Tag Archives: oportunismo

Imagem do modelo do novo serviço nacional de saúde português.

Satiric illustration by John Holcroft“… Depois de analisar os dados registados entre 2002 e 2013, o INE diz que há menos camas de internamento nos hospitais públicos e mais nas unidades privadas.
Resulta ainda desta análise a conclusão de que diminuíram também os serviços de urgência básica e de atendimento permanente nos centros de saúde.
…o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde reafirmou, ainda, a necessidade de ser repensado o modelo de financiamento da saúde pública. …”
Ministério da Saúde desvaloriza dados do INE sobre internamento, 7 ABR 15, TSF

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Os cortes nas pensões na República Espertuguesa.

Abreviadamente*:

Forças de segurança são excepção aos cortes nas pensões
Por Ana Suspiro, publicado em 6 Ago 2013 (jornal i)

Juízes e diplomatas escapam a cortes nas pensões
por L.M.C., 07-08-2013 (Diário de Notícias)

Cortes nas reformas deixam políticos de fora
Por Margarida Bon de Sousa, publicado em 8 Ago 2013 (jornal i)

*porque há que trabalhar muito para haver dinheiro suficiente para os sevandijas do erário público.

A União Europeia está a cair aos bocados (Soapbox Opera).

Facto:
European shares fell on Wednesday to their lowest close in seven-weeks after dismal demand at a German bond auction sparked fresh debt crisis contagion worries

Análise de um gestor de peso nos mercados:
Richard Batty, strategist at Standard Life Investments, part of the Standard Life Group, which administers 196.8 billion pounds of assets, said the weak demand was a surprise.
“It is now getting to the stage where investors are becoming concerned about Germany paying more of the bill for the euro zone.

Análise de Ricardo Arroja sobre o mesmo assunto, no Insurgente:
o banco central alemão, que tem por hábito reter uma parte das suas emissões (que destina às suas próprias reservas), terá decidido, de acordo com a teoria especulativa do FT, ficar com um terço da sua emissão. Agora, porquê e para quê? …

Em suma, o Bundesbank está a preparar-se para o “default” das dívidas periféricas, para o desmembramento da zona euro e até, imagine-se onde isto pode chegar, para a falência do próprio BCE. …

Mais um aviso, claríssimo:

On Wednesday, Greece’s central bank also called on Mr. Samaras and other leaders of the new coalition government to step up the pace of reforms, warning that the country faced a disorderly exit from the euro.

Síntese final (A Sopabox Opera, do álbum Crisis? What Crisis? dos Supertramp):

I hear only what I want to hear
But, I have to believe in something
Have to believe just the one thing
I said, “Father Washington, you’re all mixed up
Collecting sinners in an old tin cup
Well, spare a listen for a restless fool
There’s something missing when I need your rules”

A impossível relação do neo-socialista com a verdade.

Ontem, 6 de Setembro de 2011, pelas 11 horas e 40 minutos (da manhã, sim) fiz o seguinte comentário num artigo de Daniel Oliveira publicado no blogue Arrastão:

Não querendo entrar em “minudências semânticas” gostaria apenas de perguntar em que formulação sintática se baseia ao escrever “os neoliberal ou os ultraliberal” em vez de, como seria normal (condicente com a norma), “os neoliberais ou os ultraliberais”, ou “o neoliberal ou o ultraliberal”, – fazendo concordar o número do artigo definido com o do substantivo?
A minha experiência de comentários críticos nos artigos do Daniel diz-me que este comentário, das duas uma, ou não será publicado, ou será publicado lá para o fim da lista de comentários, quando este artigo já estiver bem ao fundo da página inicial do blogue. Acertei?

Acertei, claro. Hoje, 7 de Setembro de 2011, a esta hora (aprox. 23:30), o Daniel ainda não havia tido oportunidade para publicar o meu comentário. Mas, ontem logo depois de almoço fui espreitar e o texto do artigo já estava corrigido!

Este tipo de situação já havia ocorrido antes, por mais de uma vez, mas só desta o torno público. Porquê, perguntam as mentezinhas perversas, sedentas de uma boa escandaleira (de preferência com uns insultos à mistura)? Porque – e desiludam-se as tais mentezinhas malévolas -, o Daniel escreve neste artigo algumas verdades inegáveis (ou cruas constatações) que merecem uma séria reflexão – e que, por isso, eu já tinha decidido mencionar aqui -, como estas por exemplo:


Assim, em vez do velho debate entre Estado Providência e Estado mínimo, aquilo a que assistimos é a uma síntese: o Estado cobrador. Cobra impostos altos aos cidadãos e não lhes devolve coisa nenhuma.

E, assim, temos o Estado mínimo no centro de saúde, na escola ou no centro de emprego, e o Estado máximo na repartição de finanças e, quando a indignação for já incontrolável, na esquadra de polícia. …

Portanto, o Daniel é capaz de encontrar a verdade no agir dos outros e de a transmitir quando isso lhe é conveniente, mas não foi capaz de publicar a verdade sobre o seu agir porque, ao contrário, isso lhe era inconveniente. Podia ter feito de outra forma? Podia, mas não seria a mesma coisa, pois não?

Leitura complementar: Neo-Socialismo

O protesto de 12 de Março e a fita adesiva camuflada.

O texto mais recentemente publicado no blogue Protesto da Geração à Rasca (foi ontem, dia 4 de Março), sob o título Esclarecimento começa da seguinte forma:

Reafirmamos a total independência do protesto face a qualquer estrutura ou movimento de cariz partidário, político ou ideológico.
Este é um protesto: Apartidário, aberto a todos os partidos e a quem não tem preferência partidária; Laico, aberto a todas as religiões e a quem não tem religião; e Pacífico!

Anteontem, dia 3 de Março, um Sousa – que não José mas Jerónimo – numa qualquer realidade paralela, produzia as seguintes afirmações aos microfones da TSF:

O secretário-geral do Partido Comunista afirma que a luta contra a precariedade está nas prioridades do PCP, e como tal, aceitou o convite da organização do «Protesto da Geração à Rasca» para participar na manifestação de dia 12, na Av. da Liberdade. …

O sr. Sousa aceitou? O convite? Fica-se sem palavras… Por isso, deixa-se em baixo uma imagem conclusiva (com legenda, se clicar sobre ela).

Adesivo camuflado.

Novas oportunidades Grandes oportunismos.

Ter olho compensa
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Nota: Indecentemente roubado Oportunamente reproduzido daqui.

Portugal socialista ou

pequenoMediocridade ensaio sobre a mediocridade.

 

Para enfatizar esta transcrição do Paulo Morais no Blasfémias e este meu postal anterior, deixo-vos aqui uma historieta baseada num caso real ocorrido numa cidade norte-americana.

Um professor de Economia de uma Faculdade situada na grande área urbana de Minneapolis é confrontado pela 1ª vez com uma determinada turma cujos alunos acreditam firmemente que o socialismo, enquanto igualizador entre os ricos e os pobres, é a solução para os problemas económicos e sociais do seu país e do mundo.

O professor, muito experiente, diz aos alunos que aceitará como verdadeira a hipótese deles se eles próprios aceitarem submeter-se a uma experiência de vivência socialista dentro da turma, nos seguintes termos:

Todos os alunos da turma terão a mesma classificação em todas as provas, a qual será a média calculada dos resultados de cada aluno, eliminando-se desta forma as reprovações e também, inevitavelmente, os excelentes.

Os alunos aceitaram. No 1º teste a classificação comum foi de Bom. Os alunos muito trabalhadores, habituados a atingir as classificações de Muito Bom e Excelente ficaram decepcionados; ao contrário, os alunos mais preguiçosos ficaram muito contentes.

No 2º teste, os alunos muito bons e  excelentes decidiram que não valia a pena tanto esforço e estudaram menos. O resultado foi uma classificação comum de Suficiente e a maioria dos alunos ficou muito insatisfeita. No teste seguinte, o 3º, seria o descalabro: a classificação média atingiu o pior nível qualitativo – Mau.

Os alunos zangaram-se entre si e começaram a apontar culpas uns aos outros pelo falhanço colectivo. Isto não vos parece familiar?

De forma aparentemente paradoxal, é também este estado de mediocridade que permite situações como esta: O oportunismo ocupa o lugar da competitividade pelo mérito. 

Isto está nos genes desta sub-espécie (luso-chico-espertensis).

Chico-esperto BarrosoEUobserver today reports that Swedish Foreign Minister Carl Bildt has written an angry letter to EU Foreign Minister Catherine Ashton demanding to know why Commission President Jose Manuel Barroso has appointed ‘his man’ as the EU’s new ambassador to Washington when, under the Lisbon Treaty, Ashton is meant to be overseeing such appointments.
Ashton is currently in talks with the member states about establishing the EU’s new diplomatic corps, the External Action Service (EAS), and Barroso spotted this “transitional” phase as an opportunity to install Joao Vale de Almeida, his former chief of staff, as his eyes and ears in Washington. As one EU diplomat said, “In the future, if the US wants to send a message to the EU, it will go through Almeida because it knows he has a special relationship with Barroso. Ashton will be left out.”

(Jobs For The Boys, by Open Europe blog team, on Monday, February 22, 2010)
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É ou não é um verdadeiro “porreiro-clone” daqueles que por cá ficaram?
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Ajuste directo nº 134749:
Entre a Parque Escolar e o escritório de advogados liderado por José Pedro Aguiar Branco, líder parlamentar do maior partido da oposição para apoio jurídico pela módica quantia de 75.000 euros.

(Parem As Rotativas, posted by Paulo Guinote, Março 1, 2010, n’ A Educação do Meu Umbigo)
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Os amigos da carteira - F. Assis e Aguiar B.
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Um retrato cru de quem (se) tem governado (em) Portugal.


Da segunda maioria absoluta ― a de José Sócrates ― saiu não já o yuppie do status económico-empresarial, mas o jovem Chico-esperto formado na juventude partidária, o Zé Carioca português, o citadino que vive de expedientes políticos, o fura-bolos, o desenrascado, o trapaceiro que não olha a meios para atingir os seus fins sem grande trabalho, o indivíduo sem escrúpulos que não enjeita uma qualquer oportunidade para se encostar a quem quer que seja para trepar na vida ― nem que tenha que fazer que conta que a humilde e analfabeta mãe “é uma parente muito afastada”.
De certa forma, aconteceu um fenómeno de Trickle-down effect segundo Georg Simmel: a moda do yuppie filho do papá rico do tempo de Cavaco Silva, descambou num yuppie que veio da merda do tempo de José Sócrates que subiu na vida à custa do chico-espertismo e do oportunismo político.
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Sócrates chico-esperto modelo


A forma de falar e de “enrolar”, a colocação e o tom de voz, os gestos do discurso e o discurso dos gestos, o ar de malandreco que tem o condão de transformar a mentira em apenas um pequeníssimo detalhe que corrobora a verdade da sua boa-fé, a personalidade de borracha que o protege de qualquer queda ético-moral ― estes são os atributos do chico-espertismo do Zé Carioca português que segue o exemplo do seu líder político.

Tirado daqui.

O Alegre incoerente

ou, apanha-se mais depressa um incoerente que um coxo.

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Gate houndO candidato presidencial Manuel Alegre defendeu hoje que, numa situação de crise, o Presidente da República deve demitir o primeiro-ministro sem dissolver o Parlamento, procurando soluções de Governo dentro da maioria parlamentar ou de outros partidos.

(Presidenciais: Alegre defende demissão de um primeiro-ministro sem dissolução do Parlamento, 18.11.2005, Lusa, Público)
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Manuel Alegre afastou ontem a sua candidatura presidencial do PS mas garantiu que, caso seja eleito, não fará cair o actual Governo. “Não me candidatarei para governar, nem terei como objectivo principal e imediato criar as condições para demitir o actual Governo na primeira oportunidade”, disse o histórico socialista num almoço com apoiantes no Porto.

(“Não terei objectivo de demitir Governo”, 01 Fevereiro 2010, Ana Patrícia Dias/Janete Frazão/A.I.F, Correio da Manhã)
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