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Eis o que acontece quando se transforma o dinheiro em dívida.

Lembre-se, o dinheiro é dívida desde que o padrão ouro foi retirado. O que existe actualmente em circulação no mundo não é dinheiro mas tão só promessas de pagamento de dívida, sob a forma de notas de banco, cheques, ordens de pagamento e outras promissórias.

Visualize a monstruosidade resultante – nesta sequência de imagens apenas para o grupo de países em que somos incluídos, os GIPSI-Grécia, Itália, Portugal, Espanha (Spain) e Irlanda, mas é possível explorar o sítio para visualizar outras monstruosidades ainda maiores.

Perceba, finalmente, como é que os bancos atiraram para cima dos contribuintes (de si) a monstruosidade que eles próprios criaram.
Bailouts, stimulus packages, debt piled upon debt…Where will it all end?
How did we get into a situation where there has never been more material wealth & productivity and yet everyone is in debt to bankers?
And now, all of a sudden, the bankers have no money and we the taxpayers, have to rescue them by going even further into debt!

Guernica.

74 anos depois, as intenções e as práticas dos homens permanecem exactamente as mesmas, apenas o local dos massacres se deslocou geograficamente umas centenas de quilómetros para Sudeste – Líbia, Síria, Líbano, …
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Guernica - por Picasso.
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“No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo.”
Pablo Picasso, sobre Guernica

Governos de maioria e de minoria explicados aos simples.

À atenção dos Exm.os senhores: presidente do sítio, primeiro mentiroso e conexos, assalariados em assembleia e todos os restantes capatazes do rebanho nacional. E, ainda, martelos e outros matraqueadores profissionais.
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Nota: Não se faz tradução porque o inglês usado no vídeo é tão simples que – pensa-se – poderá ser compreendido mesmo por quem apenas tenha certificação novo-oportunista em inglês técnico por fax. E, também porque tenho mais que fazer.
(Aditado às 19:40)

Mais uma verdade inconveniente ou

Marc Fabermais um inconveniente a dizer a verdade (toda a verdade e nada além da verdade).

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“…they’ll just print money and print more money,” (…)
“What I object to the current government intervention in so-called ‘solving the crisis’, (is that) they haven’t solved anything. They’ve just postponed it.”

(Governments Will ‘Bankrupt Us’: Marc Faber, 22 Apr 2010, CNBC.com)

E quem é este Marc Faber – perguntais vós -, que diz tais inconveniências ao estilo de Medina Carreira? É com certeza “um prestigiado economista” com “um vasto currículo”, de acordo com a nova linguagem politicamente correcta.

notícia apanhada aqui

Uma imagem da (in)capacidade de produzir riqueza em Portugal.

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui – com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

(450x398) Variação crescimento PIB Portugal 76-2009

clique na imagem para ver maior
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Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2)  Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas  do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

Este post foi também publicado aqui.

Não ao Tratado de Lisboa – Europa Libera (2)

Eles prometem “Uma Europa mais democrática e transparente“.

Eles, são os MEP’s (Members of the European Parliament), isto é, os membros do parlamento europeu.

Eles são os esclarecidos, os iluminados, os que tomam as decisões por nós, os nossos grandes irmãos (em inglês, big brothers).

Nós somos os cidadãos europeus, os membros de coisa nenhuma importante, os incapazes de perceber as leis, os tratados e todas estas coisas feitas em nosso nome e para o nosso bem. Nós somos os idiotas que os pusemos lá a Eles com os nossos votos.

Por toda a Europa, os governos dos diversos países negaram às suas Nações o direito de se pronunciarem sobre a mudança da sua soberania, faltando à palavra dada, nalguns casos, noutros ultrapassando preceitos constitucionais. Isto é, no mínimo, traição às respectivas Pátrias.

O que significará a palavra democracia para estas criaturas? E a palavra honra? E a palavra honestidade?