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Eis o que acontece quando se transforma o dinheiro em dívida.

Lembre-se, o dinheiro é dívida desde que o padrão ouro foi retirado. O que existe actualmente em circulação no mundo não é dinheiro mas tão só promessas de pagamento de dívida, sob a forma de notas de banco, cheques, ordens de pagamento e outras promissórias.

Visualize a monstruosidade resultante – nesta sequência de imagens apenas para o grupo de países em que somos incluídos, os GIPSI-Grécia, Itália, Portugal, Espanha (Spain) e Irlanda, mas é possível explorar o sítio para visualizar outras monstruosidades ainda maiores.

Perceba, finalmente, como é que os bancos atiraram para cima dos contribuintes (de si) a monstruosidade que eles próprios criaram.
Bailouts, stimulus packages, debt piled upon debt…Where will it all end?
How did we get into a situation where there has never been more material wealth & productivity and yet everyone is in debt to bankers?
And now, all of a sudden, the bankers have no money and we the taxpayers, have to rescue them by going even further into debt!

O que impede Portugal de sair da crise económica? (3)

continuado daqui(1) e daqui(2)

1. A cultura da fraude.
1.3. Uma tentativa descarada de burla na formação.

O meu amigo de longa data Manuel é um experiente e competente maquetista virtual (veja anúncio na aba lateral esquerda deste blogue). Aliás, ele é bastante mais do que isso mas, nas suas próprias palavras, “o bando que lute pelos peixes mortos que os homens das redes deitam fora, que eu prefiro comer pouco mas voar em liberdade” – uma metáfora entre o mundo dos projectos de construção e uma determinada passagem do livro (ou cena do filme?) Fernão Capelo Gaivota.
Muito recentemente o meu amigo recebeu um e-mail com a extraordinária proposta de trabalho que consta do “print” seguinte:
(contendo, reparem, uma explicação detalhada da escala 1:10)

O “programa de trabalho” e o aspecto das “vitrinis” a que se refere o texto do e-mail vinham em anexo, em documentos originais do centro de formação Citex que a “cliente” do Manuel frequenta como aluna:

(clique nas imagens para as ver maiores)

O que impede Portugal de sair da crise económica? (2)

continuado daqui (1)

1. A cultura da fraude.
1.2. Um caso público com múltiplas ligações.

O caso de Amadeu Lima Carvalho, indiciado dos crimes de burla, falsificação de documentos e fraude fiscal, que veio a público pelos idos de Março de 2007, passou quase despercebido por causa destoutro semelhante do inenarrável ex-primeiro-ministro José Sócrates Sousa.
Ambos os escândalos têm em comum a sua ligação à Universidade Independente (UnI), mas divergem na aplicação das medidas preventivas judiciárias, pois Amadeu foi preso preventivamente e José não foi. (A igualdade perante a lei em Portugal continua a ser interpretada segundo a orweliana ideia de que uns são mais iguais do que outros.)

O caso voltou a ser noticiado brevemente já em Agosto de 2011, a propósito do decurso do julgamento do caso UnI. E, se a notícia nada permite concluir sobre a maioria das acusações de que estava indiciado Amadeu Lima Carvalho, ela é bem esclarecedora relativamente à prática do crime de falsificação de documentos:

“No nosso sistema informático nunca tivemos Amadeu Lima de Carvalho como aluno de direito”, garantiu a testemunha, (…)
Confrontado com vários certificados da licenciatura em direito de Lima de Carvalho, datados de 1996 e 1998, António Gonçalo garantiu que não rubricou nenhum, algo que fazia parte das suas funções enquanto chefe da secretaria.
A testemunha adiantou que o próprio Luís Arouca lhe disse que a assinatura no certificado de licenciatura de Lima de Carvalho também não era do ex-reitor.
Nos autos constam cópias de vários certificados de Amadeu Lima de Carvalho, (…) de uma licenciatura em direito tirada em 1996, outra em 1998, um mestrado em recursos humanos em 2004, a atribuição do grau de mestre em direito em 2004 e ainda o extrato de uma ata do Conselho científico na qual consta que este é nomeado professor da faculdade de direito da UNI, assinada pelo docente Nuno Miguel Gomes. (…)

O que impede Portugal de sair da crise económica? (1)

1. A cultura da fraude.
1.1. A raiz do problema.

A Economia é uma das denominadas Ciências Sociais. Estas Ciências estudam a organização e o funcionamento da sociedade e da sua cultura. O objecto das Ciências Sociais é o Homem. A Economia é uma Ciência Social na medida em que se ocupa do comportamento humano procurando estudar o modo como os indivíduos e as organizações da sociedade se empenham na produção, troca e consumo de bens e serviços.

A Economia estuda, pois, um certo tipo de comportamentos sociais. Assim, a boa Economia, isto é, a Economia da abundância, resultará em grande parte da escolha de bons comportamentos sociais e a má Economia, isto é, a Economia da escassez, resultará também em grande parte de maus comportamentos sociais.

As relações económicas de produção, troca e consumo de bens e serviços designam-se genericamente como negócios. Todos os negócios se baseiam num pressuposto de honestidade (verdade, confiança, lealdade) entre as partes que negoceiam, assente ou não em garantias. Os bons negócios serão, então, aqueles em que as partes têm bons comportamentos sociais económicos – honestidade – e os maus negócios aqueles em que pelo menos uma das partes tem maus comportamentos sociais económicos – desonestidade (mentira, abuso de confiança, deslealdade).

Em artigos seguintes dar-se-ão uma série de exemplos (uns publicados, outros discretos) demonstrativos que a cultura da fraude (da mentira, do abuso de confiança e da deslealdade) estão entranhados profundamente na sociedade portuguesa, impedindo o seu progresso económico – e não só.

Ele bem pode mudar de actividade:

o que José Sousa não pode é mudar a sua própria dimensão.

(ou, dito de modo vulgar, eu bem me parecia que vivia numa “bimbocracia”)

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“A árvore e seus frutos (Mt 7,16-20; 12,33-37) – 43«Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. 44Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos dos espinhos, nem uvas dos abrolhos. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração.»” (Lucas 6)

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Onde está o insulto? Nos factos trazidos a (P)público ou na verdade dos mesmos?

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Nem o jornal cometeria a imprudência de publicar uma notícia destas sem estar fundamentado em factos comprovados, nem o primeiro-ministro se defenderia qual donzela após tornada pública a perda da sua honra. A esta hora já o Público teria sido acusado perante a justiça de injúria e difamação.

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O único insulto que consigo aqui detectar é aquele que o sr. José Sousa (vulgo Sócrates) faz à inteligência dos portugueses.