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O Último Primeiro de Dezembro*

e o Admirável Mundo Novo dos Estados Unidos da Europa.

End War.

A União Europeia (UE) saudou o início de uma nova era nesta terça-feira com a entrada em vigor do tratado de Lisboa, que traz consigo a esperança do bloco se tornar uma força mais poderosa no palco mundial. …
(Tratado de Lisboa sinaliza nova era no bloco, diz União Europeia, Timothy Heritage – Reuters, 1 de dezembro de 2009, Estadao.com.br)

Os presidentes dos dois maiores grupos políticos do Parlamento Europeu (PE) realçaram, em Bruxelas, a “boa nova” que significa a entrada em vigor do Tratado de Lisboa hoje, dia em que os 27 entram “numa nova dimensão”. …
(Tratado faz UE entrar numa nova dimensão, Agência Lusa, 2009-12-01, JM.online)

O futuro aí, pá. Não tás mesmo já a ver?
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Sem independência não há liberdade.

*Título indecentemente roubado deste post do Paulo Morais no Blasfémias.
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Se lê inglês, veja também este post no No to Lisbon Treaty – Europa Libera.
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O futuro orweliano dos povos da Federação Europeia.

Big BrotherA glimpse on EU people’s Orwellian future

European illuminati illuminated unelected leaders are already preparing some goodies for their serfs citizens. …

Nota: Para quem não lê inglês, no final do post existe um linque para um elucidativo artigo do Público sobre o mesmo assunto

Este destaque foi também publicado aqui.

Que parte do NÃO é que eles não percebem?

 

NO means NO

Em 29 de Maio de 2005 o povo francês rejeitou a ratificação do “Tratado que Estabelece uma Constituição para a Europa”, com uma maioria de 55% de votos NÃO no referendo nacional então realizado. (1)

Três dias mais tarde o povo holandês confirmaria esta rejeição da ratificação do dito “Tratado” Constitucional, com uma maioria de 61% de votos NÃO no seu próprio referendo nacional. (2)

Não contentes com este resultado, os “europeístas” constituíram o chamado Grupo Amato, oficialmente designado Comité de Acção para a Democracia Europeia, um grupo de políticos “sábios”(!?) que começaram a re-escrever a Constituição Europeia NÃO oficialmente, isto é, sem qualquer mandato oficial da instâncias europeias. O resultado desta iniciativa “altruísta” seria aquilo que agora é conhecido como Tratado de Lisboa, (como sabem, grandemente patrocinado pelo vaidoso licenciado em engenharia socialista, que encheu a boca – e sabe-se lá o que mais – com a promoção da coisa), o qual não sendo um texto constitucional concede a si mesmo a faculdade de nisso se transformar com toda a facilidade e sem qualquer consulta popular – plebiscito ou referendo. (3, 4)

Para conseguirem levar a cabo este verdadeiro golpe de Estado (ou melhor, golpe de Estados) os governos de todos os países da EU acordaram em não realizar qualquer referendo nacional sobre o assunto, com uma única excepção (e para grande desgosto dos “comissionistas” da união): o governo irlandês não pôde fazê-lo por ser formalmente proibido na Constituição do país – através de uma norma resultante de uma decisão do Supremo Tribunal da Irlanda. (5)

Em 12 de Junho de 2008, a maioria do povo irlandês (53,5%) responderia NÃO à proposta de emenda da sua constituição que permitiria a ratificação do Tratado de Lisboa também pela Irlanda. (6)

O POVO IRLANDÊS FOI O ÚNICO A SER CONSULTADO E DISSE NÃO.

Segundo o anterior comissário europeu Charlie McCreevy, 95% dos Estados membros da União Europeia teriam que recusar o Tratado de Lisboa se realizassem referendos nacionais. (7)

Esta é ou não é uma Europa sem democracia?

Mas, tal como os parasitas, eles são muito persistentes e… lá estão a obrigar a Irlanda a novo referendo. Em resposta, eu adiro sem qualquer hesitação ao movimento NO means NO (NÃO quer dizer NÃO). Peço a todos os meus leitores que apreciem a questão e considerem a hipótese de o fazer também, dirigindo-se a esta página* (para esclarecimento) e assinando/divulgando a petição dirigida ao povo irlandês, pedindo-lhe que vote maioritariamente NÃO… OUTRA VEZ!

* Bastará um único pedido aqui na caixa de comentários e eu traduzirei com todo o gosto a página de esclarecimento e publicarei essa tradução neste meu blogue pessoal.