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O verdadeiro, o genuíno, o original negócio da China.

O Banco da China acabou de fazer um grande negócio da China: emprestou (o equivalente a) 800 milhões de euros à EDP sendo o “custo desta linha de financiamento” “de Libor três meses mais um prémio de 3,5 pontos percentuais”. O que corresponde, aproximadamente (cáculos feitos por mim, com base no valor da taxa Libor 3 meses entre 17 e 22 deste mês), a um juro anual de 4,1%. Isto apenas para os primeiros 3 meses, claro, pois a taxa Libor é bastante variável e atinge com facilidade valores equivalentes a mais de 4,5% ao ano. Se atingir este valor, os juros deste empréstimo passarão a ser de 8% – uma brutalidade. Quem contrata um empréstimo destes põe-se completamente nas mãos da banca, pois a taxa Libor é uma taxa totalmente definida pelos próprios bancos.

Mexia e Catroga já se haviam afirmado muito satisfeitos com este negócio no passado mês de Agosto.

O que impede Portugal de sair da crise económica? (1)

1. A cultura da fraude.
1.1. A raiz do problema.

A Economia é uma das denominadas Ciências Sociais. Estas Ciências estudam a organização e o funcionamento da sociedade e da sua cultura. O objecto das Ciências Sociais é o Homem. A Economia é uma Ciência Social na medida em que se ocupa do comportamento humano procurando estudar o modo como os indivíduos e as organizações da sociedade se empenham na produção, troca e consumo de bens e serviços.

A Economia estuda, pois, um certo tipo de comportamentos sociais. Assim, a boa Economia, isto é, a Economia da abundância, resultará em grande parte da escolha de bons comportamentos sociais e a má Economia, isto é, a Economia da escassez, resultará também em grande parte de maus comportamentos sociais.

As relações económicas de produção, troca e consumo de bens e serviços designam-se genericamente como negócios. Todos os negócios se baseiam num pressuposto de honestidade (verdade, confiança, lealdade) entre as partes que negoceiam, assente ou não em garantias. Os bons negócios serão, então, aqueles em que as partes têm bons comportamentos sociais económicos – honestidade – e os maus negócios aqueles em que pelo menos uma das partes tem maus comportamentos sociais económicos – desonestidade (mentira, abuso de confiança, deslealdade).

Em artigos seguintes dar-se-ão uma série de exemplos (uns publicados, outros discretos) demonstrativos que a cultura da fraude (da mentira, do abuso de confiança e da deslealdade) estão entranhados profundamente na sociedade portuguesa, impedindo o seu progresso económico – e não só.

Acordo Ortográfico proporciona mais um negócio ‘cor-de-rosa’.

Lince e gato amigos.… vou hoje falar do tal negócio que sempre veio à luz do dia e relativo ao polémico Acordo Ortográfico. …
A quem interessa então a ditatorial legislação e universalização do AO? Aqui cheira a negócio extra-linguístico, diremos logo. …
“… O Parlamento vai aplicar o novo Acordo Ortográfico a 1 de Janeiro de 2012, adoptando o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) do ILTEC- Instituto de Linguística Teórica e Computacional e, como suporte informático, irá utilizar o conversor Lince, na sequência da aprovação por unanimidade, ontem, de uma proposta de Jaime Gama. O Governo também já os tinha escolhido na passada semana. A qualidade do conversor Lince e do vocabulário foi criticada pela empresa concorrente Priberam, que aponta erros ortográficos tanto na conversão da actual para a nova grafia como no VOP do ILTEC. O administrador Carlos Amaral questiona mesmo quem e como avaliou o Lince e a razão para o Governo decidir adoptar oficialmente um programa informático em detrimento de outros, também gratuitos, já existentes no mercado. (…)”
… sempre havia um daqueles acordos de café e de atrás da orelha em que os actuais sinistros governantes se tornaram especialistas.
“… O Lince não é resultado de subcontratação mas de parceria. O ILTEC foi responsável pela definição das características, dados linguísticos, especificações das regras e lógica da conversão do Lince. A KnowledgeWorks assegurou a tradução no desenvolvimento do sistema do interface…”
. (transcrição parcial do texto publicado aqui)

Notas:
1. A empresa amiga(!) que beneficia da tal parceria é a KnowledgeWorks.
2. O Lince não é um dicionário nem um programa de aprendizagem da Língua Portuguesa. É designado como um “conversor”, o que significa na prática que é um tradutor de Português correcto para “português correto”. Triste país o que precisa de traduzir os documentos oficiais da sua Língua para uma novilíngua imposta.
3. Tudo isto acontece porque os portugueses permitem – gostam de ser mandados. Se não fosse assim, esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico já teria as 35 mil assinaturas necessárias para dar entrada no Parlamento – para contrariar mais esta negociata. E, ainda pode vir a entrar, se você que me lê quiser obrigar-se ao pequeno esforço de colaborar com a sua assinatura no impresso que descarregar daqui (ficheiro pdf  com somente 83 Kb), enviando-o depois pelo correio para a morada que lá consta.

Os contribuintes portugueses estão muito felizes

por poderem salvar, novamente, a Banca Portuguesa Nacionalizada (BPN), teixeiramente guiados aos ridentes amanhãs deste luso-socialismo de mercado.

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Can anyone lend me ten billion quid?
Why do you look so glum, was it something I did?
So I caused the second great depression, what can I say?
I guess I got a bit carried away
If I say I’m sorry, will you give me the money? ()
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a música foi achada aqui

O PM português já a negociar o int€r€ss€€€ €€€strat€gico nacional da GALP?

negócios das arábias

Porque manda o governo vetar a venda da Vivo?

Favorecimento ou unfair playA opinião seguinte é apenas isso – uma opinião – pois falta muita informação (e disponibilidade para a recolher) à sobrecarregada equipa unitária que autoria este blogue.

Contudo, a intuição diz claramente que este uso da Golden Share do Estado na Portugal Telecom foi um favor deste governo socialista a alguém… e esse alguém só pode ser um de dois: o “amigo” espanhol Zapatero* ou o “amigo” brasileiro da Silva**.

Os acontecimentos que se seguirem irão mostrar a qual dos “amigos” foi feito o favor.

Certeza, certeza, só que tem alguma coisa a ver com o que consta nestas notícias.

*(…) A Telefónica pretende pagar todos seus compromissos nos próximos 12 meses sem necessidade de recorrer a novos créditos ou aos mercados de capitais (…) Em 31 de dezembro de 2009, o vencimento médio da dívida financeira líquida (43.551 milhões de euros) era de 6,55 anos. (…) Em 31 de dezembro de 2009, os vencimentos brutos de dívida previstos para 2010 aumentaram para aproximadamente 8.647 milhões de euros (…) (financiamento da banca espanhola?)

**(…) Na América Latina, a companhia [Telefonica] presta serviços para mais de 172,3 milhões de clientes (base 31 de março de 2010), posicionando-se como operador líder no Brasil, na Argentina, no Chile e no Peru além de contar com operações relevantes na Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. (…) (evitar a posição dominante na América do Sul?)

Portugal, em estado de máfia choque

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1ª página, Sol, 12 Fev 2010
O problema, camaradas, foi que, apesar de todo o nosso esforço de reforma educativa socializante, o povo continua a saber ler.
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A esta hora (18:08), os artigos disponíveis on-line da edição de hoje (12-Fev-2010) do semanário Sol contendo novas informações relevantes relativas ao caso Face Oculta são apenas estes:

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Logo que haja mais colocarei aqui os respectivos linques – para memória futura. (Melhor ainda, fica aqui o linque para o dossiê do jornal Sol sobre o caso Face Oculta – actualização em 13/Fev/2010 às 17:53)

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Depois da saída da Tele2 em Junho de 2007

também a Vodafone dá cada vez mais sinais de pouco interesse pelo mercado português das telecomunicações.

 

Vodafone - vôo publicitário

Preparar-se-á a multinacional germano-britânica para vender as suas operações em Portugal?

Nota: Agora, se fazem favor, não vão por para aí a espalhar este rumor pois, como toda a gente sabe, o segredo é a alma do negócio. Ok?

 

Os negócios do Estado socialista consigo mesmo.

E quem paga, quem é?
É sempre o mesmo, é o Zé*

Corru_ps braga

A Câmara de Braga decidiu ontem, por inesperada unanimidade pré-eleitoral, exercer o direito de preferência para a compra do antigo Quartel da GNR, no Campo da Vinha, perante a intenção do Estado de o vender (a ele próprio, via Estamo) por 1,86 milhões de euros.
A deliberação segue-se à «intimação urgente» da Direcção-Geral do Tesouro, exigindo uma resposta no prazo de dez dias à edilidade, apesar de o contrato promessa de compra e venda do imóvel ter sido celebrado em Dezembro de 2008. Ou seja, só passados oito meses, o Estado acordou com a urgência da sua obrigação legal de informar a Câmara de Braga…
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E quem ganha, minha gente?
A banca, como é evidente!

A decisão da maioria socialista é acompanhada pelos vereadores da coligação “Juntos por Braga”, que desta vez defendem que o executivo deve recorrer a mais um empréstimo bancário para garantir a posse do imóvel, aumentando o endividamento municipal.2

E estes 240 mil?
Serão para algum edil?

Por sua vez, Mesquita Machado e os seus vereadores, para evitar mais uma polémica pré-eleitoral, passaram, de uma penada, um atestado de incompetência aos avaliadores municipais e sancionaram o negócio por mais 240 mil euros do que o valor que estes lhe atribuíram.1

*… povinho, uma malta que só faz falta para pagar impostos.

1A compra pré-eleitoral do Quartel da GNR…, José Carlos Lima, 01 Agosto 2009, blog Deste Lado.

2Câmara de Braga unânime na compra do quartel da GNR, Joaquim M. Fernandes, 31-07-2009, Diário do Minho.

Filmes ainda esperados para este Verão. (2)

Título em português: Os incorruptíveis contra esta droga.

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The Alcochete Connection

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Nota: Uma enorme endrómina que conglutina ministros e ex-ministros, aute letes e fri portes, novos aeroportos, novas pontes e linhas de tê-gê-vê, bancos de negócios, negócios de bancos e ofe chores, reais figurões e gentinha vulgar, industriais, comerciantes e afins, confederações e associações, lojas, agências e fundações… e, talvez mesmo (quiçá?), cavalos, anões e mulheres nuas. Uma co-produção luso-britânica que tem tido grandes problemas na montagem por causa do desaparecimento de partes importantes da película.

É que só não vê, quem não quiser mesmo ver: aqui, aqui, aqui e ainda aqui, aqui e aqui.