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Os mercados seguram Portugal à beira do precipício da dívida.

Porque uma imagem vale mesmo (pelo menos neste caso) por mil palavras.

Portugal, posição face aos mercados.

Para os que andaram entretidos com a novela BPN/Cavaco e não foram acompanhando as notícias relativas a mais um mau negócio do Estado português, na tentativa desesperada de se financiar sem recorrer ao FMI, ficam aqui os linques para duas (1) (2) notícias que resumem bem todo o desenvolvimento da situação.

O maior mediador imobiliário de Portugal é o fisco.

(Em confirmação deste postal publicado aqui no Jardim há mais de dois anos.)

Uma conhecida  grande empresa de mediação imobiliária em Portugal publicita-se afirmando: Ninguém em Portugal vende mais casas que a (nome da empresa) – Vendemos 2 casas por hora.

Vendemos 2 casa por hora 

Trata-se de  publicidade enganosa, como pode facilmente verificar-se através do texto desta notícia:


Desde o início do ano o Fisco vendeu 3.507 casas penhoradas, o que equivale a 90 casas por dia, segundo os dados da Direcção-Geral dos Impostos. O número representa um aumento do ritmo de venda, já que no ano passado, o organismo liderado por Azevedo Pereira vendeu uma média de 72 casas penhoradas por dia.

(Fisco vende 90 casas penhoradas por dia, Paula Cravina de Sousa, 09/02/10, Diário Económico)

Feitas as contas, para permitir a comparação,

90 casas/dia : 24 horas = 3,75 casa/hora

o fisco vende aproximadamente 4 casas por hora, o dobro da referida empresa.

Para além duma vergonhosa concorrência desleal num importantíssimo sector comercial, a qual provoca uma enorme distorção no mercado do imobiliário nacional, esta acção do Estado  socialista – através da sua Administração Fiscal – é a continuação do verdadeiro capitalismo de Estado que tem lugar há mais de 30 anos em Portugal.

Não perca um dos próximos postais onde será explicada e devidamente fundamentada esta última afirmação.

A ajuda do governo de sócrates às pequenas empresas.

No final da semana passada tentei ligar ao meu amigo João – técnico informático e dono de uma pequena loja/oficina de “assemblagem” de computadores – para tentar esclarecer uma dúvida informática. Como o telefone da loja dava sinal de desligado telefonei-lhe para o telemóvel. “Então João, esqueceste-te de pagar o telefone?” – perguntei. “Não, já não tenho a loja” – respondeu-me. “Ah! O que aconteceu João?” – voltei a questionar. “Nada de especial. Só que este ano quase não vendi nada. Como sabes, vendia especialmente para jovens estudantes que compravam inicialmente sistemas básicos a que depois iam juntando componentes; só que agora andam para aí a distribuir os Magalhães… Percebes? Já nem dava para pagar a renda da loja.”.
Este é o terceiro caso de abandono desta actividade de que tomo conhecimento só no pequeno círculo dos amigos próximos.
Eis o exemplo do apoio governamental socialista às pequenas empresas (como a JP Sá Couto!!!) mais… (como dizer?) amigas?

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Complementos:

NetConsumo.com
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Falências: Associação das PME quer novo “plano Mateus”
… as linhas de crédito aprovadas pelo Governo não resolvem o problema, acrescenta o matutino: “A situação das empresas está muito difícil, não conseguem vender nem escoar os stocks. As linhas de crédito não são solução porque as empresas têm de oferecer garantias e não as têm”…

NovoPress Portugal
Famílias ciganas vendem Magalhães em feiras
Colocado pela novopress em Geral de 05/05/2009
… várias famílias de etnia cigana vendem, um pouco por todo o País, os famosos computadores Magalhães em feiras. Tal é possível pois os mesmos destinavam-se aos filhos(as) estudantes das respectivas famílias – recebendo-os gratuitamente por pertencerem ao escalão mais baixo – …

Prints de 2 anúncios de venda em 2ª mão de portáteis Magalhães no sítio Custo Justo, um “com extras” o outro com “poucas horas de uso”:

Anúncio: Portátil Magalhães com extras!

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Anúncio: Magalhães por apenas 220euros

 

Nova distorção do mercado de arrendamento urbano em Portugal…

ou, os senhorios que paguem (outra vez) a crise.

 

 

Limite

 

Não se pode ser um modesto proprietário em Portugal. Que o digam os proprietários de milhares de prédios neste país que tiveram o azar de os ter arrendados à data do pós-revolução e viram as rendas e os contratos “congelados”. Passaram a ser proprietários apenas para a cobrança dos impostos e para o pagamento de obras coercivas sempre que os municípios assim o entendiam, impossibilitados de renegociar os montantes dos alugueres e os períodos de ocupação dos imóveis, sem poderem vender por não ser possível a libertação de arrendamentos economicamente suicidas (alguém conhecido pagava, em 1990, 20 mil escudos mensais para amortizar obras coercivas e recebia 60 escudos de renda).

O estado de degradação do parque habitacional já existente em 1975/76 é o espelho desta imposição de um Estado “social” à custa dos bens alheios.

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Vinte anos depois, em 2006, entra em vigor o Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU, Lei nº. 6/2006 de 27 de Fevereiro), cujo único beneficiado é o Estado:

Dentro de um mês, milhares de proprietários de imóveis serão confrontados com aumentos até aos 120 euros a título de imposto municipal sobre imóveis (IMI), a ex-contribuição autárquica. As notas de cobrança do fisco começam a seguir já esta semana, via Correios. Uma quantia a somar ao aumento de 105 euros aplicados aos contribuintes no ano passado, exigido pela chamada cláusula de salvaguarda do IMI, que amortece o aumento anual do imposto, resultante da actualização do valor patrimonial dos imóveis.
Desde há quatro anos que os proprietários de imóveis “sofrem na pele” o aumento consecutivo do imposto. E o crescimento da carga fiscal autárquica continuará até 2011, de acordo com a “revisão de calendário” efectuada no Orçamento do Estado para 2008. Assim, em 2009, o aumento do IMI será de 135 euros, aumentando a uma cadência de 15 euros anuais até 2011. Nesse ano acaba a “almofada” e o aumento do imposto será sem limite, atingindo o produto da taxa aplicada – em vigor na respectiva localidade – pelo valor patrimonial. …

Para as autarquias, o imposto é uma fonte inesgotável de receitas. Por exemplo, entre 2004 e 2007, as receitas de IMI para a Câmara de Lisboa aumentaram 17%, cerca de 11,1 milhões de euros. A autarquia estima que, entre 2007 e 2012, atinjam 159,2 milhões, mais 87%, já incluído o impacto provocado pelo fim da almofada “cláusula de salvaguarda”. … (DN, 02-03-2008, Rudolfo Rebêlo, Proprietários pagam mais 120 euros de IMI).

Para senhorios, inquilinos e, especialmente, para o património habitacional nada mudou.

Dos 390 mil contratos abrangidos pela nova lei do arrendamento (NRAU), só três foram actualizados no último ano. Os números são oficiais e contrastam com os objectivos estabelecidos pelo Governo para a nova lei, que continua sem produzir resultados palpáveis no mercado, doze meses depois da sua publicação em Diário da República. …

A nova Lei das Rendas, ao contrário daquilo que era expectável, não conduziu a alterações profundas em sede do arrendamento habitacional.

Aguardava-se por uma alteração profunda do ordenamento do arrendamento urbano, cuja expectativa partia de todos os intervenientes: inquilinos, senhorios e investidores”, explica Inês Martins Rodrigues. Para a advogada, especialista nesta matéria, não se pode considerar que o novo diploma, em vigor desde Junho, contenha “alterações profundas, nem tão pouco que as repercussões tenham sido visíveis”. …

Inquilinos Lisbonenses

Para reabilitar o património é necessário criar uma solução tripartida, à semelhança daquilo que foi feito com o Plano Especial de Realojamento, que permitiu resolver o problema das barracas, defende o presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses. … Os proprietários dos imóveis encontram-se, na sua maioria, descapitalizados, o que significa que não avançam para as obras e que os inquilinos continuam a viver sem condições. (Romão Lavadinho)

Proprietários de Lisboa

Os proprietários acusam o Governo de ainda não ter anunciado o novo programa de apoios para recuperar o património que se tem vindo a degradar nas últimas décadas, devido ao congelamento das rendas. Manuel Metelo explica que grande parte dos senhorios são idosos e não têm capacidade financeira para fazer face a obras muito avultadas. ( Manuel Metelo)

(Diário Económico, 2007-02-27, Rita Vieira, Só três senhorios subiram rendas)

 

Passados três anos apenas, a partir de Janeiro de 2009, desculpando-se com a crise (crise para quem?), o Governo dá a machadada final no mercado livre de arrendamento em Portugal com a criação dos fundos de investimento imobiliário e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habitacional (FIIAH e SIIAH), os quais ficarão escandalosamente isentados do pagamento de imposto municipal sobre imóveis (IMI) de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC) e de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS).

A proposta de Orçamento de Estado que o Governo apresenta para 2009 estabelece um mecanismo com o objectivo claro de apoiar a banca e as famílias a ultrapassar os problemas trazidos pelo aumento das taxas de juros e o consequente aumento do crédito mal parado. …

O incentivo à compra destas unidades de participação é feito através de benefícios fiscais. Os rendimentos obtidos por FIIAH ficam isentos do pagamento de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS). …

 

O regime tributário especial vigora também em sede do património. Enquanto se mantiverem na certeira do FIIAH, os prédios urbanos destinados a arrendamento para habitação ficam isentos de Imposto Municipal sobre Imóveis, e as aquisições de prédios e fracções estão também isentas do pagamento de IMT. … (Público, 14.10.2008, Luísa Pinto, Governo impulsiona criação de fundos de investimento para arrendamento habitacional)

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Estes fundos e sociedades destinam-se pois, declaradamente (descaradamente), a beneficiar os bancos que subitamente se viram proprietários de uma enorme quantidade de imóveis por execução das hipotecas sobre os devedores insolventes.

Após mais de 30 anos a explorar todos aqueles que precisavam de uma casa e não tinham outra solução senão recorrer à compra a crédito – dado que o mercado de arrendamento se encontrava moribundo – os bancos têm agora uma Nova Oportunidade para continuar a explorar, com total isenção de impostos, a empobrecida gleba nacional que já não pode suportar a compra do abrigo que precisa para a sua existência.

Coitadinhos dos bancos! Querem ver?

Segunda-Feira, 31 de Julho de 2006

Bancos roubam legalmente o Estado Português

O que faz a banca para não pagar impostos e para ocultar os lucros reais que obtém?

Em 2005, mais de 1.500 milhões de euros de lucro não pagaram IRC.

por Eugénio Rosa… (no blogue Vassoura)

impostos banca 04-05

 

Estão a mexer no nosso bolso

Impostos pagos pelos bancos voltam a diminuir

Faria de Almeida – Sexta-feira, 2 Maio, 2008… (no jornal popular Mudar de Vida)

impostos banca 06-07

 

 

Confiar no urso.

Crise financeira mundial 2008-10-07 00:05
Urso apadrinha empresas nacionais em Wall Street
Um dia antes da apresentação nacional na bolsa, não faltou sequer um incómodo urso. (…)*

I'm lost too

 

Vítor Constâncio 2008-10-07 11:35
“Não confiem em rumores e no que se diz”
“O que é importante é que ninguém confie em rumores e no que se diz, e confiem no que dizem publicamente e expressamente as autoridades “, assegurou hoje o governador do banco de Portugal à margem de um encontro com governadores dos bancos centrais dos PALOP (…)*

Crise financeira mundial 2008-10-07 00:05
Grandes fortunas caem para metade
A crise das bolsas emagreceu o património dos maiores investidores da praça portuguesa em 8,4 mil milhões de euros. (…)*

*no Diário Económico

Apelo à resistência dos accionistas do BCP…

… contra a tomada pelo poder político vigente.

 

Solicita-me o companheiro António Balbino Caldeira, do blogue Do Portugal Profundo, cooperação num apelo à resistência dos accionistas e clientes do BCP à tomada impositiva pelo poder político vigente, nos seguintes termos:

“A luta por um Portugal mais livre e mais próspero deve motivar a nossa unidade. Se os vossos blogues quiserem aderir e amplificar o movimento, creio que isso seria útil para garantir a liberdade que deve vigorar na economia.”

Reconheço a minha (nossa, dos blogues) pequenez face aos interesses e forças em presença. Por outro lado, conheço de cor a descrição da luta de David contra Golias e, especialmente, o seu desfecho inesperado.

Prepotência

Porque estou de acordo com o princípio que “a liberdade (…) deve vigorar na economia”, adiro a este apelo e o propalo.

“A manobra de tomada do poder do privado BCP pelo socratismo socialista só se concretizará se os accionistas e clientes do banco a consentirem. Portanto, vamos lá aquecer os motores dos blogues e dar oportunidade à cidadania de participar de mais uma campanha de limpeza do País. A sugestão Do Portugal Profundo é a de que através dos blogues e e-mail se divulgue o seguinte.

A manobra de tomada do poder do privado BCP pelo socratismo socialista só se concretizará se os accionistas e clientes do banco a consentirem. Portanto, vamos lá aquecer os motores dos blogues e dar oportunidade à cidadania de participar de mais uma campanha de limpeza do País. A sugestão Do Portugal Profundo é a de que através dos blogues e e-mail se divulgue o seguinte.

Os accionistas e os clientes do Millenium BCP e das suas empresas participadas (p. 107-109 do Relatório e Contas de 2006) – por exemplo, o BCP detém 30% da Unicre e 21,5% da SIBS – que não aceitarem a tomada de poder das empresas do grupo financeiro e segurador privado pela clique do socratismo socialista resigenem-se ou, se não concordarem com a manobra governamental, escrevam um mail, carta ou fax aos responsáveis das suas contas, gerentes e dirigentes das empresas em causa, bem como ao presidente e vice-presidente da Assembleia Geral com o seguinte teor ou similar:

“Fulano, cliente (e accionista) com a conta n.º ………… da empresa X do Millenium BCP, vem informar do iminente cancelamento da conta na V/ empresa, se for concretizada a tomada de poder do grupo pela facção do socratismo socialista na próxima Assembleia Geral de 15 de Janeiro de 2008, com a qual não concorda.”

As mensagens devem ainda ser dirigidas para BCP, Avenida Doutor Mário Soares (Tagus Park) Edf. 9 / Piso 1, 2744 – 005 Porto Salvo ou para provedoria.cliente@millenniumbcp.pt; e enviadas sempre com conhecimento ao presidente (Prof. Doutor Germano Marques da Silva – gms@fd.ucp.pt ) e vice-presidente da Assembleia Geral do banco (eng. Ângelo Ludgero Marques – cifial@cifial.pt) ou para investors@millenniumbcp.pt (que farão chegar as mensagens aos dois responsáveis da assembleia geral).

Os accionistas que não concordarem com esta tomada de poder pelo socratismo socialista do Millenium BCP poderão participar na Assembleia Geral de Accionistas de 15 de Janeiro de 2008, pelas 14 horas, no centro de congressos da Alfândega do Porto, na cidade do Porto, e de viva voz, reclamarem contra a proposta apresentada. …”

Aut non tentaris, aut perfice [ou não se começa, ou leva-se até ao fim]

(Ovídio, poeta latino)