Tag Archives: nação

Façamos o seguinte para o Natal

Divulgo aqui a seguinte mensagem que vem circulando pelo Facebook:

“Façamos o seguinte para o Natal: Compremos os presentes a pequenas empresas e artesãos: À vizinha que vende por catálogo ou pela internet, a artesãos que conheçamos, à amiga que tem uma loja no bairro, ao pasteleiro que faz os doces artesanais, ao rapaz que tem uma banca no mercado… Façamos o dinheiro chegar às pessoas comuns e não às grandes multinacionais. Assim haverá mais gente a ter um melhor Natal. Se achas que é uma boa proposta, copia e cola no teu mural. Apoiemos a nossa gente. :)”

E acrescento:

Em vez de ir às grandes superfícies comerciais comprar produtos industriais de qualidade duvidosa, vá ter com a vizinha ou conhecida que você sabe estar a passar por dificuldades – por desemprego ou falência dela e/ou do(s) familiar(es) mais próximo(s) – e peça-lhe para lhe fazer os bolos e fritos de Natal; vá a feiras de artesanato comprar os presentes – se procurar há de tudo, desde brinquedos, roupas e sapatos até livros, cadernos e enfeites natalícios.

Não dê trocos anonimamente em campanhas de “arredondamento” – que as grandes cadeias aproveitam para fazer publicidade a si mesmas, usando o seu dinheiro e a sua boa vontade – mas vá ter com pessoas suas conhecidas, inteire-se das necessidades delas e ajude-as pessoalmente a ultrapassar alguma ou algumas dessas necessidades; ou, se não tem mesmo disponibilidade para o fazer – mas não se esqueça que a dádiva mais importante é o seu cuidado pelas necessidades do seu semelhante – faça as suas doações a pessoas de confiança que dedicam o seu tempo a acções de ajuda dos mais necessitados – nas igrejas, nos centros paroquiais, lares de terceira idade, hospitais, etc.; e, por favor, saiba a verdade e não ajude a engordar o monstro.

A Economia está no estado em que está porque a maioria dos economistas se esqueceu do mais básico princípio econométrico (que são as mais básicas operações aritméticas): dar (adicionar) é crescimento e vida, tirar (subtrair) é contracção e morte.

Advertisements

Breathe (Respira).

.
.

Geração à rasca ou nação à rasca?

.

Quem está à rasca, tem mesmo que ir!

.
12 Março -  cartaz manifestação protesto 'Geração à Rasca'
.
Muita informação Na Avenida da Liberdade.

Para que servem os nossos impostos?

Em grande parte, para pagar o funcionamento da máquina do Estado que virá a cobrar-nos mais impostos.

Isto é, a grande despesa do Estado consiste em fazer com que a administração do Estado exista – como demonstra o Jorge do Fliscorno neste seu post.

 

Impostos para pagar mais cobrança de impostos

Quando está perdida uma nação?

T. Couture - The Romans of the DecadenceQuando a Economia do país afunda?
Não. As economias funcionam por ciclos e sempre tiveram e terão altos e baixos. Mais cedo ou mais tarde a Economia recuperará.
.

Quando os seus habitantes emigram?
Não. Muitos emigrantes poderão mesmo ajudar a tornar uma má Economia em boa, como é o caso do Brasil.

Quando os políticos são muito incompetentes?
Não. Os políticos também acabam sempre por mudar, mesmo em regimes totalitários, embora isso demore mais tempo e seja mais doloroso que nos regimes democráticos ou para-democráticos (socialistas) como o nosso.

Então, quando está perdida uma nação?
Quando os indivíduos que compõem essa nação deixam de saber distinguir a mentira da verdade, os comportamentos contra-naturais dos que são naturais, a selvajaria da justiça. A História ensina, repetidamente, que as nações desaparecem (ou tornam-se decadentes) quando aceitam a imoralidade.

Nota: Reparem que na origem dos dois primeiros casos  noticiosos lincados como exemplo, no texto acima, existe uma personagem em comum: o actual primeiro ministro deste país.

Aborto: genocídio da nação, suicídio económico.

… O envelhecimento da população tem consequências directas quer a nível social quer a nível económico, uma vez que os níveis correspondentes às idades mais produtivas economicamente começam a ser insuficientes para manter as populações dependentes. …
(Estrutura Etária da População Portuguesa 1991-2001, Estudos sobre os Concelhos/Regiões, 10 Março 2004, Marktest)

 

Piramide etaria 1960-98

 

Piramide etaria 1996-06

 

Menos jovens e uma taxa de natalidade a rondar 1 por cento. Menos 20 mil pessoas com idade de ingressar no mercado de trabalho. E este é só o cenário mais optimista. …
(Portugal: pirâmide etária cada vez mais envelhecida, Diário Digital/LUSA, 13/2/2007, Performance)

Pela primeira nesta década, o número de óbitos excedeu o dos nascimentos em 2007, tendo morrido 103.512 pessoas e nascido 102.492, segundos os dados estatísticos do INE hoje divulgados. …
(Portugal está mais velho, Luísa Meireles, 11 de Set de 2008, Expresso)

Ao definir (a) sua política demográfica o governo tem duas opções: estimular ou dificultar novos nascimentos. Medidas como complementação salarial para auxílio aos pais que têm mais filhos ou aumento de impostos para os jovens de uma certa idade que ainda não tenham filhos, podem ser chamadas natalistas, pois estimulam o aumento da taxa de natalidade. Por outro lado, quando o governo sobretaxa o imposto para pais que têm mais filhos ou desenvolve políticas directas de controle da natalidade como  a liberação do aborto ou distribuição de anticoncepcionais, ele está optando por uma política anti-natalista. (Demografia, na Wikipedia)

O governo português actual tem, claramente, uma política anti-natalidade. O governo português actual deveria defender o futuro da Nação portuguesa e faz exactamente o oposto: hipoteca o futuro do Povo que o elegeu e, promovendo o seu desaparecimento, conduzirá à extinção da sua Cultura e da sua Singularidade.

Sem fazer qualquer recurso a qualquer argumento sociológico, numa mera e crua apreciação biológica e ecológica, o governo português actual conduz a nação portuguesa para a sua própria extinção.

Está mais que na hora deste Povo acordar e castigar aqueles que o atraiçoam. Está mais que na hora de contrariar esta politica de extinção e desrespeito pela Vida, começando já por assinar e divulgar esta petição:

 

Pela Vida

 

Apelo a todos os que visitam este blogue para que participem nesta causa, assinando e divulgando de todas as formas possíveis esta petição. São necessárias (apenas) 4000 assinaturas.

Nota: A petição contra o novo acordo ortográfico tem, neste momento (e ainda bem!), 98074 assinaturas.

“Apesar de tudo isto, a propaganda de que vivemos num mundo horrível tem tido sucesso. Abram os olhos e vejam como é belo o mundo, e como temos sorte, nós, os que estamos vivos!” (Popper, Karl, Unended Quest – an Intellectual Autobiography, Routledge editors, 2006).

 

De volta a Portugal,

e al portoghese, questa grande nazione.

Ah, os portugueses! Um povo absolutamente inimitável.

 

Uma nação de sábios, onde qualquer ajudante sabe mais que o licenciado em Farmácia, qualquer mestre de obras sabe mais que o arquitecto e emenda os cálculos do engenheiro, qualquer endireita se julga um médico, qualquer pessoa com uma moto-serra nas mãos se considera um jardineiro, qualquer licenciado em engenheiria pode fazer “arquitectura”, e dizer com toda a impudência ignorante que qualquer “primeiro-ministro percebe que 3% é diferente de 2,9%, 2,8%, 2,7% ou 2,6%”, até porque, detalhou, “1% do PIB são 170, 180 milhões de euros”.

 

Um povo que aceita, como parte da normalidade, que a obtenção de uma posição laboral não esteja relacionada com a competência ou o mérito do pretendente, mas antes com quem ele conhece; um povo que valoriza mais a esperteza (entendida como a capacidade de tirar lucro de burlas, mentiras e enganos aos outros) do que a inteligência, mais o desenrascanço existencial do que a planificação da vida, mais a graçola boçal do que o dito bem-educado.

 

Zé cagão

 

De volta, pois. Para já. Meditando a afirmação de Cícero: Ubi bene, ibi Patria.

 

Nota de actualização (19:40): Uma nação com a ignorância agora devidamente certificada no programa Novas Oportunidades… ou será “Gandas Oportunidades“?

 

Não ao Tratado de Lisboa – Europa Libera (3)

A luta pela democracia europeia apenas começou.

Difícil democracia.

 

A constituição da República da Irlanda, que data de 1937, diz o seguinte (excertos):

 

CONSTITUTION OF IRELAND

In the Name of the Most Holy Trinity, from Whom is all authority and to Whom, as our final end, all actions both of men and States must be referred,

We, the people of Éire,

Humbly acknowledging all our obligations to our Divine Lord, Jesus Christ, Who sustained our fathers through centuries of trial,

Gratefully remembering their heroic and unremitting struggle to regain the rightful independence of our Nation,

And seeking to promote the common good, with due observance of Prudence, Justice and Charity, so that the dignity and freedom of the individual may be assured, true social order attained, the unity of our country restored, and concord established with other nations,

Do hereby adopt, enact, and give to ourselves this Constitution.

THE NATION

Article 1

The Irish nation hereby affirms its inalienable, indefeasible, and sovereign right to choose its own form of Government, to determine its relations with other nations, and to develop its life, political, economic and cultural, in accordance with its own genius and traditions.

Article 5

Ireland is a sovereign, independent, democratic state.

Article 6

1. All powers of government, legislative, executive and judicial, derive, under God, from the people, whose right it is to designate the rulers of the State and, in final appeal, to decide all questions of national policy, according to the requirements of the common good.

2. …

AMENDMENT OF THE CONSTITUTION

Article 46

1. Any provision of this Constitution may be amended, whether by way of variation, addition, or repeal, in the manner provided by this Article.

2. Every proposal for an amendment of this Constitution shall be initiated in Dáil Éireann as a Bill, and shall upon having been passed or deemed to have been passed by both Houses of the Oireachtas, be submitted by Referendum to the decision of the people in accordance with the law for the time being in force relating to the Referendum.

 

[tradução:

CONSTITUIÇÃO DA IRLANDA

No Nome da Muitíssimo Sagrada Trindade, da quem vem toda a autoridade e a quem, como objectivo último, todas as acções dos homens como dos Estados devem dirigir-se,

Nós, o povo do Éire,

Humildemente reconhecendo todas as nossas obrigações ao nosso Divino Senhor, Jesus Cristo, que sustentou os nossos pais através de séculos de provações,

Lembrando com gratidão a sua luta heróica e irrenunciável para recuperar a justa independência da nossa Nação,

E procurando promover o bem comum, na devida observação da Prudência, da Justiça e da Caridade, para que a dignidade e a liberdade dos indivíduos possa ser assegurada, a verdadeira ordem social alcançada, a unidade do nosso país restaurada, e a concórdia estabelecida com outras nações,

Decidimos adoptar, decretar e conceder a nós mesmos esta constituição.

A NAÇÃO

Artigo 1

A Nação irlandesa afirma por este meio o seu inalienável, inalterável e soberano direito a escolher a sua própria forma de governo, a determinar as suas as suas relações com outras nações, e a determinar a sua vida política, económica e cultural de acordo com o seu próprio génio e tradições.

Artigo 5

A Irlanda é um Estado soberano, independente e democrático.

Artigo 6

1. Todos os poderes do governo, legislativo, executivo e judicial provém, sob o mando de Deus, do povo, cujo direito é o de designar os governantes do Estado e, em último recurso, o de decidir todas as questões da política nacional, de acordo com as exigências do bem comum.

2. …

EMENDA CONSTITUCIONAL

Artigo 46

1. Qualquer provisão desta Constituição pode ser emendada, quer por alteração, acrescento ou revogação, do modo indicado neste A.rtigo.

2. Qualquer proposta para emenda desta Constituição terá início no Dáil Éireann (Câmara baixa do Parlamento) como rascunho, e tendo sido aceite ou perspectivando-se a sua aceitação pelas duas Câmaras do Parlamento, será submetida por Referendo à decisão do povo de acordo com a lei que, ao momento, enquadrar o acto referendário.]

 

A Constituição da República Portuguesa, que data de 1976, afirma por sua vez o seguinte (excertos):

 

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Artigo 1.º (República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Artigo 2.º (Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

Artigo 3.º (Soberania e legalidade)

1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.

2. …

Artigo 10.º – (Sufrágio universal e partidos políticos)

1.O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na Constituição.

2.Os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade popular, no respeito pelos princípios da independência nacional, da unidade do Estado e da democracia política.

Artigo 295.º – (referendo sobre Tratado Europeu)

O disposto no n.º 3 do artigo 115º não prejudica a possibilidade de convocação e de efectivação de referendo sobre a aprovação de tratado que vise a construção e aprofundamento da união europeia.

 

Afinal, porque é que os irlandeses foram consultados em Referendo sobre a perda de soberania nacional que resultará da aceitação do Tratado Constitucional da União Europeia (eufemisticamente chamado Tratado de Lisboa) e OS PORTUGUESES NÃO FORAM CONSULTADOS?

 

A lutar pela própria existência de Portugal!

Que melhor maneira haverá de comemorar o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas?

.

No to Lisbon Treaty – Europa Libera

Final declaration (June 8, 2008): From this day until June 12th this blog’s only activity will be the moderation of new comments. No more information will be added, unless it’s something of extreme importance. The comments will now be taken to the knowledge of the largest possible number of Irish voters on the referendum. Dishonest and paltry ways left the Irish alone to take this huge decision, with this heavy responsibility. Please, be brave and vote NO to this undemocratic way to build Europe.

(tradução) Declaração Final (8 de Junho, 2008): Desde este dia até 12 de Junho, a única actividade deste blogue será a moderação de novos comentários. Não se adicionará nova informação, a não ser que seja algo de extrema importância. Os comentários serão agora levados ao conhecimento do maior número possível de votantes irlandeses no referendo (ao tratado dito de Lisboa). Manobras desonestas e mesquinhas deixaram os irlandeses sozinhos perante esta tremenda decisão, com esta enorme responsabilidade. Por favor, sejam corajosos e votem NÃO a esta maneira nada democrática de construir a Europa.

Se houver que demonstrar a diferença entre um verdadeiro e um falso português, usem-se estas duas maneiras bem distintas de apreciar Portugal e os seus símbolos:

1. (138) HERÓIS DO MAR
am.ma 10-06-2008 GTM 1 @ 00:53

praça dos descobrimentos

2. dia da raça, de camões e das imbecilidades
10 Junho 2008 | por pedro vieira, o irmaolucia

Só hoje pude compreender completamente o significado mais profundo e o alcance profético do último poema da Mensagem de Fernando Pessoa, Nevoeiro:

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

Nota: Mais alguém terá reparado que os “heróis” da selecção nacional(?) de futebol são: um jogador brasileiro (naturalizado) chamado Pepe; um jogador brasileiro (naturalizado) chamado Deco; um treinador brasileiro (não naturalizado) chamado Scolari?

Nota 2: As nações também morrem, por vezes até de desgosto.

(Pequenas correcções e acrescento da nota 2 pelas 12:00 horas)

O aeroporto em Alcochete…

… não é uma vitória da nação!

 

A única vitória para os portugueses, decorrente desta escolha de Alcochete para construir o novo aeroporto de Lisboa, é a certeza que este socialismo absolutista (ou despótico, como preferirem) é derrotável, foi derrotado e pode continuar a sê-lo.

Vitória de Samotrácia

A única verdadeira derrota desta decisão, é a das gentes da Ota e limítrofes, que não perderam apenas o aeroporto: perderam, deste modo, também a esperança.

Ainda assim, Sócrates conseguiu impor o seu oportunismo, com a manobra diversão do assunto – política e pessoalmente mais penoso – respeitante à mentira sobre a realização do referendo ao Tratado Constitucional Europeu.

“… 7Com efeito, o mistério da iniquidade já está em acção; basta que seja afastado aquele que agora o detém. …” (2ª Tessalonicenses, 2)