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Levar os bancos à justiça.

Por esta altura tornou-se óbvio que Portugal é incapaz de seguir o exemplo da Islândia relativamente à dívida da banca e do Estado. Não que os cidadãos tenham deixado de manifestar já, com toda a clareza, a sua recusa de seguir a via actual, mas por falta de coragem dos políticos eleitos e por falta de competência das instituições democráticas. Neste momento, em que a única forma de pressão dos cidadãos sobre os seus representates começa a ser a violência, julgo útil trazer ao conhecimento de todos vós uma outra forma de luta encontrada pelos nossos irmãos irlandeses. Haverá em Portugal, certamente, pelo menos um escritório de advogados disposto a apoiar os cidadãos nesta via.

Já vos oiço, preocupados :shock:, a perguntar: Mas, a banca portuguesa aguenta? Ai aguenta, aguenta! E, se não aguentar – com um escamartilhão! – o governo lá está já preparado para a ajudar na refundação.

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Estão encurraladas as toupeiras.

PEC 4 “revela falhanço” do Governo, acusa PSD
Inserido em 23-03-2011 (Renascença – informação)
“Pior que um ministro incompetente, é um governo incompetente e arrogante”, acusa Luís Montenegro, deputado do PSD (em actualização). …
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Mas, fica um grande buraco no quintal.

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Em Portugal o buraco é grande.

Como se conduz um povo mansamente ao castigo.

Papa visita Portugal 2010
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Observo, com um misto de curiosidade e perplexidade, os governantes deste país, conluiados com a oposição, a imporem ao portugueses o maior estupro fiscal da sua História recente, sem que estes tenham qualquer reacção.
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Afinal, Crítias, o iluminado líder dos trinta tiranos durante o sanguinário regime estabelecido em Atenas após a guerra do Peloponeso, tinha razão:
“… Então veio, julgo eu, aquele homem sagaz e ardiloso que fabricou os mitos e a piedade… Ele conhecia [bem] os caminhos das almas e dos corações desencorajados… E a desordem transformou-se em ordem e respeito pela lei. …”
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E, a seguir, os(as) mesmos(as) que votaram nisto,
Sócrates candidato 2009
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vão, todos(as) contentes, votar também nisto.
Cavaco
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Com Papas e bolos se enganam os tolos.
(provérbio popular português)

A vingança do sr. Silva.

O Princípe de Maquiavel - capaO sr. Silva, que é também Aníbal (em fenício Hanni-baal, que significa «recebi a graça de Baal»), está nas suas sete quintas: domina.

Tem o sr. Sousa, de nome José (do egípcio que significaria «Descobridor das coisas ocultas») preso pela coleira da dívida pública e submetido pela trela do centésimo, nonagésimo quinto constitucional artigo. E, tem também preso numa jaula a que chama estabilidade política um grupo de robertos que não sabem sequer para que serve ser Oposição – pois se fora para estabilizar chamar-se-ia Estabilização, como é fácil perceber.

Quinze anos volvidos de ter sido empurrado para fora do poder pelos socialistas e seus próximos, o sr. Silva perpetra a sua vingança política.

Eis a plena justificação do Ostracismo.

Pois, de que outra forma é possível compreender o social-democrata beneplácito ao PEC socialista?

Oposição finalmente!

A destruição está quase cumprida: venha agora quem sabe construir.

Ontem (6/2/2008) no jornal Público:

Proposta da oposição parlamentar

PS contra comissão eventual de acompanhamento do novo aeroporto de Lisboa
06.02.2008 – 20h33 Lusa

“O que está em causa [nas propostas do CDS e do PSD] é o acompanhamento político, que se faz no plenário e nas comissões”, declarou Nelson Baltazar, acrescentando que se o PS bloquear nas comissões propostas feitas pelos outros grupos parlamentares, estes poderão recorrer ao direito de agendamento potestativo.

Na apresentação da sua proposta para criação de uma comissão eventual, o deputado social-democrata Jorge Costa afirmou que “os portugueses não entenderão que o Parlamento seja impedido de acompanhar este processo pela maioria socialista”.

…”

(para alguns) Foi difícil passar do benefício da dúvida:

Escola de Atenas (detalhe de Sócrates)

para o inevitável enfrentar da realidade:

A Morte de Sócrates

“Se você conhece o inimigo e se conhece a si mesmo,
não precisa de temer o resultado de cem batalhas.
Se você se conhece, mas não conhece o inimigo,
para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.
Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo,
perderá todas as batalhas.” (Sun Tzu, ‘A Arte da Guerra’)

A pobreza envergonhada em Portugal…

é uma vergonha para os governantes deste país!

 

(actualizado em 18-10-2007)

 

Hoje de manhã, dia 5 de Outubro e feriado nacional comemorativo de uma (suposta) revolução libertária e igualitária para a nação, saí para tomar café com uma amiga de longa data.

Passeávamos um pouco, conversando, perto de um daqueles supermercados (ditos) de baixo preço, quando fomos envergonhadamente abordados por uma senhora de idade – mala e carteira abertas, vazias, nas mãos – que nos pediu baixinho: – os senhores… se calhar… não lhes seria muito pesado darem-me um euro, só um, para eu poder comprar um litro de leite… que eu não tenho… nada?

Eram genuínos o embaraço, a vergonha relutante em pedir; tanto como a angústia de nada ter para satisfazer a necessidade de comer. A minha amiga deu-lhe dois euros, um por cada um de nós. Mal agradeceu, a pobre senhora – certamente por não saber fazê-lo com aquele traquejo dos pedintes “profissionais” – e foi-se embora em silêncio e de cabeça baixa.

O meu coração ficou cheio de tristeza. Eu e a minha amiga ficámos a comentar que talvez lhe devêssemos ter dado mais… A nossa conversa anterior terminou sob o peso deste confronto com a dura realidade. Despedimo-nos.

Cheguei a casa, liguei o televisor (mais por hábito do que por interesse) e lá estavam eles: os senhores deste país, muito bem enfatuados e engravatados, com o seu ar importante, superior, sorridente o sr. José Sousa, mais sisudo o sr. Aníbal Silva – compreensivelmente, dada a perda recente do pai, que, apesar de tudo, tinha a provecta idade de 93 anos e , seguramente, nunca terá tido que pedir um euro por não ter que comer.

Foi então que senti a PROFUNDA REVOLTA que me trouxe a escrever este texto. Não é, contudo, a escrita que me consola: são estes particulares momentos que me fazem estar profundamente grato pela presença de Deus na minha vida. Procurei o consolo e a compreensão na Palavra de Vida:

Bem-aventuranças (Mt 5,1-12) – 20Erguendo os olhos para os discípulos, pôs-se a dizer:

«Felizes vós, os pobres,
porque vosso é o Reino de Deus.
21Felizes vós, os que agora tendes fome,
porque sereis saciados.
Felizes vós, os que agora chorais,
porque haveis de rir.
22Felizes sereis, quando os homens vos odiarem,
quando vos expulsarem,
vos insultarem
e rejeitarem o vosso nome como infame,
por causa do Filho do Homem.
23Alegrai-vos e exultai nesse dia,
pois a vossa recompensa será grande no Céu.
Era precisamente assim que os pais deles tratavam os profetas».

 

Imprecações

24«Mas ai de vós, os ricos,
porque recebestes a vossa consolação!
25Ai de vós, os que estais agora fartos,
porque haveis de ter fome!
Ai de vós, os que agora rides,
porque gemereis e chorareis!
26Ai de vós, quando todos disserem bem de vós!
Era precisamente assim que os pais deles tratavam os falsos profetas».”

 

 

Nota de actualização:

Os meus visitantes mais assíduos devem ter reparado que este post foi súbita e quase brutalmente modificado no passado dia 8 de Outubro, pouco tempo após ter sido escrito. Alguns ter-se-ão mesmo perguntado por que razão foi retirada a parte final da transcrição do evangelho de Lucas, aquela exactamente que falava de perdão. O que vou aqui descrever manteve-me em estado de perplexidade e incredulidade durante todo este tempo, mas é a verdade e não há volta a dar-lhe.

No referido dia 8 de Outubro o Senhor meu Deus ordenou-me, de forma clara, peremptória, inequívoca e até dolorosa que apagasse deste post a já referida transcrição do texto de Lucas (cap. 6, vers. 27 a 38), nos seguintes termos: “Não te autorizo a usar aqui a palavra de perdão”. Obedeci, não por ser um modelo de obediência, mas porque a pressão era insuportável.

Obedeci mas não percebi. Parecia um contra-senso. Perguntava insistentemente: “Mas afinal não é esta a grande lição do cristianismo – ser capaz de perdoar mesmo aqueles que são nossos inimigos?”. O Senhor demorou algum tempo a responder ou, mais provavelmente, eu demorei algum tempo até conseguir ouvir a resposta. Ei-la: “Não és tu que perdoas os pecados. Sou Eu. É a Minha Palavra, não a tua. E Eu te proíbo de usares a Minha Palavra de perdão nesta circunstância”.

Tudo isto que aqui escrevo vai ser completamente ignorado pelos tais senhores importantes, que vão continuar a exibir a sua grande importância, inebriados pelo poder e alheios ao sofrimento dos pobres e humildes. Para mim e para todos os meus irmãos em Cristo o significado deste decreto é terrível. Mas, como todos os espertos deste mundo sabem, os cristãos são tolos…

Sabedoria do mundo e loucura da cruz – 17 Na verdade, Cristo não me enviou a baptizar, mas a pregar o Evangelho, e sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo.

18 A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus. 19 Pois está escrito:
Destruirei a sabedoria dos sábios
e rejeitarei a inteligência dos inteligentes.

20 Onde está o sábio? Onde está o letrado? Onde está o investigador deste mundo? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21 Pois, já que o mundo, por meio da sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação.

22 Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, 23 nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. 24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus.

25 Portanto, o que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus, é mais forte que os homens.

26 Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.

27 Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.

28 O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa.

29 Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus. 30 É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção, 31 a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”