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Jesus Cristo: A Revelação de Deus.

Paixão de Jesus CristoEntre o Antigo Testamento e nós (…), mantém-se uma nova forma de revelação, o cumprimento de tudo o que apenas foi prometido no Antigo Testamnento e o actual conteúdo da revelação divina proclamada pelos Apóstolos e pela Igreja: o próprio Senhor Jesus Cristo. Esta “revelação”, por sua vez, não é “Palavra”, mas uma Pessoa – uma vida humana, plenamente reconhecida na história, um destino humano tão parecido, e ao mesmo tempo tão diferente de todos os outros: Jesus de Nazaré, o Rabi, o operador de milagres, amigo dos publicanos e pecadores, o Senhor crucificado e ressurrecto, agora, também exaltado à mão direita de Deus.
(…)
É isto o que caracteriza o Novo Tempo, contrastando com o passado como um todo, mesmo contrastando com a revelação na Antiga Aliança: o facto de que Ele mesmo está agora aqui; Ele mesmo fala, mas, por esta mesma razão, Ele não é meramente Aquele que fala, é também Aquele que age. É o que justifica o aparecimento do Reino de Deus agora; a partir de agora, o antigo transformou-se em passado, mesmo a Antiga Aliança, com todas as suas formas próprias de revelação. Estas estão todas separadas da nova revelação, para a qual todas apontaram como mensageiras, como uma luz que irradiou para o futuro, apontando para a chegada d’Ele, Jesus Cristo, no qual o próprio Deus está presente, falando e agindo.
(…)
A palavra falada é uma revelação indirecta quando presta testemunho à verdadeira revelação: Jesus Cristo, a auto-manifestação da pessoa de Deus, o Emanuel. A palavra falada, a “palavra”, no sentido do discurso actual, “dizendo alguma coisa em palavras”, foi, deste modo, relegada a segundo plano, porque o primeiro plano está agora, ocupado por Ele, a quem a Palavra Profética do Antigo Testamento apontou como Aquele que Vem. Por esta razão, o significado da revelação do Antigo Testamento agora – e somente agora – se cumpriu, e o seu cumprimento é: o Homem no qual o próprio Deus está presente: falando, agindo, sofrendo, reinando.

texto adaptado de “Dogmática” de Emil Brunner

All for Love.

All for love a Father gave (Tudo por amor Um Pai deu)
For only love could make a way (Porque só o amor podia abrir um caminho)
All for love the heavens cried (Tudo por amor gritaram os céus)
For love was crucified (Porque o amor foi crucificado)

Então recorrerás ao SENHOR, teu Deus, e tornarás a encontrá-lo, se o procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando passares por todas essas coisas, com o correr do tempo, voltarás para o SENHOR, teu Deus, e escutarás a sua voz. O SENHOR, teu Deus, é um Deus misericordioso, não te abandonará, não te destruirá, e não se esquecerá da aliança que jurou aos teus pais.»
Deuteronómio 4: 29-31

Cristo é a única esperança para a humanidade.

“E se Cristo nunca existiu?” Esta é a primeira frase do primeiro (e único, até este momento) comentário ao postal anterior aqui no Jardim – postal esse que se resume a um vídeo de música natalícia intitulada What Child is This.

A existência real do homem chamado Jesus é hoje um facto aceite com pouca discussão por quem estuda História. As referências de Flávio Josefo – um historiador judeu romanizado que escreveu a História dos judeus para os romanos – fazem o testemunho secular da existência do homem chamado Jesus nos seguintes termos:

“Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram a sua doutrina. Eles afirmam que Jesus lhes apareceu três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas” (Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2). (cf. aqui)

Uma outra fonte não cristã que prova a existência histórica de Jesus é o Talmude que, apesar de se referir a Jesus e à sua Igreja de forma pouco simpática, dá notícia  da sua crucificação como “ocorrida na véspera da Festa da Páscoa”, bem como de alguns dos milagres feitos por Ele, sem tentar negá-los, embora os explique como sendo “artes mágicas do Egipto”.

Eu entendo, no entanto, que não é a existência de Jesus enquanto figura histórica  que o comentador Diogo pretende pôr em causa, mas a de Jesus enquanto Filho de Deus, aquele de quem dizem os crentes que “Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.”.

Para ter a certeza que esse Jesus, o Cristo, existiu, não são necessárias (nem seriam suficientes) referências em documentos da época. A prova bastante está no conjunto de pensamentos que suportam a fé – não sei se a de outros, mas pelo menos a minha – e que tentarei resumir a seguir:

Cristo é A Esperança – no sentido de que não há outra semelhante ou equivalente – para toda a humanidade. Logo, sem Cristo não há Esperança. Onde não há Esperança, há Desespero. O Desespero é contrário à Vida. Ou, dito de outro modo, o Desespero mata – infalivelmente. (Pois, se na juventude o Homem ainda pode esperar o tempo de vida que supõe poder vir a ter, o que poderá esperar o Homem na velhice?) Portanto, sem Cristo estaríamos mortos – a maior parte de nós teria existido brevemente, na melhor das hipóteses, ou não teria sequer existido. Ora, nós estamos vivos – alguns de nós, pelo menos – e mais, queremos continuar a viver. Isso significa que a Esperança existe entre nós. Sendo Cristo, como foi dito no início, a (única) Esperança para toda a humanidade, então, Ele também existe – tanto para os Nele crêem como para os que Nele não crêem.

Natal: Jesus é Esperança

By your side / Ao teu lado.

Look at these hands and my side: / Olha para estas mãos e para o meu lado:
They swallowed the grave on that night / Elas engoliram a morte naquela noite
When I drank the world’s sin / Quando eu bebi o pecado do mundo
So I could carry you in / Para poder trazer-te
And give you life. / E dar-te vida.
I want to give you life. / Eu quero dar-te vida.
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And I’ll be by your side / E, estarei ao teu lado
Wherever you fall, / Sempre que caíres,
In the dead of night / Na morte da noite
Whenever you call, / Sempre que chamares,
And please don’t fight / E por favor não recuses
These hands that are holding you. / Estas mão que te seguram.
My hands are holding you. / São as minhas mãos que te seguram.
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São as Tuas mãos que me seguram, Senhor – eu sei.
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Dar comida aos famintos:

a transparência das acções do Programa Alimentar das Nações Unidas versus a opacidade das ajudas controladas pelo Estado português.

 

No seguimento lógico do postal anterior, qualquer pessoa perguntará o que é possível fazer para mitigar o cruel sofrimento da fome.

Uma forma simples e gratuita de qualquer pessoa ajudar a alimentar gente faminta por esse mundo é, por exemplo, aderir à iniciativa “Free Rice”. Trata-se de um conjunto de jogos educativos (aparece sempre o do vocabulário inglês, mas se clicar em “Change Subjects”, no canto superior esquerdo da janela onde decorre o jogo, verá muitas outras escolhas) que cada vez que são jogados criam um contributo em grãos de arroz, a ser entregue pelos patrocinadores do jogo ao Programa Alimentar das Nações para a ajuda aos famintos.

Tudo está convenientemente explicado no sítio Free Rice.com, desde os objectivos (no separador ABOUT), até aos totais recolhidos (no separador TOTALS) e à explicação da iniciativa (separador FAQ, a partir da pergunta “If FreeRice has the rice to give, why not give it all away right now?”).

Para jogar basta clicar no banner aqui em baixo ou no que juntei à barra lateral do blogue.

Tudo simples, tudo transparente.

 


Help end world hunger


Mas, infelizmente, em Portugal também existe fome. Serão agora cerca de 200 mil pessoas e, diz quem sabe, este número aumentou significativamente durante actual período governativo. Desde 2003 que os governos portugueses têm recebido auxílio alimentar da União Europeia, no valor de milhões de euros, ao abrigo do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar, cujo acesso pelas instituições de caridade social (como, por exemplo, a União das Misericórdias Portuguesas ou a Cáritas) é cada vez mais difícil. Este ano não foi excepção:

 

Portugal recebeu este ano 12,5 milhões de euros do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, uma iniciativa europeia originalmente concebida para canalizar excedentes agrícolas para as populações mais desfavorecidas, entre as quais Portugal se inscreve, com 18% dos indivíduos em risco de pobreza.*

 

Contudo, algo mudou este ano:

 

Ao contrário do que sucedeu em 2006 e 2007, anos em que Portugal recebeu uma contribuição em géneros – como resultado de excedentes agrícolas e produtos intervencionados -, este ano a queda brutal de “stocks” na União Europeia levou a que a contribuição em géneros se limitasse a 1,6 milhões de toneladas de açúcar, único produto excedentário disponível. A alternativa foi a dotação em dinheiro, com o qual o Ministério da Agricultura deverá adquirir, em concurso público, cereais, arroz e leite em pó.*

 

O facto de a ajuda ter sido recebida em dinheiro obriga a algumas questões óbvias.

Que tipo de bens devem ser adquiridos? Porquê arroz e leite em pó e não feijão e leite condensado? Quem decide a aquisição dos bens alimentares? Porquê o Ministério da Agricultura e não as instituições, em função das necessidades mais específicas da região ou dos indivíduos a assistir? Mas, principalmente, a quem vão ser adquiridos os tais bens alimentares? A aquisição em concurso público não garante neste país qualquer isenção na escolha do fornecedor – como toda a gente sabe mas finge que não sabe. Quem irá ser “porreiramente” beneficiado? É que não são trocos, são 11, 2 milhões de euros!

*Portugal recebe 12 milhões da UE para dar comida aos pobres, por Carla Aguiar, no DN em 18 de Setembro de 2008.