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A liberdade de imprensa segundo a gente do ‘querido líder’.

… O caso remonta a 18 de Fevereiro, quando Sofia Branco recusou escrever ou editar uma notícia sobre a reacção do primeiro-ministro (PM) às declarações do presidente do grupo Jerónimo Martins. Um assessor de José Sócrates contactou uma jornalista da agência, atribuindo ao PM a declaração “não basta ser rico para ser bem educado”, uma frase que Sócrates diria no dia seguinte a vários jornalistas. Sofia Branco foi demitida por quebra de confiança, alega a direcção de Informação. (CM, 13-04-2011)
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Demissão polémica na Lusa - notícia CM 13-04-2011
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Um “norte-coreano” atentado à liberdade de imprensa. Os portugueses têm que se ver livres desta gentalha o mais depressa possível. E depois, já sem a protecção do poder, levá-los à justiça.

O título jornalístico mais estúpido de 2009.

Jesus é de esquerda ou de direita?

Crentes dos dois lados da barricada analisam o discurso de Jesus e dão-nos a (sua) resposta.

Capa da revista Visão

A liberdade de imprensa, segundo o governo socialista.

Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?
José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.

O padrinhoFoi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: “Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?” Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.
Do primeiro-ministro?
Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.

Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.

(“Não falimos por um milagre”, 22 Novembro 2009, CM)
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Nota: Negritos do transcritor.
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O 4º poder ao serviço do 2º,

ou a comunicação social como máquina de propaganda do governo.

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Ontem, quarta feira dia 15 de Outubro de 2008, o jornal Correio da Manhã colocava na 1ª página o seguinte título: PORTUGAL DESAPERTA O CINTO

CM 15.10.08

No seu interior, o diário dedica 8 páginas ao Orçamento de Estado, não obstante não ter em seu poder o documento.

Já passava das 10 horas quando os grupos parlamentares tiveram acesso à versão completa da proposta do Orçamento de Estado para 2009… (Jornal de Notícias, Oposição só recebeu proposta de orçamento esta manhã, 15-10-2008)

 

CORRUPÇÃO: A IMPRENSA LIVRE É CENTRAL NO COMBATE. Por Aguiar-Conraria in Público, 10-10-2008

Apenas me dei conta da extensão do problema quando soube que Roberto Dell’Anno tem trabalhos publicados sobre o nosso país. Quanto até um professor de uma universidade do sul de Itália se aplica a investigar a corrupção em Portugal, podemos estar certos de que o problema atingiu dimensões consideráveis. (…)

Para sair desta armadilha, Aymo Brunetti e Beatrice Weder, prestigiados economistas suíços, elegem a imprensa livre como elemento central no combate à corrupção. Com uma imprensa descomprometida e competitiva, quanto mais generalizada a corrupção, maior o incentivo de um jornalista para investigar e denunciar.

Infelizmente, em Portugal, o quarto poder não conta. Incrédulo, tenho assistido à saga do meu irmão José Manuel de Aguiar, advogado de Coimbra, que, usando as suas prerrogativas de munícipe empenhado, tem vindo a denunciar situações de óbvia ilegalidade e de corrupção na sua cidade. No seu blogue, “Podium Scriptae”, e depois de apresentar queixa no ministério público, apresenta documentos, fotografias, indícios de falsificação de documentos oficiais. Enfim, um sem número de indícios óbvios de corrupção espera que as autoridades ou algum dos jornais locais, como o “Diário de Coimbra” ou o jornal “As Beiras”, pegue no assunto e investigue. No entanto, uma noite de silêncio abateu-se sobre as suas denúncias. Imagino que o mesmo se passe em outras cidades do país.

Há duas semanas apercebi-me da extensão do problema quando li que o director do jornal Público foi ameaçado pelo Primeiro-Ministro antes de denunciar as peculiaridades que envolviam a licenciatura de José Sócrates. Disse o chefe de governo: “Fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos ver se isso não se altera.” Esta ameaça é temível porque, obviamente, as decisões de um governo valem fortunas e não há empresa que lhes possa escapar. Sabemos agora que os mais altos responsáveis políticos pressionam os media de formas indignas de um regime democrático. Se nada acontece quando o primeiro-ministro ameaça o director de um jornal, o que não se passará por esse país fora? Também ficámos a saber que na Câmara de Lisboa comprava cumplicidades oferecendo casas a artistas e jornalistas. Entre os envolvidos, encontramos o filho de um ex-Presidente da República, um ex-ministro, um ex-Primeiro-Ministro e um ex-Presidente da República. Naturalmente que, com jornalistas cúmplices, dificilmente há jornalismo de investigação. É pena, o país agradecia.