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Mais um título para Lisboa.

Depois de ter sido “eleita” a “melhor cidade europeia para escapadelas“, ou “melhor cidade europeia para viagens de curta duração” – conforme as versões jornalísticas -, Lisboa obtém mais um título, o de “cidade menos honesta do mundo“.

Carteirista lisboeta

Concluindo, Lisboa é o melhor destino da Europa para rapidinhas, digo, escapadelas ou estadias de curta duração mas… sempre com a mãozinha na carteira, pessoal. Esta é também, sem dúvida, mais uma vitória para António Costa.

Sobre a importância de estar presente na manifestação de hoje, 26 de Janeiro.

Ainda que o momento (o timing, como é fino dizer agora) seja (e é!) péssimo e a Fenprof esteja (que está!) a politizar a manifestação (o que faz com que muitos imediatamente desejem afastar-se) é muito importante estar hoje presente no Marquês de Pombal às 3 horas da tarde para a manifestação em defesa da Escola Pública. Que quem me lê fique a saber que a luta pela Escola Pública não é dos professores, mas de todos aqueles cujos filhos se verão brevemente impossibiltados de continuar a estudar por incapacidade financeira. (veja também este artigo anterior)

Manifestação de 26 de Janeiro de 2013 - pela Escola Pública

… Don’t miss this: Engaging fellowship in the Spirit is the primary object of every measure we take against human government. How hard is it to realize a fundamental element in government’s campaign to rule all things is isolating each of us from the other? In isolation we are powerless to resist forced conglomeration. By taking a competing path to unity, we form a ‘de facto’ alternative government. The primary nature of our rebellion is counteracting that shift of power from the local to the central authority.
In political theory, it is widely recognized the definition of government is a monopoly of violent force. Every government is merely a conspiracy of folks seizing power over others, whether by actual violence or only threatening it. While a strong civil culture helps, at the bottom of every ruling power is the threat of force. When any entity, external or internal, threatens that power by exercising a competing violent force, that entity becomes a de facto government of sorts. It need not seek immediately the total control exercised by the official government, only a measure of control over certain elements of the circumstances. It’s competing for control, nothing more. … (transcrito daqui, subtítulo Weapons versus Weapons)*

*Se alguém precisar do texto acima traduzido basta solicitar na caixa de comentários e eu o traduzirei.

Quando os eleitos têm medo dos eleitores…

É sempre muito mau sinal.

Nota: Nenhum cobarde pode representar a nação portuguesa.

12 de Março: para isto mudar é preciso lá estar.

Todas as imagens têm linques com informações importantes sobre a manifestação: convocatória, manifesto, fórum para combinar transportes e boleias, autocarros da Associação Académica de Coimbra.
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Isto tem que mudar - 12 de Março vou lá estar.
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Isto tem que mudar - dia 12 vou lá estar (2)
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Isto tem que mudar - dia 12 vou lá estar (3)
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Isto tem que mudar - dia 12 vou lá estar (4)

O que isto está mesmo a precisar é duma…

Nortada.

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Amigo vem. E, já agora…

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Traz outro amigo também.

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Em resposta ao postal “Atenção, camaradas!!!“, no Blasfémias.
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Hoje não esquecer: MayDay, MayDay!

Precário(a), temporário(a), estagiário(a), desempregado(a), explorado(a), vai manifestar-te HOJE pelo TEU DIREITO a seres TRATADO COMO UMA PESSOA.

Cartaz parada may day lisboa 2009

Em Lisboa: concentração ao meio-dia no Largo Luís de Camões. Ainda tens tempo – o desfile é só às 2 e meia da tarde.

Cartaz oficial mayday Porto 2009

No Porto: concentração ao meio-dia na Praça dos Poveiro. Ainda vais a tempo. Leva “morfes” e partilha, porque vai lá haver muita gente gira de certeza.

Se tu não cuidares de ti, quem cuidará?

Alcochete, o Freeport, o NAL e… sabe-se lá o quê mais?

“Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe” (Porque duvido, penso; porque penso, existo).

 

Esta é a frase original do filósofo e matemático francês Descartes na sua obra Discours de la Méthode, a qual está na origem da muito usada expressão latina Cogito ergo sum, esta incompleta (completa seria: Dubito, ergo cogito, ergo sum) e proveniente da posterior tradução para latim da mencionada obra.

 

Assim, pode afirmar-se que é a dúvida que conduz, em última análise, ao conhecimento da existência – a própria ou a de qualquer outra coisa.

 

Grande negócio globalGrande negócio global 2

 

Vem isto a propósito da contínua relação do nome Alcochete com o do actual infausto primeiro-ministro. Sexto Empírico, um dos grandes continuadores de Pirro e do seu Cepticismo, escreve: “o fogo, que por essência queima, causa em cada um a representação de ser quente”1 e, também, “O fenómeno prevalece sobre todas as coisas, onde quer que se mostre”2. Em linguagem popular dir-se-ia: “Onde há fumo, há fogo” e “Onde está o fogo, a luz aparece” ou “Trabalho feito de noite, de dia aparece”.

 

No dia 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições legislativas que retiraram o PS do poder, foi aprovado em Conselho de Ministros (o último da legislatura) o Decreto-Lei nº 140/2002 que reduziu a Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo e assim viabilizou a construção do Freeport em Alcochete. Era então ministro do Ambiente o actual primeiro-ministro.

 

O Freeport de Alcochete é um enorme centro comercial (o maior da Europa, segundo a sua própria publicidade), situado no “deserto” da margem Sul onde “jamais” (leia-se em francês: jamé) poderia localizar-se qualquer grande infra-estrutura, como, por exemplo, o novo aeroporto de Lisboa – isto, de acordo com o, ainda, ministro das Obras Públicas, o Eng.º Mário Lino (que é mesmo engenheiro, também segundo as suas próprias palavras). E, na verdade, o Freeport Outlet Alcochete terá chegado a estar mesmo à beira da falência em 2007, depois de anos em crise.

 

É então, também em 2007 (que coincidência!), que começam a circular notícias pondo ostensivamente em causa a localização na Ota do novo aeroporto de Lisboa (NAL) e aparece o estudo de uma alternativa à Ota da CIP (que conveniente!), entre outros,feito a pedido do primeiro-ministro, José Sócrates, o qual aponta a zona do campo de tiro de Alcochete como melhor alternativa para a localização do novo aeroporto. A este propósito leiam-se os postais anteriores deste Jardim, Lisboa – Novo Aeroporto Ou Novo “Ageitoporto”? e Lisboa – Novo Aeroporto Ou Novo “Ageitoporto”? (Parte 2).

 

Eis que de repente, não mais que de repente, prepara-se para nascer no “deserto de Alcochete”, uma espécie de Las Vegas à portuguesa. Tudo ali, ao pé umas coisas das outras, numa felicíssima coincidência. Terá o Zézito “bolado” este plano infalível? Ná! Isto requer mais do que esperteza: requer inteligência.

 

O que precisava o “Freepor” de Alcochete para vingar? Publicidade, muita publicidade? E o jeitão que dava um aeroporto mesmo ao pé? Então e não é que, por incrível(!) coincidência, é isso mesmo que está a acontecer? Ele há coisas…!

 

Interessante, muito interessante mesmo, seria saber quem são os proprietários dos terrenos na área de influência do Freeport de Alcochete e do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, e quem foram os autores dos negócios (especulativos) de compra e venda desses terrenos nos últimos 4 ou 5 anos. Talvez se encontrassem informações muito elucidativas relativamente a algumas dúvidas agora “processualmente” persistentes…

 

1Hypotyposes Pirrônicas, III, 179.

2Contra os lógicos, I, 30.

A luta é bela..!*

Um modestíssimo contributo para a divulgação da bela luta dos professores pela dignidade profissional.

 

Os professores são modelos para a sociedade. Por extensão e inerência, a sua luta por uma escola pública democrática, uma gestão não-autoritária, uma avaliação profissional honesta e a substituição das políticas destrutivas do Ministério da Educação, é um modelo para todos os cidadãos oprimidos e violentados por este governo dito socialista.

 

Marcha profs 15Nov (grande)

 

O emblema (widget, badge, reminder ou o que lhe queiram chamar) aqui em cima foi construído sobre uma imagem vectorial para que possa ser ampliado sem perder qualidade e nitidez usando um editor de imagens ou um software DTP – programas de composição como, por exemplo, o Microsoft Publisher ou o Corel Draw.

Destina-se a chamar a atenção para a jornada de luta e protesto que os professores vão realizar no dia 15 de Novembro. Pode ser colocado em blogues ou sítios e permite uma impressão de alta qualidade em tamanho A4 (testado) e formatos maiores (não testado).

 

*título copiado deste postal do blogue Movimento Escola Pública.

Lisboa – Novo Aeroporto ou novo “Ageitoporto”?

(Parte 2)

Que poderosos interesses financeiros se movem por detrás desta decisão?

 

O problema da escolha da localização do novo aeroporto é que esta já estava enferma – de uma grave falta de democraticidade – mesmo antes de começar a colocar-se. Num país onde se praticasse a democracia, o(s) governo(s) teriam procedido do seguinte modo:

1º. Recepção do diagnóstico da necessidade da construção de um novo aeroporto, feito por entidade pública competente e isenta de outros interesses na questão;
2º. Condução do assunto perante a assembleia de representantes eleitos (a Assembleia da República, no caso português) para discussão e deliberação de execução;
3º. Encomenda de estudos aprofundados – não apenas económicos ou de construção – a entidades técnicas, públicas ou privadas, isentas de outros interesses na questão;

 

O Novo Aeroporto de Lisboa e a escassez de petróleo
por Demétrio Carlos Alves

1- INTRODUÇÃO
A questão do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) tem sido muito discutida, mas estas discussões têm incidido quase exclusivamente nas questões: 1) da localização; 2) da oportunidade do investimento face a restrições económicas e orçamentais; 3) da problemática ambiental no próprio sítio da sua implantação.
Contudo, há outras vertentes que têm estado praticamente ausentes do debate público. Uma delas é absolutamente fundamental: trata-se da questão energética no mundo pós Pico Petrolífero (peak oil). A outra é a questão ambiental no que respeita ao impacte atmosférico dos gases de escape dos aviões.

2- INFLUÊNCIA DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS NA PROCURA DO TRANSPORTE AÉREO
A procura de transportes aéreos está intimamente ligada ao nível das tarifas, à frequência e à diversidade de ligações.

4- OS CUSTOS DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS – IMPACTES SOBRE O TRANSPORTE AÉREO E INFRA-ESTRUTURAS AEROPORTUÁRIAS
As linhas aéreas americanas consumiram 18,5 mil milhões de galões [5] (84,1 mil milhões de litros) em 2004. Daqui pode-se deduzir que aproximadamente 20% da produção de refinados é constituída por jet fuel para a aviação civil.

Em Portugal, e de uma forma muito intensa, os custos da factura energética são já tremendos, como se poderá constatar no Quadro 4.

Quadro 4
Se seguíssemos a tendência apontada pelo Gráfico 1, embora esta ilação não seja rigorosa, teríamos o petróleo a US$ 80 por barril daqui por doze meses…”

 

4º. Publicação e discussão pública desses estudos, contendo várias hipóteses e sem designação de preferências por parte do poder para evitar movimentos especulativos;
5º. Consulta popular, provavelmente restringida ao conjunto dos municípios envolvidos nas hipóteses de localização, porque seriam esses os cidadãos directamente afectados pela escolha e não outros – cujos interesses passarão até pela melhoria de serviço nos outros aeroportos existentes na sua região;
6º. Finalmente, com todas as consultas feitas, todas as preferências manifestadas, o executivo tomaria uma decisão única, preparando nesse momento todas as acções legais respeitantes ao interesse público dos terrenos necessários para a infra-estrutura, por forma a não ficar na dependência da vontade e propriedade de terceiros.

Agora é tarde. O poder e o interesse público estão completamente à mercê do interesse privado, da especulação, das pressões institucionais (e outras) e de toda a espécie de tentativas de corrupção – ou jeitinhos, falando à portuguesa.

Jornal PÚBLICO
Associação Comercial do Porto vai avançar com estudo sobre Portela+1
19.06.2007 – 10h13m, Margarida Gomes, Filomena Fontes

O presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, aproveitou ontem a brecha aberta pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para anunciar que já encetou contactos, junto da universidade e de empresas da região, para pôr em marcha um estudo alternativo à Ota e a Alcochete do novo aeroporto de Lisboa, que passa pela solução Portela+1.”

 

o-2-aeroporto-de-lisboa-no-montijo-4752_s.jpg

 

Blog CABALAS
“Segunda-feira, Junho 4
Novo aeroporto de Lisboa, onde?

E, o que é estranho em toda esta discussão é que aparentemente se deitaram fora algumas soluções aparentemente muito mais vantajosas, a de manter a Portela associando-lhe a pista de Alverca.

Aeródromo de Alverca

 

 

Tudo isto tem custos, enormes custos. Uma coisa que os portugueses – não todos, felizmente, mas a maioria, infelizmente, governantes incluídos – parecem não conseguir perceber, é que a esperteza é uma forma muito degradada e distorcida da inteligência, cujas consequências a médio ou longo prazo são onerosas e penosas.

Camelos

E assim, lenta mas seguramente, nestes novos tempos (ao contrário de outros cuja glória ainda nos é dado recordar), vamos construindo um futuro cada vez pior para Portugal.

 

“UMA CIDADE ALICERÇADA NA INJUSTIÇA

9. Ouçam isto, chefes … ; prestem atenção, governantes … , vocês que têm horror ao direito e entortam tudo o que é recto;

10. constróem (as cidades) … com perversidade.

11. Os vossos chefes proferem sentença a troco de suborno; os vossos sacerdotes ensinam a troco de lucro e os vossos profetas fazem oráculos a troco de dinheiro. E ainda ousam apoiar-se em Deus, dizendo: Por acaso, Deus não está no meio de nós? Nada de mau nos pode acontecer!” Miqueias 3