literalmente “expectorar”) os impostos ambientais morreremos todos de calor. Uma reminiscência das religiões medievais, não é verdade, que jogaram o mesmo jogo: paguem ou arderão no inferno. A harmonização fiscal é um conceito arranjado pela classe política moderna que visa assegurar que nenhum governo rouba demasiado pouco do seu próprio povo. Uma espécie de conluio de ladrões, se quiserem. Posso sugerir que, se realmente desejam uma harmonização fiscal, a Comissão e a burocracia paguem os mesmos impostos que o eleitorado? Que suportem o mesmo fardo tributário que impõem a todos os outros, antes que o eleitorado invada este edifício e nos pendurem das vigas – como têm todo o direito de fazer.

(minha tradução rápida)

Portugal é líder…

Em taxas, impostos, coimas e confiscos.

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Portugal é peso-pesado na fiscalidade ambiental europeia
Marisa Figueiredo, 2012-01-09, portal Ambiente Online

State made a record €250,000 a day on fines in 2011
7/1/2012, The Portugal News

Cobrança coerciva chegou a 1230 milhões de euros em 2011
Pedro Crisóstomo, 11.01.2012, Público

Esta Nação precisa de uma forte desparasitação… Urgentemente!

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A ideia de «estabilidade política» socialista

Márcia Galrão, 30/01/11,ECONÓMICO
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30.01.2011, Maria Lopes, PÚBLICO
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e os métodos comprovados para a sua manutenção.

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A propósito: Os novos blindados para a polícia já chegaram?