Tag Archives: guinote

O vespeiro*.

Em 13 de Junho passado o professor Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, dava notícia de ter sido processado judicialmente pelo articulista de causas (contra a malandragem docente) Paulo Chitas, por causa de um texto em que denuncia distorções de dados num artigo da autoria do dito Chitas na revista Visão.

Disso se fez eco aqui no Jardim, no próprio dia (tempos mais folgados…).

Passados pouco mais de 4 meses, no dia 24 deste mês de Outubro, o professor Paulo Guinote voltou a dar uma estranha notícia desse mesmo processo. Nela se fica a saber que, e transcrevo, “O Ministério Público acompanha a Acusação Particular, por entender que nos autos foram colhidos elementos suficientes quanto á [sic] prática pelo arguido Paulo Jorge Alves Guinote de um crime de Difamação agravada” e que “O Denunciante/Assistente apresenta cinco testemunhas (acrescentou duas à lista inicial), entre as quais uma anterior ministra da Educação”.

Tenho (para mim) como única explicação possível para tais enormidades a passagem a realidade da ficção de Jack Finney na obra The Body Snatchers. Ou isso, ou a teoria dos Vespiaries

*Definição no dicionário Priberam: 1. Ninho de vespas; conjunto de vespas.
2. Qualquer local em que repentinamente se deparam perigos, insídias, traições.
3. Conjunto de pessoas de má índole.

Jornalista ressabiado processa bloguer afamado.

Paulo Chitas, que escreve umas coisas na revista Visão e parece que até tem carteira de jornalista, processou Paulo Guinote, professor e autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, acusando-o de difamação, publicidade e calúnia.

Porquê? Por causa deste texto do bem informado professor/bloguer em resposta a um artigo da autoria do dito Chitas cheio de incorrecções e falsidades, publicado na revista Visão em… 7 de Outubro de 2010.

A pergunta imediata é: – Porquê agora?

Reparem que Chitas – durante 8 meses – não responde a Guinote em defesa do que escreveu e das informações que usou.

Porquê? Porque, como o próprio Chitas afirma, as informações com que fundamenta(?!) o que escreve são obtidas “através da outra imprensa, da imprensa diária, da rádio e das televisões” e a revista onde escreve “Não anda propriamente à procura dessas informações, como outras publicações”. Mas, para não deixar dúvidas quanto ao que pensa sobre a fidedignidade da informação que usa, o mesmo Chitas mais afirma que “Em rigor, em rigor, em última análise, eu acho que os próprios jornalistas desconfiam muitas vezes das informações que recolhem e que, por vezes, publicam. Há situações em que não se consegue aplicar à informação recolhida o protocolo que permite aos jornalistas verificar se a informação é jornalisticamente válida.”.

A pergunta  que se impõe é: – Isto é jornalismo?

Aprenda a escovar os dentes em 7 passos

Como é mesmo o provérbio? Apanha-se mais depressa um aldrabão (ou será mentiroso?) que um coxo.

Num país a abarrotar de problemas algumas pessoas que se intitulam jornalistas entretêm-se com ficções destas. Ora, ora…