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Assim se faz arquitectura em Portugal.

Nojo
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E engenharia. E obras públicas. E licenciamentos municipais. E… tudo o mais nas relações entre os privados e o Estado.

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Freeport: Um dos grandes enigmas por resolver é a troca dos arquitectos
05.08.2010, José António Cerejo, Público

Tudo está sempre no domínio do nepotismo ou do compadrio ou do tráfico de influências ou do favorecimento pago a dinheiro. Em suma: UM NOJO!

Sabido que isto é, foi e continuará a ser assim, ainda há quem grite por mais investimento público… A esses há que responder: DEUS NOS LIVRE!

Leitura complementar aconselhada: o retrato fiel da acção do Ministério das Finanças durante as legislaturas socialistas desde 2005, por Pinho Cardão.

BPN Alcochete? (2)

Eduardo Capinha Lopes, o arquitecto do centro comercial Freeport, em Alcochete – e cujo ateliê foi alvo de buscas em Janeiro pela polícia -, tem um crédito de €8,3 milhões concedido pelo BPN Cayman, o banco detido pelo BPN no paraíso fiscal das Ilhas Caimão, nas Caraíbas. O crédito de que o arquitecto é o beneficiário não tem qualquer tipo de garantia e está parqueado numa empresa offshore, a Cisco Internacional LLC. …
(Arquitecto do Freeport tem €8 milhões em offshore do BPN, texto publicado na edição do Expresso de 7 de Março de 2009)
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BPN nacionalizado
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.Et encore la petite charade:
.Que relação poderá existir entre a nacionalização .do BPN e o caso Freeport de Alcochete?
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BPN Alcochete?

Numa conferência de imprensa realizada hoje no Parlamento, Nuno Melo citou dados que constam num relatório, datado de 2005, que resultou de uma inspecção do Banco de Portugal, tendo na altura sido identificada “uma série de problemas” neste banco, que foi nacionalizado em 2008.
“Esta auditoria não deixa dúvidas, sobre o que o Banco de Portugal já sabia em 2005”, refere Nuno Melo.
Segundo o mesmo responsável, que integra a comissão de inquérito à nacionalização do BPN, este documento “revela à exaustão” que o Banco de Portugal tinha conhecimento profundo de factos que exigiam uma actuação supervisor e justifica que o Banco de Portugal “não divulgue à comissão [de inquérito à nacionalização do BPN] os documentos que lhe têm sido solicitados”.

(Banco de Portugal tinha conhecimento profundo da situação do BPN em 2005, Maria  João Gago, 08 Abril 2009, no Jornal de Negócios)
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BPN nacionalizado
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.Et maintenant une petite charade:
.Que relação poderá existir entre a nacionalização .do BPN e o caso Freeport de Alcochete?

Yes, the first minister…

the minister of environment is corrupt.

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O canto do Sócrates cisne?
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Alcochete, o Freeport, o NAL e… sabe-se lá o quê mais?

“Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe” (Porque duvido, penso; porque penso, existo).

 

Esta é a frase original do filósofo e matemático francês Descartes na sua obra Discours de la Méthode, a qual está na origem da muito usada expressão latina Cogito ergo sum, esta incompleta (completa seria: Dubito, ergo cogito, ergo sum) e proveniente da posterior tradução para latim da mencionada obra.

 

Assim, pode afirmar-se que é a dúvida que conduz, em última análise, ao conhecimento da existência – a própria ou a de qualquer outra coisa.

 

Grande negócio globalGrande negócio global 2

 

Vem isto a propósito da contínua relação do nome Alcochete com o do actual infausto primeiro-ministro. Sexto Empírico, um dos grandes continuadores de Pirro e do seu Cepticismo, escreve: “o fogo, que por essência queima, causa em cada um a representação de ser quente”1 e, também, “O fenómeno prevalece sobre todas as coisas, onde quer que se mostre”2. Em linguagem popular dir-se-ia: “Onde há fumo, há fogo” e “Onde está o fogo, a luz aparece” ou “Trabalho feito de noite, de dia aparece”.

 

No dia 14 de Março de 2002, três dias antes das eleições legislativas que retiraram o PS do poder, foi aprovado em Conselho de Ministros (o último da legislatura) o Decreto-Lei nº 140/2002 que reduziu a Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo e assim viabilizou a construção do Freeport em Alcochete. Era então ministro do Ambiente o actual primeiro-ministro.

 

O Freeport de Alcochete é um enorme centro comercial (o maior da Europa, segundo a sua própria publicidade), situado no “deserto” da margem Sul onde “jamais” (leia-se em francês: jamé) poderia localizar-se qualquer grande infra-estrutura, como, por exemplo, o novo aeroporto de Lisboa – isto, de acordo com o, ainda, ministro das Obras Públicas, o Eng.º Mário Lino (que é mesmo engenheiro, também segundo as suas próprias palavras). E, na verdade, o Freeport Outlet Alcochete terá chegado a estar mesmo à beira da falência em 2007, depois de anos em crise.

 

É então, também em 2007 (que coincidência!), que começam a circular notícias pondo ostensivamente em causa a localização na Ota do novo aeroporto de Lisboa (NAL) e aparece o estudo de uma alternativa à Ota da CIP (que conveniente!), entre outros,feito a pedido do primeiro-ministro, José Sócrates, o qual aponta a zona do campo de tiro de Alcochete como melhor alternativa para a localização do novo aeroporto. A este propósito leiam-se os postais anteriores deste Jardim, Lisboa – Novo Aeroporto Ou Novo “Ageitoporto”? e Lisboa – Novo Aeroporto Ou Novo “Ageitoporto”? (Parte 2).

 

Eis que de repente, não mais que de repente, prepara-se para nascer no “deserto de Alcochete”, uma espécie de Las Vegas à portuguesa. Tudo ali, ao pé umas coisas das outras, numa felicíssima coincidência. Terá o Zézito “bolado” este plano infalível? Ná! Isto requer mais do que esperteza: requer inteligência.

 

O que precisava o “Freepor” de Alcochete para vingar? Publicidade, muita publicidade? E o jeitão que dava um aeroporto mesmo ao pé? Então e não é que, por incrível(!) coincidência, é isso mesmo que está a acontecer? Ele há coisas…!

 

Interessante, muito interessante mesmo, seria saber quem são os proprietários dos terrenos na área de influência do Freeport de Alcochete e do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, e quem foram os autores dos negócios (especulativos) de compra e venda desses terrenos nos últimos 4 ou 5 anos. Talvez se encontrassem informações muito elucidativas relativamente a algumas dúvidas agora “processualmente” persistentes…

 

1Hypotyposes Pirrônicas, III, 179.

2Contra os lógicos, I, 30.

O escândalo Freeport – actualização.

Terão o DCIAP e a PJ aguardado a saída do país do primeiro-ministro para executar as buscas hoje noticiadas?

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Abrunhosa: Concerto no Freeport
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Mais buscas em ateliê de arquitectura
15:43 Quinta-feira, 22 de Jan de 2009
(no Expresso)
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E que dizer da (literalmente) incrível rapidez com que foram esclarecidos à PJ “todos os movimentos financeiros” relacionados com o Freeport. Todos?
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Alvo
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As novas informações entretanto publicadas na imprensa foram recolhidas no blogue Do Portugal Profundo, cujo autor tem vindo a actualizar toda a informação relativa a este caso no postal intitulado O começo do fim.
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O escândalo Freeport,

o Watergate à portuguesa?

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Caso Watergate (1974):

Nenhum livro que aborde conspirações, encobrimentos e crimes de Estado estaria completo sem a presença de Richard Nixon, Tricky Dick (Dick, o Mentiroso), como era conhecido pelos seus concidadãos. … Hoje em dia, o escândalo Watergate converteu-se no exemplo típico que vem à memória de todos quando se trata de falar dos jogos sujos políticos, de corrupção, extorsão, escutas ilegais, conspiração, obstrução da justiça, destruição de provas, fraude fiscal, uso ilegal dos serviços secretos e das forças de segurança, financiamento ilegal de partidos e apropriação indevida de fundos públicos, todos eles, assuntos dos quais temos alguma experiência. (DN, Grandes conspirações da História 4, O escândalo Watergate, 2-Agosto-2006)

Caso Freeport, desenvolvimentos recentes (2008/09):

ZPE Alcochete

 

Outubro 2008

Selon une source proche du Foreign Office et du cabinet du premier ministre Gordon Brown, les autorités britanniques ont récemment abordé avec Lisbonne la suite à donner aux “affaires” Madeleine McCann et Freeport de Alcochete. …
Les deux affaires sont embarrassantes et Lisbonne et Londres veulent avant tout éviter que les détails puissent tomber dans le domaine public: …
(Dossiers Freeport et Maddie dans l’agenda des autorités portugaises et britanniques, SOS Madeleine McCann, 21-10-2008)

Tradução: Segundo uma fonte próxima do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do gabinete do primeiro-ministro Gordon Brown, as autoridades britânicas abordaram recentemente com Lisboa o seguimento a dar aos “casos” Madeleine McCann e Freeport de Alcochete … Os dois casos são embaraçantes e Lisboa e Londres querem evitar que os pormenores possam cair no conhecimento público: …

Novembro 2008

Informação relevante para a investigação do processo Freeport terá sido obtida em Inglaterra por escutas administrativas, ou seja, feitas eventualmente sem autorização de um juiz e pelos serviços secretos britânicos. Esta será uma das questões a abordar na reunião que amanhã se realiza em Haia, na sede da União Europeia de Cooperação Judiciária (Eurojust), entre delegações de polícias e magistrados portugueses e ingleses. …
O objectivo agora é trocar formalmente as informações recolhidas, de forma a perceber se houve ou não o pagamento de luvas milionárias – estimadas em quatro milhões – pelo licenciamento de construção do empreendimento Freeport, em Alcochete, decidida no último Conselho de Ministros do governo de António Guterres e quando José Sócrates era o titular da pasta do Ambiente. …
(CM, Caso Freeport com escutas polémicas, Eduardo Dâmaso/Tânia Laranjo, 16-11-2008)
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Information relevant for the Freeport case had been obtained in the United Kingdom via ‘administrative tapping’ (interception of phone calls, e-mails, faxes and SMS messages among other things) carried out by British Secret Services without the authorisation of a Portuguese or British judge, claims the Lisbon daily Correio da Manhã.
The truth or falseness of the allegation was one of the key questions on the table at Tuesday’s hearing between Portuguese police and magistrates and their British counterparts. …
(Algarve Resident, Freeport investigated, 20-11-2008)

Tradução: Informações relevantes para o caso Freeport foram obtidas no Reino Unido através de “escutas administrativas” (intersecção de chamadas telefónicas, correio electrónico, faxes e mensagens SMS, entre outros) realizadas pelos Serviços Secretos britânicos sem a autorização de um juiz português ou britânico, refere o jornal Correio da Manhã. A verdade ou falsidade das alegações nunca chegou a ser questionada durante a reunião de terça-feira entre os polícias e magistrados portugueses e os seus colegas britânicos. …

Janeiro 2009

Um ministro socialista do Governo de António Guterres é visado pelas autoridades judiciais do Reino Unido na investigação criminal em curso neste país sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete – apurou o SOL junto de uma fonte conhecedora do processo … (Sol, Ingleses apontam o dedo a ministro português, Felícia Cabrita, 10-01-2009)

O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, esclareceu este sábado que não existem, até ao momento, indícios do envolvimento de qualquer ministro português, nem do actual ou anteriores governos, em eventuais crimes de corrupção no âmbito do ‘Caso Freeport’. …
A procuradora-geral-adjunto que lidera a investigação, Cândida Almeida, já tinha negado ontem ao ‘Correio da Manhã’ a existência de um ministro arguido. “Oficialmente, não temos qualquer conhecimento”, disse Cândida Almeida ao nosso jornal.
A nota emitida hoje pela Procuradoria-Geral da República refere ainda que, “rumores, suspeições e boatos não são indícios relevantes, nem o Ministério Público pode credibilizá-los”. …
(CM, Freeport: PGR nega envolvimento de ministros, 10-01-2009)

A PGR diz que emitiu esta nota por temer as eventuais «repercussões sociais» provocadas pelas «suspeições» que a manchete do SOL levanta. …
O comunicado da PGR vem ainda desmentir que as autoridades inglesas tenham enviado, recentemente, uma carta rogatória para o Ministério Público, mas o SOL reafirma que, não só esta foi enviada, como foi antecedida por uma pré-rogatória. As autoridades inglesas esperam ainda resposta à sua missiva. …
(Sol, SOL reage ao comunicado da PGR, Felícia Cabrita, 10-01-2009)

A investigação em curso no Reino Unido ao ‘caso Freeport’ inclui, desde 2007, um DVD com a gravação de uma conversa entre um administrador daquela empresa e um empresário inglês, Charles Smith, em que este assume que foram pagas ‘luvas’ a políticos portugueses para viabilizar a construção do outlet de Alcochete. Na conversa, Smith implica de forma explícita um ex-ministro do Governo de António Guterres – que, conforme o SOL revelou na passada edição, encabeça uma lista de 15 suspeitos visados na investigação inglesa. … (Sol, Vídeo prova pagamento de ‘luvas’ a ministro português no Caso Freeport, Felícia Cabrita, 16-01-2009)

Nota: Todos os sublinhados são do transcritor.

Nos Estados Unidos bastaram 2 anos após a denúncia do escândalo Watergate para apurar os factos (1972-1974) e obrigar a demissão do presidente corrupto. Em Portugal já lá vão 4 anos (2004-2008) e a investigação ainda vai nos preliminares. Aliás, se não fosse a investigação inglesa nem aí estaria, certamente, e o caso já teria sido convenientemente arquivado. Assim, haverá por aí um certo ministro (cujo nome parece ser um segredo de polichinelo) que terá muita dificuldade em adormecer. Esta é a Palavra que se lhe aplica:

2 Nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nem oculto que não venha a conhecer-se. 3 Porque tudo quanto tiverdes dito nas trevas há-de ouvir-se em plena luz, e o que tiverdes dito ao ouvido, em lugares retirados, será proclamado sobre os terraços. (Lucas 12)

E esta é a descrição da eficácia dessa Palavra:

12 Na verdade, a palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração. 13 Não há nenhuma criatura oculta diante dele, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas. (Hebreus 4)

Fontes de informação principais:

– Em inglês;

http://joana-morais.blogspot.com/2008/10/freeport-records-and-maddie-on-agenda.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-case-with-polemical-wiretaps.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-is-about-to-burst.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-investigated.html

http://joana-morais.blogspot.com/2008/11/freeport-records-and-maddie-on-agenda.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/minister-is-suspect.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/freeport-attorney-general-denies.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/freeport-case-sol-reacts-to-ags.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/interview-with-pinto-monteiro-in.html

http://joana-morais.blogspot.com/2009/01/video-proves-payment-of-bribes-to.html

http://www.algarveresident.com/story.asp?XID=22545

– Em português;

http://apdeites2.cedilha.net/?p=1282

http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/01/freeport-e-o-medo.html

http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/01/freeport-o-segundo-nome-que-no-deve-ser.html

http://www.forumnacional.net/showthread.php?p=304222#post304222

http://diario.iol.pt/sociedade/freeport-dciap-investigacao-justica-mp/987206-4071.html

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=111671

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355642&idCanal=95

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=7283BBC5-D924-4CCB-B95E-742BC54D9A2D&channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=367187

http://diario.iol.pt/sociedade/sol-quiosques/1030917-4071.html

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=43345F48-E31B-4A78-BC32-E1C00EB2B9C5&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010