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As leis anti-tabágicas: Brevíssima demonstração do grau de inteligência dos comissários europeus.

Tendo em conta os bons resultados das proibições anteriores,

Women in Europe smoke most globally, and numbers are increasing
(Na Europa, a maioria das mulheres fuma e o número de fumadoras continua a aumentar)
19-01-2011
[Report of the Regional Office for Europe – World Health Organization]

Ashton 100 higly-paid Eurocratsa Comissão Europeia pretende tornar ainda mais restritivas as leis anti-tabágicas.

EU seeks move toward tougher smoking laws
EU executive calls for tougher smoking laws with bigger warnings, bans on some flavors
By Raf Casert, Associated Press | Associated Press – Wed, Dec 19, 2012

Como os países da UE não têm neste momento outros problemas mais relevantes, estes burocratas de má qualidade ocupam-se e gastam o dinheiro dos contribuintes com estes assuntos sem qualidade, sem importância ou sem utilidade.

Declaração: Não sou fumador.

A capação dos cães e a estupidez do politicamente correcto.

Até onde pode chegar a estupidez do politicamente correcto, neste caso sob a forma da sua subespécie o eugenicamente correcto?

Há uns meses atrás, um outro conhecido meu – português, a este chamemos-lhe P para poupar tempo e escrita – decidiu adoptar um cão, respondendo ao apelo da publicidade institucional politicamente correcta. E, segundo me contou recentemente, foi-se horrorizando em crescendo.

Não querendo (por enquanto) alongar a história pelas manigâncias das (assim chamadas) associações de defesa dos animais, atenho-me por agora contar-vos, devidamente autorizado por quem ma contou, aquela que ele considerou a mais revoltante resposta a uma proposta de adopção de um cão num canil municipal.
Em Outubro deste ano P foi ver o cão que está anunciado aqui(1)  e que se mostra na imagem em baixo:

Confirmou no local aquilo que até na fotografia se vê: que o cão estava doente. Pediu para falar com o veterinário mas, no lugar dele veio ao seu encontro um assessor (assim se terá apresentado) de um qualquer vereador. Perguntou-lhe o meu conhecido se o cão em referência já tinha sido visto pelo veterinário e se este já teria mandado fazer algum tipo de testes laboratoriais ao bicho, pois se encontrava visivelmente doente. Foi-lhe respondido (pelo tal assessor) que o canil não tinha verba para fazer testes, nem para tratar os animais. Uma afirmação que, só por si, é um descarado atentado à saúde pública. No entanto, o canil exige a quem adopte um animal que assine um termo de responsabilidade por ele. Então, o P (que também é de parvo) prontificou-se a pagar do seu bolso os testes que o veterinário considerasse indispensáveis para apoiar um diagnóstico da doença que afligia o canídeo, na condição de poder adoptá-lo inteiro, isto é sem ser capado. Nem pensar! O cão só sai daqui esterilizado. – terá redarguido o assessório. Mas, então… o canil não tem verba para tratar os animais, mas tem verba para pagar a esterilização? É assim. É a lei! – disse o tal. Não é verdade. A lei só obriga a esterilizar os animais das raças consideradas perigosas. Ah, pois! Não é a lei mas são os regulamentos municipais.
Vejamos a lógica da coisa. Eles têm no canil um animal sexualmente activo e doente. Não o tratam por alegada falta de verba. O animal será, pois, entregue em adopção doente. Mas, quem o adoptar tem que assinar um termo de responsabilidade por ele. Mais, antes de o entregarem para adopção, capam-no – e para isso, pelos vistos, já passa a haver verba. A pessoa que assume a responsabilidade pelo animal é assim forçada a aceitá-lo, para além de doente, castrado.

Mas que gente é esta? – exclama por fim o meu conhecido. E aqui, ele esclarece que fala tanto dos que impõem as estúpidas normas, como dos que as aceitam.

De facto, é preciso admitir que parecem estar bem uns para os outros.

O problema do politicamente correcto não é o seu aparecimento enquanto ideia nefasta na cabecinha de uma criatura qualquer – que ninguém está livre de ter ideias estúpidas. O problema, como digo, é essa criatura querer – e poder! – impor a todos os outros essa ideia prejudicial como sendo boa, ou sensata, ou higiénica, em suma, correcta.

(1) Fica guardada uma imagem (print) do anúncio referido, precavendo eventuais apagamentos.

O bolso dos portugueses não aguenta tanto socialismo.

Mais um imposto sobre o imobiliário:

Governo assume que é prioridade: seguro contra sismos vai ser obrigatório

Estava prestes a escrever um texto para explicar a ineficácia de um seguro universal deste tipo quando deparei com este, do Miguel no Insurgente, que o faz com bastante clareza:

… vamos imaginar que o sismo de ontem, em vez de uns meros 6 tinha atingido uns assinaláveis 8 ou 9 na escala de Richter. O grau de devastação do Algarve à Grande Lisboa teria sido extremamente significativo. Contrariamente aos acidentes de viação ou outros riscos mutuados, as perdas dos segurados são forte e positivamente correlacionadas e os montantes de danos de tal modo elevados que “devoram” todo o capital das seguradoras. Inexplicavelmente, no i diz-se convictamente que “Uma coisa é certa: quanto mais generalizado for a cobertura anti-sismo, menor será o custo para cada segurado“. Nada mais errado. Quanto mais generalizado maior será o risco assumido pelas seguradoras. Para agravar a questão temos o supracitado “fundo de risco sísmico”. Neste tipo de seguro só uma seguradora multi-nacional conseguiria diversificar o risco. O que não é caso. Caso ocorresse um sismo todas as seguradoras seriam afectadas pelo que, para servir como garantia efectiva, o fundo teria dispor de montantes idênticos ao capital segurado. …

Estes tipos não param até Portugal estar exactamente na mesma situação que a Grécia.

Espantoso é mesmo que, depois deste bando cor-de rosa lhes ter ido ao bolso vezes sem conta, os portugueses ainda não tenham percebido a simples verdade posta lá em cima como título!

Aqui em baixo, só um pequeno exemplo de como o Estado está muito preocupado com a segurança daquele que é o bem mais precioso dos portugueses – a sua saúde:

 

1ª página do jornal público

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A democracia está oficialmente morta na União Europeia.

Democracy R.I.P.O primeiro-ministro Brian Cowen deu crédito aos irlandeses por terem escolhido “permanecer no coração da Europa”.

O desemprego é hoje de 12,6 por cento e 400 mil irlandeses estão inscritos nos centros de emprego. Talvez por isso não seja fácil encontrar festejos longe do Castelo de Dublin. Jackie, cabeleireira de 42 anos, está à espera do autocarro para regressar a casa depois de uma volta de sábado à tarde pelo centro das ruas pedonais e das lojas. Ainda não conhecia os resultados, mas fica aliviada. “Votei “sim” por causa da situação em que estamos. Pensei que era mais seguro.

(Vitória esmagadora do “sim” recebida com alívio numa Irlanda em crise, 03.10.2009, Sofia Lorena (Dublin), Público)
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A Europa vive agora numa Plutocracia Moderna.
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)
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Os esforços de Raymond Crotty (para assegurar a consulta popular sobre alterações à Constuição irlandesa) foram em vão:
(…) More than 20 years ago the late Raymond Crotty won a case against the Irish Government which meant any EU rules that impacted on Ireland’s constitution must be approved by the people.
Mary Crotty said her father’s win has resulted in less than four million Irish people voting on behalf of half a billion Europeans on the Lisbon Treaty. (…)

(Daughter of referendum case winner urges ‘No’ vote, 30/09/2009, IOL News/Ireland On-Line)
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Numa primeira impressão, os vencedores deste referendo foram estes:
(…) Two multinationals – Ryanair and Intel – are spending huge sums on the campaign to encourage a Yes vote. (…) Between them, Ryanair and Intel have contributed €700,000 to the Yes campaign, and huge contributions from Europe are also pouring in. (…)
(Euro federalists bully us and buy our vote, 27 September 2009, by Tom McGurk, Irish Post)
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Mas se pensarmos mais cuidadosamente, podemos encontrar os verdadeiros vencedores desta votação:
(…) our consistent message is that Europeans must pool their efforts and resources.  We cannot continue to conduct the business of defence in separate national boxes.  The money is just no longer there, even in the biggest national defence budgets. (…)
(European Defence Industry Must Break Out of “National Boxes”, EDA Chief Executive Nick Witney says, 9th International Exhibition of Defence & Security Technologies, IDET 2007)
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A Agência Europeia de Defesa (sigla: AED) é um organismo da União Europeia que visa ajudar a promover a coerência em lugar da fragmentação na capacidade de defesa e segurança da Europa, inclusive no que diz respeito a armamentos e equipamento, investigação e operações.
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)

(…) While European defence budgets remain fragmented and massive duplication in research and development exists, the European defence industry has made some moves towards consolidation. British Aerospace was widely expected to merge with Germany’s DASA to form the first major European defence giant. Instead in 1999 BAe merged with another British company, GEC’s defence businesses (GEC-Marconi), to form BAE Systems which has tended to focus on the Anglo-American market. As a result, in 2000, DASA merged with Aerospatiale-Matra to form EADS. Further consolidation of the smaller defence firms cannot be ruled out.
In 2002 the formation of MBDA brought together the product portfolios of Aerospatiale Matra Missiles (of EADS), Alenia Marconi Systems missiles, and Matra BAe Dynamics to form Europe’s No. 1 missile manufacturer and No. 2 globally after Raytheon.
Other major players include:
AgustaWestland
BAE Systems
EUFOR
Dassault Aviation
Diehl BGT Defence
Eurocopter
Eurofighter International
Finmeccanica
Krauss-Maffei
MBDA
Rheinmetall
Rolls-Royce
Saab Bofors Dynamics
Snecma
Thales
ThyssenKrupp Marine Systems

(European Union defence procurement, Wikipedia)

Para completar esta tragédia só faltavam mesmo as brilhantes afirmações a seguir transcritas:
(…) Igualmente extraordinário foi o comentário de José Sócrates – extraordinário e revelador: “Essa notícia é muito importante para nós portugueses, muito importante para a Europa e também muito importante para mim.” (…)
(Editorial: Depois dos álibis, a mais crua realidade, 04.10.2009, José Manuel Fernandes, Público)

Bem dizia Cícero:
Omnium malorum stultitia est mater atque materies.

Este artigo foi publicado primeiro aqui (totalmente em inglês).

Um cartaz que causa indignação.

Este é um cartaz da campanha para o sim irlandês ao referendo para adesão ao tratado constitucional para a União Europeia, eufemísticamente chamado Tratado de Lisboa para satisfazer a vaidade e o ego imenso do chefe do governo socialista que o apadrinhou aqui em Portugal. (clique na imagem para ver a sua origem)

 

Cartaz: Povinho faz o que te mandam.

Tradução do texto no balão: Povinho (arraia miúda, gentinha)! É simples. Façam aquilo que vos mandamos.

 

Isto é ou não é revoltante? Isto é ou não é uma indignidade? Isto é ou não é aviltante? Isto é ou não é uma falta de respeito pelo povo? Isto é ou não é um abuso de poder? Isto é ou não é um exemplo de atropelo à democracia?

Que parte do NÃO é que eles não percebem?

 

NO means NO

Em 29 de Maio de 2005 o povo francês rejeitou a ratificação do “Tratado que Estabelece uma Constituição para a Europa”, com uma maioria de 55% de votos NÃO no referendo nacional então realizado. (1)

Três dias mais tarde o povo holandês confirmaria esta rejeição da ratificação do dito “Tratado” Constitucional, com uma maioria de 61% de votos NÃO no seu próprio referendo nacional. (2)

Não contentes com este resultado, os “europeístas” constituíram o chamado Grupo Amato, oficialmente designado Comité de Acção para a Democracia Europeia, um grupo de políticos “sábios”(!?) que começaram a re-escrever a Constituição Europeia NÃO oficialmente, isto é, sem qualquer mandato oficial da instâncias europeias. O resultado desta iniciativa “altruísta” seria aquilo que agora é conhecido como Tratado de Lisboa, (como sabem, grandemente patrocinado pelo vaidoso licenciado em engenharia socialista, que encheu a boca – e sabe-se lá o que mais – com a promoção da coisa), o qual não sendo um texto constitucional concede a si mesmo a faculdade de nisso se transformar com toda a facilidade e sem qualquer consulta popular – plebiscito ou referendo. (3, 4)

Para conseguirem levar a cabo este verdadeiro golpe de Estado (ou melhor, golpe de Estados) os governos de todos os países da EU acordaram em não realizar qualquer referendo nacional sobre o assunto, com uma única excepção (e para grande desgosto dos “comissionistas” da união): o governo irlandês não pôde fazê-lo por ser formalmente proibido na Constituição do país – através de uma norma resultante de uma decisão do Supremo Tribunal da Irlanda. (5)

Em 12 de Junho de 2008, a maioria do povo irlandês (53,5%) responderia NÃO à proposta de emenda da sua constituição que permitiria a ratificação do Tratado de Lisboa também pela Irlanda. (6)

O POVO IRLANDÊS FOI O ÚNICO A SER CONSULTADO E DISSE NÃO.

Segundo o anterior comissário europeu Charlie McCreevy, 95% dos Estados membros da União Europeia teriam que recusar o Tratado de Lisboa se realizassem referendos nacionais. (7)

Esta é ou não é uma Europa sem democracia?

Mas, tal como os parasitas, eles são muito persistentes e… lá estão a obrigar a Irlanda a novo referendo. Em resposta, eu adiro sem qualquer hesitação ao movimento NO means NO (NÃO quer dizer NÃO). Peço a todos os meus leitores que apreciem a questão e considerem a hipótese de o fazer também, dirigindo-se a esta página* (para esclarecimento) e assinando/divulgando a petição dirigida ao povo irlandês, pedindo-lhe que vote maioritariamente NÃO… OUTRA VEZ!

* Bastará um único pedido aqui na caixa de comentários e eu traduzirei com todo o gosto a página de esclarecimento e publicarei essa tradução neste meu blogue pessoal.

 

Não ao Tratado de Lisboa – Europa Libera (4)

A avidez por mais poder das instituições da União Europeia.

 

Para que não restem dúvidas sobre os perigos para a democracia da aprovação deste Tratado de Lisboa e a avidez por mais poder das instituições da União Europeia e respectivos funcionários, transcrevo aqui as afirmações finais de mais um iluminado satélite dessas mesmas instituições, o sapientíssimo Carlos Gaspar (investigador), no programa Clube de Imprensa (RTP2) de ontem , dia 25-08-2008, que pode ser revisto aqui:

(http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23329)

 

Csrlos Gaspar - IPRI “É preciso mudar de vida na Europa. É preciso acabar… devia haver um édito do Conselho europeu que proibia comunicados, resoluções, declarações e futuros tratados, e passar à acção política. A acção política exige vontade, exige dirigentes responsáveis e exige poder, poder. Nós temos que valorizar as dimensões de poder na União Europeia, temos de potenciar a responsabilidade das principais potências europeias e temos de a projectar nas principais instituições europeias. Nós não podemos continuar a achar que está tudo na mesma e que, com certeza com uns geradores eléctricos ou umas células foto-voltáicas as coisas não são assim tão más. As coisas são mesmo complicadas, é preciso ter coragem política e é preciso ter poder. Não! Energia nuclear e vontade política.”