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Os cortes nas pensões na República Espertuguesa.

Abreviadamente*:

Forças de segurança são excepção aos cortes nas pensões
Por Ana Suspiro, publicado em 6 Ago 2013 (jornal i)

Juízes e diplomatas escapam a cortes nas pensões
por L.M.C., 07-08-2013 (Diário de Notícias)

Cortes nas reformas deixam políticos de fora
Por Margarida Bon de Sousa, publicado em 8 Ago 2013 (jornal i)

*porque há que trabalhar muito para haver dinheiro suficiente para os sevandijas do erário público.

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Julgar os outros por si mesmos.

Usar criancas para propaganda.A criatura que actualmente supõe representar a Educação em Portugal, veio hoje afirmar aos microfones da TSF que “é indigno usar crianças” nas manifestações de protesto contra a sua unilateral quebra dos contratos de financiamento de ensino público em escolas privadas.

Não é por acaso que a criatura utiliza a palavra ‘usar’. Quem tem por hábito usar as crianças (e os velhos, e os desempregados, e os fragilizados em geral) não consegue perceber quando “alunos, professores, pais, direcções escolares, educadores não docentes, antigos alunos se juntam para gritarem e manifestarem o quanto gostam da sua escola“.

Pequenas indignações.(1)

A IOL fez desaparecer o meu primeiro blogue Um Jardim no Pé com dedo levantadoDeserto, que lá estava alojado… Sem sequer ter tido a atenção de me enviar um e-mail a participar.

Fica aqui o aviso para alguém que tenha pensado na eventualidade de lá alojar alguma coisa que fosse aborrecido perder-se.

Isto não pode ser considerado normal!

A negação da realidade designa-se alienação.

“A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou «não ser relevante» a participação de «100 mil professores na marcha da indignação», em Lisboa, adiantando que o importante é «continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções», refere a Lusa. …” (no Portugal Diário, Ministra: 100 mil docentes na rua “não é relevante”, 2008/03/08)

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ministra da avaliação

“… À saída, a ministra disse ao DN que compreendia a “insatisfação” dos professores. Mas os números deixam-na “indiferente”. Quando confrontada com a grandeza da manifestação, que ultrapassou as perspectivas mais optimistas das organizações sindicais, a ministra da Educação referiu: “Cinquenta mil, cem mil…. se fossem vinte mil já eram de mais”. …” (no Diário de Notícias, Márcio Candoso e Pedro Marques, “50 mil, 100 mil… se fossem 20 mil já eram muitos”, 9 de Março de 2008)

Autismo, o que é?
É uma alteração cerebral que afecta a capacidade da pessoa comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. …” (na Wikipédia)

“Lisboa – O primeiro-ministro José Sócrates desvalorizou ontem a manifestação de 100 mil pessoas que, na tarde de sábado, protestaram em Lisboa contra as mudanças na Educação e pediram a demissão da ministra, Maria de Lurdes Rodrigues. …” (no Jornal Digital, Sócrates desvaloriza número de manifestantes, 2008/03/10)

“Sobre a manutenção de Maria de Lurdes Rodrigues no Governo, Sócrates desfez as dúvidas: “A sua saída não está, nem nunca esteve, em causa.” E assim recusou a reivindicação dos cem mil professores da ‘Marcha da Indignação’, em Lisboa. …” (no Correio da Manhã, Sócrates segura ministra, 10 de Março de 2008)

“O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que mantém a confiança na ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e na política em curso para o sector, apesar do protesto dos professores que levou cem mil pessoas ontem às ruas em Lisboa. …” (no Público, Ricardo Garcia, Sócrates mantém ministra e desvaloriza protesto dos professores, 09/03/2008)

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pop sócrates

“«O que me convence não é a força dos números. É a força da razão». O primeiro-ministro José Sócrates relativizou ontem a manifestação de 100 mil pessoas que, na tarde de sábado, contestaram nas ruas de Lisboa as mudanças na Educação e pediram a demissão da ministra. …” (no Jornal de Notícias, Gina Pereira, Sócrates não cede e segura a ministra, 10 de Março de 2008)

“A esquizofrenia é uma doença mental grave que se caracteriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crónico. …” (na Wikipedia)

“Razão é a faculdade de raciocinar, de apreender, compreender, de ponderar, de julgar; a inteligência. …” (na Wikipédia)

Que razão poderá invocar aquele que se encontra alienado?

“Alienação Mental (Glossário): (fr. aliénation mentale; ing. insanity). 1) Antigamente, designava qualquer estado de privação da razão: idiotia, imbecilidade, loucura. 2) Actualmente, designa uma perturbação mental que torna o indivíduo (alienado) incómodo ou perigoso para a sociedade e que é motivo administrativo e jurídico do seu internamento numa instituição para doentes mentais. Sin. de demência (2).” [no sítio Médicos de Portugal]

“A ACTIVIDADE LIBERTADORA DE JESUS

JESUS LIBERTA DA ALIENAÇÃO

31Desceu, depois, a Cafarnaúm, cidade da Galileia, e a todos ensinava ao sábado. 32E estavam maravilhados com o seu ensino, porque falava com autoridade. 33Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz: 34«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!» 35Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!» O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum. 36Dominados pelo espanto, diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» 37A sua fama espalhou-se por todos os lugares daquela região.” (Lucas 4)

Solidariedade com a Marcha da Indignação dos professores e não só…

Hoje é dia de exercer direitos constitucionais, de dar uma grande lição de Democracia aos (que se dizem) socialistas no poder.

Marcha da indignação

Constituição da República Portuguesa

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1.Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2.O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. …

Artigo 43.º – (Liberdade de aprender e ensinar)

1.É garantida a liberdade de aprender e ensinar.
2.O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.
3. …

Artigo 45.º – (Direito de reunião e de manifestação)

1.Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.

2.A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.

Artigo 48.º – (Participação na vida pública)

1.Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.

2. …

Artigo 52.º – (Direito de petição e direito de acção popular)

1.Todos os cidadãos têm o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos órgãos de soberania, aos órgãos de governo próprio das regiões autónomas ou a quaisquer autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação.

2. …

Artigo 73.º – (Educação, cultura e ciência)

1.Todos têm direito à educação e à cultura.
2. …

Artigo 74.º – (Ensino)

1.Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.
2. …

Artigo 77.º – (Participação democrática no ensino)

1.Os professores e alunos têm o direito de participar na gestão democrática das escolas, nos termos da lei.

Esta coisa dos direitos constitucionais é uma grande óbice às liberdades… do partido socialista. Não é verdade sr. ministro dos Assuntos Parlamentares?

Eles querem lá saber da justiça! (1)

Os abusos sexuais (e muitos outros) praticados sobre os pequeninos neste país.

Um Estado cujos sistemas jurídico e judicial não conseguem fazer justiça aos mais fracos, aos mais pobres e, principalmente, às crianças, não pode continuar a ser tolerado.

A frase é minha, não é citação, transcrição ou tradução de outrem. Mas encontra-se bem fundamentada:

“Mas, se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, seria preferível que lhe suspendessem do pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar.” (Mateus 18, 6 e 7)

Deus guarda as crianças

“Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu.” (Mateus 18, 10)

“Assim também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos.” (Mateus 18, 14)

“Por sua vez, eles perguntarão: Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos? Ele responderá, então: Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.” (Mateus 25, 44 e 45)

“Porque a Sabedoria abriu a boca dos mudos e soltou a língua dos pequeninos.” (Sabedoria 10, 21)

O longo intróito vem a propósito desta… desta… porcaria (desculpem-me, mas não consigo encontrar palavra mais educada para a presente qualificação) dos processos judiciais de crianças vítimas de abuso sexual, em geral, e do chamado Processo Casa Pia, em particular. Este está em julgamento há três anos!

O que é que acontece quando a justiça é ineficaz e prevalece a impunidade? Isto, claro: Casa Pia – “há indícios” de novos abusos.

O que é que acontece quando a justiça, em vez de proteger os mais fracos se deixa usar pelos que detêm o poder? Isto, claro: Casa Pia: Pedroso “não foi difamado”.

Contudo, pior do que esta demora, pior do que esta ineficácia da justiça, a razão imperativa que levou a este meu escrever foi a leitura da notícia, na edição impressa do jornal DestaK de 20 de Novembro, sob o título:

Processos causam maior sofrimento nas crianças do que a própria violação

Método para reduzir impacto da violação nas crianças não é aplicado em Portugal

19 | 11 | 2007 17.10H

Os processos judiciais relativos a crianças vítimas de abuso sexual em Portugal podem ter efeitos mais graves nas crianças que a própria violação, apesar de já existirem formas de o impedir, disse hoje um especialista islandês.

«As crianças vítimas de violação são submetidas a repetidas entrevistas por parte das mais variadas instituições, feitas por profissionais que muitas vezes não levam em linha de conta a situação de sofrimento acrescido para as crianças», revelou o sociólogo Brasi Gudbrandsson, durante a sua apresentação sobre “A Protecção da Criança na Europa”.

Desde serviços de saúde, agentes policiais, advogados, assistentes sociais e tribunais, «a criança é obrigada a reviver vezes sem conta a violação», o que, segundo diversos estudos, «pode ter efeitos mais graves que a própria violação». …”

Para ler toda a notícia, clique aqui. A edição electrónica não mostra o título da edição impressa.

Mas a desprotecção das crianças perante a lei não se fica por aqui. Outras violências existem e algumas já bem conhecidas, como ESTA (sem comentários).

A injustiça permitida virá, forçosamente, mais tarde ou mais cedo, a instalar-se na sociedade e a afectar toda a gente. É imprescindível a nação indignar-se. A nação não são os juízes, nem os políticos, nem os técnicos de acção social. A nação é o povo. A nação somos nós. Quem não faz justiça às crianças, aos velhos, aos desprotegidos e desamparados, aos pobres, não serve a nação. E quem, em situação de poder e sua representação, não serve a nação, é inimigo do povo.

Quero terminar com uma oração.

Salmo 10 [ler todo]

ORAÇÃO PELOS OPRIMIDOS

Como foi dito na nota inicial ao salmo anterior, este é igualmente individual de acção de graças, dando continuidade ao tema da protecção divina para os desprotegidos. Essa protecção é estendida aos indefesos, infelizes, inocentes, miseráveis, vítimas de toda a espécie de prepotências.

12 Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a tua mão e não te esqueças dos miseráveis.

13 Porque há-de o ímpio desprezar a Deus e dizer no seu coração que Tu não castigas?

14 Mas Tu vês a angústia e o pesar, observas tudo e tomas essa causa nas tuas mãos. A ti se abandona confiadamente o pobre; Tu és o amparo do órfão.

15 Quebra o braço dos ímpios e dos pecadores; castiga a sua maldade, para que ela desapareça.

16 O SENHOR é rei para sempre; desapareçam os pagãos, da terra que lhe pertence.

17 Ouve, SENHOR, o grito dos humildes; atende-os e conforta-os no seu coração.

18 Faz justiça aos órfãos e oprimidos; e que ninguém, neste país, volte a espalhar o terror.