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O charlatão – Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

2 músicas 2
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“Porreiro, pá!”

Deus opõe-se aos soberbos*

Excerto de um texto de opinião do P.e Nuno Serras Pereira, publicado ontem no blogue Logos:

Ao que tudo parece indicar teremos eleições legislativas dentro de, mais ou menos, dois meses. O diabo vai de novo seduzir e esbravejar, encantar e assustar. …

Confirmando, se necessário fora, que Portugal precisa urgentemente de ser exorcizado.

*Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.
Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no devido tempo. Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós.
Sede sóbrios e vigiai, pois o vosso adversário, o diabo, como um leão a rugir, anda a rondar-vos, procurando a quem devorar.

1ª Pedro 5, 5-8

Fiquem alerta! Cuidado com o vosso grande inimigo

Um comentário final aos resultados das legislativas 2009.

A justeza das escolhas do povo ou a surpreendente sabedoria do inconsciente colectivo.

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Como já havia referido aqui, em condições de livre escolha (ou, pelo menos, com condicionamentos moderados) observa-se com frequência uma inexplicável sabedoria nas escolhas colectivas dos povos. Terá sido, uma vez mais, o caso? Vejamos:

1. É justo ou não que um partido que não muda o seu discurso, a sua imagem e a sua liderança há… – há quanto tempo é secretário-geral Jerónimo de Sousa? – tenha sempre aproximadamente o mesmo número de votos?
A CDU aumentou um pouco a sua votação. O bom resultado eleitoral nas Europeias e a forte contestação a muitas acções do governo poderiam fazer pensar num resultado melhor. E assim seria, provavelmente, sem a concorrência directa do BE, em especial nos votos dos mais jovens. De qualquer forma, as eleições legislativas não são o ponto forte da CDU, ao contrário das autárquicas que se aproximam e nas quais – estou convicto – esta força política vai recuperar muitas das Câmaras que perdeu anteriormente para o PS.
2. É justo ou não que um partido que aproveitou (diria mesmo explorou) o enorme descontentamento (diria mesmo revolta) dos jovens com a situação de precariedade laboral para que cada vez mais predominantemente são empurrados, tenha tido mais cerca de 200.000 votos que nas eleições anteriores?
O BE teve um bom resultado eleitoral e constitui agora, cada vez mais, uma poderosa força de protesto, pois esse é o principal suporte da sua acção política, fruto da vontade colectiva da maioria dos seus militantes e apoiantes.
3. É justo ou não que um partido que assumiu com tanta coerência e determinação a defesa dos interesses da sua clientela eleitoral tenha aumentado a sua votação em cerca de 500.000 votos?
O CDS foi o partido que mais fez crescer a sua votação relativamente às eleições legislativas anteriores e, também, relativamente às previsões das sondagens – os “sondageiros” nunca mais aprendem que a maioria das pessoas que votam CDS não respondem a inquéritos por telefone sobre a sua vida e as suas preferências.
4. É justo ou não que o partido liderado agora pela militante que tanto desdenhou e criticou o anterior presidente, por este ter obtido 28,7% dos votos expressos nas legislativas anteriores, tenha agora obtido 29,1% desses mesmos votos?
O PSD foi, ou melhor, continuou a ser um partido derrotado. O que os números dizem é que nunca chegou a recuperar da má imagem que criou para si mesmo a partir da legislatura de Barroso.
5. Finalmente, é justo ou não que o partido do poder tenha perdido aquilo que o tornou (e que ainda perdura) a mais perigosa ameaça à liberdade individual e colectiva da nação desde o período da ditadura? É justo ou não que o povo obrigue agora este partido e, especialmente, este líder arrogante a governar em minoria, suportando as consequências da sua anterior (muito má) legislatura e suportando o desgaste para a imagem dos ditos a que isso inelutavelmente conduzirá?

Com este resultado, o PS não perdeu as eleições, mas muito mais do que isso: perdeu o poder, ou melhor, entrou num prolongado e intravável processo de perda do poder semelhante àquele em que o PSD entrou há cinco anos atrás.

 

Capa cd - Falling down

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

O péssimo ‘campeonato’ da política em Portugal.

Eleições 2009: A “federação” do “centrão” só gera corrupção.

 

Urna de voto

Imagine que existiam apenas 5 equipas no campeonato nacional da 1ª divisão de futebol: Porto, Sporting, Benfica, Nacional e Braga. O número de encontros diferentes possíveis seria de apenas 10 e o número de total de jogos de apenas 20.

Todos concordam, certamente, que seria um campeonato muito fraquinho.

Mas isso é exactamente o que acontece no “campeonato da 1ª divisão” na política em Portugal, aquele que se joga no Parlamento. São apenas 5 os “clubes”, a saber: PS, PSD, PCP, BE e CDS.

É preciso aumentar o número de “clubes” neste “campeonato” e as razões são fáceis de encontrar:

  1. Aumentar “o número de jogos”, isto é, levar a debate um maior número de assuntos da sociedade civil;

  2. Melhorar a “competitividade do campeonato”, quer dizer, tornar os debates mais diversificados e participados;

  3. Aumentar a “qualidade dos jogos”, ou seja, tornar cada debate mais intenso e renhido;

  4. Ampliar o “esforço de participação dos jogadores”, isto é, fazer com que os senhores deputados – muitos dos quais, actualmente, a única coisa que fazem é picar o ponto, levantar o rabo da cadeira nas votações e receber o ordenado – sejam mesmo obrigados a fazer qualquer coisinha para justificar minimamente o chorudo ordenado que recebem;

  5. Elevar o “número de adeptos do jogo” democrático, o que significa, fazer com que mais cidadãos se sintam representados nos seus interesses;

  6. Levar “mais gente aos estádios”, quer dizer, aumentar o número de observadores interessados no debate democrático das grandes questões da sociedade;

  7. Levar “mais gente à modalidade”, ou seja, fazer crescer o número de participantes no jogo da democracia, criando mais e melhores executantes – com todas as vantagens daí resultantes.

Nem todos têm que, ou querem, ser sócios do Futebol Clube do Porto, do Sporting Clube de Portugal ou do Sport Lisboa e Benfica. E, ainda bem, porque senão não existiriam o Leixões, a Académica, o Vitória de Guimarães, o Marítimo, o Paços de Ferreira, e todos os outros clubes.

Enquanto não estiver instaurado em Portugal um sistema político de real e verdadeira representatividade democrática, a única forma de os cidadãos terem os seus interesses minimamente representados e defendidos, nesta democracia dita representativa e não nominal à portuguesa, é usarem os seus votos para fazer eleger o maior número possível de deputados de pequenos partidos, cujo programa se situe o mais próximo possível da sua conveniência – com a garantia acrescida que estes deputados vão mesmo trabalhar e, mais importante ainda, criar as ondas de choque que obrigarão os outros a trabalhar também.

São vários os pequenos partidos a que os eleitores podem dar o seu voto. Vale a pena procurar saber o que defendem, o que se propõem fazer se tiverem deputados eleitos.

Por exemplo ( e isto são apenas exemplos e não são de modo algum recomendações), um cidadão (ou cidadã) que considere o mérito pessoal como valor social mais importante, deve votar MMS – Movimento Mérito e Sociedade. Ou, uma cidadã (ou cidadão) que acredite ser o colectivismo do operariado como a acção política mais necessária, deve votar POUS – Partido Operário de Unidade Socialista.

Fica aqui uma lista (por ordem alfabética) de alguns desses pequenos partidos, sempre que possível com indicação do endereço da respectivo sítio na internet. Vale a pena dar um olhada nos seus programas e nas suas intenções.

 

 

 

Os eleitores podem (e devem) mudar este “mau campeonato” com o seu voto.

O verdadeiro poder está nas mãos dos cidadãos eleitores.

Vamos por os políticos a trabalhar e a servir.

Chega de senhores e de cobradores.

 

Para evitar gastos com coisas destas em tempo de crise:

Pedido de desculpas

Novas propostas para a campanha ‘avançar portugal’?

Um modesto mas sentido contributo aos “avanços” deste pobre país de há tanto tão mal orientado.

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Ontem à noite, a fantástica equipa unitária de disaineres e criativos de Um Jardim no Deserto (trêide marque) decidiu, por maioria absoluta de um, levar a cabo um intenso breine setormingue no sentido de criar um novo e mais poderoso autedore para a campanha “avançar portugal” do euróico inginheiro.

Os resultados ficam aqui à disposição do dito, de forma absolutamente graciosa. Porque ele merece!

Avançar Portugaaal

 

Avançar Portugaaal 2

 

PS: Esta equipa sabe que neste momento seria difícil vir a substituir os criativos (e já amigos, seguramente) que conduzem esta campanha, mas tem esperança que vossência se venha a lembrar desta oferta completamente desinteressada quando, daqui a 4 anos, estiver a concorrer à CML em oposição ao seu arqui-adversário PSL.

Muito obrigadinho é o que esta equipa lhe deseja neste momento tão difícil… para alguns, que seguramente vossência lamenta.