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May Day.

“There will be a time when our silence will be more powerful than the voices you strangle today.”

(Virá um tempo em que o nosso silêncio será mais poderoso do que estas vozes que sufocais hoje.)

MayDay 2010: dá a volta à precariedade.

May Day 2010 - cartaz
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Ser precário é eventualmente fazer estágios de profissionalização para animar as estatísticas do governo.
Ser precário é não ter a certeza de arranjar trabalho amanhã.
Ser precário é não ter direito ao subsídio de desemprego, mesmo quando já se trabalhou muito e agora não se tem trabalho.
Ser precário é ser obrigado a fazer descontos mesmo quando não se ganhou dinheiro.
Ser precário é receber um salário de miséria e engrossar o cabedal das empresas de trabalho temporário, muitas delas nas mãos dos boys e dos manda-chuvas dos grandes partidos.
Ser precário é não ser contabilizado nas já extensas listas dos desempregados.
Ser precário é trabalhar sem contrato e poder sempre ser despedido sem justa causa.
Ser precário é estar sistematicamente «à experiência», por muito comprovadamente experiente que se seja.

Ser precário é não poder ter filhos, porque os patrões não gostam de grávidas, nem de mães competentes, nem de pais demasiado presentes.

Ser precário é não ter a certeza de poder pagar a renda, é ter a certeza de que o dinheiro não dá para todas as facturas.
Ser precário é ter de comer menos e menos vezes por dia, excepto quando a família ou os amigos se compadecem.

Ser precário é ter vontade de ir para a rua gritar.
Ser precário é ser obrigado a ir para a rua gritar.
Ser precário é decidir ir para a rua gritar.


Ser precário é, de súbito, ter consciência de que se todos dermos as mãos e batermos os pés, O MUNDO TREME.
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Calcula-se que os trabalhadores precários sejam actualmente mais de 1 milhão e 500 mil. Se apenas 1 em cada 10 for à manifestação serão 150 mil pessoas unidas no mesmo protesto – 150 mil… “eles” vão dar por isso.
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Convite aos trabalhadores precários, tarefeiros, temporários e

a todos os ‘mal-empregados’ em geral.

 

MAyDay Lx 2010 - Reunir 20 Março

 

Quem desconta obrigatoriamente para a Segurança Social tem que ter, no mínimo, o direito a apoio nos períodos de doença e a subsídio no desemprego.

Os direitos conquistam-se lutando!
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Hoje não esquecer: MayDay, MayDay!

Precário(a), temporário(a), estagiário(a), desempregado(a), explorado(a), vai manifestar-te HOJE pelo TEU DIREITO a seres TRATADO COMO UMA PESSOA.

Cartaz parada may day lisboa 2009

Em Lisboa: concentração ao meio-dia no Largo Luís de Camões. Ainda tens tempo – o desfile é só às 2 e meia da tarde.

Cartaz oficial mayday Porto 2009

No Porto: concentração ao meio-dia na Praça dos Poveiro. Ainda vais a tempo. Leva “morfes” e partilha, porque vai lá haver muita gente gira de certeza.

Se tu não cuidares de ti, quem cuidará?

Solidariedade em dia de luta MayDay.

Apelo à acção, campanha Trabalho Decente Vida Decente – Call to action, campaign Decent Life Decent Work.

 

Sobre este assunto espreitem o excelente postal da am.ma, Acerca do trabalho precário, no blogue A Imagem da Paisagem e não deixem de participar. A luta não acaba no final da parada Mayday. A luta continua enquanto persistir a injusta exploração, a minha e a do meu semelhante, através do mundo, do tempo e das gerações.

Aquilo porque devemos lutar é muito maior do que cada um de nós, maior do que os movimentos a que cada um pertence (Ferve, Precários Inflexíveis, ABIC, Lisboa em Alerta, …), maior do que as manifestações MayDay que vão ter lugar hoje em várias cidades da Europa.

Aquilo porque temos de lutar tem vários nomes: Vida, Dignidade, Esperança, Paz e Justiça Social.

A paz é muito mais do que a ausência da guerra. Ao partir para a luta faço-me acompanhar por dois pensamentos de S. Tomás de Aquino: “O bem universal triunfa sobre todo o bem particular” e “Aquele que procura o bem comum da multidão procura por consequência o seu próprio bem”.

Entrada do texto da petição Decent Work Decent Life:

Apesar do desenvolvimento económico mundial, a maior parte da população não vê qualquer melhoria nas suas vidas.
A par do desemprego aberto significativo, há muita gente subempregada ou que não é paga pelo trabalho executado. Metade dos trabalhadores no mundo ganha menos de 2 dólares por dia, 12,3 milhões de mulheres e homens trabalham em regime de escravidão, 200 milhões de crianças com menos de 15 anos trabalham em vez de irem à escola, 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente devido a acidentes e doenças relacionados com o trabalho. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em vias de desenvolvimento, as pessoas trabalham mais por menos dinheiro e há cada vez mais pessoas – cuja esmagadora maioria são mulheres – forçadas a viverem na chamada economia informal, sem protecção social nem direitos e com empregos precários. Entretanto, as empresas utilizam a ameaça da externalização para reduzir os salários, e o “jogo de forças” pelos direitos, como o direito à negociação colectiva e à greve. Os sindicalistas que combatem estas tendências são despedidos, ameaçados, presos e mesmo mortos.
Só um sistema internacional baseado na solidariedade e no respeito pelos direitos das pessoas, como o prevêem as convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pode pôr termo a estas tendências. Apelamos aos nossos governos que assinem estas convenções, as implementem urgentemente e coloquem o trabalho decente no centro das suas decisões políticas.

MayDay, MayDay, é preciso limpar Portugal:

da hipocrisia, do oportunismo, da mentira, da exploração e de todas as porcarias afins.

É inegável que existe liberdade de expressão em Portugal. Pelo menos alguns dizem tudo o que lhes vem à cabeça.

Portugal é mesmo uma terra de oportunidades. Pelo menos alguns fazem tudo o que querem e sobra-lhes tempo para mais.

Em ambos os casos, basta que se faça parte da oligarquia política que detém o poder…

“Vitalino Canas, vice-presidente da bancada parlamentar socialista, afirmou esta quinta-feira que «caricaturistas irresponsáveis e fundamentalistas violentos estão bem uns para os outros».” (TSF Online, Caricaturistas e radicais «bem uns para os outros», 22:01/09 de Fevereiro 06)

“O porta-voz do PS defendeu hoje que as alterações à Lei Geral Tributária que possibilitam o levantamento do sigilo bancário aos contribuintes que reclamem de decisões do fisco conciliam os direitos dos cidadãos e o interesse público.” (Diário Digital, PS diz que alterações à Lei Geral Tributária são equilibradas, 30-07-2007 18:41:00)

“Vitalino Canas diz que a ministra (da Educação) tem feito bom trabalho, tendo “mostrado muita determinação, muita coragem e espírito de serviço público de defesa da escola púbica”, considera.” (RR Renascença, Informação, Vitalino Canas defende ministra, 28-02-2008 11:59)

“O porta-voz socialista Vitalino Canas disse ontem que “todos os objectivos” a que o Governo e o partido se propuseram foram alcançados, recusando no balanço de três anos de governação, “perder tempo” com o que se fez mal.” (TV Net, “Todos os objectivos do PS foram alcançados”, 2008-03-12 11:46 GMT)

É necessário mudar este ominoso presente para que haja um futuro melhor. É preciso fazê-lo pacificamente da única maneira possível para o povo (os pobres, os sem poder): ir para a rua exigir a mudança numa mega-manifestação, a maior manifestação que os instalados alguma vez terão visto.

É indispensável a participação de todos. Todos ao May Day no dia 1 de Maio. Informem-se agora mesmo.

Tomem a iniciativa sobre a Vossa própria vida, não deixem que Vos determinem um futuro sem Futuro. Venham fazer História, porque é assim que os humildes podem fazê-la e foi assim que sempre a fizeram.

Diz que é o ministro do trabalho…

e da Solidariedade Social!

“… No entanto, o responsável (o dito ministro) defende o direito do Estado a contratar a recibos verdes, desde que seja legal e por opção das duas partes. …” (TSF-Online, Legislação Laboral – Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08)

Revoltante, não é? Chegou a hora de mudar Portugal, mudando aqueles que o governam mal.

Ao povo (aos pobres, aos sem poder) só resta uma maneira de forçar a mudança: ir para a rua exigi-la numa enorme manifestação. Se todos participarem é possível juntar 500 mil.

É preciso participar no dia 1 de Maio na parada de precários May Day. Não fiquem em casa, tomem o Vosso destino nas Vossas próprias mãos. Informem-se agora.

Maio é o mês das mudanças sociais profundas e das lutas (vitoriosas) da juventude… pelo menos desde 1968 ;).

MayDay – solidariedade com a luta por uma verdadeira justiça social.

São precisos mais 100.000, para dar uma lição de luta contra a injustiça social aos actuais governantes PS (pseudo-socialistas).

“Nos dias 27 e 28 de Março, quinta e sexta-feira respectivamente, vão decorrer, na Assembleia da República, as audiências solicitadas pelo FERVE – Fartos/as d’Estes Recibos Verdes aos partidos políticos com assento parlamentar. Bloco de Esquerda (27/02/2008), Os Verdes (03/03/2008), o PSD (04/03/2008), o PCP (05/03/2008) e o CDS/PP (14/04/2008) aceitaram a solicitação de audiência do FERVE. Continuamos a aguardar confirmação por parte do Partido Socialista. …” (FERVE na Assembleia da República)

Os trabalhadores sem direitos (mas com deveres*) apelam a todos os blogues e a todos os Cidadãos (com C maiúsculo) para a divulgação da sua causa e para a participação na sua luta por uma Verdadeira Justiça Social.

MayDay blog sticker

………MayDay sticker blog

Participe nesta luta, divulgue esta causa. Use os stickers e linque: http://www.maydaylisboa.net

“Desde a organização do MAYDAY do ano passado, os grupos Precários Inflexíveis e FERVE não pararam de agir, reunir, dar entrevistas, recolher testemunhos e estar atentos às irregularidades laborais. A questão da precariedade deve estar presente todos os dias para podermos saber o que é, o que se passa e como é que devemos exigir aos nossos dirigentes que se debrucem seriamente sobre este problema cada vez mais premente.
Devido à abrangência da precariedade, isto é, pelo facto da condição precária atingir vários sectores laborais, fazendo com que não tenha havido uma verdadeira solidariedade, um verdadeiro corpo de precários organizados, há que contemplar o facto que estamos todos ameaçados a maior ou menor prazo! Esta ameaça não é pontual, porque atinge cada vez mais trabalhadores! Esta ameaça não é inócua e não diz respeito apenas a uns quantos! Temos de deixar de pensar em termos particulares. Temos de pensar numa dimensão maior, porque isto vai envolver as gerações futuras!
Devemos exigir direitos que sejam justos! Devemos exigir que sejam contempladas, analisadas e resolvidas todas as questões que envolvem a Segurança Social, a Saúde, os Subsídios de férias, de Desemprego, os assuntos relativos aos compromissos laborais, sociais e fiscais das entidades patronais para com o Trabalhador e o Estado.
Devemos exigir um sistema de descontos na Segurança Social mais equitativo que contemple a situação laboral do trabalhador precário, isto enquanto trabalhador independente/ a recibo verde, e do agregado familiar, assim como a participação das várias entidades patronais que contratam a recibo verde. …” (Brevemente… Precári@s nas Caldas)

*Até os antigos romanos eram mais justos que estes pseudo-socialistas: não cobravam impostos aos pobres!