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Curar a bebedeira com mais bebida?

Enquanto o PIB mundial é de 70 biliões de dólares, o mercado de títulos é de 95.000 biliões (mais de 1.000 vezes superior), as bolsas “valem” 50.000 biliões (cerca de 1.000 vezes mais) e seus derivados “valem” 466 mil biliões (6.500 vezes mais). Uma situação insustentável. O que está por trás destes números de títulos, valores mobiliários e derivativos é um capital especulativo que é milhares de vezes maior do que a economia real. Perante esta massa de capital a taxa de lucro tende para zero de forma imparável, pois os lucros saem – no fim de contas – da economia real. O sistema capitalista vai entrar em colapso. A cada 2,4 horas move-se pelo mundo uma quantidade de dinheiro equivalente ao PIB total de um ano!

A estrutura do Banco Central Europeu facilita a especulação. Na verdade, o BCE pode emprestar a bancos privados a uma taxa de juros de 1% mas não pode fazê-lo para os Estados, que têm de recorrer às entidades privadas através da dívida pública com juros muito mais altos. Desta forma, os bancos privados podem colectar os empréstimos do BCE a taxas de juro baixas e comprar dívida pública a juros muito mais altos.
(leia o artigo completo, em espanhol)

O que fazem, então, os donos do BCE? Preparam-se para aumentar o negócio FEEF para 1 bilião de euros.

E, quem vai pagar este novo “investimento” dos senhores da UE? Vá lá, esta vocês sabem responder agora…

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‘The Higher They Climb,The Harder They Fall’*

*’Quanto mais alto se sobe, maior é a queda’


… Under such a plan, assuming the EFSF contributes €400bn, the total bail-out resources would be about €2,000bn. Higher leverage, a lower first loss piece of, say, 10 per cent, would increase available funds to €4,000bn. …

The EFSF does not have €440bn. After existing commitments to Greece, Ireland and Portugal, its theoretical resources are at best about €250bn, …
The EFSF must borrow money from the markets, relying on its own CDO-like structure, backed by a cash first loss cushion and guarantees from eurozone countries. …
The ECB, the provider of protected debt, has capital of about €5bn, supporting about €140bn in bonds issued by beleaguered eurozone nations, purchased as part of market operations to reduce their borrowing costs. … While the eurozone central banking system has capital of about €80bn that could be available to support the ECB’s operations, this adds to the incremental leverage under such a plan.

The circular nature of the idea is surreal. Highly leveraged vehicles, in part backed by weakened nations such as Spain and Italy, would undertake the “rescue” of the same countries and their banks. This would be akin to an entity selling insurance against its own default. This would only work if all commitments were fully backed by real cash and savings, which of course nobody actually has.

Super-charged eurozone fund won’t solve crisis (*)
By Satyajit Das, September 28, 2011, Financial Times

(*) Fundo da eurozona sobrealimentado não resolverá a crise – mas aumentará exponencialmente o desastre quando falhar.

(Lyrics/Letra)