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Os irlandeses já apearam o pê ésse deles.

Os resultados da eleições gerais na Irlanda, embora ainda provisórios neste momento, já permitem perceber a grande derrota do partido do actual governo, o Fianna Fáil (que é o pê ésse lá deles, situado entre os socialistas assumidos do Labour Party e os centristas do Fine Gael), e do actual primeiro-ministro, Brian Cowen (que é o Sócrates lá deles), com apenas 17,1% dos votos até agora, e a grande vitória do partido Fine Gael, descrito como de centro-direita ou centrista, com 35,3% dos votos a esta hora.

E os portugueses? O que estão os portugueses à espera? Que lhes chegue o FMI? Não aprendem nada com o exemplo dos outros?

Carneirada lusitana

Nota: Os resultados da contagem dos votos desta eleição geral na Irlanda podem ser acompanhados aqui.

Ainda bem que os bancos da Irlanda…

Bank of Irelandpassaram nos testes de stresse.

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Doutro modo, os irlandeses ainda eram capazes de vir a ter problemas sérios…

A Irlanda já caiu: adivinhem quem se seguirá.

Morte do 'Tigre Celta'THE WALL STREET JOURNAL, NOVEMBER 19, 2010
Irish Grasp at EU, IMF Lifeline
Dublin Admits It Needs a Rescue; Moment of Truth for 16-Nation Euro Zone
By David Enrich and Charles Forelle
DUBLIN—The Irish government all but buckled to pressure to accept a historic international bailout Thursday, capitulating after a week of intense lobbying from officials across Europe…

Um cartaz que causa indignação.

Este é um cartaz da campanha para o sim irlandês ao referendo para adesão ao tratado constitucional para a União Europeia, eufemísticamente chamado Tratado de Lisboa para satisfazer a vaidade e o ego imenso do chefe do governo socialista que o apadrinhou aqui em Portugal. (clique na imagem para ver a sua origem)

 

Cartaz: Povinho faz o que te mandam.

Tradução do texto no balão: Povinho (arraia miúda, gentinha)! É simples. Façam aquilo que vos mandamos.

 

Isto é ou não é revoltante? Isto é ou não é uma indignidade? Isto é ou não é aviltante? Isto é ou não é uma falta de respeito pelo povo? Isto é ou não é um abuso de poder? Isto é ou não é um exemplo de atropelo à democracia?

Irlandeses: A escolha não é difícil…

entre estas duas músicas.

1. A da liberdade:

2. A da intimidação:

Vote Yes or we’ll all pay price, EU chief warns

(By Fionnan Sheahan, Political Editor, Tuesday May 27 2008, on the Independent)

Não ao Tratado de Lisboa – Europa Libera

Estarão os povos das Ilhas Britânicas predestinados para ser o último reduto da liberdade e da democracia na velha Europa?

“… Em Julho de 1936 (Hitler) assinava um pacto com a Áustria… . A Alemanha reconhecia a total independência da Áustria, que, por seu lado, se proclamava «Estado Alemão»… . Estas cláusulas do pacto eram voluntariamente obscuras, sujeitas a diversas interpretações. Os Austríacos agarravam-se à garantia da sua independência… . Algumas semanas mais tarde, a Áustria teve, apesar de tudo, o seu referendo, mas um referendo nazi. …99,37% dos eleitores aprovaram o «regresso ao Reich»… Os ocidentais indignaram-se muito com o que se passava, mas, afinal de contas, «não eram os austríacos alemães?…» …”*

E nós? Não seremos todos Europeus?

“… Winston Churchill … na Câmara dos Comuns, a 14 de Março (de 1938): … A Europa encontra-se perante um programa de agressão cuidadosamente preparado e planeado, que se executa etapa por etapa. Só nos resta uma escolha, a nós e aos outros países: ou submeter-nos como a Áustria, ou então tomar, enquanto é tempo, medidas eficazes para afastar o perigo e, se for impossível afastá-lo, triunfar sobre ele. …”*

A única Europa que pode construir-se e existir em paz é a Europa dos cidadãos. Só os estultos nada aprendem com a experiência alheia e passada.

A liberdade, a soberania e a independência são difíceis de conquistar e mais difíceis ainda de manter. Contudo, devem ser muito importantes já que tantos deram as suas vidas por elas. Tenhamos a coragem de fazer alguma coisa para as não perder nas nossas vidas e, especialmente, nas vidas dos nossos filhos. Participe e divulgue esta acção:

Os Irlandeses são a voz de todos os cidadãos da Europa

Nós somos cidadãos livres e orgulhosos de países europeus livres e soberanos. Nós, e os nossos bens, podemos circular livremente por todos os outros países europeus soberanos. Nós não precisamos de ser cidadãos de um único e militarmente poderoso Estado federal europeu. NÓS NÃO QUEREMOS TORNAR-NOS CIDADÃOS DOS ESTADOS UNIDOS DA EUROPA. O que torna a Europa grandiosa não é a uniformidade dos europeus mas, ao contrário, as suas diversidade e diferenças.

Já agora (que está com a mão na massa) assine também esta petição:

Vote NO referendum petition

Pós-texto (em actualização):

Agradeço a generosa ajuda aos:

– Henrique Sousa, autor do Hora Absurda IV, que traduziu o manifesto para alemão.

– António Garcia, autor do Yo y NingunOtro, que o traduziu para espanhol.

– Ao casal Oege e Wynande, que o traduziram para holandês.

Agradeço, também a prestimosa divulgação feita pelos blogues:

Comadres, Compadres & Companhia, pela mão da Curiosa.

Apdeites, pelo seu autor JPG.

A Imagem da Paisagem, pela sua autora am.ma.

A Alma Pátria – Pátria Alma, por intermédio do Vítor Carvalho.

*GRIMBERG, Carl, História Universal – O mundo contemporâneo, vol. 20, Publicações Europa-América, Lisboa, 1969, p. 29, 32 e 33.