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Lições de autodefesa para fotojornalistas (e outros) nas manifestações políticas em Portugal.

Tendo em consideração os antecedentes e as ameaças da polícia relativamente às próximas manifestações.

Constituição da República Portuguesa
Artigo 21.º
Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública

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O grande democrata.

Os acontecimentos, ontem, quinta-feira 26 de Maio:

Algumas dezenas de pessoas concentraram-se nas imediações do comício do PS em Faro, no Largo da Pontinha, em protesto contra a política do Governo, designadamente a cobrança de portagens na Via do Infante, a A22.
Enquanto discursou o primeiro orador do comício, o líder do PS/Faro, Miguel Freitas, ouviu-se do exterior um coro de assobios, mesmo quando este dirigente procurou atribuir a responsabilidade ao PSD pela decisão de se começar a cobrar portagens na Via do Infante.
Os manifestantes traziam faixas onde se podia ler “portagens na A22 não”, “auditorias às contas públicas já” ou “estamos fartos de ser roubados”.
A PSP fez uma detenção e identificou alguns membros do grupo. Ainda antes de o secretário-geral do PS, José Sócrates, abandonar o Largo da Pontinha, os agentes da polícia começaram a identificar alguns dos elementos que empunhavam cartazes e que assobiavam em reacção aos discursos dos oradores.
(1)

A democracia segundo Sócrates

A opinião do grande democrata sobre os acontecimentos:


Para José Sócrates, a manifestação realizada à porta do seu comício foi própria de pessoas que “não sabem o que é a democracia, nem o direito de manifestação por parte dos partidos”.
(1)

O que diz a Constituição do país onde o grande democrata é primeiro-ministro:

Artigo 45.º – (Direito de reunião e de manifestação)
1.Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2.A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.

Conclusão:

Que pena o grande democrata já não ter tempo até dia 5 de Junho para mandar rever a Constituição da República Portuguesa, ordenando a exclusão destes artigos ostensivamente contrários ao seu mais elevado conceito de democracia.

(1) Confusão marcou comício de ontem à noite do PS, por Lusa, 27 de Maio de 2011, Visão